• No results found

Summary: Theses on the influence of the HD

4. POLITICAL AND INSTITUTIONAL COSTS AND EFFECTS

4.8 Summary: Theses on the influence of the HD

Desde os tempos mais remotos até os dias de hoje a comida parece exercer também a importante função de marcar ocasiões, no sentido de formaliza-las e materializá-las.

O início das civilizações está intimamente relacionado com a procura dos alimentos, com os rituais e costumes do seu cultivo e preparação. Sendo a alimentação a questão mais central da antiguidade, antes do calendário como conhecemos hoje, o que determinava o ritmo da vida eram os ciclos agrícolas. “O frio e o calor voltando em épocas certas, os peixes, as aves e os animais reproduzindo-se em períodos regulares, as flores e os frutos abrindo-se e amadurecendo em tempos exatos, ensinaram-lhe o ciclo das estações. Reconheceu-as como medida do tempo e

159 divisões de sua vida anual.”488“Observando o ciclo sazonal – a estação chuvosa ou seca, a época

de semear ou de colher – o homem aprendeu também a observar o movimento dos astros.”489

Pela observação deste movimento o homem podia “pré-ver” os ciclos da terra. No início, o uso da astrologia estava relacionado com plantio e colheita de alimentos e ciclo reprodutor dos animais.

O primeiro calendário egípcio representava um ciclo apenas três meses. “Os meses egípcios não tinham nome. Chamavam-nos: o primeiro, o segundo, etc. de cada estação. E só havia três estações: a da enchente, a da semeadura e a da colheita.”490 O que marcava o início de cada

estação era a posição da estrela Sirius, essa estrela “brilhava ainda mesmo antes do pôr do sol, mas fazia-se ainda mais brilhante exatamente nos dias em que o prodigioso Nilo principiava a fecundar, com o seu lodo nas terras marginais.”491 Os Egípcios começavam seu primeiro mês,

Tot em 19 de junho do nosso calendário atual, por ser este o início dos transbordamentos fertilizadores regulares. “Aquele dia, portanto, era tão importante na vida egípcia como o dia da colheita ou ainda mais. Soleníssimas as festas e entusiasmadas as ações de graça.”492 Diferentes

povos iniciavam seus anos em diferentes períodos, segundo o que lhes era mais importante. Muitos calendários destes calendários antigos também faziam menção, nos nomes ou nos símbolos dos meses àquilo que havia de mais importante, especialmente em termos de alimentação.

A lembrança do período do pastoreio, quando a vida humana dependia dos animais que pudessem ser caçados, domesticados ou criados, foi em boa parte a razão pelo qual alguns povos mais primitivos representaram os meses pela efígie de um bicho. Nem sempre se tratava de um animal amigo; mas sistematicamente, de um importante na vida do homem.493

488 DONATO, H. A História do calendário. São Paulo: Edições Melhoramentos, Editora da Universidade de São

Paulo, 1976, p. 50.

489 FRANCO, A. op. cit., p. 21. 490 DONATO, H. op. cit., p. 88. 491 Ibid., p. 121.

492 Ibid., p. 46. 493 Ibid., p. 40.

160 “Em quase todas as civilizações o alimento é um dos primeiros deuses ou tem um deus tutelar.”494 Os mitos relacionam clima, alimentação e a historia de seus deuses tutelares,

organizando o ritmo agrícola, as festas religiosas e o consumo dos alimentos produzidos.

