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Styring av deltakerne

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6 Styring av integreringsarbeidet

6.3 Styring av deltakerne

"A glória d'Aquele, que tudo movimenta no universo, penetra e resplende, numa parte, mais, noutra menos".

Em nossa ascensão tentamos, agora, por outra via, avizinhar-nos sempre mais da concepção de Deus e do universo, que em breve teremos de enfrentar; concepção que sinto chegar e que vamos preparando e amadurecendo em nosso pensamento. Estamos bem longe da verdade do lº. capítulo.

O homem normal não forma a idéia do universo de maravilhosos equilíbrios onde ele vive. Acredita que as harmonias da ordem divina se encontrem somente no alto, no chamado paraíso. Não Aquela ordem, expressão de Deus, está em qualquer lugar, também no inferno terrestre. O homem a tem, pois, toda à sua volta, nas pequenas coisas do seu mundo, em meio às duras necessidades do contingente É verdade que a

maioria humana é involuída, nada sabe, dessa ordem divina, da sua beleza, da riqueza que ela representa, da potência que confere o conhecê-la e o saber harmonizar-se com ela. A maioria involuída está, pois, mais atenta a violar continuamente essa ordem, o que redunda em seu prejuízo e não da ordem que, na sua perfeição, possui essa característica: a de saber tornar automaticamente a reconstituir-se, não obstante toda violação. Assim o homem está ativamente ocupado em procurar, sem descanso, somente o próprio dano e a própria dor. Mas isto é necessário para que ele, mesmo ficando livre, aprenda. E assim, na sabedoria divina, a desordem voluntária da inconsciência humana se transforma em uma mais alta ordem futura, e a dor, que deriva daquela desordem, se torna um meio de ascensão para uma felicidade mais completa. De certo, o homem atual não imagina que haja no universo ao alcance de sua mão uma riqueza, poder e felicidade imensas Delas se acha afastado pela sua involução, que é ignorância; e para conhecer, é preciso evoluir, isto é, lutar e sofrer. A mente, que no aparente caos humano sabe recolocar cada coisa em seu lugar, verá um desenho maravilhoso de que ele faz parte, verá que tudo é lógico e ordenado para o bem, conquanto tristes possam ser as condições do indivíduo e do momento. O evoluído vê as metas de tudo e a íntima e tenaz reconstituição da ordem, a despeito da desordem vitoriosa, que está somente no exterior, na superfície, relativa e transitória. Otimismo, pois, um otimismo de ferro, de bases graníticas dadas por um profundo conhecimento científico da vida e de suas leis, otimismo em todo caso, ainda quando as coisas vão mal, ainda diante da triste verificação de que toda descoberta científica e todo progresso no conhecimento venham a ser usados pelo homem em primeiro lugar para praticar o mal. A Lei quer que, quem pratica o mal, involua, tenda a aprofundar-se em ignorância sempre maior e dor, até à autodestruição. E quer que, quem faz o bem, evolua, tenda a subir para uma sempre maior sabedoria e felicidade, até à fusão em Deus. Não obstante as aparências infernais de alguns mundos como a terra, tudo é ordem, é bem, é feito para a felicidade dos bons e o triunfo da justiça. Quem quer, esteja onde estiver, pode sempre salvar-se: Quem compreende, eleva um cântico de amor e gratidão a Deus e bendiz sempre a vida.

