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The  Swedish  Mining  Process  and  Formal  Indigenous  Position

A troca de conhecimentos entre as famílias e as professoras aumenta as possibilidades de uma educação infantil de qualidade. A presença das famílias no espaço do CEI contribui para o estabelecimento de parcerias e pode fortalecer os laços de respeito e amizade entre as partes.

Em uma oficina de contar histórias, realizada para as famílias, as professoras relatam que sentiram muita insegurança, pois temiam não agradar os adultos ao mostrar que a falta de recursos não é impedimento para realizar tal atividade. Giselda e Solange, sentadas no chão, no meio da roda com os pais também sentados, explicam:

Além de você pegar um livro e ler, pode formar os personagens para a história. Um garfo pode ser um cavalo, um prato, um barco, tudo... É só você começar, é mais uma opção de contar histórias, daí você fica pensando: Não tenho nenhum livro bom, não tenho história, aquelas coisas que fascinam a criança. Se você pega uma garrafinha, coloca os olhinhos, o cabelinho, pra eles já é um personagem, é uma forma diferente de contar histórias...

(Cena 9.10.2008). Giselda e sua colega contam uma história às famílias, lançando mão de objetos que colocaram no centro da roda. Pegam um pedaço de pano, dão forma enrolando-o na mão e dialogam com o personagem da colega. Criam situações em que os personagens, muito grandes, precisam passar por uma ponte muito baixa. Questionam: E agora? Os presentes, vendo a situação de impasse, sugerem que se abaixem para que possam passar... (...). Em seguida, surge uma almofada azul para representar um lago. Giselda narra a segunda história, enquanto Solange, com uma grande caixa, vai retirando panos coloridos, jogando-os para o alto, criando uma atmosfera de fantasia, colocando um deles nas mãos, criando um personagem que interage com as famílias. (...)

Giselda relata que, em sua infância e adolescência, assistia, na televisão, um programa cultural que apreciava muito. Prestava atenção em como contavam histórias, mergulhava naquele mundo encantado dos personagens, e, ao longo do tempo, arriscou produzir personagens para suas próprias histórias, com panos enrolados nas mãos. Cria-se um momento mágico à medida que lhes dá formas. Aprendeu nas oficinas realizadas nos cursos

PEC- Formação Universitária e no ADI Magistério. Alerta para o talento da colega, que produz personagens mais elaborados. Sentar-se no chão para contar histórias é fruto de suas observações ao longo da prática, isto é, verificava que o interesse das crianças era ainda maior, toda vez que se sentavam no chão, próximas a elas.

Notas de campo, 16 de outubro de 2008.

Solange relata que nas oficinas dos cursos de formação utilizaram materiais mais sofisticados e, sem eles, usa a criatividade: visualiza o personagem e projeta o que irá criar. Nesse encontro com as famílias, o objetivo era mostrar que os materiais de que dispunham poderia ser usado para compor personagens e contar histórias às crianças. Objetivava, sobretudo, formá-las para um saber que construiu, ao rever sua própria infância solitária, mostrar o importante papel da estimulação e do diálogo, considerando que podem provocar o desenvolvimento das linguagens, principalmente oral. Construiu esse saber nas situações cotidianas, o que poderá ser útil às famílias na educação dos filhos.

Notas de campo, 16 de outubro de 2008.

Giselda aponta os conhecimentos oriundos da própria formação integrados a outros de sua experiência pessoal e doméstica, como os programas infantis da infância e adolescência. Solange encontra na criatividade o elemento essencial para criar personagens e estabelecer parcerias com as famílias.

Estabelecer parcerias com as famílias possibilita tornar o CEI em um espaço de convivência. O encontro realizado por Giselda e Solange tem esse propósito, além de prestar contas do trabalho desenvolvido e discutir os avanços dos pequenos. As professoras colocam- se em posições estratégicas na sala, trocando olhares, como se avaliassem os rumos da reunião.