Recordemos a historia de Perséfone, filha de Demeter, deusa da terra e da agricultura, raptada pelo deus do mundo inferior Hades, e devolvida à mãe com a condição de retornar para baixo da terra eternamente durante um terço do ano: historia de evidente caráter propiciatório, na qual se representa a trajetória da semente do trigo, enterrada durante a estação fria até que renasça com o sopro da primavera, assegurando, com o crescimento da vegetação, alimento aos homens. Outras plantas, em outras civilizações, têm o mesmo papel: o arroz é protagonista de muitas lendas e contos asiáticos, enquanto a mitologia dos povos antigos da América dá espaço principalmente ao milho.495

Assim, os procedimentos para se obter alimentos, tinham seus rituais em datas específicas. Havia o tempo do s sacrifícios e oferendas para que se pudesse trabalhar a terra, e depois, na época das colheitas, para restituir. Há naturalmente uma questão simbólica muito forte em relação às comidas que marcam datas religiosas, mas não podemos negar que elas também têm sua motivação material:

O cordeiro na Páscoa é uma remissão à narrativa da Bíblia (assim como as ervas amargas e o pão ázimo para os hebreus), mas não se pode negar que aquele seja um momento particularmente “adequado” para saboreá-lo. Comer carne de porco na festa de Santo Antônio em janeiro496também é “economicamente correto”, porque é nessa estação que

se mata o porco.497

Não é por acaso que encontramos tantas festas e banquetes religiosos com suas comidas típicas. Sugerimos ao leitor que reveja o item 3.4 Banquetes e alimentos como símbolo específico, para perceber a importância da alimentação nos calendários litúrgicos. Nos dias atuais, algumas religiões perderam o vínculo de suas celebrações com a agricultura; até porque, os calendários foram perdendo a motivação pastoril/agrícola e ganhando motivações políticas ou científicas por exemplo.

494 CARNEIRO, H. op. cit., p. 111. 495 MONTANARI, M. 2008, op. cit., p.30.

496 Hábito das festas de Santo Antônio no catolicismo italiano. 497 Ibid., p. 133.

161 Algumas religiões, entretanto, conservam seus calendários prévios ao Juliano para celebrações litúrgicas como é o caso do hinduísmo, islamismo e judaísmo, assim como algumas religiões preservam datas associadas á agricultura como é o caso do candomblé no ritual de Oxalá “Orixá comedor de inhame pilado ou Oxoguiã [uma qualidade de Oxalá]. Diz-se ainda que esta festa está ligada à colheita aos primeiros frutos da terra representados pelos inhames novos.”498

Também o hinduísmo possui tal relação. Regionalmente há muitas festas religiosas relacionadas a períodos de colheita, a mais famosa é o Pongal, na região que leva o mesmo nome, também celebrado com um prato de mesmo nome.

O Judaísmo, com calendário próprio, tem muitas ocasiões, para não dizer todas, marcadas por comidas simbólicas. Duas delas estão associadas à agricultura: o Sukkot e Shavuot, o restante está associados a outros mitos relatados na Torá.

Se cruzássemos os calendários das sete religiões escolhidas para este trabalho, separando, segundo o calendário Juliano, as comidas de cada dia, é possível que tivéssemos um calendário com 365 dias de comidas litúrgicas, e muitas delas, mesmo em religiões diferentes, talvez coincidissem em termos de ingredientes, pois, como vimos no item 1.1.2, sistemas culinários diferentes comportam-se como subsistemas de um sistema alimentar.

Há também ocasiões em que não comer também marca o calendário litúrgico. No caso do Judaísmo, por exemplo, a interdição dos alimentos fermentados destaca o período da Pessah, páscoa judaica, como a interdição da carne, marca a páscoa cristã.

O islamismo, que também segue calendário próprio, tem dois meses marcantes relacionados a alimentação, mesclando festas com alimentos característicos e jejum: o Ramadã, caracterizado pelo jejum diurno e banquetes noturnos e o Id AL Fitr, celebrado no primeiro dia do mês de

Shawwal, simbolizando a quebra do jejum.

Como vimos no item 3.1 Jejum, a prática do jejum coletivo, instituído em datas pré-determinadas não é incomum.

O mais interessante nesta discussão é perceber como certas comidas nos remetem diretamente a certas ocasiões. Para quem pratica uma religião, ter contato com os pratos típicos de ocasiões

162 litúrgicas remete ao mito transmitido por aquela comida e reforça a experiência religiosa através da questão estética. É a isto que se refere Greschat citado na introdução, quando menciona que o cientista da religião deve levar em conta os aspectos sensoriais no estudo das religiões.

