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Styrker og begrensninger ved de mest brukte risikoanalysemetodene

A Teoria do Comportamento Planejado (TCP) (AJZEN, 1985, 1991) é derivada da Teoria de Ação Racional (TAR), baseada na premissa de que indivíduos fazem uso racional da informação disponível quando tomam decisões comportamentais (SMEESTERS 2004; CONNER; ARMITAGE, 1998). Ambas são uma extensão

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O comportamento volitivo ou voluntário é aquele que modifica o ambiente, estando sujeito a alterações a partir das consequências de sua ação sobre o ambiente. Dentro da perspectiva comportamental existem dois tipos de comportamento. Um conhecido como “comportamento respondente” (responde a um estímulo específico. Comportamentos reflexos, por exemplo) que tem caráter involuntário e o “comportamento operante” que tem caráter voluntário.

Norma Social (NS) Atitude (AT) Intenção (IC) Controle do Comportamento Percebido (CCP) Comportamento (C) Crenças comportamentais Crenças normativas

do modelo de multiatributos de Fisbein e Ajzen (1975). Na Figura 12 pode9se visualizar o TCP.

Figura 12 – Teoria do Comportamento Planejado (TCP) Fonte: JACKSON, 2005, p.49

Assim como a TAR, a TCP considera as intenções comportamentais como mediadoras da relação atitude9comportamento. Ou seja, o comportamento é determinado diretamente pelas intenções pessoais de executá9lo (um comportamento pró9ambiental ou outro qualquer). E, ainda que atitudes em relação ao comportamento e normas sociais percebidas são mediadoras de um conjunto particular de opiniões.

A TCP, entretanto, estendeu o alcance da TAR ao incluir o controle do

comportamento percebido ( * ) como preditor adicional da

intenção e do comportamento, baseado na premissa de que mantendo a intenção constante, um maior controle percebido irá aumentar a probabilidade de que se

desempenhe o comportamento com sucesso. Assim, quanto mais um

comportamento se torna dependente de fatores fora de controle da pessoa, menos o comportamento estará sobre controle da vontade. A presença desses fatores incontroláveis pode, portanto, interferir na capacidade da pessoa de fazer o que ela pretendia. O controle do comportamento percebido (CCP) reflete a opinião sobre a própria habilidade de desempenhar o comportamento desejado.

Crenças de controle

Com exceção do comportamento, as variáveis de TCP são construtos psicológicos (internos). Em TCP, as intenções comportamentais são determinadas por três fatores: atitudes em relação ao comportamento, percepção das normas sociais e controle do comportamento percebido. O CCP funciona como mediador do efeito das opiniões em certas condições facilitadoras ou inibidoras do desempenho comportamental.

Para a TCP, dado um suficiente grau de controle do comportamento, as pessoas tendem a realizar suas intenções quando as oportunidades aparecem. O controle real sobre o comportamento refere9se ao grau que uma pessoa tem em habilidades, recursos e outros pré9requisitos necessários para desempenhar um dado comportamento. O desempenho bem9sucedido do comportamento depende não somente da intenção favorável, mas também de um nível suficiente de controle comportamental.

A TCP já foi aplicada em diversos contextos, desde o comportamento de fumantes até a escolha de comida (JACKSON, 2005). Também aparece com frequência na literatura de comportamento pró9ambiental, incluindo o entendimento ou a predição do comportamento para reciclagem, escolha do meio de transporte, consumo de energia, conservação da água, escolha de alimentos orgânicos e investimento ético (STAATS, 2003; KAISER ., 1999; WALL ., 2003). Assim, se introduz a primeira proposição

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Os pressupostos básicos da TCP podem ser assim resumidos (MONTEIRO; VEIGA, 2006):

1. comportamentos, especialmente os de alto envolvimento, são planejados racionalmente;

2. crenças multiplicadas por suas respectivas avaliações combinam9se aditivamente para formar os componentes da atitude, normas sociais e controle do comportamento percebido correspondente. Por exemplo, normas sociais são formadas a partir da soma dos produtos das crenças normativas por suas respectivas avaliações;

3. existe uma associação significativa e forte entre atitude (AT), norma social (NS) e controle percebido (CCP) com a intenção (IC) correspondente (A + NS + CCP → IC), de modo que uma proporção significativa da variância na intenção comportamental pode ser explicada por atitude, norma social e controle percebido.

4. intenção, controle percebido e verdadeiro controle sobre o comportamento são antecedentes imediatos do comportamento correspondente.

