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Oversikt over verdsetjingsteknikkar

Kapittel 3: Val av verdsettingsteknikk

3.1. Oversikt over verdsetjingsteknikkar

A qualidade da forragem ingerida e sua digestão pelos microrganismos ruminais está diretamente relacionada com o desempenho animal. Por meio da degradabilidade ruminal pode-se avaliar qual o nível de aproveitamento das forrageiras. A avaliação da digestibilidade de uma forrageira, tem como objetivo satisfazer dois interesses básicos: a necessidade de se comparar diferentes forrageiras considerando-se que as mais digestíveis tendem a apresentar

melhor retorno financeiro e produtivo pelos animais que as consumiram; e quando da formulação de modelos mecanísticos que expressem progressiva e verdadeiramente o fenômeno dinâmico da digestão, considerando os fatores circunstanciais inerentes ao alimento oferecido.

Os ensaios de digestibilidade pelo método in vivo têm sido utilizados para a determinação da digestibilidade aparente dos alimentos. No entanto, essa metodologia é trabalhosa e de alto custo financeiro, além de exigir grande quantidade do alimento, o que pode não ser possível quando se trata de um programa de avaliação de recursos alimentares para ruminantes. Esta técnica não descreve a diferenciação entre a degradação ruminal e a digestão dos alimentos após o rúmen (Huntington & Givens, 1995).

A técnica in situ foi usada inicialmente por Quinn et al. (1939) que utilizaram sacos de seda incubados no rúmen através de uma fístula. Nas últimas décadas, o método in situ acrescentou um grande avanço no conhecimento da cinética da degradação de alimentos no rúmen. A técnica da degradabilidade in situ consiste da incubação de alimentos em sacos de náilon no rúmen de um animal fistulado em diferentes períodos, aplicando-se um modelo não linear nos dados de desaparecimento obtidos. É uma técnica frequentemente utilizada para estimativa do potencial de degradabilidade, da taxa e extensão de desaparecimento das várias frações constituintes do alimento.

Diversos fatores devem ser observados no momento da adoção da metodologia para que os erros possam ser minimizados. Um aspecto de grande importância é o material em que o alimento será incubado, onde os sacos de tecidos monofilamentosos apresentam estrutura constante e porosidade uniforme (Marinucci et al., 1992). A partir de uma revisão da literatura, Gonçalves et al. (2012) recomendam uma padronização dos procedimentos experimentais da técnica in situ visando o alcance de resultados mais realísticos. Para tanto, recomendam o uso de sacolas de incubação confeccionadas em náilon com malha apresentando poros de tamanho variando de 40 a 60 m. Nocek (1985) observou a diminuição dos valores de desaparecimento da matéria seca de 3 para 8% respectivamente, para as relações de peso da amostra/área do saco de 9,2 para 20,3 mg/cm2. Segundo este autor a relação de 12,6 mg/cm2 resultou em valores de desaparecimento ruminal da matéria seca mais próximos de estudos in vivo. A relação de quantidade da amostra e área de tecido deve ser observada. Vazant et al. (1998) recomendam relações entre 10 e 20 mg/cm2 para diversos

tipos de volumosos e concentrados. O tamanho da partícula a ser incubada representa um importante fator de influencia no resultado final. Vazant et al. (1998) recomendam a moagem de 1,5 a 3,0 mm para alimentos concentrados, e de 1,5 a 5,0 mm para forragens, enquanto Ørskov et al. (1988) recomendam uma moagem em peneira com malhas de 5,0 mm quando se trabalha com forragens verdes, úmidas e ensiladas.

Segundo Hungtinton & Givens, (1995) a incubação dos sacos nas regiões mais aquosas do rúmen, como no saco ventral seria a mais eficiente, pois neste local as bactérias estariam na fase aquosa facilitando a colonização do substrato. Em revisão publicada por Huntington &

Givens (1997), a maioria dos trabalhos citados pelos autores utilizavam cordas com comprimento entre 41 a 51 centímetros em bovinos e 25 centímetros para ovinos.

A lavagem dos sacos após a incubação ruminal objetiva interromper a atividade microbiana e remover toda a digesta ruminal e resíduos de matéria microbiana. O resíduo de microrganismos ruminais na amostra incubada influencia o valor de degradabilidade do nitrogênio, principalmente da fração lentamente degradável. Diferentes metodologias de lavagem têm sido sugeridas: lavagem manual em água corrente até esta sair límpida, lavagem mecânica em máquina com tempos oscilando entre 2 a 15 minutos (Doreau & Ould-Bah, 1992). Cherney et al. (1990) compararam os métodos de lavagem (manual e mecânica) e os tempos de lavagem. Os autores relataram que não houve diferença entre os métodos, porém o desaparecimento da matéria seca foi maior nos maiores tempos de lavagem em comparação com os menores tempos.

A popularidade desta técnica esta ligada a sua rápida e fácil execução, requer pequena quantidade da amostra do alimento e possibilita sua exposição ao contato íntimo com o ambiente ruminal, apesar de não estar sujeita à mastigação e ruminação ou fluxo para o trato digestivo posterior. No entanto, deve-se considerar a necessidade de animais canulados no rúmen. As cânulas são implantadas por meio de procedimentos cirúrgicos, para que se possa ter acesso ao conteúdo do rúmen, possibilitando a coleta de amostras ou a introdução de material. O AFRC (1992) adotou esta técnica como metodologia padrão para caracterização da degradabilidade ruminal do nitrogênio já que existem correlações significativas entre o método in situ e in vivo.

Tomich (2003) avaliando o desaparecimento ruminal da matéria seca através da técnica de sacos de náilon em dois híbridos de sorgo com capim Sudão, cana-de-açúcar e capim elefante relatou valores de desaparecimento da matéria seca de 76,4; 76,6; 66,3 e 75,5%, respectivamente, após 96 horas de incubação ruminal. Moreira et al., (2009) apresentou valores de desaparecimento ruminal da matéria seca do capim Brachiaria brizantha de 74,1% após 96 horas de incubação ruminal. Rodrigues et al. (2004) trabalharam com três acessos de

Brachiaria brizantha cortada aos 42 e 63 dias e observaram valores de degradabilidade

ruminal da matéria seca nas faixas de 66,1 a 94,4% para a degradabilidade potencial.