A questão do calendário litúrgico marcado por comidas típicas ou por jejum nos remete também à questão da gramática alimentar. Embora os alimentos tenham razões econômicas para serem consumidos, são muito mais representativos como símbolos religiosos constituintes de uma linguagem que obedece a uma rígida gramática. Certas ocasiões simplesmente não podem ser celebradas sem determinados alimentos. Isto fica muito evidente no candomblé, no hinduísmo e no judaísmo. A maioria de seus rituais é dependente de certas comidas para que a mensagem seja transmitida de forma efetiva.

Também nota-se que, uma vez que estes alimentos adquirem valor religioso associado a uma data especifica, dificilmente serão consumidos em outra época. “O panetone nos lembra o Natal não tanto porque ‘é feito de determinado modo’, mas porque ‘é feito naquele dia’. Por isso, ainda hoje não é fácil vender panetone fora do período natalino.”499

163

CONCLUSÃO

Acreditamos que as perguntas propostas na introdução tenham sido respondidas. A primeira delas – Quais as práticas encontradas nas sete religiões designadas? – foi respondida no capítulo III, com uma detalhada descrição em cada religião, segundo algumas categorias por nós propostas. A segunda questão – Por que as religiões utilizam-se de práticas alimentares? – de todas, talvez seja a mais difícil de responder, uma vez que os usos da comida variam segundo as religiões, tempo e espaço. Percebemos uma evolução simultânea do homem, da religião e das práticas alimentares, de forma que, não se planejou usar a comida na religião com um ou outro objetivo, a religião e a alimentação simplesmente se imbricaram, como religião e a política ou religião e a medicina tantas vez se imbricaram, como tão frequentemente várias dimensões se influenciam quando se trata do ser humano. Se faltam explicações sobre porque religiões utilizam-se de práticas alimentares, excedem as funções que as práticas alimentares podem exercer no contexto religioso. São tantas que buscamos dividi-las em gerais (encontradas em “todas” elas) e específicas (particulares a cada uma).

Dentro das gerais enumeramos a questão do descondicionamento: através de regras simbólicas de alimentação as religiões encorajam indivíduos a suprimirem ou renunciarem a seus instintos mais básicos em prol de uma causa coletiva. Mesmo que este indivíduo enxergue benefícios próprios ao cumprir tais práticas, ainda assim estará aprendendo a fazer escolhas racionais em vez de instintivas.

Num segundo momento, compreendemos como função geral das práticas alimentares a partilha. Seja sob forma de oferendas, sacrifícios, banquetes ou caridade, o homem aprende, pelo menos conceitualmente, a questão de dividir seus bens materiais com outrem. Ainda que seja uma troca com entidades sobrenaturais, visando vantagens, ele aprende que deve dar para receber.

A comensalidade talvez seja a mais importante função das práticas alimentares em termos sociais. O “comer junto” incentivado pela maioria das religiões reforça a coesão entre os membros do grupo, tornando-o mais cooperativo e, consequentemente, mais forte em relação aos grupos menos coesos.

164 Compartilhar a mesa significa compartilhar as mesmas crenças e visão de mundo. Quem não come as mesmas coisas é certamente, considerado diferente e, neste sentido, as práticas alimentares, exercem a função de construir e representar identidades. Isto ocorre naturalmente na esfera secular, mas realmente um divisor quando se trata de alimentação no contexto religioso. A alimentação determinada pela religião apresenta-se como bastante nucleadora, no sentido de que, aproxima os que têm as mesmas práticas, mas afasta os que têm práticas diferentes, formando núcleos.

