CHAPTER 4. THE COUNTRY OF ORIGIN INFORMATION AGENCIES IN
4.1. The Steps Towards a Common European Asylum System and the COI
O diagnóstico implica uma forma de conhecimento e descrição do real, fazendo uso, para isso, de diferentes metodologias, tais como: documentos históricos, narrativas, imagens, descrição e identificação do contexto de uma ação, dados quantitativos, entre outros.
A escolha da informação não é integral; ela resulta da leitura do real. Estruturar itens de um diagnóstico equivale a criar filtros de análise de contextos. Mesmo um diagnóstico detalhado não reflete a totalidade das situações, mas aspectos que o pesquisador considera relevantes.
Os filtros utilizados para compor um diagnóstico variam em função do tipo de abordagem que se dá para a pesquisa e do que se quer conhecer. O objetivo da pesquisa é o determinante para a relevância ou não de determinadas informações.
Os métodos para a execução do diagnóstico na área de educação dependem do que se pretende analisar, porém, deve-se procurar pesquisar dados escolares, familiares e sociais, tendo-se como fonte de dados tanto informações diretas quanto indiretas e recursos como a observação, entrevistas, questionários, fichas acumulativas, testes, estudos de notas e outros. O importante é não perder de vista que o diagnóstico deve permitir uma melhor visibilidade da realidade escolar, tendo o aluno como foco e estando sempre associado aos objetivos da educação (NOVAES,1968).
Villela e Guimarães (2010) comentaram sobre os instrumentos de diagnóstico e destacaram a importância de adequar o método de diagnóstico aos objetivos e à sua natureza. Descreveram instrumentos de diagnóstico que podem ser utilizados individualmente ou combinados: questionário aberto com número ilimitado de respostas, questionário fechado com número limitado de respostas, entrevistas, documentos escolares (registros administrativos), conversas, dinâmicas e observação. Os autores (2010) descreveram as etapas necessárias para a realização de um diagnóstico voltado ao entendimento dos diferentes aspectos da realidade escolar. As etapas
propostas para estudo partem da definição da situação a diagnosticar, coleta de dados sobre esta situação, análise dos dados coletados para gerar informação, interpretação dos dados para gerar conhecimento, utilização do conhecimento para gerar aprendizado e, com o aprendizado, modificar a situação diagnosticada. Para os autores (2010), a interpretação dos dados deve ser processual, e não fragmentada em respostas ou dados. O entendimento do processo deve evoluir progressivamente com o andamento da análise das respostas, abrindo o raciocínio para a compreensão dos dados posteriores, refutando ou reforçando as hipóteses levantadas ou fazendo surgir outras (VILLELA e GUIMARÃES, 2010).
Outra abordagem para a elaboração de diagnósticos é a utilização de indicadores sociais que podem ser aplicados em diferentes áreas, a fim de melhor compreender uma dada realidade. Januzzi (2005) destacou que existe um interesse crescente no país pela utilização de indicadores sociais no planejamento, o que pode ser atribuído, entre outros, à maior disponibilidade das informações com acesso facilitado pelas novas tecnologias, permitindo novas análises e tomadas de decisões. A construção de um indicador inicia a partir de uma demanda de interesse em um determinado assunto, como o aprimoramento do desempenho escolar, entre outros. A partir da definição do tema de interesse, busca-se delinear as ações subsequentes, isto é, como reorganizar eficientemente ações administrativas que podem ser utilizadas como indicadores sociais, por exemplo: dados administrativos (gerados no âmbito dos programas ou em outros cadastros oficiais) e estatísticas públicas (JANNUZZI, 2005).
Jannuzzi (2005) ressaltou que a seleção da tipologia mais adequada de indicadores sociais para formulação e avaliação de políticas públicas deve considerar a conexão deles a um conjunto de propriedades desejáveis e à sua aplicação. Procurou-se destacar, na sequência, algumas propriedades citadas pelo autor (2005) que possuem relação com a escolha da PENSE (2012) como banco de dados a ser analisado no Capítulo VII, auxiliando a presente pesquisa e indicando tendências e possibilidades: validade de representação do conceito, isto é, as medidas devem estar mais próximas da demanda da qual se originaram; confiabilidade da medida; boa cobertura territorial ou populacional, pois, quanto melhor a cobertura, mais representativos são os indicadores da realidade empírica em análise; transparência metodológica na sua construção para que o indicador tenha legitimidade técnica e científica; comunicabilidade ao público, o que traz transparência às decisões e torna
possível a compreensão por parte do público interessado; factibilidade de sua obtenção; desagregabilidade populacional e territorial (JANNUZZI,2005).
O uso da ferramenta disponibilizada no site do IBGE (Banco Multidimensional de Estatísticas) permite a construção de indicadores a partir do cruzamento de variáveis obtidas em censos demográficos, em que diversos critérios podem ser analisados simultaneamente. Contudo, procurando atender à demanda por informações municipais mais urgentes, o IBGE tem realizado outras pesquisas de forma mais regular, como a Pesquisa Nacional de Assistência Médico-Sanitária, a Pesquisa de Informações Básicas Municipais, a Pesquisa Nacional de Saneamento Básico, a Pesquisa Nacional da Saúde do Escolar e a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios, entre outras (JANNUZZI, 2005). Os indicadores produzidos por essas e outras pesquisas realizadas pelo IBGE, ministérios e órgãos de estatística auxiliam na compreensão da realidade, indicando deficiências e potencialidades em diferentes áreas e permitindo traçar diagnósticos de grande importância para a sociedade (JANNUZZI, 2005). Importante ressaltar que o diagnóstico não é um fim em si mesmo, mas apoia a tomada de decisão e os processos de desenvolvimento de uma instituição.
Pretende-se, com este trabalho, elaborar uma metodologia de diagnóstico para uso do educador, contribuindo com o entendimento do perfil do aluno e procurando ampliar e atualizar o tema mediante o desenvolvimento de um parâmetro de gestão que possibilite uma melhor compreensão da diversidade em sala de aula. E é justamente pela complexidade do tema que se foram tramando, ao longo dos capítulos, conforme a metodologia indica, diferentes fios que compõem a tessitura do trabalho.