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Effekter på holdningen til samlokalisering

3 Samlokalisering som virkemiddel for å nå viktige mål

3.3 Effekter på holdningen til samlokalisering

Ao longo desta investigação, os eventos ocorridos foram registrados de diversas formas, quais sejam: aplicação de questionário, sessões reflexivas, observação da prática docente, realização de entrevistas com os professores do GP, registro fotográfico, gravações em áudio e vídeo. Tais formas de registro e coleta de dados serão descritas a seguir.

4.5.1 Aplicação de questionário

O questionário é um instrumento previamente elaborado, de maneira sistemática e sequencial, objetivando suscitar informações que promovam a interlocução desejada entre o pesquisador e os sujeitos investigados através de respostas orais ou escritas a respeito de um assunto sobre o qual saibam prestar informações e possam expressar opiniões (CHIZZOTTI, 1998).

A elaboração do questionário é de suma importância para que a coleta de dados atenda aos objetivos da investigação e favoreça a correção das informações prestadas. Geralmente caracterizado como um instrumento que se aplica na ausência do pesquisador, o questionário requer planejamento, atenção às questões fundamentais da pesquisa, linguagem simples, clara e direta para facilitar a compreensão por parte dos sujeitos investigados. Tais cuidados podem proporcionar a obtenção de informações precisas, o que imprime o caráter de veracidade da investigação. Chizzotti (1998, p. 56-57) adverte que sua execução requer

Que o pesquisador saiba claramente as informações que busca, o objetivo da pesquisa e de cada uma das questões, o que e como pretende medir ou confirmar suas hipóteses. [...] Que o informante compreenda claramente as questões que lhe são propostas, sem dúvidas de conteúdo com termos compatíveis com seu nível de informação, com sua condição e com suas reações pessoais.

Na elaboração e aplicação do questionário, convém observar algumas exigências fundamentais recomendadas por Gómez, Flores e Jimenéz (1996), dentre as quais convém destacar: o questionário é uma técnica a mais, não a única nem a fundamental no desenvolvimento do processo de coleta de dados; na elaboração do questionário, o ponto de partida são os esquemas de referência teóricos e práticos definidos por um grupo e em estreita relação com o contexto do qual fazem parte; a aplicação do questionário não deve produzir rejeição entre os membros do grupo pesquisado, mas deve ser aceito como uma técnica útil no sentido da aproximação do pesquisador em relação à realidade que deseja apreender.

Após a elaboração do questionário, foi feito o pré-teste recomendado por Vieira e Matos (2001) ou ‘prova piloto’, para usar a terminologia empregada por Gómez Flores e Jimenéz (1996). A aplicação da proposta inicial de questionário com um determinado número de pessoas que apresentam as mesmas características da amostra oportuniza a identificação dos elementos que podem ser aperfeiçoados.

O piloto do questionário foi aplicado numa escola municipal de Ensino Fundamental de Fortaleza em 10/09/2012. Dez professores dos anos finais do Ensino Fundamental, voluntários, de áreas diferentes participaram dessa atividade. Após as mudanças sugeridas por esses docentes, foram feitas correções nos itens 03, 07, 08, 11, 13, 15, 16, 17, 21 e 23 e preparada a redação final (APÊNDICE A) para aplicação como instrumento de coleta de dados na Escola PAS.

Nesta proposta de pesquisa, o questionário (APÊNDICE A) ofereceu elementos para a composição do perfil profissional dos educadores, seus conhecimentos prévios, necessidades formativas acerca da aprendizagem colaborativa em rede e sondagem sobre as práticas que já adotavam quando propunham trabalhos em grupo aos alunos.

4.5.2 Sessões reflexivas

As sessões reflexivas constituem oportunidade de troca de experiências, de análise das práticas individuais e coletivas e a consequente mudança de postura acerca dos pontos que requerem transformação. Ibiapina (2008, p. 56) assevera que, nos ciclos de reflexão crítica, “as ideias são co-partilhadas, contribuindo para a construção de pensamentos e práticas que priorizem a dimensão criativa da profissão e a possibilidade de sua reconstrução dialética”.

A linguagem é o veículo que oportuniza a construção social entre as pessoas e favorece a reflexão por meio do contato com o dizer sobre a ação do outro, do colega de

profissão, que vivencia a mesma realidade e encontra os mesmos obstáculos. A partir da reflexão coletiva, dos consensos e do estabelecimento de ações e metas, recria-se a possibilidade de melhoria, de mudança.