Cena (19.10.2007). Outro encontro ocorre com as famílias com o objetivo de entregar o relatório de acompanhamento e discutir sobre os avanços obtidos pelas crianças. Giselda e Solange recebem os participantes, informam as razões do encontro, apresentam um vídeo das crianças em diferentes situações do cotidiano, explicam a importância desses momentos e, em seguida, distribuem os relatórios. A participação das professoras nas discussões alterna-se e observamos que Solange, em alguns momentos, parece estar ansiosa e sua colega retoma a fala e assim continuam, questionam os pais, respondendo aos questionamentos sempre de maneira alegre, gentil e, ao final, ouvem uma avaliação positiva por parte dos pais.

Ao rever a cena, Solange refere-se à ansiedade que sentia no momento da reunião:

Eu estava muito nervosa com a reunião, pois trabalhar com crianças, falar com elas, é fácil, mas enfrentar uma reunião e coordená-la, me faz temer, pensando se tudo correria bem. Penso que esse sentimento é devido à minha inexperiência em situações dessa natureza. Mas procurei agir da mesma forma que observo na condução das reuniões de equipe, que ocorrem no CEI, pois percebo que, nessas ocasiões, sempre há uma pauta, um ritual em que os objetivos são postos, há o momento para a coordenação da reunião, o tempo para ouvir, o tempo para responder. Procurei seguir o modelo.

Solange, entrevista, 30 de outubro de 2007.

Giselda acrescenta:

Ah, você coordena tão bem uma reunião pra gente (referindo-se à diretora), você tem uma facilidade tão grande de coordenar, de dirigir. Estou sempre observando, você tem uma facilidade tão grande em lidar com as famílias que, se, um dia, eu chegar lá, ficarei feliz. Então, a gente tenta observar e fazer; você consegue fazer isso tão natural, então, a gente tenta fazer.

Solange assinala também um sentimento de empatia com as famílias, procurando fazer aos outros o que quer para si:

Gosto de ser respeitada, então eu trato as pessoas como gosto de ser tratada, com respeito, com humildade (...). Não é porque a gente fez curso, tem curso superior que a gente tem que tratar as pessoas com indiferença, (...) eu sempre fui assim, tenho muita satisfação em ver as crianças felizes e ver que os pais também estão felizes por aquilo que a gente oferece para eles. Nossa, quando eu vi esta quantidade de mães e pais na reunião, eu fiquei tão feliz, tão contente, mas tão...

Questionada sobre sua posição estratégica na reunião, Giselda justifica que observa atentamente a dinâmica das reuniões das filhas e outras, percebendo a necessidade de postar- se em local acessível para ver e ser vista por todos.

Solange observa as reuniões de equipe e combina: Se eu não souber falar alguma coisa, você fala.

São fazeres amparados pela confiança, sensibilidade e, sobretudo, referências obtidas nas situações de trabalho. O saber fazer passa pelo saber ser, que se ampara em sentimentos de respeito, humildade e confiança. O modelo construído com diferentes referências transforma os saberes em fazeres significativos.

As professoras levantam um aspecto importante: é preciso um tempo próprio a cada sujeito para a reflexão. A discussão teórica só é apropriada se houver assimilação e conexão com a realidade vivida.

O processo de aprender é de duração variada, os significados são muito específicos a cada sujeito, não existe um espaço único para a aprendizagem.

Conhecer a cultura familiar possibilita realizar um trabalho que contempla as necessidades e interesses das crianças.

Cena (05.10.2007). Caio chega com seus pais (está no colo da mãe) e encontram a professora Fátima na porta da sala. Cumprimentam-se, a mãe coloca a criança no chão, que se põe a chorar, recusando-se a entrar. A professora conversa alguns instantes com os pais perguntando-lhes se houve alguma ocorrência com a criança durante a noite, se ela está bem de saúde, se há alguma recomendação específica e, de posse das informações, abaixa-se, conversa com a criança apontando para os coleguinhas que já se encontram brincando na sala , mas ela recusa-se a ouvi-la. A mãe mostra-lhe um dos meninos que mora próximo a sua casa, pega-o no colo, mas não o convence. O pai permanece em pé, no corredor, com a mochila da criança a tiracolo. Os pais resolvem entregar a criança à professora, que a pega no colo, levando-a ao solarium. Aos poucos, a criança se acalma e aceita subir no cavalinho de balanço que ali se encontra.