É desta ordem que, agora, queremos ocupar-nos aqui, não nos longínquos planos celestes, considerados de pouca utilidade, porque longínquos, mas nos seus reflexos terrenos, no seu funcionamento entre nós, humanos, nas suas conseqüências e aplicações práticas. Somente assim poderemos ser compreendidos. É lei geral no universo o princípio de dualidade, pelo qual cada unidade ou individualização do ser é dúplice, isto é, separada e no entanto soldada no seu intimo, em duas metades contrárias, inversas e complementares, que se combatem e se procuram, se anulam e se completam e, na oposição de dois termos opostos e contrastantes, se constitui em sistema equilibrado, isto é, em unidade e indivíduo. Lei já demonstrada em outros escritos meus. Mas há mais. Os dois elementos do dualismo, constituindo toda individualização, não assumem somente a forma estática, de equilíbrio estável, mas ainda a forma dinâmica de um sistema de forças, pelo qual os dois termos não são simplesmente contrapostos em equilíbrio, mas um deles, de valor positivo, se põe no centro do sistema e um ou mais elementos de sinal oposto ou valor negativo vem a rodar-lhe em torno, dispondo-se na periferia. O número deles é variável em relação ao seu potencial dinâmico e ao do elemento central. Quanto mais esse núcleo é potente, maior é a sua capacidade de irradiar e, portanto, o poder de reger um maior número de elementos satélites. Paralelamente, quanto menor é a amplitude ou capacidade negativa de receber carga positiva do núcleo da parte dos elementos satélites, tanto maior é o número que o sistema pode suportar. E por uma razão: cada um dos dois termos se põe, no sistema, em relação ao outro e, pela estabilidade e equilíbrio deste, eles se devem harmonizar.

Observemos como esse princípio, sobretudo em nossa realidade, tem influência. Comecemos pelo caso máximo. O universo todo é dúplice. Deus, princípio espiritual, positivo, está no centro; a forma matéria, negativa, está na periferia De um lado o motor, ativo, criador, do outro a manifestação, passiva, criada, efeito daquela causa. Os dois termos têm caracteres opostos. Deus é o espírito, o absoluto, o imóvel, o imutável, o pensamento diretor, o comando. O universo que vemos é a forma, o relativo, o móvel, o transitório, a expressão, a obediência à Lei. Transcendência e imanência não são senão os dois termos opostos de um par no qual eles se unem em estreita unidade, ligados no mesmo sistema em inseparável monismo. Esse esquema único ecoa e se repete em todo o universo, até à sua última pulverização, todo fenômeno é um tornar-se

ligado ao par causa-efeito. Assim todo pensamento ou ato contém em si, conforme a sua natureza, as suas conseqüências. Assim o efeito gira em torno de sua causa até que esta se exaure nele.

Casos menores. O sol, núcleo do sistema solar, tem, como verdadeiro macho no harém, nove esposas nos seus planetas. Elas o seguem obedientes em todo o seu curso através da Galáxia. O mundo atômico é regulado pelos mesmos princípios. Em torno do elemento central do átomo (núcleo) de carga eletropositiva, rodam tantos elétrons de carga eletronegativa, quantos o elemento central possa reger. Temos, assim, no microcosmo atômico, um verdadeiro sistema planetário em que o núcleo representa o sol. E todo sistema planetário não é senão o átomo de uma química astronômica do macrocosmo. Na terra temos 92 elementos, ou corpos simples, que vão do Hidrogênio (H) ao Urânio (U); unidades atômicas em que o número dos elétrons, que giram em torno do núcleo, sobe de 1 no H a 92 no U. Isto quer dizer que o núcleo de H representa um potencial capaz de reger um só planeta e o de U o de reger 92.

No mundo orgânico. A distinção sexual, antes de chegar às suas manifestações somáticas e psíquicas, existe na célula e precisamente conforme os mencionados princípios. A célula é um microcosmo formado como um sistema planetário, cujo centro é constituído pelo núcleo, elemento positivo, masculino, e a periferia, ou corte, ou harém eletrônico, é constituída pelo protoplasma, elemento negativo, feminino. Os dois dinamismos são inversos e complementares, reciprocamente contrários e equilibrados. E eis-nos chega- dos às aplicações práticas que mais interessam ao leitor.

