KAPITTEL 7 – KONKLUSJON OG AVSLUTNING
7.2 Studiens bidrag og forslag til videre forskning
O estudo da relação entre RSE e DF é comummente apelidada de desempenho social corporativo ou, em inglês, corporate social performance (CSP) conforme já foi referido anteriormente. Apesar de não ser uma área nova, a investigação tem-se intensificado nos últimos anos. Existiram inúmeras tentativas para avaliar a rentabilidade dos investimentos das iniciativas sociais mas os resultados continuam inconclusivos (Barnett, 2007; Carroll e Shabana, 2010; Griffin e Mahon, 1997; Margolis e Walsh, 2003; Orlitzky et al., 2003; Svendsen, 1998; Wood, 2010).
Enquanto alguns autores demonstram que existe uma relação positiva entre desempenho social e económico-financeiro (Berman et al., 1999; Barnett e Salmonon, 2012; Gregory e Whittaker, 2013; Kim e Statman, 2012; Orlitzky et al., 2003; Peloza, 2009; Waddock e Graves, 1997; Wu, 2006) outros admitem a existência de uma relação negativa (Aguinis e Glava, 2012; Baird el al., 2012; Brammer, Brooks e Pavelin, 2006; Lopéz et al., 2007; Vance, 1975). Por último, existem estudos que não permitiram aferir nenhuma relação entre as duas variáveis (Arlow e Gannon, 1982; Aupperle et al., 1985; Ullmann, 1985), que advertem que esta relação deve ser feita com cuidado (Margolis e Walsh, 2003), que defendem que não existe consenso (Griffin e Mahon, 1997) ou que encontram uma relação positiva nalgumas vertentes e negativa para outras (Hillman e Keim, 2001).
A razão para resultados tão diversos e díspares parece centrar-se na falta de consenso sobre os indicadores que devem medir esta relação (Turker, 2009b) sendo necessário adoptar novos métodos estatísticos aplicados a outros campos (Salazar et al., 2012). Carroll (2000) questiona se o desempenho da RSE pode ser medido e responde que “sim” argumentando que “este é um tópico importante para os negócios e para a sociedade e medir é uma forma de encarar um assunto seriamente… a grande questão é saber quais são as medidas válidas e confiáveis que devem ser utilizadas” (Carroll, 2000, p. 473). A pergunta mantem-se: porquê medir? Porque é tão importante medir o impacto das acções sociais empreendidas pelas empresas?
Zadek (1998) apresenta quatro justificações:
Para compreender o que a empresa está a tentar alcançar e para saber como medir desempenho tendo em conta os seus objectivos;
Para entender as implicações do que se está a fazer;
Para perceber qual a melhor forma de comunicar com stakeholders cada vez mais cépticos e agressivos;
Para descobrir se há opções práticas que possam melhorar o seu desempenho social, sem afectar os seus negócios ou até melhorá-los.
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Medir os efeitos da RSE nos resultados da empresa é, muitas vezes, a única forma que os gestores têm de explicar determinado investimento. É notório que as empresas que sofrem fortes prejuízos ou desvalorizações têm menos espaço para este tipo de iniciativas (Svendsen, 1998) e a crise financeira e económica tem colocado as acções de RSE sob escrutínio (Michelon et al., 2013).
Os estudos que analisam a relação entre RSE e DF são inúmeros e não se pretende fazer uma relação exaustiva nesta matéria. No entanto, dada a sua relevância para o estudo do tema, são abordadas as investigações mais relevantes e com maior impacto na comunidade académica. Optou- se por estudar as meta-análises que foram sendo publicadas ao longo das últimas décadas: Aguinis e Glavas (2012), Beurden e Gossling (2008), Cochran e Wood (1984), Frooman (1997), Griffin e Mahon (1997), Margolis e Walsh (2003), Margolis, Elfenbein e Walsh (2009), Orlitzky et al. (2003), Peloza (2009), Ullmann (1985) e Wu (2006).