As práticas alimentares tem a função não apenas de marcar identidades, mas também espaços de tempo. Os alimentos associados simbolicamente a seus respectivos mitos, evocam e rememoram tais acontecimentos em ciclos frequentes, um calendário litúrgico e, ao mesmo tempo, culinário. Quanto às funções específicas, há inúmeras. E constituem a distinção entre as práticas alimentares nas diferentes religiões. Elas ainda podem variar de membro para membro, dentro de uma mesma religião, segundo o que é próprio de cada indivíduo.

Esperamos com este trabalho despertar a atenção sobre esta incontestável relação entre religião e alimentação. Através deste panorama geral e comparativo onde levamos em conta sete religiões e suas práticas alimentares desejamos suscitar questões para estudos futuros. Cada uma das nove categorias alimentares, assim como as práticas em cada uma das religiões apresentada no capitulo III, bem como cada função geral por nós identificada no capítulo IV podem significar separadamente um caminho de pesquisa, sem falar em outras religiões ou filosofias espiritualistas que também utilizam-se de práticas alimentares e que não foram aqui contempladas devido a amplitude da pesquisa.

PÓS-ESCRITO: Quando a alimentação secular se torna religião

Algumas pessoas podem realmente tornar-se fundamentalistas em relação às suas dietas, mesmo quando elas não têm motivação religiosa. Macrobiótica, vigilantes do peso, ortomolecular,

comida viva, alimentos integrais, orgânicos, veganos, freeganos, são algumas das dietas que chegam a constituir verdadeiras cosmovisões, tendo o cuidado com o corpo como ponto de partida. De tempos em tempos surgem também alguns alimentos ou substâncias que parecem servir de “bode expiatório”, eles são sacrificados no lugar de outras questões. Podemos nomeá- los: colesterol, ovo, carne vermelha, sal, açúcar, leite e derivados... No momento a grande cruzada é contra o trigo refinado.

O alimento pode ser o depositário de nossos medos secretos e de nossas fantasias de uma saúde perfeita [...] Para muitas pessoas, o medo de passar fome foi substituído pelo medo de envenenamento por fertilizantes inorgânicos, pesticidas, aditivos, irradiação e manipulação genética. Apesar de esses receios serem fundados, podem facilmente mesclar-se com nossas neuroses.1

Para muitos adeptos destas dietas, a ingestão de tais produtos pode ter o peso da quebra de um tabu alimentar e as refeições podem tornar-se tão “sagradas” quanto as religiosas.

Há um aspecto parcialmente herdável na natureza humana, que pode ser chamado religiosidade, e é distinto de outros atributos de personalidade [...] Isso pode ser detectado usando-se questionários simples, e prevê bastante bem quem acabará se tornando um crente fundamentalista em qualquer sociedade.2

Esta predisposição ao fundamentalismo pode manifestar-se, muitas vezes, não somente no que tange a religião, mas, em nossos dias, especialmente em questões seculares, tornando-as uma espécie de religião, no sentido da crença fundamentalista.

Tanto a genética, quanto a sociologia destacam essa tendência a um comportamento religioso em relação a algo secular. Raymond Aron fala em religião secular.

1

JACKSON, E. Alimento e transformação. Imagens e simbolismo da alimentação. São Paulo: Paulus, 1999, p. 11.

2

2 A dimensão do religioso no secular pode tomar as formas menos límpidas e gerar modos seculares de religiosidade [...] Diversas áreas como o esporte, a música e a ecologia [e por que não a alimentação] podem ser, assim religiosamente investidas.3

A gramática de certas práticas alimentares seculares pode ser tão ou mais rígida que as religiosas. O apetite desmedido e a ingestão de alimentos apenas por prazer recebeu recentemente o nome de heterorexia4, que significa depravação ou perversão do apetite. No outro extremo temos a

ortorexia, “obsessão patológica por comida sadia”.5 “a heterorexia salva e a ortorexia

condena.”6 As listas de alimentos transgênicos do Greenpeace, não são tão diferentes das listas

de produtos trêfá ou haram do judaísmo e islamismo respectivamente. Na “religião da alimentação” poderíamos colocar o primeiro como herege ou secular e o segundo como um fundamentalista dos mais radicais.

