5. Funn og analyser
5.2. Beskrivelse av trinnene
6.1.3 Styrking av lærere som pedagogiske ledere?
Ao falarmos em arquitetura e concepção projetual um dos subtemas que se destaca é a tectônica e, inserida nela, a questão estrutural, intimamente ligada à projetação pela própria necessidade do edifício em se manter erguido. Não se pode pensar na arquitetura sem associá-la ao sistema construtivo que a edificou, nem à estrutura que a suporta. A estrutura, elemento fundamental na tríade vitruviana, na atualidade, muitas vezes é elevada à condição de expressão mais marcante da arquitetura.
Apesar dessa evidência, historicamente verificou-se um distanciamento do arquiteto das técnicas de aplicação da estrutura na concepção projetual, sendo preciso desmistificar a máxima de que “definições estruturais são decisões apenas do engenheiro”, profissional a quem muitos atribuem exclusividade neste tipo de projeto Como é impossível tomar decisões projetuais sem considerar “formas e meios” de sustentá-las, quanto mais ousadas forem as formas propostas, maior o desafio para os arquitetos contemporâneos no que se refere ao domínio das forças gravitacionais por meio de sistemas estruturais que não comprometam o projeto, ao contrário, façam parte e até valorizem o partido adotado e a forma plástica pretendida. Sob este ponto de vista, um sólido conhecimento estrutural pode ser o diferencial oferecido pelo profissional de arquitetura, como exemplificam as obras do arquiteto e engenheiro espanhol Santiago Calatrava, que aliam a estrutura à estética em obras cuja base é um total domínio técnico, que se reproduz em arrojo e beleza nas formas trabalhadas.
Dentre os vários sistemas estruturais atualmente disponíveis, os mais usuais são o concreto, a madeira e o metal (aço/ferro), que podem ser combinados, ainda com diversos tipos alvenaria (estruturais ou não) e as peles de vidro. Dentre os muitos desafios a serem enfrentados pelos arquitetos contemporâneos, talvez um dos maiores seja entender/dominar o sistema estrutural, de modo que, muitas vezes o desconhecimento de questões específicas da engenharia, conduza a projetos estruturalmente equivocados.
De fato, em muitas situações cotidianas o conhecimento superficial sobre os sistemas estruturais acabou levando os arquitetos a adotarem sistemas tradicionais em seus projetos, deixando as estruturas metálicas em segundo plano na tomada de decisões, desconsiderando características favoráveis no processo construtivo, como a rapidez na execução, a leveza (peso próprio) e a flexibilidade em sua montagem, que permitem considerável variação nos arranjos compositivos.
Um dos preconceitos que sempre pairou sobre os sistemas construtivos industrializados (e, portanto, sobre as estruturas metálicas) era o de que eles limitavam a liberdade de criação dos arquitetos. Hoje o mercado garante a flexibilidade necessária aos projetos com perfis de diversas geometrias e dimensões (ROSSO, 2010).
Flexibilidade
Vivemos na era das constantes mudanças e do imediatismo. As transformações da sociedade, assim como os avanços tecnológicos trazem consigo a necessidade do homem estar sempre num estado de constante adaptação, ‘moldando’ o meio às suas necessidades de modo rápido e barato. Surge daí um velho conceito arquitetônico latente nas produções contemporâneas: a flexibilidade das edificações. Ou seja, os projetos deveriam possibilitar inúmeras alterações espaciais sem comprometimento da estrutura.
La arquitectura adaptable reconoce que el futuro no tiene um limite, que el cambio es inevitable, pero, que es importante que exista um marco para que esse cambio se produzca. Los edifícios adaptables están pensados para responder fácilmente a diferentes funciones, modelos de uso y necesidades especificas de usuários... (KRONENBURG, 2007, P.115).