Demonstrando conhecer muito bem a criança, Fátima apresenta algumas razões para justificar o choro: não entrou no mesmo período que os demais, alimenta-se com leite materno, é o primeiro filho do casal, a mãe passou a estudar no período matutino (anteriormente ficava em casa com a criança), o pai fica em casa durante o dia, porque trabalha à noite. De posse desses dados, a professora planeja uma atenção específica à criança para que se sinta acolhida. Pela observação diária, percebeu que, se a mãe permanece, a criança mantém o choro por tempo maior, mas se o pega no colo e vai brincar em outro espaço com muitas bolas, ele se envolve com o brinquedo, fica mais tranquilo e volta para a sala interagindo com os demais. Segundo ela, a mãe sente-se mais segura ao vê-la controlar a situação.

Aprendeu com a colega da sala essa estratégia, ao vê-la agir com outra criança que chorava na entrada da sala. Se a criança permanecesse na sala, ocorria um choro em cadeia, isto é, os demais acabavam chorando também. Reconhece que o momento de ruptura dos laços familiares para a criança é muito difícil, sensibiliza-se com o sentimento dela, planejando estratégias para a sua superação.

Não tendo experiência anterior com crianças pequenas, seu aprendizado e a forma de abordagem ocorreram observando e dialogando com a colega de sala. Considera este momento complexo, principalmente quando as famílias não informam algumas características da criança ou as ocorrências do dia anterior, o que exige um tempo maior para compreendê-la. A complexidade aumenta, quando se relaciona com a saúde, dificultando a percepção de sua gravidade.

Questionando as famílias e contando-lhes o que fazem na escola, aproxima-os mais e, gradativamente aumenta a confiança mútua. Ao estabelecer estratégias de abordagens, verificou que, muitas vezes, não há, por parte das famílias, uma percepção da gravidade da

doença das crianças. É a oportunidade de dialogar sobre possibilidades de parceria para melhor desenvolvimento delas.

No cotidiano do trabalho, Fátima percebeu a relação entre a saúde da criança (sentir-se bem fisicamente), a permanência tranquila no CEI e o aproveitamento das oportunidades de exploração:

Se algo não vai bem com a criança, pouco se envolve com o que lhe é oferecido.

Fátima, entrevista, 16 de outubro de 2007.

A professora sinaliza que a construção de um saber extrapola os limites do planejamento de trabalho. Para aprender, a criança precisa estar motivada; no caso dos pequenos, a professora, no cotidiano de seu fazer, aprendeu que há uma relação direta entre as condições físicas da criança e o interesse para as situações de exploração.

São saberes construídos na ação, na observação da criança e diálogo com suas famílias. São saberes complexos porque não se limitam ao conhecimento de teorias e processos pedagógicos, mas exigem, sobretudo, perceber a criança na sua complexidade e na sua realidade de ser único e singular, o que não é abordado durante a formação acadêmica:

Veja, por mais que durante a formação acadêmica a gente discuta, muitas vezes, nossos professores não possuem o conhecimento da criança real. Não adianta abordar o desenvolvimento da criança apenas, porque estamos tratando de um sujeito “abstrato” e não daquela criança com a qual nos deparamos no dia a dia. Hoje, eu consigo perceber no choro da criança a sua necessidade. Foi um longo processo de aprendizagem, comparando, observando, discutindo, analisando. Penso que a gente precisa querer compreender e analisar para perceber o real significado do trabalho com a criança.

Fátima, entrevista, 16 de outubro de 2007.

Após um longo processo para a tomada de consciência a professora conseguiu estabelecer a ponte entre a teoria e a situação real. É um saber que exige um querer analisar,

disposição e coragem. Os conhecimentos acadêmicos, as discussões teóricas durante a formação em serviço, os diálogos com a parceira de trabalho tiveram significado para a professora no momento em que estabeleceu conexão com as próprias análises, ideias e situações, transpondo-as para a prática.