Neste trabalho, as sessões reflexivas constituíram momentos de reflexão e discussão sobre: os conteúdos em estudo, isto é, a formação acerca do trabalho colaborativo tanto para o Grupo Principal quanto para o Grupo de Apoio; dúvidas, dificuldades, acertos, temores acerca da formação e do trabalho colaborativo em desenvolvimento; planejamento de atividades e constante avaliação das ações realizadas; acompanhamento das atividades desenvolvidas com os alunos. Tais sessões foram registradas no diário de campo da pesquisadora, gravadas em áudio ou vídeo e transcritas posteriormente.

4.5.3 Observação

A observação permite a inserção do investigador no ambiente de pesquisa, a fim de se apropriar do contexto do grupo e fazer aproximações com a teoria que embasa a investigação e com seus pontos de vista. Observar exige um olhar diferenciado em que o pesquisador não apenas olha, mas perscruta a realidade, procurando fazer o recorte dos elementos relevantes para o problema em estudo. Chizzotti (1998, p. 90) afirma que

A observação direta pode visar uma descrição “fina” dos componentes de uma situação: os sujeitos em seus aspectos pessoais e particulares, o local e as circunstâncias, o tempo e suas variações, as ações e suas significações, os conflitos e a sintonia de relações interpessoais e sociais, e as atitudes e os comportamentos diante da realidade.

Lüdke e André (1986) discorrem sobre as vantagens da observação, quais sejam: a) constitui a melhor forma de acompanhar a ocorrência de determinado fenômeno; b) permite que o observador perceba a visão que os sujeitos têm sobre as coisas e o significado que atribuem aos acontecimentos; c) possibilita a percepção de novos elementos de um problema; d) permite a coleta de dados em circunstâncias em que outras formas de comunicação poderiam ser de difícil acesso.

A observação da ação docente (APÊNDICE B) durante a formação, o diálogo e a interação com os colegas, o planejamento das atividades e o desenvolvimento do trabalho com os alunos ofereceram elementos para a identificação dos conhecimentos que os professores mobilizavam durante a realização do trabalho colaborativo e para a compreensão sobre como desenvolveram essa prática.

A pesquisadora observava os professores do Grupo Principal durante o planejamento e a execução de todas as atividades realizadas com os alunos, momentos de confronto entre teoria e prática, dificuldades e avanços que os professores vivenciavam. O registro das observações, feito no Diário de Campo da pesquisadora, serviram de subsídio para as discussões e o posterior desenvolvimento do trabalho docente durante a realização do projeto com os alunos.

4.5.4 Realização de entrevistas

A entrevista é considerada o procedimento mais usual nas pesquisas de campo e consiste na comunicação entre pesquisador e pesquisado durante a coleta de informações. Pode-se afirmar que é uma conversa, de natureza individual ou coletiva, cujos objetivos e estratégias são definidos previamente. Deslandes et al. (2003, p. 57) compreendem a entrevista “como uma conversa a dois com propósitos bem definidos”.

Lüdke e André (1986) chamam a atenção para a interação que acontece entre entrevistador e entrevistado e a influência recíproca entre ambos, fundamentais para que as informações fluam de maneira natural, num clima de confiança e veracidade. Quanto mais o entrevistado sente-se à vontade, maior a possibilidade de fornecer informações objetivas e subjetivas, além de destinar tempo e atenção aos interesses do pesquisador.

É imprescindível o cuidado com o registro imediato das informações, a fim de que elas não se percam nem sejam distorcidas. Atualmente, com os recursos da tecnologia, torna- se cada vez mais fácil registrar falas e gestos, além das anotações do entrevistador, que são de grande valia para a complementação e análise posterior dos dados. Convém lembrar que todas as formas de registro devem ser negociadas com os entrevistados e autorizadas por eles.

Nesta investigação, a entrevista foi utilizada ao longo do trabalho colaborativo para elucidar questões, ações e comportamentos docentes necessários à compreensão da prática docente no desenvolvimento do trabalho colaborativo. Foram realizados pré-testes para validação dos roteiros das entrevistas com três professores da Escola PAS, do 6º e do 7º anos do Ensino Fundamental. A escolha desses profissionais deveu-se ao fato de eles estarem vivenciando o uso do laptop com seus alunos e partilharem o mesmo processo de formação continuada e utilização desse recurso móvel em sua prática pedagógica.