A saúde, a resistência orgânica, que tanta parte representam na luta pela vida, dependem em grande parte do equilíbrio entre núcleo e protoplasma. Pelo mencionado principio, dado o seu dinamismo inverso, eles representam funções inversas e complementares. O núcleo é ativo, portanto, dinamizante, ao ponto de, se não encontrar no par o elemento contrário como função compensadora e de equilíbrio, torna-se destrutivo. Ele tende a transformar tudo em energia e, por isto, a queimar o material orgânico; é o verdadeiro motor da vida e agente da evolução, o catalisador, o princípio do vir-a-ser e da transformação. Ele tende a dissolver, a consumir e, quando não freiado, a queimar e destruir. A sua ação é oxidante e dissolvente da matéria nu- tritiva acumulada no protoplasma, para reduzi-la à energia. Ele é em suma o Deus animador da célula e, portanto, da vida, representa a função da combustão e da troca, a função de governo e de comando. Como o sol rege, guia e faz avançar os seus planetas, ao núcleo pertence a tarefa da direção e da ascensão. Essa função toda masculina e divinamente criadora recorda e repete num plano mais elevado o motivo da gênese da energia por desintegração atômica que se verifica nas mais complexas formas da individualização química. Como o sol, o núcleo arde, aquece e arrasta consigo todo o sistema que comanda, e se entrega, irradia e sustém. Ele representa e reproduz em proporção de sua potência o esquema geral do universo, esquema que é único em qualquer lugar; ele reflete e repete no seu plano as funções diretoras do principio geral do cosmo, que conforme a mesma e única lei (monismo) retorna em todos os menores sistemas componentes até à infinitesimal ramificação, os quais, por sua vez, irmanam-se por reagrupamentos graduais e progressivos, segundo a lei das unidades coletivas múltiplas, e se estendem todos no centro, para se reencontrarem e recomporem em unidade.

Que faz o protoplasma, pelo seu lado? Logicamente., as suas características e funções devem ser opostas. Ah, se o princípio da inovação não fosse equilibrado por aquele da conservação! Nem nos surpreenda reencontrar na estrutura da célula os princípios contrastantes do misoneísmo e do progresso, próprios da vida social. Para quem compreendeu a unidade do universo, são lógicas e verdadeiras essas rela- ções entre a estrutura da célula e os movimentos coletivos e acontecimentos históricos, que também derivam da íntima constituição do ser humano. Pelo contrário, somente assim é que se pode verdadeiramente compreender a história. O poder do protoplasma é todo construtivo de material orgânico, integrante das perdas, fornecedor do combustível a ser queimado. Ele tende à economia, à conservação, a acumular as substâncias orgânicas, a armazenar reservas nutritivas, à engorda, em suma. O protoplasma é a fêmea a qual serve o macho, para que este, com o material recolhido por ela, possa, através do poder óxido-redutivo do núcleo, isto é, das oxidações operadas por ele como núcleo, criar a energia vital. Reencontramos aqui um

momento do físio-dínamo-psiquismo universal. O núcleo está incumbido de criar energia, destruindo matéria; é, no seu plano e sistema, o agente do transformismo fenômeno universal, em que a substância assume formas diversas. Em paralelo a essa função, o protoplasma é todo substância a ser plasmado, em expectativa de receber impressões para as conservar (misoneísmo), diante do agente é o material da vida, é portanto feito todo para a construção e reintegração deste, para preencher todas as perdas nele verificadas por força do incêndio produzido pelo núcleo.

Esta é a base do metabolismo orgânico. A vida se apoia nesses equilíbrios. A própria agricultura está sujeita a essas leis. A semente é o núcleo, princípio ativo, a terra representa o protoplasma, princípio passivo, acumulador de materiais que a semente toma em círculo no seu sistema. Há uma troca no terreno, regulado pelas plantas que nele vivem. A cultura intensiva, com base na adubação química, alterou, com a destruição da flora bacteriana essa permuta, pelo que hoje, ou se torna a fornecê-la à terra ou se deixará esta descansar, para ter tempo de reconstituir a flora e recuperar assim os materiais nutritivos dos quais a exploração intensiva a depauperou, ou teremos uma produção agrícola progressivamente menor.

No metabolismo orgânico o protoplasma trabalha para o núcleo, mas dele recebe a energia para trabalhar para ele. A fêmea é a serva do macho, mas dele recebe guia e defesa. Se os dois impulsos contrários não se compensassem e equilibrassem, e se, lutando um contra o outro, não se penetrassem e combinassem extinguindo a colaboração, seria o fim. O núcleo, sozinho, queimaria todo o material em energia, o protoplasma, sozinho, cristalizaria a célula, sufocando as reservas do núcleo e, paralisando assim a sua obra dissolvente e reduzida, apodreceria tudo, insensivelmente, na mais indolente das inércias. No primeiro caso, haveria uma troca demasiado violenta e, com isto, o rápido exaurir dos capitais da célula, das reservas do protoplasma, enfim, a ruína do sistema orgânico e a morte por consumição. No segundo caso, teremos uma redução de potencial vital da célula, e pois, afrouxamento das trocas e uma atividade celular orgânica reduzida. Isto produzirá excessivas e insuportáveis escórias na troca, auto-intoxicações, e preparará o terreno orgânico onde medram e prosperam os micróbios, ensejando o desenvolvimento de doenças infecciosas, a disfunção dos órgãos, até a morte.