Cochran e Wood (1984) compararam os resultados dos primeiros estudos realizados sobre a relação entre desempenho económico e social: dos 14 estudos, 9 manifestaram uma relação positiva, 3 não detectaram qualquer relação e apenas 1 apresentou uma relação negativa. Os autores realizaram o seu próprio estudo e concluíram que a idade média dos activos estava correlacionada com a RSE, ou seja, quanto mais velhos eram os activos, mais baixos eram os rankings de RSE. No entanto, depois de controlado este factor, continuou a existir uma correlação entre RSE e DF.
Ullmann (1985) analisou diversos estudos empíricos publicados entre os anos 70 e 80, e concluiu que estavam agrupados em três categorias: divulgação de acções sociais, desempenho social e DF. Nesta análise, o autor não encontra qualquer tipo de relação entre a vertente social e económica. Apesar de apresentar várias justificações possíveis, o autor refere que a existência de inúmeras variáveis que podem afectar o desempenho social ou o económico faz com que não seja expectável nenhuma relação entre elas. Por outro lado, refere ainda que não está provada esta relação porque também não existem razões para isso, ou seja, não existe suporte teórico para ligar as variáveis de RSE e DF.
Griffin e Mahon (1997) analisaram 25 anos de publicações de estudos sobre a relação de desempenho social e económico, totalizando 51 artigos. Numa primeira abordagem, os autores referem que a maior parte dos estudos analisam diversas indústrias, usam múltiplas dimensões de DF e não definem concretamente as medidas para analisar a componente de RSE. Por outro lado, referem ainda que a maioria utilizou indicadores já existentes como o Fortune Index22, o KLD23 ou o TRI - Toxics Release Inventory. Para terminar, esta meta-análise realça ainda a utilização de medidas de DF uma única vez, o que dificulta o controlo da validade e a confiabilidade dos resultados obtidos.
22 Detalhado no capítulo III - 5. 23 Detalhado no capítulo III - 5.
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Frooman (1997) realizou uma análise a 27 estudos que mediram a evolução do mercado de acções de empresas em relação a incidentes de irresponsabilidade social ou comportamentos ilícitos. Esta variação foi analisada antes e depois dos acontecimentos, permitindo perceber o impacto “do evento social” que foram tipificados como violações anti-concorrência, recolha de produtos por substâncias perigosas, fixação de preços, fraude, informação falsa, evasão fiscal, poluição ilegal ou violação de padrões definidos pelas organizações estatais. A análise de Frooman (1997) mostra que o valor das acções baixa quando as empresas incorrem em ilegalidades e assumem comportamentos incorrectos.
Margolis e Walsh (2003) analisaram 127 estudos empíricos que estudaram a relação entre o desempenho social corporativo24 e o DF e sugerem que existe uma associação positiva e muito pouca evidência de uma relação negativa entre eles. Apesar disso, estes resultados devem ser encarados com prudência, especialmente por causa de alguns problemas metodológicos que foram encontrados.
Orlitzky et al. (2003) realizam uma meta-análise com 52 estudo e chegam a conclusões semelhantes na medida em que demonstram uma relação positiva entre RSE e DF. No entanto, diferentes tipos de RSE têm impactos distintos no valor das empresas, e os autores referem expressamente que a reputação surge como um importante mediador dessa relação. Por último, reforçam a noção de reciprocidade, ou seja, a relação é bidireccional na medida em que um bom DF afecta o desempenho social e vice-versa.
Wu (2006) analisou 121 estudos empíricos e 38 apresentaram uma relação positiva entre desempenho social e financeiro. Por outro lado, a maior parte dos estudos não revelam uma relação directa entre RSE e o tamanho das empresas o que contraria a análise de Beurden e Gossling (2008). Wu (2006) defende ainda que os custos de desenvolver acções de RSE são mínimos e as empresas, podem beneficiar do impacto que essas acções podem ter. Por último, conclui que as medidas baseadas no mercado de capitais são previsores mais fracos de desempenho social do que outras medidas, como o Fortune Index e o KLD, tal como defendido por Waddock e Graves (1997).