Quando se trata de Flexibilidade convém destacar para Dorfman (2002) este conceito é definido como sendo “a capacidade de estruturas construídas, equipamentos, materiais, componentes elementos, e processos construtivos em atender a exigências e/ou circunstâncias de produção e/ou utilização mutáveis, sem que para isso haja variações significativas na quantidade dos recursos necessários à sua produção e/ou utilização”. Outra definição de flexibilidade é que esta seria a capacidade de um ambiente ser organizado de várias formas ou arranjos espaciais (OSÓRIO, 2002; ROSSI, 1998). A literatura também aponta como sinônimos de flexibilidade, a adaptabilidade e a expansividade (LARCHER, SANTOS, 2007), uma vez que adaptações e
acréscimos espaciais não deixam de apontar a flexibilidade do espaço. Strapasson (2011, p.33) em sua dissertação cita:
Entretanto de acordo com Russel e Moffatt (2001), o conceito de flexibilidade insere-se como uma estratégia de um conceito mais amplo, o de adaptabilidade de edificações. Outra estratégia mencionada pelos autores Russel e Moffatt para obtenção de edificações adaptáveis é a expansibilidade. Esta é definida como a capacidade de uma edificação em sofrer acréscimo de área sem alterações relacionadas à infraestrutura da mesma. (STRAPASSON, 2001, p. 33)
Entendendo expansividade como sinônimo de flexibilidade, Lacher e Santos (2007) estabelecem uma classificação baseada em 03 (três) grupos de abordagem: (i) quanto ao dimensionamento do espaço, (ii) quanto à função ou utilização do espaço, (iii) quanto ao processo construtivo empregado. O primeiro diz respeito à possibilidade de modificações no espaço sem mudanças significativas no que se refere à concepção arquitetônica. O segundo indica a possibilidade de coexistir 02 (dois) ou mais tipos de uso em um mesmo ambiente. E finalizando a última categoria apontada pelos autores trata da facilidade de substituição de elementos construtivos. Supondo, portanto, que a flexibilidade liga-se intimamente às questões projetuais, os novos modelos construtivos vigentes (sobretudo os voltados para o campo habitacional) se apropriam deste conceito em sua síntese, visando oferecer ao mundo espaços melhor aproveitados e ajustáveis às necessidades dos prováveis usuários.
A possibilidade de ajustar um espaço às exigências de seus usuários acaba por ser um diferencial arquitetônico que o Modernismo defendeu ao propor, entre os princípios básicos, a necessidade de criar espaços múltiplos e mutáveis, apoiando-se na flexibilidade com premissa projetual que proporcionou a adoção da planta livre. Assim, embora priorizando a funcionalidade sobre a forma, o discurso modernista trouxe consigo a bandeira dos espaços adaptáveis (CORBUSIER, 1973, P. 25), de modo que não apenas as habitações, como também os edifícios comerciais e institucionais, passaram a ser concebidos como edifícios prontos para receber quaisquer eventuais mudanças.
Quando compreendida como adaptabilidade, a flexibilidade permite ao projetista trabalhar os chamados arranjos espaciais de modo a proporcionar
espaços mais funcionais e otimizados, envolvendo estratégias ligadas tanto às mudanças em planta, quanto às variações de layout.
Por outro lado, nos dias de hoje, se sairmos do pensamento bidimensional e pensarmos na flexibilidade como aspecto relevante da composição tridimensional, verificamos que este conceito se tornará ainda mais interessante, uma vez que projetos que busquem um ‘certo’ jogo volumétrico obtido a partir da flexibilidade de composição de seus elementos podem resultar em propostas esteticamente agradáveis e diferenciados.
Modulação Espacial
Ainda quanto à flexibilidade, outro conceito a ser discutido é a modulação espacial, definida em função da necessidade de ordenar o espaço por meio de por normas reguladoras que norteiem as suas dimensões, o que simplifica e auxilia a execução das edificações (principalmente em partidos verticalizados), além de permitir a standartização ou padronização em caso de em série. Em termos dimensionais a modulação se dá através da adoção da uma unidade padrão, denominada módulo. (BREGATTO, 2005), definido como “elemento comum de medida que se emprega para assegurar ao edifício, à construção, um processo normativo e lógico de desenvolvimento” (CORONA, LEMOS, 1989, p. 324), ou seja, a partir de um módulo é possível desenvolver um projeto organizado e multiplicável.
