Kapittel 8: Analyse av lønsemd
8.2. Dekomponering av strategisk fordel
8.2.2. Finansieringsfordel
Não houve diferença (P>0,05) para os valores de desaparecimento ruminal da proteína bruta no tempo de 3 horas entre os tratamentos avaliados (Tabela 8). Nos demais tempos, que foram de 6, 12, 24, 48 e 96 horas de incubação, os valores obtidos para o desaparecimento ruminal médio da proteína bruta no tratamento com 56 dias foi superior (P<0,05) em relação aos demais (84 e 112 dias), tendo média máxima de 68,35%, enquanto que os outros dois tratamentos não deferiram (P>0,05) entre si, apresentando média máxima de 58,28%. Velasco (2011) estudando o capim Brachiaria decumbens verde cortado com 56, 84 e 112 dias de idade, encontrou resultado semelhante, onde a forragem cortada aos 56 dias apresentou durante todo o período de incubação valor superior às plantas cortadas aos 84 e 112 dias de crescimento. Kabunga & Darko (1993) relatam valores de desaparecimento ruminal da proteína bruta com 72 horas de incubação de 66,7 a 45,2% para o capim Panicum maximum cortado, respectivamente, dos 42 aos 112 dias.
Notou-se que o desaparecimento da proteína bruta no tempo de 12 horas para os tratamentos contendo material ensilado aos 84 e 112 dias de crescimento foi menor que os valores observados para estes tratamentos no tempo de 6 horas. Isto pode ser explicado pelo fato de que a proteína bruta desaparecida com 6 horas de incubação era basicamente constituída de compostos nitrogenados do conteúdo celular. Este menor valor de desaparecimento da proteína bruta no tempo de 12 horas de incubação, em comparação ao tempo de 6 horas, pode ser devido à contaminação do material por compostos nitrogenados provenientes do ambiente ruminal, provavelmente devido a adesão de microrganismos ao material incubado. Isso acontece porque para que ocorra a degradação do material no ambiente ruminal é necessária a
adesão microbiana às partículas do alimento. Mesmo com o processo de lavagem, possivelmente ainda restaram microrganismos aderidos à fibra dos resíduos não degradados das silagens. Esta contaminação pode ser considerável devido ao baixo conteúdo de proteína bruta de 4,56 e 4,49% da matéria seca das silagens contendo capim colhido aos 84 e 112 dias de crescimento, respectivamente.
Tabela 8 – Desaparecimento ruminal médio (%) da proteína bruta das silagens do capim
Brachiaria decumbens colhido aos 56, 84 e 112 dias de crescimento, expressos
na base da matéria seca
Tempo Idade de Corte
(horas) 56 dias 84 dias 112 dias
03 52,09Ba 49,99BCa 46,82Ca 06 53,45Ba 49,97BCb 49,87BCb 12 55,80Ba 45,07Cb 44,99Cb 24 56,23Ba 48,22BCb 45,02Cb 48 63,35Aa 54,98ABb 54,26ABb 96 68,35Aa 58,78Ab 57,77Ab
Médias seguidas por letras maiúsculas distintas na mesma coluna e minúsculas na mesma linha diferem estatisticamente entre si pelo teste SNK (P<0,05).
Em cada um dos tratamentos foi encontrado que a porcentagem de desaparecimento da proteína bruta das silagens do capim foi elevando (P<0,05) a medida que permaneciam mais tempo no rúmen, com média máxima variando de 57,77 a 68,35% para os tratamentos com 112 e 56 dias, respectivamente. Esses resultados evidenciam que o material mais jovem (56 dias) apresenta maior potencial de degradação da proteína bruta pelos microrganismos ruminais em relação aos materiais mais velhos (84 e 112 dias). Moreira et al. (2009) observaram valores de 74,1% de desaparecimento da proteína bruta do capim Brachiaria
brizantha durante 96 horas de incubação ruminal, valores estes acima dos deste experimento.
Castro (2008) relatou valores de degradabilidade para silagens de capim Tanzânia variando de 76,60 a 54,99% para as plantas com idades de 42 e 107 dias, respectivamente.