Beurden e Gossling (2008) analisaram 34 estudos para concluir que 68% apresentaram uma relação positiva significativa entre o desempenho social e o financeiro, 26% não possuíam nenhuma relação entre estas duas variáveis e apenas 6% (correspondente a 2 estudos) mostraram uma relação negativa. Os autores concluíram que os estudos mais recentes apresentam resultados mais consistentes, a variável tamanho é relevante nesta análise e que é importante investigar a ligação entre RSE e DF concentrando-se numa única indústria, para se eliminarem as diferenças sectoriais. Por último, os autores sugerem que há uma relação positiva e significativa entre o DF e a RSE mas os estudos analisados não permitem inferir com segurança a existência de relações causais, contrariando Orlitzky et al. (2003) mas de acordo com Peloza (2009).
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Margolis et al. (2009) refere que “após 35 anos de pesquisas, as evidências apontam para uma relação levemente positiva entre RSE e DF” (Margolis et al., 2009, p. 24). Os autores analisaram 167 estudos que relacionam estas duas variáveis e concluem que a sua ligação é muito ténue (ainda que positiva). Apesar disso, ficou reforçado que a causalidade, se existir, é conduzida a partir do DF para a RSE, ou seja, é a existência de um bom DF que permitirá obter boas acções de RSE.
Peloza (2009) analisou 159 estudos, sendo 128 académicos e os restantes relatórios profissionais. A primeira conclusão do autor, é que os estudos académicos tendem a mostrar uma relação positiva entre DF e social mais ténue do que os relatórios empresariais. Assim, 59% dos papers reportam uma relação positiva conta 77% dos relatórios; 27% apresentam uma relação mista contra 10%; e 14% apresentam uma relação negativa que é semelhante aos 13% dos relatórios profissionais. A segunda conclusão, é a grande variedade de medidas: o autor encontrou 36 medidas diferentes para analisar a RSE e 39 para avaliar DF. Estas diferenças são ainda suportadas por semânticas distintas para operacionalizar os constructos, que podem variar desde a filantropia à ética, para temas de segurança de produtos ou índices mais complexos com o KLD. A terceira, e última, é que a relação é ténue e as questões de causalidade continuam sem resposta.
Aguinis e Glavas (2012) analisaram 588 papers e 102 livros sobre o tema da RSE. Os autores realizaram uma meta-analise para classificar os estudos de acordo com o seu nível de análise: institucional, organizacional e individual. No que diz respeito à relação entre RSE e DF os autores encontraram uma relação pequena mas positiva entre estas variáveis.
Apesar da controvérsia em conseguir provar que a RSE influencia o DF da empresa, é evidente que este é um tema apaixonante e que vai continuar a centrar as atenções da academia. Apenas como um breve resumo (e não com a pretensão exaustiva) apresentam-se alguns os estudos mais referenciados que comprovam uma relação positiva, neutra ou negativa entre as duas áreas.
Na perspectiva positiva desta relação, as empresas que têm melhores práticas sociais são as que apresentam maior retorno financeiro (Bowman e Haire, 1975) e são as que são mais valorizadas pelos mercados (Gregory e Whittaker, 2013). Por outro lado, só se pode pedir maior actividade de RSE a empresas de sucesso (Campbell, 2007) e parece evidente que as empresas com um DF superior terão mais disponibilidade para desenvolver acções de cariz social (Orlitzky et al., 2003; Waddock e Graves, 1997).