A parceria resulta em uma relação de confiança e possibilita à professora e às famílias contribuir para o desenvolvimento e, muitas vezes, investigar situações que contribuem para a inclusão. É o caso da criança que se comunica muito pouco, como mostra a professora:

Cena (08.05.2008). Conversa com a mãe de um menino, questionando-a sobre sua marcha, a interação em casa com a família e a comunicação oral. A mãe permanece um tempo conversando com a professora, contando-lhe particularidades sobre a criança, Esta conta como a criança interage com os colegas, suas preferências e o foco de seu trabalho com ela.

A professora justifica que precisava conhecer um pouco mais o que a mãe tinha a dizer sobre seu filho:

Eu precisava conhecer como a mãe age com o pequeno em casa, quem cuida dele na sua ausência e como dialogam com ele. Preocupo-me com ele, porque observo que, se chora, ela lhe dá a chupeta e comunica-se com ele como se fosse um bebezinho, usando palavras pouco compreensíveis.

Fátima, entrevista, 19 de junho de 2008.

A aproximação família/escola é o momento propício para obter o insumo necessário para seu trabalho.

Por menores que sejam as informações fornecidas pelas famílias, são fundamentais para compor o mosaico de elementos para a compreensão da criança.

A família não pode ser coadjuvante neste papel, muito pelo contrário, é a protagonista, então, temos muito a aprender com as informações (...), porque é em casa que eles têm o modelo que irão seguir, (...). As famílias apresentam uma diversidade de hábitos, são oriundas de diferentes lugares do país, então, temos que ter na rotina um momento em que essa vivência deles será posta. Por outro lado, temos que aprender também como lidar com esses momentos da criança. Aprendi que não lidamos com uma criança ideal, nem que são todas iguais. Tem um momento na vida que a gente quer lidar de uma mesma maneira, em qualquer situação. Captar as diferenças e saber lidar com elas não é fácil.

Notas de campo, 8 de maio de 2008.

A professora atribui à formação em História as bases para um olhar diferenciado às famílias, mostrando que, na prática, foi construindo uma maneira própria de abordagem.

Quando discuto com vocês (referindo-se à equipe técnica), fico pensando também nos meus alunos do ensino fundamental, só que, lá, o contato com as famílias é bem menor, porque vão sozinhos para a escola. Aqui, as famílias estão diariamente e têm oportunidade de observar, muitas vezes, entrar em conflito com nossos próprios valores, mas precisamos superar nossos modos de ver...

Fátima, entrevista, 19 de junho de 2008.

É um saber respeitar as diferenças que ocorre a partir do entrelaçamentdo da formação universitária com os diálogos com as famílias e equipe técnica, tecendo uma rede de fazeres que se aproxima da realidade da criança e lhe oferece situações de exploração respeitadoras de sua identidade. Requer muito cuidado, respeito, habilidade, superação de preconceitos e saber lidar objetivamente com suas emoções.

A interação entre famílias e professora propicia o respeito às diferenças e projetar o futuro a partir do presente. Fátima programou a orientação às famílias em relação às etapas de desenvolvimento das crianças, seu significado e possibilidades de comunicação dos pequenos.

Cena ( 22.10.2008). A professora, em reunião com as famílias, discute as interações das crianças no grupo e as ocorrências surgidas na disputa de brinquedos ou outros objetos. Procura ouvir o que pensam os presentes sobre a forma como as crianças conseguem seus objetivos, muitas vezes, com empurrões, mordidas etc. Ouve atentamente cada um que se manifesta e vai informando, orientando de modo a dirimir dúvidas. Há uma preocupação por parte da professora em deixar como mensagem a importância da parceria escola/família na condução das orientações às crianças para a passagem desse momento de agressividade e a não alimentação da violência.