Foi observado queda da fração potencialmente degradável (A) da proteína bruta com o aumento da idade, sendo que a silagem confeccionada com a forrageira mais jovem, 56 dias, apresentou maior valor de fração potencialmente degradável (79,99%) se comparada ás demais (Tabela 9). Já a gramínea ensilada aos 112 dias apresentou o menor valor, com 77,01%. Avaliando a fração B, representa a fração potencialmente degradável se não houvesse tempo de colonização, a silagem com a gramínea cortada aos 112 dias apresentou o maior valor, com 31,47%, enquanto as silagens com as forrageiras cortadas aos 56 e 84 dias apresentaram 28,08 e 31,18%, respectivamente. Velasco (2011) estudando o capim
Brachiaria decumbens verde cortado aos 56 dias, encontrou valor médio para fração A e B de
Tabela 9 – Valores médios de degradabilidade ruminal e degradabilidade efetiva da proteína bruta das silagens do capim Brachiaria decumbens colhido aos 56, 84 e 112 dias de crescimento
Parâmetros Idade de Corte
56 dias 84 dias 112 dias
A (%) 79,99 78,16 77,01 B (%) 28,08 31,18 31,47 c (%/h) 1,52 0,81 2,55 S (%) 50,80 46,15 43,13 B1 (%) 29,19 32,01 33,88 TC (min) 5,31 11,18 4,35 DE 2,0%/h (%) 60,78 52,55 51,97
A - fração potencialmente degradável; B - fração potencialmente degradável sob ação da microbiota se não houvesse tempo de colonização; c - taxa de degradação; S - frações solúveis; B1 - frações degradáveis; TC - tempo de colonização; DE - degradabilidade efetiva
na taxa de passagem de 2,0%/h.
A silagem do capim Brachiaria decumbens cortado aos 112 dias apresentou uma taxa de degradação (c) maior do que as demais, com 2,55%/h. A maior degradabilidade da fração solúvel (S) foi apresentada pela gramínea cortada e ensilada aos 56 dias de rebrote (50,80%), enquanto o menor valor foi apresentado pela silagem confeccionada aos 112 dias de crescimento (43,13%). Quando se avaliou o tempo de colonização, o material ensilado aos 84 dias apresentou maior tempo, e o capim ensilado mais velho resultou em menor tempo. A degradabilidade efetiva calculada para a taxa de passagem de 2,0%/h foi superior para o tratamento contendo a silagem confeccionada com capim colhido aos 56 dias de rebrote, com 60,78%, e foi semelhante entre os tratamentos contendo as silagens confeccionadas aos 84 e 112 dias de crescimento. Isto mostra que para o parâmetro de degradabilidade da proteína bruta, o material mais jovem (56 dias) é superior aos demais tratamentos, resultado este que pode ser comprovado na Tabela 4 do Capítulo 3 onde a silagem contendo a forragem cortada aos 56 apresentou maior (P<0,05) digestibilidade aparente da proteína bruta em relação aos demais tratamentos.
Tomich (2003) avaliando o desaparecimento ruminal das frações protéicas do capim elefante relatou valores da fração A de 96,5%, fração B de 54,6% e degradabilidade efetiva da proteína bruta em taxa de passagem de 2,0%/h de 65,0%, valores superiores os encontrados neste experimento. Lopes et al. (2010) relataram valores de degradação da fração A de 72,9%, fração B de 31,1% e taxa de degradação ruminal (c) de 3,88%/h para o capim Brachiaria
decumbens cortado aos 56 dias de crescimento. As taxas de degradabilidade efetiva da
proteína bruta foram de 65,8% para a taxa de passagem a 2,0%/h. Valores estes acima dos apresentados neste trabalho, o que é justificado pelo fato de um experimento ter utilizado material verde e o outro material ensilado, onde o material ensilado tende a ser de pior qualidade em relação ao material verde.
Equações geradas pelas análises de regressão ao modelo de Ørskov & McDonald (1979) modificado por Sampaio et al. (1995) dos dados de degradação ruminal da proteína bruta das silagens do capim Brachiaria decumbens em diferentes idades de corte, estão apresentados na Tabela 10.
Tabela 10 – As equações geradas pelas análises de regressão dos dados de degradação ruminal da proteína bruta das silagens do capim Brachiaria decumbens colhido aos 56, 84 e 112 dias de crescimento
Idade de corte Equação R2
56 dias D = 79,99 – [28,08 x exp –(0,0152 x t)] 0,96
84 dias D = 78,16 – [31,18 x exp –(0,0081 x t)] 0,99
112 dias D = 77,01 – [31,47 x exp –(0,0255x t)] 0,95
R2 - coeficiente de determinação.