Kapittel 4: Strategisk analyse
4.3. SVIMA-ANALYSE
3.3.1 Considerações gerais
Parte do experimento foi conduzido na Fazenda Experimental Prof. Hélio Barbosa, da Escola de Veterinária da UFMG, localizada no município de Igarapé – MG, situada a 20o04’31 de latitude sul e 44o18’06 de longitude oeste de Greenwich, com altitude média de 786 metros. Foi utilizada uma área já estabelecida de Brachiaria decumbens que foi submetida à análise química de solo na qual se observaram as seguintes características: pH = 7,6; Al+3 = 0,01 cmol.carga/dm3; P = 0,5 mg/dm3; K = 97 mg/dm3 e índice de saturação de bases de 87,27%.
Após a uniformização da área, procedeu-se à adubação, realizada de acordo com os resultados da análise de solo e as exigências da cultura.
3.3.2 Procedimento experimental
A Brachiaria decumbens foi cortada rente ao solo, através de roçadeira costal, após 56, 84 e 112 dias da uniformização da área experimental. Os cortes iniciaram em março de 2007. Após o corte, o material foi ensilado em tambores de 200 litros revestidos internamente por uma lâmina de polietileno. O material foi compactada com os pés de modo que a densidade atingisse aproximadamente 550 kg de matéria verde por m3, como forma de garantir condições semelhantes de porosidade às silagens. Após o enchimento, os silos foram fechados com as tampas, lacrados e vedados com auxílio de fita adesiva. Em seguida os tambores foram transportados para as dependências do Departamento de Zootecnia da Escola de Medicina Veterinária da Universidade Federal de Minas Gerais, em Belo Horizonte, onde foram mantidos ao abrigo do sol até o momento de abertura.
O experimento com os animais foi conduzido no Laboratório de Metabolismo e Calorimetria Animal – LAMCA, Escola de Medicina Veterinária da Universidade Federal de Minas Gerais. Foram utilizados neste estudo dezoito carneiros adultos, sadios, com peso médio de 37 kg. Os animais foram pesados no início e no final do período experimental. Para determinar a digestibilidade, os animais foram previamente vermifugados, vacinados e alojados em gaiolas metabólicas, individuais, confeccionadas em cantoneira de ferro, e piso ripado de madeira, dispostas de bebedouro e comedouro de aço inoxidável e saleiro de polietileno. Com altura do solo de 0,6 metros, nas dimensões 1,50 x 0,80 m, revestidas lateralmente com tela de malha fina para evitar a perda de fezes pelas laterais das gaiolas, apropriadas para coleta de urina e fezes simultaneamente. Diariamente, a sala e as gaiolas foram higienizadas.
Os animais foram sorteados aleatoriamente, no número de 6 animais para cada tratamento. As dietas foram fornecidas duas vezes ao dia (6:00 e 16:00 horas), a água e a mistura mineral comercial própria para ovinos foram fornecidas ad libitum. O ensaio de consumo e digestibilidade aparente foi de 5 dias após 21 dias de adaptação às dietas. Os carneiros permaneceram no mesmo tratamento em todo o período experimental.
Foram realizadas amostragens das silagens oferecidas, das sobras no cocho, das fezes e das urinas durante cinco dias consecutivos. Dos tratamentos de cada corte de foragem, foi coletado aproximadamente 1000 g por dia do material oferecido aos carneiros. As sobras foram recolhidas pela manhã, pesadas diariamente e armazenadas por animal, por dia. Quanto às fezes, estas foram pesadas e foram recolhidos 20% do peso total diário. Já para a urina houve a mensuração do volume diário produzido por cada animal, sendo amostrados 10% do volume total. Para coleta de urina foram utilizados funis acoplados às gaiolas e baldes cobertos com telas metálicas e, para a coleta de fezes, caixas plásticas dispostas abaixo dos funis. Nos baldes coletores de urina foi adicionado, diariamente, 100 mL de HCl 2N, para que não haver perda de nitrogênio urinário por volatilização ou decomposição.
As diversas amostras do dia (oferecido, sobras, fezes e urina), após devidamente etiquetadas, foram armazenadas em câmara fria à -17ºC. Ao fim do período experimental, foram feitas amostras compostas de sobras, fezes e urina, que permaneceram estocadas a -17ºC até a devida manipulação para análise laboratorial.