Assim, as medidas trabalhadas num sistema modulado são pautadas num traçado geométrico. A geometria serve de apoio ao módulo ou célula que será repetido na concepção projetual. Porém traçado geométrico não significa retilíneo e sem variações formais, ao contrário, a partir de um módulo muitas composições podem ser criadas, sejam retas, escalonadas, curvas ou orgânicas.
Assim como a flexibilidade e a modulação, outro aspecto pertinente e de igual importância na questão projetual é a portabilidade. No capítulo 2, tratamos desta questão ao discutir a arquitetura efêmera, mostrando que não há como elaborar a proposta arquitetônica de um espaço remontável sem considerá-la, notadamente ao entender que qualquer sistema remontável tem como base um módulo padrão que permite além de sua repetição, ajustes em seus encaixes.
É então papel da coordenação dimensional compatibilizar dimensionalmente de forma racional e orgânica os espaços disponíveis e os espaços ocupados. (...) não deve ser entendida como mero instrumento geométrico, mas também físico e econômico. (BREGATTO, 2005, p. 204)
Enquanto técnica de composição, a modulação é considerada base para o ensino de projeto, presente tanto nas escolas clássicas (como as Beaux-Arts) quanto no ensino industrial (Bauhaus) e na contemporaneidade, sendo essencial ressaltar a importância das dimensões humanas para a modulação espacial, recurso amplamente trabalhado como referência arquitetônica, o que pode ser exemplificado por proposições como o ‘homem vitruviano’ de Leonardo da Vinci (baseado nas proporções áureas) e o ‘modulor’ de Le Corbusier (1950, uma releitura do estudo de Da Vinci que atualizava as ‘novas’ medidas dos homens).
Portabilidade
Assim como a flexibilidade e a modulação, outro aspecto pertinente e de igual importância na questão projetual é a portabilidade. No capítulo 2, tratamos desta questão a discutir a arquitetura efêmera, mostrando que não há como elaborar a proposta arquitetônica de um espaço remontável sem considerá-la, notadamente ao entender que qualquer sistema remontável tem como base um módulo padrão que permite além de sua repetição, ajustes em seus encaixes.
Dentre as vantagens do uso de um sistema construtivo industrializado em estrutura metálica estão: a propriedade térmica e lumínica do sistema, o que permite a projetação de espaços mais confortáveis, seu peso próprio não elevado, bem como o fato delas suportarem excesso de peso sobre elas (peso de uma pessoa fazendo manutenção, por exemplo). Também são entendidas como extremamente positivas a não propagação do fogo com facilidade em caso de sinistros, e a impermeabilidade à água (ver site www.arq.ufsc.br/arq5661/trabalhos_2004.../estruturas_inflaveis.doc). Contudo, uma de suas características mais marcantes e vantajosas é possibilidade de transportar a estrutura de um local para outro, ou seja, sua portabilidade. Neste aspecto ressalta-se a facilidade da montagem, desmontagem e remontagem da estrutura de forma rápida e causando baixo impacto ao meio. Podem ser
montadas rapidamente, quando necessário, desmontadas e recolocadas em seguida, pois podem ser implantadas em poucos dias, não importando qual seja o tipo de solo local, e ao serem retiradas não deixa praticamente nenhum vestígio. Sem contar que elas não necessitam de espaços muito grandes para o seu armazenamento enquanto desmontadas. Além disso, pode-se destacar seu custo/benefício, a flexibilidade no uso, a durabilidade do material construtivo e a estabilidade da estrutura. Quanto ao projeto, em geral os fabricantes, apresenta diversos tamanhos e formas a serem utilizadas pelos projetistas, o que é entendido como uma característica positiva (www.arq.ufsc.br/arq5661/trabalhos_2004.../estruturas_inflaveis.doc).
