• No results found

Studentenes vurdering av flerfaglighet og andre relevante forhold

4 Flerfaglighet og andre relevante forhold

4.3 Studentenes vurdering av flerfaglighet og andre relevante forhold

(2007, p. 190) salienta que

Nessas notas, o pesquisador registra, de uma maneira não-estruturada ou semi- estruturada (usando algumas questões anteriores que pesquisador deseja conhecer), as atividades no local da pesquisa. O observador qualitativo pode se envolver em papeis que variam de não-participante até integralmente participante (Idem, p.190). Ao longo da realização desta investigação, a pesquisadora procurou observar todos os momentos e registrar, em seu diário de campo, todas as anotações possíveis, mesmo aquelas que poderiam parecer, a princípio, irrelevantes. Todos os encontros com os professores para planejamento, sessões reflexivas e conversas informais, bem como a observação das aulas foram registrados.

Os registros foram feitos de forma não-estruturada, a fim de evidenciar todos os momentos vivenciados e acolher o lócus e os sujeitos da pesquisa sem expectativas ou ideias preconcebidas nem desprezar detalhes, por mais simples que pudessem parecer, já que todos os eventos têm seu grau de relevância e podem contribuir para a compreensão do contexto em estudo. Considerando que a pesquisadora permaneceu na Escola PAS de terça a sexta-feira, nos turnos manhã e tarde, fazia seus registros durante os acontecimentos e ao final de cada turno, a fim de não desprezar nenhum detalhe.

4.6. Análise de dados

Durante a análise dos dados, foram buscadas respostas para o problema desta pesquisa, no intuito de atender aos objetivos previstos sem, contudo, desconsiderar elementos que suscitassem novos pontos de vista e interpretação. Para tanto, foi observada a orientação de Elliot (1993) quanto à comparação dos diversos relatórios, com vistas ao registro dos aspectos que diferissem, coincidissem e fossem contraditórios.

Thiollent (1998) adverte que o pesquisador não deve se limitar a observar ou medir os aspectos explícitos de uma situação, pois a etapa de análise dos dados da pesquisa é complexa e requer atenção aos elementos implícitos, uma vez que os dados empíricos se interligam à teoria, quer oferecendo respostas, seja suscitando novas indagações. As transcrições das entrevistas, as anotações relativas à observação da prática docente registradas no diário de campo da pesquisadora, bem como as fotografias e os vídeos coletados foram de grande valia.

Como se tratava de uma pesquisa participante, foi necessário confrontar os dados coletados pela pesquisadora e pelos professores envolvidos na investigação, de modo a

permitir a triangulação dos dados e a percepção de relações entre as diversas informações registradas. Para tanto, a análise dos registros feitos através dos instrumentos de coleta de dados previstos na metodologia foram de fundamental importância. Essa análise permitiu a comparação dos dados e a verificação de diferenças, coincidências e informações complementares. Elliot (1993) afirma que a triangulação favorece a percepção das relações entre os diferentes dados já que, através dela, o pesquisador reúne observações e informes sobre determinada situação sob diversos ângulos e olhares.

Assim, foram utilizados os seguintes recursos para a análise dos dados brutos coletados: as anotações da pesquisadora e os dados fornecidos pela escola foram digitados num editor de texto eletrônico e impressos para favorecer a categorização dos dados; as entrevistas e os vídeos foram transcritos e também digitadas num editor de texto; os dados coletados através do questionário foram compilados numa planilha eletrônica, na qual foram feitos os gráficos correspondentes às informações obtidas; as fotografias e os vídeos foram selecionados em pastas conforme a data da coleta e analisados com vistas à definição da(s) categoria(s) a que pertenciam.

Bogdan e Biklen (1994, p. 221) asseveram que “as categorias constituem um meio de classificar os dados descritivos [...], de forma a que o material contido num determinado tópico possa ser fisicamente apartado dos outros dados”. Desse modo, foram estabelecidas categorias antevistas a partir do referencial teórico, portanto a priori. Outras surgiram no decurso da pesquisa, à medida que os processos foram sendo vivenciados, isto é, as categorias definidas a posteriori.

As macrocategorias Conhecimentos Docentes e Práticas Docentes foram estabelecidas com base no referencial teórico. As categorias foram estabelecidas conforme a fundamentação teórica, o teor dos instrumentos de coleta e a análise dos dados.

À macrocategoria Conhecimentos Docentes foram vinculadas as categorias: conhecimentos sobre trabalho colaborativo anteriores à formação e conhecimentos sobre trabalho colaborativo a partir da formação ministrada pela pesquisadora aos professores. A macrocategoria Práticas Docentes foi distribuída nas categorias: trabalho colaborativo, ensino e aprendizagem e uso colaborativo de recursos tecnológicos.

Quanto à categoria Trabalho Colaborativo, buscou-se perceber os seguintes aspectos: como foi elaborada a proposta de projeto colaborativo pelos professores do Grupo Principal, como eles propuseram e desenvolveram o projeto com seus alunos, como foi feita a distribuição das atividades, como eram negociadas as ideias e administrados os conflitos.

No tocante ao Ensino e Aprendizagem, foram observados o planejamento e a execução das atividades, os conteúdos curriculares envolvidos no Projeto e o processo de avaliação da aprendizagem.

Em relação ao Uso Colaborativo de Recursos Tecnológicos, observou-se o uso dos aplicativos do laptop, a ajuda mútua entre professores e alunos para o uso das ferramentas tecnológicas, o uso da Internet, do ambiente Sócrates e das ferramentas colaborativas do Google Drive.

Tais macrocategorias, categorias e subcategorias encontram-se distribuídas no Quadro 5, as quais serão analisadas no capítulo seguinte.

Quadro 5 – Macrocategorias, categorias e subcategorias

Fonte: Elaboração própria

MACROCATEGORIAS CATEGORIAS SUBCATEGORIAS

Conhecimentos docentes

Conhecimentos sobre trabalho colaborativo anteriores à formação

Critérios usados para distribuição de grupos de trabalho

Distribuição dos conteúdos curriculares

Acompanhamento e avaliação das atividades Trabalho em grupo/colaborativo, relações interpessoais e aprendizagem Expectativas para a formação Conhecimentos sobre trabalho colaborativo construídos durante a formação Compreensão sobre colaboração Benefícios do trabalho colaborativo Ferramentas colaborativas Práticas docentes Trabalho colaborativo Divisão do trabalho Interações colaborativas Negociação de ideias Administração de conflitos Ensino e aprendizagem Planejamento e execução das atividades Conteúdos curriculares Avaliação da aprendizagem Uso colaborativo de recursos tecnológicos Laptop e Internet Ferramentas colaborativas do Google Ambiente Sócrates

5 CONHECIMENTOS E PRÁTICAS DOCENTES: OLHARES SOBRE O