As entrevistas foram feitas com os professores do Grupo Principal em dois momentos: a primeira (APÊNDICE C) no início das atividades, a fim de sondar as

experiências docentes com projetos, experiências de trabalho em grupo, atividades com o suporte do laptop e de ferramentas colaborativas online; a segunda (APÊNDICE D) foi realizada ao final do projeto, também com os professores do GP, a fim de avaliar o processo de trabalho e os resultados alcançados.

4.5.5 Registro em fotografia, áudio e vídeo

Atualmente, com a facilidade de registrar sons, imagens e movimento, torna-se mais fácil o registro do percurso de qualquer pesquisa. Assim, recomenda-se a utilização desses recursos, que tornam mais vivos e presentes os dados coletados, uma vez que apresentam os contextos e sujeitos tais como são, de fato.

Os vídeos podem ser muito bem aproveitados durante os processos formativos docentes, inclusive para análise crítico-reflexiva de aulas ministradas. Ibiapina (2008, p. 79) informa que

[...] Esse recurso fornece imagem muito próxima do real, o que proporciona aos professores a oportunidade de atingir nível de análise mais aprofundado sobre as práticas docentes, em tempo relativamente mais curto do que o fariam utilizando outros recursos, já que o vídeo fornece qualidade e quantidade substancialmente melhor e maior de informações da prática observada, permitindo a formação de certa distância emocional entre a percepção que o professor tem de sua ação didática, ao mesmo tempo que ajuda na compreensão e superação de teorias que sustentam a docência.

Alguns cuidados, contudo, são necessários para o trabalho com esses recursos, a fim de que os implicados no processo tenham ciência da utilização de sua imagem e autorizem sua utilização parcial ou total, dentro de princípios éticos, como deve ser feito quando se trata de pesquisa científica.

As atividades docentes nos diversos momentos do trabalho colaborativo foram fotografadas e filmadas, com a anuência dos professores P1, P2 e P3, a fim de favorecer a análise dos dados coletados. Como as aulas foram filmadas e envolviam os alunos, foi solicitada aos pais autorização expressa para uso da imagem (Apêndice L).

4.5.6. Diário de Campo

O diário de campo foi um recurso de extrema importância para que a pesquisadora descrevesse os procedimentos, comportamentos e atividades realizadas pelas pessoas que

estavam sendo observadas e dos ambientes onde as ações foram desenvolvidas. Greswell (2007, p. 190) salienta que

Nessas notas, o pesquisador registra, de uma maneira não-estruturada ou semi- estruturada (usando algumas questões anteriores que pesquisador deseja conhecer), as atividades no local da pesquisa. O observador qualitativo pode se envolver em papeis que variam de não-participante até integralmente participante (Idem, p.190). Ao longo da realização desta investigação, a pesquisadora procurou observar todos os momentos e registrar, em seu diário de campo, todas as anotações possíveis, mesmo aquelas que poderiam parecer, a princípio, irrelevantes. Todos os encontros com os professores para planejamento, sessões reflexivas e conversas informais, bem como a observação das aulas foram registrados.

Os registros foram feitos de forma não-estruturada, a fim de evidenciar todos os momentos vivenciados e acolher o lócus e os sujeitos da pesquisa sem expectativas ou ideias preconcebidas nem desprezar detalhes, por mais simples que pudessem parecer, já que todos os eventos têm seu grau de relevância e podem contribuir para a compreensão do contexto em estudo. Considerando que a pesquisadora permaneceu na Escola PAS de terça a sexta-feira, nos turnos manhã e tarde, fazia seus registros durante os acontecimentos e ao final de cada turno, a fim de não desprezar nenhum detalhe.

4.6. Análise de dados

Durante a análise dos dados, foram buscadas respostas para o problema desta pesquisa, no intuito de atender aos objetivos previstos sem, contudo, desconsiderar elementos que suscitassem novos pontos de vista e interpretação. Para tanto, foi observada a orientação de Elliot (1993) quanto à comparação dos diversos relatórios, com vistas ao registro dos aspectos que diferissem, coincidissem e fossem contraditórios.

Thiollent (1998) adverte que o pesquisador não deve se limitar a observar ou medir os aspectos explícitos de uma situação, pois a etapa de análise dos dados da pesquisa é complexa e requer atenção aos elementos implícitos, uma vez que os dados empíricos se interligam à teoria, quer oferecendo respostas, seja suscitando novas indagações. As transcrições das entrevistas, as anotações relativas à observação da prática docente registradas no diário de campo da pesquisadora, bem como as fotografias e os vídeos coletados foram de grande valia.

Como se tratava de uma pesquisa participante, foi necessário confrontar os dados coletados pela pesquisadora e pelos professores envolvidos na investigação, de modo a