Vê-se, pois, como temos em casa, antes em nosso próprio corpo, aqueles longínquos equilíbrios cósmicos pelos quais não nos interessamos, porque nos parecem muito afastados. Temos, ao contrário, em nós, e nos revelamos, como tudo, o mesmo esquema do universo. E a ordem está em nós e em todas as coisas e a essa ordem devemos nós, e tudo deve, a existência. Na admirável distribuição de funções da economia da natureza, é ao princípio masculino que cabe a ação de precipitar, neutralizar e expelir tóxicos, toxinas, qual- quer inimigo, todo resíduo da troca. A ele é confiada a luta para a defesa orgânica. Por isto os temperamentos nervosamente fortes, de mais alto potencial nervoso, tem maior resistência orgânica. Mas aí, se a sua função não fosse freiada e equilibrada pelo princípio oposto! Vimos o que sucede logo que os dois processos celulares de síntese e redução não se equilibram. Também o nosso metabolismo orgânico é uma luta, mas uma luta equilibrada. O princípio de dualidade e o esquema desse sistema de forças centrais e periféricas são uma lei universal. É esta universalidade que dá a toda manifestação do ser a forma de luta. Compreende-se assim como o próprio homem não possa fazer nada senão em forma de luta e como toda atividade assuma e não possa assumir senão essa forma. Ela nos indica a impossibilidade e o absurdo de querer eximir-se do esforço de medir-se com o próprio antagonista e como cada ser tem, naturalmente, conforme sua natureza, o seu próprio. Assim se explica como sem luta a vida se extingue. A gênese das defesas e da força que nos robustece está na luta. Conforme o que cada um é tem o seu paralelo e proporcionado antagonista, que o atrai e se deve medir com ele, para que se forme logo a hierarquia de quem manda e de quem obedece, segundo o seu valor, porque sempre e em qualquer parte as forças se dispõem naturalmente segundo o mencionado esquema sideral atômico. Essa é a lei do cosmo. Não há, portanto, outro recurso senão sermos fortes e premunidos, como nos quer a própria luta. Ou lutar e lutando ficar forte e vencer; ou servir e suportar, adaptar-se e, no caso extremo, morrer.

Esse diálogo do núcleo e protoplasma não é senão o diálogo do sexo, isto é, do macho e da fêmea. E também esse é um equilíbrio cósmico que está em nós. Não é por acaso, mas é em harmonia e obediência a esse sistema universal, que o macho e a fêmea possuem determinadas características, distribuindo-se-lhes diversas funções. Não é por acaso. mas é conforme à lógica e à sábia economia da vida, que o macho está apto para a guerra e a fêmea para a reprodução, que o primeiro mata para criar, e a segunda gera e acumula para que ele possa matar e destruir para criar. Isto demonstra que a vida não é um fim em si mesmo, mas meio para evoluir. E se o primeiro é inovador até à distribuição, e a segunda é conservadora até à extinção por inércia, a divina sabedoria os colocou juntos de propósito para se compensarem. Uma humanidade toda de homens matar-se-ia na luta; uma humanidade toda de mulheres acabar-se-ia na estagnação. Nenhum dos dois princípios saberia viver e poderia sobreviver sozinho. E eis-nos entre as paredes domésticas. O homem trabalha fora e leva para casa o fruto do seu trabalho, a mulher trabalha em casa e elabora aquele fruto, nos alimentos, cuidados e criação dos filhos. Este é o modelo, segundo o esquema da vida. A mulher operária, empregada, política, que luta contra o homem, é um aborto moderno, contra a natureza. Que o planeta se torne sol, o elétron vá ao centro do átomo, que o protoplasma se faça núcleo, isto é patológico, é subversão. Mas há compensação também aqui e o equilíbrio é salvo. O século atual, em que as mulheres são machos, deve compensar o do século do Setecentos, em que os machos de perucas e empoados eram fêmeas. Mas isto passará e retornar-se-á ao romantismo e então rir-se-á da atual mulher-macho, como hoje se ri do macho- mulher do século dezoito. Tudo se equilibra.