Refira-se ainda que as empresas com um baixo nível de RSE, têm um retorno positivo mas que, as empresas com altos níveis de RSE, têm um retorno financeiro muito maior (Barnett e Salomon, 2006, 2012) e que o crescimento das vendas pode ser reflexo da performance social, sugerindo que os consumidores recompensam as empresas socialmente responsáveis (Maignan e Ferrell, 2004; Ruf et al., 2001). Por outro lado, as organizações que se preocupam com o meio-ambiente têm aumentado o seu valor em bolsa, apesar da punição para um comportamento ambiental irresponsável subir e a
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recompensa por um comportamento responsável diminuir (Flammer, 2011). Apesar disso, as empresas têm um comportamento consistente com os interesses dos accionistas, uma vez que o investimento em responsabilidade ambiental aumenta ou diminui na medida em que for necessário aumentar o DF (Kim e Statman, 2012).
Quadro 11 – Estudos que Analisam a RSE e o Desempenho Financeiro
Fonte: Elaboração própria.
Nesta perspectiva, existem ainda evidências que suportam a ideia de que a performance financeira precede ou é contemporânea da performance social - esta relação é explicada melhor pelas sinergias positivas e pela disponibilidade de recursos (Preston e O’Bannon, 1997). Por outro lado, as empresas que adoptam uma gestão estratégica de stakeholders (perspectiva instrumental) aumentam a sua performance financeira, enquanto as que se baseiam em aspectos meramente morais e éticos (perspectiva normativa) não conseguem ter o mesmo desempenho (Berman et al., 1999). Assim, a hipótese de que a RSE seja uma desvantagem competitiva é liminarmente rejeitada pelo que a alocação de recursos à RSE não prejudica financeiramente a empresa (Waddock e Graves, 1997) e esta têm menos restrições no acesso ao capital (Cheng et al., 2014).
Positiva Neutra Negativa
Bowman e Haire (1975) Alexander e Buchholz (1978) Vance (1975)
Waddock e Graves (1997) Arlow e Gannon (1982) Brammer, Brooks e Pavelin (2006)
Preston e O'Bannon (1997) Ullmann (1985) Lopéz, Garcia e Rodriguez (2007)
Berman, Wicks e Jones (1999) Aupperlle, Carroll e Hatfield (1985) Baird, Geylani e Roberts (2012) Ruf, Muralidhar, Brown, Janney e
Paul (2001) McWilliams e Siegel (2000, 2001)
Orlitzky, Schmidt e Rynes (2003) Surroca, Tribó e Waddock (2010) Margolis e Walsh (2003)
Wu (2006)
Beurden e Gossling (2008) Margolis, Elfenbeine e Walsh (2009)
Peloza (2009) Flammer (2011)
Michelon, Boesso e Kumar (2012) Barnett e Salomon (2012) Kim e Statman (2012) Gregory e Whittaker (2013)
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Apesar das evidências apontarem para uma relação positiva entre RSE e DF, a empresa não obtém o mesmo impacto em todas as áreas de RSE, apresentando uma relação neutra ou negativa em acções relacionadas com o meio ambiente ou com os empregados, e uma relação fortemente positiva em acções relacionadas com a comunidade (Barnett e Salomon, 2006) mas não se pode atribuir este DF exclusivamente às práticas sociais (Bowman e Haire, 1975).
Numa abordagem negativa entre RSE e DF realce-se o facto das empresas incorrem em custos para desenvolver uma política de RSE podendo diminuir a rentabilidade da empresa, apresentando uma correlação negativa entre a cotação no mercado de capitais e as actividades de RSE (Vance, 1975) uma vez que nos primeiros anos que as empresas começam a adoptar estas práticas podem afectar os resultados no curto prazo (López et al., 2007). No entanto, em certas circunstancias, as empresas devem investir em acções de RSE mesmo que essas actividades reduzam o valor da empresa (Mackey, Mackey e Barney, 2007).
Refira-se ainda que esta relação negativa pode ser significativamente afectada pelo sector em que a empresa opera (Baird et al., 2012) e pelo tipo de acção de RSE (Brammer et al., 2006). Por exemplo, as acções de cariz ambientais e de apoio à comunidade são as que apresentam uma correlação negativa mais acentuada (resultados contrários a Flammer, 2011 e Michelon et al., 2013) e as acções que envolvem os empregados são as únicas que apontam para uma ligeira relação positiva (consistente com Berman et al., 1999).