3.3.3 Processamento das amostras e análises laboratoriais
Cada amostra composta foi descongelada sob temperatura ambiente, procedendo-se então a pré-secagem a 55ºC por 72 horas. Após a moagem das amostras diárias em moinho estacionário a 5,0 mm, procedeu-se a homogeneização das mesmas para confecção das amostras compostas, que foram moídas utilizando peneira de 1,0 mm, e estocadas à temperatura ambiente em frascos de polietileno com tampa. As amostras compostas de alimento oferecido, sobras e fezes foram analisadas em triplicatas.
Foram determinados os valores de matéria seca (MS) em estufa a 105°C (AOAC, 1980), proteína bruta (PB) a partir da determinação do conteúdo de nitrogênio (N) pelo método de Kjeldahl (AOAC International, 1995) utilizando-se aparelho da marca Büchi para destilação e titulação, energia bruta (EB) por combustão em bomba calorimétrica adiabática modelo PARR 2081 (AOAC International, 1995), fibra em detergente neutro (FDN), fibra em detergente ácido (FDA) e lignina pelo método sequencial de Van Soest et al. (1991), com adição 2 mL de amilase termorresistente no aparelho Fiber Analyser ANKOM220, utilizando- se sacolas de filtragem F-57 ANKOM®. Os valores de celulose (CEL) foram obtidos pela subtração da lignina e das cinzas nos valores das frações de FDA. E os valores de hemiceluloses (HCEL) foram obtidos pela diferença entre FDN e FDA. As amostras de urina foram analisadas para determinação dos valores de nitrogênio total seguindo metodologias já mencionadas.
3.3.4 Avaliação do consumo
O peso diário das dietas oferecidas e das sobras, durante o período experimental e as análises laboratoriais foram utilizados para cálculo de consumo de matéria seca (CMS) e dos nutrientes.
O consumo de matéria seca (CMS) foi determinado segundo a equação: CMS = kgOF – kgSO
Em que:
kgOF = quantidade de dieta oferecida, em kg de MS; kgSO = quantidade de sobras retiradas, em kg de MS.
Os consumos de proteína bruta (CPB), de fibra em detergente neutro (CFDN), de fibra em detergente ácido (CFDA), de celulose (CCEL), de hemiceluloses (CHCEL) e de lignina (LIG) forma determinados segundo a equação:
Consumo = [(kgOF * %OF)/100] – [(kgSO * %SO)/100] Em que:
kgOF = quantidade de dieta oferecida, em kg de MS;
%OF = concentração do nutriente na dieta oferecida, em % da MS; kgSO = quantidade de sobras retiradas, em kg de MS;
%SO = concentração do nutriente nas sobras, em % da MS.
3.3.5 Digestibilidade
Para avaliação dos coeficientes de digestibilidade aparente (DA) das silagens do capim
Brachiaria decumbens foram utilizados os dados de consumo e produção fecal. As
digestibilidades aparentes da matéria seca (DAMS) e da proteína bruta (DAPB), e as digestibilidade (D) da fibra em detergente neutro (DFDN), da fibra em detergente ácido (DFDA), das hemiceluloses (DHCEL) e da celulose (DCEL) foram obtidos conforme metodologia utilizada por Maynard et al. (1984), segundo a equação:
DA= (NC – NF) * 100 NC
Em que:
NC = nutriente consumido, em kg de MS; NF = nutriente nas fezes, em kg de MS.
3.3.6 Balanço de nitrogênio
Para o cálculo do balanço de nitrogênio (BN), ou nitrogênio retido, em g por dia foi utilizado o seguinte cálculo:
BN = NI – (NF + NU) Em que:
NI = nitrogênio ingerido, em g por dia; NF = nitrogênio fecal, em g por dia; NU = nitrogênio urinário, em g por dia.
3.3.7 Procedimento estatístico
O delineamento experimental utilizado para a avaliação estatística das variáveis citadas acima foi inteiramente casualizado, sendo três tratamentos e seis repetições. Os dados obtidos foram submetidos à análise de variância utilizando-se o pacote estatístico SAEG (Euclydes, 2005) e as médias comparadas pelo teste Studant-Newman-Keuls (SNK) ao nível de 5% de probabilidade (P<0,05). A decomposição da análise de variância seguiu o esquema apresentado na Tabela 1.
Tabela 1 – Análise de variância para o delineamento inteiramente casualizado
Fontes de Variação Graus de Liberdade
Total 17
Idades de Corte (tratamentos) 2
Erro 15
As médias geradas pelo experimento foram analisadas segundo o modelo estatístico abaixo:
ij = + Hi + eij
Em que:
ij = variável dependente;
= média geral;
Hi = efeito do tratamento i (i = 1, 2, 3);
eij = erro padrão da média.