Concluímos que religião e comida têm muitos pontos de contato. Quando se coloca o corpo em evidência, percebemos que as duas esferas se reforçam em termos simbólicos, e que de certa forma, são até mesmo dependentes, seria estranho e dissonante se a comida não representasse os valores da religião uma vez que é sempre veículo de valores. Da mesma forma, seria também estranho que a religião não dissesse absolutamente nada sobre o comer, uma vez que constrói a realidade até em seus aspectos mais cotidianos.

3

WILLAIME, J-P. Sociologia das religiões. São Paulo: Editora Unesp, 2012, pp.130 – 131.

4

EZQUIBELA, I. J. op. cit., p. 24.

5

Ibid.

6

3

BIBLIOGRAFIA

ADAMSON, M. W. Food in Medieval Times. Westport: Greenwood Press Publishing, Inc., 2004.

AGUIRRE, S. M. Fuegos, Hornos y Donaciones. Alimentación y Cultura em Rapa Nui. Um ensayo antropológico. Santiago: Catalonia 2009.

ALLEN, J. S. The Omnivorous Mind. Our Evolving relationship with food. Massachusetts: Havard University Press, 2012.

BANON, P. Para melhor conhecer os tabus e as proibições. São Paulo: Claro Enigma, 2011.

BATESON, G. Mente e Natureza. A unidade necessária. Rio de Janeiro: Livraria Francisco Alves Editora S.A., 1979.

BENISTE, J. Òrun – Àiyé: o encontro de dois mundos: o sistema de relacionamento nagô-yorubá entre o céu e a

terra. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2002.

BIBLIA SAGRADA. Brasília: Sociedade Bíblica do Brasil 1969.

BRILLAT-SAVARIN, J. A. Fisiologia do Gosto. São Paulo: Companhia das letras, 1995. CAMARGO-MORO, F. Arqueologias Culinárias da Índia. Rio de Janeiro: Editora Record, 2009. CARNEIRO, H. Comida e Sociedade. Uma História da alimentação. Rio de Janeiro: Elsevier 2003.

CASTILLO, J. M. Jesus y La comida. Colección Estrucutras y Procesos. Serie Religión. Madri: Editorial Trotta, 2009.

CHONCHOL, J. O desafio alimentar. A fome no mundo. São Paulo: Marco Zero, 1989. COUNIHAN, C. And ESTERIK, P. Food and Culture: A reader. New York: Routledge, 2008. DAMASIO, A. E o Cérebro criou o Homem. São Paulo: Companhia das Letras, 2011.

DETIENNE, M. The Gardens of Adonis. Spices in Greek mythology. New Jersey: Princeton University Press, 1977. DONATO, H. A História do calendário. São Paulo: Edições Melhoramentos, Editora da Universidade de São Paulo, 1976.

DONIN, H. H. O Ser Judeu. Guia para a observância judaica na vida contemporânea. Jerusalém: Organização Sionista Mundial, Departamento de Educação e Cultura Religiosa para a Diáspora, 1985.

DORIA, C. A. A Culinária Materialista. Construção racional do alimento e do prazer gastronômico. São Paulo: Editora Senac São Paulo, 2009.

DOUGLAS, M. Pureza e Perigo. São Paulo: Perspectiva, 2010.

EZQUIBELA, I. J. Prescripciones y tabúes alimentarios: el papel de las religiones. In: Distribuicion y Consumo. Barcelona, Novembro-Dezembro, 2009.

FEIERMAN, R. J. (org.) The Biology of Religious Behavior: the evolutionary origins of faith and religion. California: ABC-CLIO, LLC, 2009.

4 FRANCO, A. De Caçador a Gourmet. Uma História da Gastronomia. São Paulo: Ed. Senac São Paulo, 2006. FRANKL, V. Em Busca de Sentido. São Paulo: Vozes, 1985.

