4. Metodekapittel
4.13 Studiets kvalitet
Para enfrentar os problemas decorrentes do crescimento populacional e do consumo excessivo dos recursos naturais, representantes dos segmentos políticos, acadêmicos e empresariais discutem sobre a concepção de cidades mais inteligentes, para identificar alternativa em que haja maior sensatez no consumo dos recursos, melhores condições para qualidade de vida dos habitantes e oportunidades de ampliação da economia durante os próximos anos.
Na visão de diversos autores, o conceito de cidades inteligentes (smart cities) atende a estes requisitos, pois visa produzir serviços que reconheçam as demandas sociais, provendo atendimentos que aperfeiçoem a relação entre os cidadãos e a cidade, tendo, como base, o uso intenso de tecnologias da informação e comunicação (TIC) e respeito às fontes naturais de recursos.
Segundo os autores Hall, et al. (2000) a cidade inteligente tem a capacidade de monitorar suas infraestruturas centrais e integrar seus serviços com melhores condições de operação para garantir seu funcionamento.
Kanter e Litow (2009) descrevem as cidades inteligentes como aquelas que são capazes de promover a integração entre suas estruturas de comunicação e informação para garantir o abastecimento de serviços. Afirmam que o ambiente integrado colabora para que se possam desenvolver inovações em diversas áreas. O funcionamento de sistemas interoperáveis e a oferta de serviços integrados promovem competitividade econômica e são projetados para proteger o meio ambiente, ampliando os benefícios que facilitam as atividades das pessoas e melhoram a qualidade de vida.
Segundo o relatório da IBM (2009), cidades inteligentes podem ser definidas como uma arquitetura de comunicação e de serviços funcionando sob plataformas abertas, capazes de integrar componentes considerados críticos das cidades, como a infraestrutura residencial e comercial, circulação e transportes, saúde, segurança, gestão de recursos naturais, controle de resíduos, educação, cultura, administração e fornecimento de serviços públicos, que tornam a cidade mais integrada.
Washburn e Sindhu (2010) consideram que estas cidades são aquelas que adotaram tecnologias interoperáveis e interconectadas nas infraestruturas que suportam atividades críticas da administração pública como educação, transporte, segurança e saúde. Afirmam que serviços com processos interconectados são mais eficientes, pois reduzem o custo de operação e melhoram o atendimento às comunidades e seus cidadãos.
O autor Toppeta (2010) acrescenta que a disponibilidade de informações e o fácil acesso à internet pelas organizações e pelas pessoas são condições imprescindíveis para que as estruturas organizacionais possam tornar eficientes os processos de fornecimento de serviços, inclusive, os públicos.
Giffinger e Gudrun (2010) ponderam que as cidades inteligentes dependem de atitudes decisivas, interdependentes e conscientes de representantes do setor público e do privado para serem construídas com combinação inteligente. Assim,
permitem que segmentos econômicos, da governança, mobilidade urbana e do meio ambiente sejam administrados com visão de futuro.
Segundo Dutta (2011), as cidades inteligentes baseiam seus processos de gestão em visões modernas do desenvolvimento urbano e utilizam, intensamente, recursos de TIC para direcionar ações e aumentar o desempenho econômico nos negócios, que ganham abrangência em mercados globais com maior competitividade. Norteiam-se em conceitos de sustentabilidade ambiental e, assim, reúnem características que vão além dos aspectos técnicos que fundamentam as cidades digitais inteligentes.
Nam e Pardo (2011) escrevem que o funcionamento dos recursos integrados nas cidades inteligentes produz informações de uso comum e que os serviços são desburocratizados quando fornecidos de forma integrada. A busca pela interoperacionalidade passa, obrigatoriamente, por estratégias para superar as dessemelhanças entre sistemas de organizações diferentes para que possam ser conectados. Neste contexto, a tecnologia da informação e comunicação tem fundamental participação para prover a conexão dos sistemas e permitir que fatos do cotidiano possam ser monitorados e registrados em tempo real, compartilhados entre as organizações e disponibilizados como serviços aos cidadãos, promovendo- lhes facilidades.
Os autores Bifulco et al. (2013) afirmam que o crescimento sustentável das cidades é um dos principais desafios para a qualidade de vida e levaram a iniciativas das cidades inteligentes. Descrevem que as cidades que seguem este conceito têm, como base, um arcabouço de recursos de tecnologia que buscam o funcionamento interoperável de serviços para tornar eficientes os processos da governança e promovem maior integração entre o setor público, empresas privadas e cidadãos.
A necessidade de comunicação entre "coisas" em uma infraestrutura integrada deu base ao conceito denominado como Internet das Coisas (Internet of Things – IoT) que estuda, desenvolve e define temas ligados à interoperabilidade de redes de objetos e produtos de natureza variada. A IoT propõe o funcionamento dessas estruturas para ampliar facilidades e benefícios nos setores público e privado, para melhorar os negócios com proteção ao meio ambiente e promover
facilidades para as pessoas, temas que atendem aos requisitos definidos pelas cidades inteligentes. Nos dias atuais é muito comum encontrar, e utilizar, sistemas que facilitam a vida cotidiana, economizando tempo das pessoas para executar atividades. Longe dos olhos, equipamentos diversos integram-se enquanto se comunicam e trocam dados quando monitoram eventos que foram programados a captar. Neste ambiente, sistemas digitais funcionam automaticamente, sem a necessidade de fios ou intervenção humana. Utilizam sensoriamento para registrar, identificar, medir, acompanhar e compreender fluxos de pessoas, veículos, animais, objetos, cargas e recursos do meio ambiente.
As tecnologias evoluem para adquirir capacidade de gerenciar megadados (Big Data) integrados de diferentes fontes e com grande poder de gerar informação. De acordo com Gubbi et al. (2013), é inevitável a evolução dos sistemas para permitir consultas autoconfiguráveis em grande número de dados. Os autores explicam que estes sistemas utilizam serviços onde a parte física e lógica não é mais problema para as pessoas, e sim, para centros especializados de tecnologia que oferecem seus serviços à distância, utilizando Computação em Nuvem (Cloud
Computing), alcançando, inclusive, usuários comuns. A Computação em Nuvem é
um conceito de computação que se refere à utilização da memória e das capacidades de armazenamento e cálculo de computadores e servidores compartilhados e interligados por meio da Internet.
O Cluster of European Research Projects (CERP-IoT, 2009) considera que os conceitos envolvidos nas novas tecnologias e sistemas computacionais são abrangentes, mas utilizam a internet e comunicações sem fio para obter altíssimas quantidades de dados para processá-los em sistemas de alta disponibilidade. Estas tecnologias consideram que coisas físicas e virtuais têm identidades na rede de informação e usam de interfaces inteligentes para perceber e reagir a eventos, participando ativamente de processos sociais, sem ter, necessariamente, participação humana direta.
A Computação Pervasiva (também chamada de Computação Ubíqua ou Computação Ambiental) tem, como objetivo, tornar a interação homem-computador transparente, ou seja, integrar a tecnologia com as ações e comportamentos
naturais das pessoas. Além disso, sistemas inteligentes estão conectados ou, procurando conexão todo o tempo, alcançando o ambiente que as pessoas frequentam. Segundo os autores Friedewald et al. (2005), o conceito de inteligência ambiental ou AmI (acrônimo inglês de Ambient Intelligence) é uma visão na qual os seres humanos estão cercados pela computação e tecnologias de redes por todo ambiente no qual participam, melhorando suas condições de vida.