A orientação pode levar as famílias a mudar sua atitude com os filhos, com repercussões positivas no grupo. Por sua experiência com o ensino fundamental, a professora percebeu que orientá-los desde cedo pode atenuar os casos de agressividade/violência, quando conta com a parceria das famílias, cultivando valores como o respeito ao outro, convivência pacífica etc.

A professora acredita que, em uma sociedade com tantos problemas, as parcerias desde a educação infantil podem ajudar as famílias na educação dos pequenos. Situações vividas com os maiores, relatos de violência em família e a maneira como reagem, mostram seu efeito na escola. Assim, a professora planejou a orientação para sensibilizar as famílias em relação ao desenvolvimento da criança, cuidados, afeto e respeito.

Quando você pega uma criança que já tem de 12 a 13 anos e reflete que, se tivesse trabalhado temas na educação infantil, contribuído para a reflexão das famílias para que olhassem para esta criança de forma diferente, como ser humano, como pessoa também, e a criança está ali como observadora, pode não falar nada, mas está observando e os atos de agora podem estourar lá na frente, e o futuro pode ser a imagem do que você deu hoje para esta criança; então, a educação infantil faz com que você olhe lá na ponta e olhe, depois, o trabalho aqui, e tente mudar através da fala, através da ação, como no momento em que nós demos banho no boneco; tem uma hora em que eles estão fazendo carinho no boneco, por que não “um tapa”? Carinho, não um tapa, não chacoalhar, porque a gente cansa de ver

isso no dia a dia. Então, diante do que eu vejo lá na frente, com o privilégio que tenho do que “enxergo” com os maiores, o pouco trabalho que eu posso fazer é aqui. O que eu posso fazer? Um bom trabalho com a família e com a criança. Principalmente com a família.

Fátima, entrevista, 28 de outubro de 2008.

A professora refere-se a um saber construído a partir da análise da sociedade plena de conflitos, seus reflexos na família e na escola e nas relações com os maiores. Diante das situações de violência, maus tratos, conflitos dos jovens entre si e as famílias e as dificuldades em contornar situações tão complexas, avalia que o investimento nos sujeitos deve iniciar na tenra idade, na educação infantil, como enfatizam muitos autores. Valorizar a infância, percebê-la na sua importância e tomar consciência de seu papel foi um longo processo, que só teve significado, quando começou a comparar as duas situações de trabalho e as etapas de desenvolvimento dos grupos: crianças e adolescentes.

Como suas colegas, para Fátima, a formação subsidia sua ação, ressaltando a necessidade de a formação fornecer fundamentos para a prática docente.

No momento da história a professora Mariana cria suspense, para despertar o interesse dos pequenos. O ambiente é acolhedor, com um tapete, no qual se sentam as crianças.

Cena (01.10.2007). A professora Mariana solicita às crianças que se sentem ao seu redor, pois irá lhes contar uma história. Aos poucos, as crianças (cerca de 15) aproximam-se, ela as ajuda na organização em círculo, mostra a capa do livro, dizendo tratar-se da história A Bela e a Fera e acrescenta o nome do autor. À medida que vai contando, tenta chamar a atenção de outras crianças (quatro crianças que não se aproximaram e estão envolvidas com alguns brinquedos em outro canto da sala). Um menino não está brincando, continua deitado no chão, mexendo-se, ora ficando de costas, ora virando-se para os lados.

A parceira de sala de Mariana1 procura fazer com que as crianças se envolvam com a história. Não obtém sucesso e permanece ao lado delas, assistindo-as. Mariana pergunta o nome de cada personagem, encorajando as respostas. Preocupa-se com o menino deitado, estimulando-o a aproximar-se, sem sucesso. À medida que continua a história, dirige-se à criança, chama sua atenção para o episódio, mas a criança permanece deitada.

Questionada sobre a postura em relação à criança que permanecia deitada, a professora diz:

O Yuri é uma criança que sempre está “ausente” nas histórias, mas conta todas para sua mãe. Discutindo o fato com minha parceira de sala, ela questionou: Como isso pode