A coletividade tem a sua forma de vida masculina e feminina. Nos períodos de grande esforço inovador e evolutivo, tudo se dinamiza e se torna macho. E assim a fêmea. Nos períodos de estagnação no bem-estar, em que se colhe o fruto do esforço precedente, se assimilam e fixam os resultados, tudo se harmoniza, embeleza e refina e se torna fêmea; e assim o macho. Enquanto antes tudo era forte, mas rude, depois tudo se aperfeiçoa, torna-se gentil, mas também se debilita. Primeiro, a guerra e as revoluções, a vontade e a conquista, depois na paz as artes, a beleza e o amor. Assim se alternam, como o dia e a noite, fadiga e repouso, criação e assimilação, e com alternado trabalho, cada um repousando enquanto o outro se cansa, avançam espírito e matéria. O contínuo alternar-se dos dois períodos históricos, clássico e romântico, responde precisamente à lei do dualismo universal que reencontramos nos dois sexos. Trata-se de desequilíbrios sucessivos, necessários para o movimento evolutivo, que, porém, se compensando, sempre se equilibram. O mundo está hoje dividido neste sentido. De um. lado um totalitarismo tirânico, revolucionário, guerreiro, pobre e conquistador, do outro lado as livres democracias, pacificas, fartas e acumuladoras. De um lado o princípio comunista para tomar, de outro o princípio capitalista para conservar.

Ora, considerada em posição de equilíbrio e não como fase de transição, a vida da mulher, por sua natureza, reflexa, procura todos os seus motivos no macho em função do qual, como verdadeiro satélite, vive e funciona. Essa é a sua posição natural, o seu equilíbrio a que ela, naturalmente, sempre tem tendência para retornar. Somente ao macho a natureza dá a iniciativa. Ao satélite-fêmea cabe a obediência. E se, transitoriamente, arrastados pelo prevalecer do impulso oposto, o macho se adapta a funcionar como fêmea e ao contrário, isto sempre se dá por substituição. O deslocamento é acidental e transitório. A verdadeira mu- lher ama, o verdadeiro homem conquista. Na evolução, à frente está o macho e, atrás, seguem os satélites. Na ponta do trem está a máquina e não os vagões que, ao contrário, se deixam arrastar. Já que há tantas formas de evolução e tantas diversas altitudes, o progresso depende do que esse macho compreende. Se ele é ainda um involuído, fará a luta do animal para a seleção de um mais forte tipo animal. Se ele for evoluído, fará uma luta mais inteligente e civil, para a seleção de um tipo biológico mais elevado. Mas, em cada caso, a mulher não pode senão inserir-se no sistema do macho, senão seguir passivamente o elemento ativo. Quando quer se tornar ativa, fica naturalmente fora de fase e, não sendo munida pela natureza para essa função e luta, vem a encontrar-se em condições de inferioridade e naturalmente sofre. Se é mulher, não pode funcionar como núcleo. Isto é inato nela até nas profundezas celulares do seu organismo. O fato de ser escasso o poder oxidante da sua célula e, pois, reduzido o volume de energia que dela brota, constitui uma carência natural, insuprimível, até às suas últimas conseqüências, também nos planos superiores da psique. Por isto a mulher,

essencialmente protoplásmica, tem necessidade de se completar, pedindo o poder dinamizante ao princípio nuclear masculino.

Eis-nos diante de novas e mais próximas aplicações do princípio de equilíbrio universal. Como compensa a mulher as suas reduzidas capacidades metabólicas, como vivifica a sua troca que é toda poupança, como age a sua célula acumuladora para tornar a se carregar de energia? Como pode comunicar com o princípio oposto para se recarregar? E ao contrário como pode aquele princípio oposto se descarregar nela? E qual o princípio regulador dessas trocas de opostos recursos e cargas? É evidente que os dois princí-

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