Esta característica tão latente nas tensoestruturas traz consigo a possibilidade de que seus projetistas, ou mesmo aqueles que adotem os modelos pré-fabricados deem asas à criatividade. Inúmeras combinações e arranjos projetuais podem resultar das composições propostas com modelos igualmente variados. A paisagem resultante destas propostas é tão efêmera quanto às estruturas que a gerou. Além disso, ela se torna um aliado no compromisso de preservação do meio através de edificações de baixo impacto (OBATA , ALONSO, 2011).
Hodiernamente, a mobilidade e a possibilidade de serem portáteis são características de eficiência de habitabilidade das construções e pontos interessantes de eficácia energética e conforto ambiental. (...) Sob outro ponto de vista, a mobilidade passa a noção oposta de eternidade e durabilidade que as obras convencionais transmitem, permitindo a aderência integral da estética formal ao tempo, este último, fugaz e mutante e, de adaptação entre funcionalidade e imaginação. (OBATA e ALONSO, 2011, p.3 e 4)
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Tendas revestidas de PVC apanham sujeira e são evitadas em locais urbanizados e outras atmosferas com altas concentrações de sujeira. Elas devem ser regularmente limpas para evitar perda de translucidez e aparência não atrativa. Mas quanto mais são limpas, mais elas se fragilizam pelo contato com sabões, detergentes e óleos. Deve-se garantir que a limpeza seja feita exatamente como as instruções do fabricante, usando leves escovas, água e detergentes suaves. Nas tendas revestidas de PTFE, são hidrofugantes e raramente necessitam de limpeza. Assim as partículas de sujeira praticamente não se fixam devido as suas propriedades e, além disso, são transportadas pela água da chuva. (www.arq.ufsc.br/arq5661/trabalhos_2008-2/.../Tensoestruturas.doc)
Em termos de projeto, uma desvantagem parece ser a dificuldade de fazer alterações formais, pois ao utilizar o chamado ‘modelo standard’ o projetista precisa limitar-se a realizar composições plásticas com as tendas previamente definidas.
De fato não há como trabalhar um projeto remontável sem antes refletir minimamente sobre o processo construtivo de sistemas portáveis. Embora o termo ‘construir’ remeta aos processos tradicionais, nos quais o construtor começa por erguer uma fundação resistente para, sobre ela, edificar o artefato arquitetônico usando tijolos, argamassas, telhas e outros elementos essenciais a uma construção de alvenaria, sabe-se que atualmente uma construção não é feita apenas deste modo, nem necessita unicamente destes materiais.
No caso da arquitetura remontável é necessária à adoção de materiais que permitam a transferência de uma obra arquitetônica de um lugar a outro, mobilidade que deve ser prevista no projeto arquitetônico, tornando-se um importante condicionante para sua elaboração. Cabe ao arquiteto/projetista pensar no uso de materiais leves e de fácil montagem. Nesta fase de concepção a ‘construção’ propriamente dita é o foco da projetação.
Tectônica
“O termo construção está intimamente relacionado com a obra arquitetônica” (AMARAL, 2012, p. 02), não havendo como desconsiderar a importância da escolha do material construtivo para a adequada concepção de uma proposta arquitetônica. Assim, “o arquiteto deve considerar as vantagens e desvantagens dos materiais e suas montagens para criar uma obra que é feita dentro de uma liberdade controlada” (idem, p.03).
Essa relação entre os materiais e técnicas construtivas e a obra define, por si só, o conceito de Tectônica, termo etimologicamente o termo deriva do grego tekton que significa carpinteiro ou construtor, e atualmente utilizado de modo amplo como uma condição ligada à “arte de construir edifícios” (AMARAL, 2012; CECILIA, 2006; CORONA, LEMOS, 1989).