Desse raciocínio deriva a primeira hipótese desta Tese.

Hipótese 1: Intenção para reciclar é explicada pela Atitude (H1a), Normas Sociais

(H1b) e Controle Percebido do Comportamento (H1c). Ou seja,

H1: ( AT + NS + CCP → IC).

No modelo TCP, CCP é considerado por ter impacto direto no comportamento e impacto indireto na intenção comportamental (AJZEN, 1991). É muito útil considerar o controle comportamental percebido em adição à intenção, porque para execução efetiva de muitos comportamentos apresentam9se dificuldades, que estão além do controle da vontade.

Assim, CCP pode servir como a ,& do controle do comportamento atual e contribuir na predição do comportamento em questão (AJZEN, 2006b). Como pressuposto subjacente ao TCP, quanto mais favoráveis são AT e NS e quanto maior for o CCP em relação ao comportamento, mais forte deve ser a intenção individual para desempenhar tal comportamento. Disto decorre a segunda hipótese:

Hipótese 2: A Intenção comportamental (H2a) e Controle do Comportamento Percebido (H2b) predizem o Comportamento para Reciclagem. Ou seja, H2: (IC + CCP → CR)

Segundo Ajzen (2002), para modificar o comportamento, intervenções podem ser direcionadas a um ou mais de seus três determinantes: atitudes, normas subjetivas ou controle percebido. Como consequência da mudança nesses fatores, novas intenções comportamentais podem ser produzidas e convertidas em comportamento real, desde que os indivíduos tenham verdadeiro controle sobre o comportamento.

Os determinantes independentes de intenção, AT, NS e CCP são funções de crenças e avaliações (conforme pode ser visualizado na Figura 12, da pagina 114). Pode9se mostrar que atitude, norma social e controle do comportamento relacionam9

se respectivamente com conjuntos apropriados de crenças comportamentais, normativas e de controle. Entretanto “(...) a exata natureza dessas relações ainda é desconhecida” (AJZEN, 1991, p. 179).

De acordo com a TCP, o comportamento humano é guiado por três tipos de crenças (AJZEN, 2002): crenças sobre as consequências prováveis de um

comportamento ( ), crenças sobre as expectativas

normativas de terceiros ( ) e crenças a respeito da presença de fatores que podem impedir ou facilitar a performance de um comportamento

( ).

Em seus respectivos agregados, crenças comportamentais produzem uma atitude favorável ou desfavorável em relação ao comportamento, crenças normativas resultam em pressão social perceptível ou norma social, e crenças de controle podem facilitar ou impedir a performance de um comportamento.

Ajzen (2002) argumenta que, como na TCP os três antecedentes das intenções comportamentais baseiam9se em crenças, é necessário conhecer as que são salientes na memória, para que sua força e valência sejam medidas. Uma vez que as crenças salientes tenham sido identificadas, um questionário padrão de TCP pode ser elaborado, incluindo medidas de crenças, atitudes, normas sociais, percepções de controle comportamental, intenções e comportamento real. Pode9se introduzir a terceira hipótese:

Hipótese 3: Crenças relacionam9se com o construto atitudinal correspondente, seja atitude (H3a; H3b; H3c, H3d), norma social (H3e, H3f) ou controle do comportamento percebido (H3g, H3h; H3i; Hj).

Dessa forma, no modelo de TCP para predizer o comportamento para reciclagem há três aspectos: (1) a intenção para selecionar os resíduos recicláveis no domicílio rotineiramente (IC) é formada pela atitude para selecionar os resíduos recicláveis (AT), que reflete sentimentos favoráveis ou desfavoráveis para selecionar; (2) normas sociais para selecionar (NS), que representa a percepção da influência dos grupos de referência no envolvimento da pessoa com a tarefa da reciclagem; (3) controle comportamental percebido (CCP) refere9se à percepção da pessoa sobre o seu controle dos determinantes que podem facilitar ou impedir o desempenho da seleção dos resíduos recicláveis rotineiramente.

A suficiência de TPC tem recebido considerável atenção. Ajzen (1991, p.199) descreve o modelo como aberto a ajustes subsequentes se importantes determinantes são identificados. Nas palavaras do autor: “o modelo TCP está aberto à inclusão de preditores adicionais, se isto mostrar que eles capturam uma significância proporcional da variância na intenção e no comportamento alvo”. Bagozzi (1992) argumenta que a lista de novas variáveis é potencialmente ilimitada.