5. Analyse av funn
5.4 Tema 3: Medvirkning handler ikke om å bestemme, men å bli inkludert og veiledet
5.4.1 Reell medvirkning
Pesquisas realizadas pelo método direto requerem algum tipo de envolvimento entre entrevistadores e entrevistados. Podem acontecer por meio de entrevistas individuais, em grupo ou por distribuição de formulários para preenchimento. Pesquisas pelo método direto, geralmente, envolvem grande esforço para planejar e executar os levantamentos, com elevado dispêndio de recursos.
Acrescenta-se a isto, a dificuldade aumentada por estudos que requerem maior grau de precisão nas informações, pois exigem elevadas quantidades de dados provenientes de grandes amostragens. Mesmo em amostragens menores, entre 1 e 5%, despende-se grande esforço e elevado uso de recursos (NGUYEN, 1984).
Segundo Stopher et al. (1985), os métodos diretos têm, como dificuldade, a resistência de muitos usuários em responder sobre questões que abordam seus hábitos. Por outro lado, os autores Richardson et al. (1995) acrescentam que, nas pesquisas obtidas por contagens, em que se dispensam as entrevistas, não há a obtenção das características socioeconômicas dos usuários, que são importantes para prever os impactos causados em estratos da população quando ocorrem mudanças no sistema de transporte.
3.3.1.1. Entrevistas de Preferências Declaradas
O método de pesquisa direta, conhecido como “Preferência Declarada”, busca estimar cenários no futuro baseados em informações sobre situações atuais, declaradas sob o ponto de vista das pessoas entrevistadas, que podem ser, ou não, consumidoras de determinado produto ou serviço que se quer avaliar. Consiste em levantar opiniões dos entrevistados em função de propostas de melhoria na qualidade do produto ou do serviço, registrar manifestações de interesse nessas melhorias e a possível intenção de pagar determinada quantia de dinheiro por isso, nas novas condições.
3.3.1.2. Entrevistas censitárias
As pesquisas censitárias são qualitativas (exploratórias), e buscam recolher dados detalhados sobre determinado assunto; incluem a opinião do usuário. A base de dados formada por estas entrevistas é composta por todos os elementos de uma população (não são amostrais). Um exemplo desta pesquisa é o Censo Demográfico realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE.
As pesquisas censitárias utilizam metodologia exploratória em entrevistas e podem analisar variáveis mensuráveis, como a condição socioeconômica das pessoas, e as variáveis que não podem ser mensuradas diretamente, pois têm características mais subjetivas, identificadas apenas pelas percepções, sensações, sentimentos, comportamentos passados, forma de entendimento, significados e motivações em relação a uma questão específica (RICHARDSON et al. 1995).
3.3.1.3. Entrevistas domiciliares de autopreenchimento
As pesquisas domiciliares de autopreenchimento são bastante utilizadas no setor de transporte e, geralmente, têm custo menor quando comparadas às pesquisas individuais com acompanhamento de entrevistadores. Este método de pesquisa direta pode ser definido como aquele em que o entrevistado, em seu
domicílio, preenche um questionário sem a assistência de um entrevistador. Para isso, o entrevistado precisa interpretar as perguntas e respondê-las conforme seu entendimento. Pesquisas deste tipo devem conter perguntas objetivas, claras, que não permitam interpretações diferentes daquilo que se deseja pesquisar. Entretanto, as pesquisas de autopreenchimento têm desvantagens devido ao baixo índice de retorno na devolução dos questionários, o que pode comprometer a avaliação dos dados e o tempo programado da pesquisa (RICHARDSON et al. 1995).
3.3.1.4. Entrevista pessoal domiciliar
Nas pesquisas domiciliares o entrevistador está presente, conduz as perguntas com o entrevistado e registra suas respostas. A presença do entrevistador no momento da entrevista apresenta vantagens, pois é considerada como recurso para a resolução de dúvidas, formulação de questões complementares que esclareçam questões ou de temas mais complexos para que seja possível aprofundar registros sobre as atitudes e observações manifestadas pelo entrevistado. Entretanto, somente a presença do entrevistador pode interferir na formulação de respostas que não venham a representar a opinião real do entrevistado. São técnicas de pesquisa mais dispendiosas e exigem maior quantidade de recursos. Neste método de pesquisa, há elevado índice de retorno de questionários com adequada qualidade de respostas, o que colabora para alcançar um cronograma mais justo, quando comparado aos métodos de pesquisas de autopreenchimento (RICHARDSON et al. 1995).