Historicamente, o significado do termo evoluiu para uma noção mais geral de construção passando a incorporar seu potencial poético. Em arquitetura, passou designar não apenas a manifestação física do componente estrutural, mas a amplificação formal de sua presença em relação ao
conjunto das demais partes. Portanto o caráter tectônico de um edifício seria expresso pela (...) sua aparência. (CECILIA, 2006, p. 07)
Um das definições mais atuais de tectônica é a de Frampton (1995) que, relaciona a materialidade da arquitetura à “essência, o centro do ofício do arquiteto” (LIMA, 2012, p. 02 e 06), profissional que deve ter a habilidade necessária para “materializar o artefato arquitetônico planejado”6, competência que exige um conhecimento profundo de seus componentes não sendo possível relegar a outros profissionais a responsabilidade por decisões que perpassam o processo projetual e as limitações que ele impõe enquanto condicionante do projeto. Embora, aparente ser consensual, esta afirmação de Frampton pode ser questionada ao verificarmos o profícuo trabalho conjunto de profissionais de áreas correlatas, como é o caso da arquitetura modernista de Brasília, cujas obras de Niemeyer exemplificam a consciência do calculista Joaquim Cardozo em seus cálculos estruturais, auxiliando a materialização da forma, da maneira como esta foi projetada pelo arquiteto.
4.1 Tensoestruturas
Dentre os vários sistemas estruturais que permitem a exeqüibilidade das edificações, destacamos as tensoestruturas como foco de nosso estudo uma vez que estas estão presentes na maioria das coberturas de espaços remontáveis (ELIAS, 2002).
Originadas da primitiva tenda nômade, evoluindo a partir do “toldo”, a princípio as tensoestruturas foram pensadas para serem transitórias. Porém, sua durabilidade acabou por fazer que esse sistema fosse adotado também para construções permanentes. Os avanços tecnológicos permitiram uma melhoria na qualidade dos materiais usados.
As estruturas tensionadas ou tensoestruturas, denominadas ainda estruturas de membrana, correspondem a um tipo de estrutura espacial em metal, utilizando cabos tensionados e cobertura em geral em tecido ou membrana (NUNES, 2008). São estruturas leves, delgadas, móveis e bastante
6 Mesmo que, enquanto produção intelectual e cultural, o objeto planejado não precise,
resistentes à tração. Por sua leveza e por vencerem grandes vãos, elas permitem ao projetista diversas composições plásticas.
Inicialmente, as tensoestruturas têxteis eram usadas apenas em estruturas temporárias; isso porque os materiais empregados não tinham a durabilidade necessária para serem utilizados em estruturas permanentes. Atualmente já existem materiais que são fabricados com uma durabilidade garantida por pelo menos 20 anos (OLIVEIRA 2003, p. 10).
Além da durabilidade, outro aspecto positivo é a adaptabilidade desse sistema, que permite sua remoção e reinstalação de acordo com as necessidades do usuário. De acordo com Oliveira (2003), a maneira que será montada, desmontada e remontada, o transporte das peças, sua modulação e dimensões, são fatores que influenciam a forma plástica do conjunto (Figura 41).
Apesar de serem difundidas a partir da segunda guerra mundial, as estruturas tensionadas existem há séculos. Segundo Pauletti (NUNES apud, 2008) “os primeiros registros iconográficos de tendas são fragmentos dos
assírios em 704-681 a.C.”
Figura 41: Detalhe construtivo de uma tensoestrutura Fonte: www.metalica.com.br
Árabes, Turcos, Persas, Mongóis, Africanos, são povos andarilhos de culturas dispares, que têm em comum a utilização de habitações desmontáveis
feitas com madeira, pele de animais e tecidos, tendo definido tipologias construtivas que permitiam variações e adaptações, sendo modificadas, aos poucos, de acordo com as necessidades de cada época.
Desde os romanos e suas coberturas retráteis baseadas nas velas dos barcos, até o início da industrialização, muita coisa mudou na fabricação das tensoestruturas. Mas somente no século XIX, os construtores dominavam técnicas mais adequadas de execução das coberturas tensionadas, cuja difusão tornou-se mais intensa no século XX, despertando o interesse por parte de arquitetos como Le Corbusier (que, na década de 30, projetou pavilhões em tensoestrutura) e Frei Otto (experimentos realizados no início da década de 50).
