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Styrets arbeid

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Selskapsorganene

7.2 SELSKAPETS LEDELSE

7.2.3 Styrets arbeid

Uma nova invenção poderá, dentro de pouco tempo, melhorar a qualidade de vida dos cepos. Trata-se do Spatial Imager, um invento que aproveita as características dos morcegos para ajudar os humanos: tal como fazem estes mamíferos voadores, o objecto emite ultra sons (pequenas vibrações) para os dedos, avisando o seu detentor da presença de obstáculos no caminho. Além de ser mais fiável do que as tradicionais bengalas, o Spatial Imager tem a vantagem adicional de poder ser incorporado, por exemplo, numa luva, evitando assim a exposição desnecessária dos invisuais. Os ultra sons já eram usados em diversas actividades humanas, mas ainda ninguém se tinha lembrado de os colocar ao serviço dos invisuais. A ideia surgiu a uma eguipa de investigadores ingleses, que pôs imediatamente mãos à obra, realçando o facto de este tipo de objecto poder também ser usado, por exemplo, por bombeiros e mergulhadores, em locais de fraca visibilidade. Os cientistas esperam comercializar o invento dentro de dois anos. (Tempo livre, Março, 2000:51).

O título é constituído por um N denotando uma entidade [+anim],

morcegos, e uma adjectivação déverbal, inspiradores, parafraseável por "aquele

que V". Dada a natureza aspectual da forma de base do modificador, V inspirar, o papel temático da entidade [+anim] parece ser "causa" e a estrutura argumentai do déverbal não se encontra preenchida na medida em que o actante, ou seja, a entidade afectada pelo V, não se encontra realizado lexicalmente.

Assim, pode considerar-se que o título goza de uma incompletude que o discurso vai saturar.

O primeiro período do texto serve de introdução ao assunto a tratar. São introduzidos no universo textual dois SN, de tipo de formação diferente, denotando duas entidades também de tipo ontológico diferente, invenção. nominalização déverbal, e cegos, nome não derivado. Ambos vão permitir o estabelecimento de relações anafóricas ulteriores.

Ao primeiro elemento textual, uma nova invenção. SN introduzido por um quantificador existencial, dado o seu processo de formação, pode ser dada uma

leitura eventiva ou uma leitura resultativa, dependendo da sua interpretação se centrar no evento ou no seu resultado.

Contudo, a orientação do discurso, através dos tempos verbais, poderá, e, na sequência seguinte, trata-se. passando, respectivamente, de uma possibilidade para uma realidade, e com a introdução de uma nova entidade, um

invento, tendo como "antecedente" o nominal, invenção, permite ao interlocutor

interpretar o "antecedente", como um resultativo e o "anafórico" como um N individual, perdendo todas as propriedades predicativas em favor de propriedades referenciais.

As diferentes leituras resultam não tanto do contexto, mas de factores morfológicos porque convém notar que a mesma forma de base V, inventar, deu origem a dois processos de formação diferentes, derivação por sufixação e derivação regressiva e, consequentemente, a produtos finais diferentes, invenção e invento, decorrendo daí comportamentos linguísticos diferentes.

Na verdade, enquanto o nominal invenção pode ter propriedades predicativas ou referenciais, dependendo do contexto, o nominal invento comporta-se como um nome não derivado, qualquer que seja o contexto.

Outros indicadores introduzidos no discurso reforçam estas leituras dos nominais. Com efeito, a atribuição de um nome próprio ao nominal, invento.

Spatial Imager, nome que vai designar rigidamente o seu referente, vai ser

importante como elemento de coesão na medida em que vai ser retomado numa das sequências, o Spatial Imager, por substituição do nominal, invento.

Outras ocorrências de SNs anafóricos que estabelecem anáforas correferenciais e associativas, tendo como antecedentes os nominais em questão, permitem concluir que estamos, realmente, perante nominalizações diferentes, apesar da forma de base comum.

A confirmar está o facto de, ao longo do discurso, o SN, um invento, ser anaforizado, por retoma, por expressões definidas e referenciais como, o objecto.

o Spatial Imager, este tipo de objecto e o invento. Este comportamento linguístico permite a sua inclusão na classe de entidades concretas e discretas.

Um outro indicador é a comparação explícita, mais fiável do que (...), com a atribuição das mesmas funções, construída a posteriori, entre as entidades denotadas pelo N, o objecto e as bengalas, N igualmente concreto que denota um utensílio e que é introduzido no discurso porque estabelece com o N, cegos, uma anáfora associativa a priori com base num conhecimento prévio e convencional de que a um cego se associa uma bengala, interpretação reforçada pela ocorrência do adjectivo, tradicionais. Pode ser considerado um tipo de anáfora associativa léxico-estereotípica porque tem como base uma frase genérica: "Um cego usa geralmente uma bengala".

Relativamente ao nominal, uma invenção, é um nome sincategoremático dependente de outra entidade (uma invenção pressupõe alguém que tenha inventado), sendo necessário procurar no texto um actante com o traço [+hum] que possa preencher esse argumento. O SN capaz de desempenhar essa função é uma eguipa de investigadores ingleses, estabelecendo-se dessa forma uma anáfora associativa actancial entre o déverbal, invenção, e o SN, uma eguipa de

investigadores ingleses, ou seja, entre o resultado de um evento e a entidade

implicada nesse evento. Elementos cotextuais como, pôs imediatamente mãos à

obra, contribuem para acrescentar informação e estruturar o discurso de maneira

a que haja coerência entre as informações à medida que o texto vai progredindo. A inferência que permite atribuir o actante, uma eguipa de investigadores. ao nominal, invenção, não se faz de forma directa mas por intermédio de elementos contextuais como, a ideia, uma nova entidade introduzida na sequência seguinte e explicitamente associada ao SN, uma eguipa de

investigadores ingleses, que desempenha a função sintáctica de complemento

indirecto, e pela natureza aspectual do predicado, surgir.

Por outro lado, o conhecimento que os falantes têm da sua língua permite associar o nome abstracto não derivado, ideia, ao nominal, inspiração, produto derivado tendo como forma de base a mesma do adjectivo, inspiradores.

Assim, é pelo viés da introdução do SN, a ideia, que vai ser atribuído ao SN, uma equipa de investigadores ingleses, o papel temático de afectado exigido pelo modificador, inspiradores, nome sincategoremático que precisa de um argumento para se saturar, estabelecendo-se entre o SN e o modificador déverbal uma anáfora de tipo actancial a posteriori.

Outros elementos contextuais, como as características dos morcegos em que é retomado o primeiro elemento do título, morcegos, revelam uma congruência não só entre os elementos do título como entre estes e o texto, donde a conclusão de que os morcegos foram "causa" de inspiração a uma

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MOSCAS

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