Por último, a relação entre RSE e DF não é evidente e Alexander e Buchholz (1978) contestam especificamente os resultados de Vance (1975) porque concluíram que o grau de RSE medido através do ranking de empresários e de estudantes não apresentava qualquer relação com o mercado de capitais. Por seu lado, o DF, pelo menos no curto prazo, não está directamente ligado, nem de uma forma positiva, nem negativa, com a RSE (Arlow e Gannon, 1982) existindo apenas uma relação indirecta que se baseia no efeito mediador dos activos intangíveis de uma organização (Surroca et al., 2010). Se analisarmos o modelo da oferta e da procura, usando uma análise de custo- benefício, pode-se atingir um nível ideal de RSE que maximiza os lucros pelo que, em equilíbrio, não existe relação entre a RSE e DF (McWilliams e Siegel, 2000, 2001). Assim, não há nenhum motivo para se pensar que estas variáveis estabelecem uma relação entre si na medida em que outras variáveis podem mediar ou moderar esta relação (McWilliams e Siegel, 2000, 2001; Ullmann, 1985).
No entanto, todos estes resultados são contestados porque são díspares, contraditórios e não permitem chegar a nenhuma conclusão. A inconsistência das conclusões tem diferentes origens mas é evidente que os resultados obtidos não permitem a generalização, nem a sua comparação.
Em termos gerais, os estudos que analisam esta relação sofrem de graves problemas metodológicos que põem em causa as suas conclusões (Griffin e Mahon, 1997; Margolis e Walsh, 2003; Orlitsky et al., 2003). Os autores não controlam o risco, usam amostras muito pequenas e algumas das
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metodologias adoptadas são pouco confiáveis (Cochran e Wood, 1984; Waddock e Graves, 1997). Por outro lado, as medidas usadas para analisar esta relação são inconsistentes (Peloza, 2009) existindo também omissão de variáveis de controlo (Margolis e Walsh, 2003; Peloza e Shang, 2011). Nalguns casos, integram indústrias de contextos diferentes (Cochran e Wood, 1984; Griffin e Mahon, 1997) e não controlam o impacto que a investigação e o desenvolvimento pode provocar no DF das organizações (McWilliams e Siegel, 2000).
Por outro lado, o conceito não significa o mesmo para todos os autores, o que leva a diferentes definições e, por conseguinte, diferentes interpretações. Quer as definições, quer os conceitos utilizados, são inadequados (Peloza e Shang, 2011; Ullmann, 1985). Refira-se ainda que os investigadores analisam um vasto conjunto de acções de RSE sugerindo que os resultados obtidos são vagamente comparáveis (Maignan e Ferrell, 2004).
É ainda evidente a falta de suporte teórico para algumas das abordagens (McWilliams e Siegel, 2001; Ullmann, 1985) e a grande abrangência de disciplinas que estudam o tema torna-se um dos seus principais problemas (Wood, 2010). A relação causal não está provada (Peloza, 2009) uma vez que não se consegue determinar se é a RSE que influencia a performance financeira ou se é o contrário. Esta ideia é corroborada por Waddock e Graves (1997) que defendem que o desempenho social tanto pode ser um preditor como uma consequência dos resultados financeiros. Por último, refira-se que muitos estudos foram realizados por ocasiões de escândalos ou após descobertas de ilegalidades, o que realça os factores contingenciais, condicionando a respectiva análise (Griffin e Mahon, 1997).
A grande tentativa nesta área é encontrar uma definição conceitual do termo que seja aceite por todos (tarefa quase impossível de realizar) e encontrar indicadores / valores que permitam medir a RSE, quer na vertente interna da empresa, quer nos efeitos que provoca na sociedade. Por outro lado, é ainda importante referir que RSE é um constructo e que nem todos os autores concordam com as mesmas variáveis para o medir. Nesta medida, basta uma pequena alteração que os resultados finais sejam inconsequentes ou, pelo menos, não comparáveis.