Atualmente as tensoestruturas são definidas como estruturas leves e móveis, compostas a partir de peças industrializadas, e em cuja produção se destacam como pontos diferenciais: a logística de fabricação, a execução, a montagem (e desmontagem), o transporte e a modulação.
Segundo ELIAS (2002), dentre as características principais das estruturas tensionadas encontram-se:
a) DESMONTABILIDADE: permite aos projetistas o aproveitamento/remontagem da estrutura e sua reciclagem em função da flexibilidade do sistema;
b) TRANSLUCIDEZ: o espaço resultante desse sistema dispõe de uma iluminação natural difusa;
c) LEVEZA ESTRUTURAL: SEU PESO É MENOR DO QUE O DE UMA ESTRUTURA CONVENCIONAL;
d) VARIABILIDADE FORMAL E GEOMÉTRICA: possível caso o projetista domine os conhecimentos técnicos específicos;
e) POSSIBILIDADE DE VENCER GRANDES VÃOS COM UMA ESTRUTURA DELGADA;
f) EVOCAÇÃO SIMBÓLICA: dependendo da forma, estas remetem às tendas primitivas ou às velas de navios;
g) RELAÇÃO CUSTO/BENEFÍCIO: mesmo que a sofisticação tecnológica implique em altos custos iniciais de investimento, sua durabilidade, desmontabilidade e flexibilidade justificam o custo;
Tais coberturas estão classificadas em três grupos: (i) de caráter permanente, (ii) temporárias e (iii) conversíveis e retráteis (NUNES, 2008). As principais (permanentes) associam a construção convencional a elementos das
estruturas móveis, como é o caso da cobertura usada na Feira de Ananindeua no Pará, do Aeroporto de Jeddah/Arábia Saudita e do Aeroporto de Denver/EUA (Figuras 42, 43, 44, 45, 46 e 47).
Figuras 42 e 43: Cobertura permanente da Feira Ananindeua - PA Fonte: http://www.arcoweb.com.br/tecnologia/tecno-staff-engenharia-e-
estruturas-feira-de-06-07-2007.html
Figuras 44 e 45: Cobertura permanente do Aeroporto de Jeddah/Arábia Saudita Fonte: http://www.prlog.org
Figuras 46 e 47: Cobertura permanente do Aeroporto de Denver /EUA Fonte: http://castelas.wordpress.com/2011/09/12/aeroporto-de-denver-a-
As segundas (temporárias) são aquelas projetadas para serem remontadas e transportadas conforme o interesse, as quais permitem máxima flexibilização do espaço. Podem ser usadas em espaços para eventos temporários ou em situações emergenciais, exigindo grande precisão na execução das peças e uma modulação que permita diversos arranjos espaciais. (Figuras 48 e 49)
Figuras 48 e 49: Coberturas temporárias, Stand de Vendas e Palco do Rock in Rio 2000.
Fontes: http://www.tensitex.com.br/portfolio/16 e http://www.tudoengenharia.com.br/
Já as últimas (conversíveis e retráteis) associam o caráter temporário e o caráter permanente em sua configuração espacial, pois utilizam mecanismos móveis, permitindo variações espaciais, através de aberturas ou fechamentos, o que as torna ideais em locais onde aconteçam grandes variações climáticas (Figuras 50 e 51).
Figuras 50 e 51: Coberturas retráteis
Fontes: http://www.metalica.com.br e http://construcaocivilpet.wordpress.com/
Independente do grupo a que pertençam sejam elas permanentes, retráteis ou temporárias, o fato é que as também chamadas arquiteturas têxteis
permitem inúmeras variações plásticas, permitindo ao arquiteto propor diversos arranjos compositivos.
Em relação às ‘formas’ dos sistemas estruturais e seus apoios, estes podem ser divididos em 04 grupos: sistemas que se apóiam através de cabos,