FREEDMAN, P. A História do sabor. São Paulo: Editora Senac São Paulo, 2009.

FREYRE, G. Açúcar. Uma sociologia do doce, com receitas de bolos e doces do Nordeste do Brasil. São Paulo: Global, 2007GEERTZ, C. A Interpretação das Culturas. Rio de Janeiro: LTC, 2008.

GRESCHAT, H. J. O que é ciência da religião? São Paulo: Paulinas, 2005.

GROSSINGER, J. The art of Jewish cooking. New York: Random House Inc., 1958.

GRUMMET, D. e MUERS, M. Eating and believing. Interdisciplinary perspectives on vegetarianism and theology. London: T&T Clark, 2008.

GUERRIERO, S. (org.) Antropos e Psique. O outro e sua subjetividade. São Paulo: Olho D’água, 2001.

HAECKEL, E. História da criação dos seres organizados segundo as leis naturais. Porto: Lelo & Irmãos, 1930. HARRIS, M. Canibais e Reis. Rio de Janeiro: Edições 90, Brasil ltda. 1990.

__________. Bueno para Comer. Enigmas de la alimentación y cultura. Madrid: Alianza Editorial, 1997.

HARVEY, G. Food, Sex and Strangers. Understanding religion as everyday life. Durham: Acumen Publishing Limited. 2013.

HATZFELD, H. As Raízes da Religião. Lisboa: Instituto Piaget, 1997.

HAVENS, I. O alimento na religiosidade zen-budista. Diálogo – Revista de ensino religioso no. 63 – Agosto/Setembro 2011.

HEINE, P. Food culture in the Near East, Middle East and North Africa. Westport: Greenwood Press, 2004. HOLANDA, A. Meditar e cozinhar, uma boa dupla. Vida Simples. Julho, 2013.

JACKSON, E. Alimento e Transformação: Imagens e simbolismo da alimentação. São Paulo: Paulus, 1999. JACOBS, J. Gastronomy. Verona: Newsweek Books, 1975.

JONES, L. (Editor in Chief) Encyclopedia of Religion. Farmington Hills: Thomson Gale, 2005.

JOHARI, H. Ayurvedic Healing Cuisine. 200 Vegetarian recipes for health, balance and longevity. Vermont: Healing Arts Press, s/d.

JUNIOR, V. C. S. O Banquete Sagrado. Notas sobre os “de comer” em terreiros de Candomblé. Salvador: Atalho, 2009.

LAD, V. Ayurveda. A Ciência da autocura. Um guia prático. São Paulo: Ground, 2007. LAMLAMBERT, Y. O Nascimento das Religiões. São Paulo: Loyola, 2012. p. 483.

LATHAN, J. E. e GARDELLA, P. Foods. In: JONES, L. . (Editor in Chief) Encyclopedia of Religion. Farmington Hills: Thomson Gale, 2005.

5 LESSA, W. A. & VOGT, E. Z. Reader in Comparative Religion: An Anthropological approach. New York: Harper Collins 1979.

LIMA, R. G. Projetos Celebrações e Saberes da Cultura Popular. Dossiê IPHAN do Ofício das Baianas do

Acarajé. Ministério da Cultura, 2004.

LORENZ, K. A Agressão. Uma historia natural do mal. Santos: Martins Fontes, 1973.

________. Civilização e Pecado. Os oito erros capitais do homem moderno. Rio de Janeiro: Artenova S.A., 1974. ________. Behind the mirror. A search for a natural history of humam knowledge. New York: Harcourt Brace Janovich, 1978.

LUZ, M. A. O. Agadá. Dinâmica da civilização africano-brasileira. Salvador: EDUFBA 2000.

MALLON, B. Os símbolos místicos: um guia completo para símbolos e sinais mágicos e sagrados. São Paulo: Larousse, 2009.

MATURANA, H. e VARELA, F. A Árvore do conhecimento: as bases biológicas da compreensão humana. São