3.3.1.5. Entrevistas de abordagem
As pesquisas que utilizam entrevistas de abordagem podem ser aplicadas em qualquer lugar onde o pesquisador esteja e, não necessariamente, no domicílio do entrevistado. Se houver condição que permita a abordagem e haja concordância do candidato em responder às perguntas, a entrevista pode ser realizada. É um método cuja aplicação é flexível, pois o entrevistador pode, apenas, entregar um
questionário e aguardar o preenchimento, pedir a devolução pelo correio, realizar as perguntas e, ele mesmo, preenchê-lo, baseado nas respostas ou, ainda, utilizar modos variados, dependendo da disponibilidade do entrevistado. Os autores Shekin et al. (1981) explicam que, do objetivo da pesquisa, dependerá o grau de interação entre o entrevistado e o entrevistador. No setor de transporte, são pesquisas bastante utilizadas, pois aproveitam a concentração natural de usuários em determinados locais, como em terminais, PED ou mesmo dentro do ônibus. Neste caso, dependendo da informação que se deseja obter, a abordagem pode ser realizada logo depois que o passageiro utilizou o serviço, enquanto o utiliza ou, mesmo antes de utilizá-lo, explorando sua opinião mais recente.
3.3.1.6. Pesquisa de abordagem do tipo cartão
Também chamada de pesquisa do tipo “santinho”, é uma técnica muito utilizada no setor de transporte para obter dados de embarques e desembarques dos passageiros nos ônibus e produzir informações sobre a lotação dos serviços de transporte.
Este tipo de pesquisa não requer uma entrevista com a pessoa pesquisada. Baseia-se na distribuição de cartões que serão preenchidos com identificadores de data, hora e local onde cada passageiro embarcou e desembarcou do ônibus. A cada PED, um lote de cartões é identificado por um pesquisador com a data, local e hora em que o ônibus parou no PED. Para cada passageiro que embarca no ônibus, é entregue um desses cartões, que deve ser devolvido no momento em que o mesmo for desembarcar. Ao ser recolhido pelo pesquisador, cada cartão é novamente preenchido, complementando os dados de hora e local do desembarque. Para realizar esta pesquisa, obrigatoriamente, há necessidade de pesquisadores embarcados no ônibus durante todo o trajeto da viagem. Como deve haver um pesquisador em cada porta, a sua quantidade no ônibus dependerá do número de portas. O número total de pesquisadores para realizar o levantamento dos dados dependerá, também, do período de tempo em que a pesquisa será realizada. Em São Paulo, um ônibus fica circulando, em média, por dezesseis horas
e as pesquisas do tipo "santinho", são aplicadas, apenas, em alguns horários onde há maior concentração de passageiros.
No entanto, a aplicação dessa pesquisa é bastante trabalhosa e exige um bom planejamento que a anteceda. A etapa de identificação dos locais onde estão instalados os PED é chamada de “posteamento”, que identifica e registra todos os PED ao longo do itinerário. Também é necessário um levantamento minucioso sobre quantos ônibus trabalharão na linha e quais são suas características, como a capacidade e o número de portas. Estes dados são importantes para a distribuição das equipes de pesquisa e para preparar os cartões que serão distribuídos.
Depois de realizados todos os levantamentos, após a pesquisa, os cartões são encaminhados para um trabalho de organização e contabilização dos eventos. A análise posterior dessas informações permite obter os valores sobre a lotação dos ônibus, em que momento da viagem estava mais lotado e em quais PED houve as maiores quantidades de embarques ou desembarques. As análises produzem indicadores importantes para serem aplicados na programação e planejamento dos serviços, pois determinam o trecho crítico de maior carregamento da linha, indicadores de renovação de passageiros (chamado de FR – Fator de Renovação) e o Nível de Lotação (NL) de passageiros nos veículos, dado pelo número de passageiros em pé por metro quadrado, durante cada secção do percurso.
As informações obtidas são referências para atividades de ajustes na linha, para redimensionar a capacidade da oferta ou para promover alterações no seu funcionamento; porém, apesar da sua importância, operacionalizar este tipo de pesquisa é uma tarefa complexa e exige dispêndio elevado de recursos. Por esta razão, estas pesquisas são realizadas com pouca frequência e, normalmente, abrangem apenas levantamentos parciais.
Segundo Navick e Furth (1993), métodos desse tipo apresentam, como deficiência, a impossibilidade da identificação dos usuários potenciais do sistema, pois esses não estão no universo de pessoas pesquisadas.