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Status og utfordringer 1.Tjenester og struktur

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Samlet vurdering av fordeler og ulemper ved Ny kommune på Nord-Helgeland

16. TJENESTETILBUD OG MYNDIGHETSUTØVELSE

16.2. Status og utfordringer 1.Tjenester og struktur

Neste relatório de estágio apresentou-se e discutiu-se um estudo que, em boa medida, é de natureza exploratória. Na verdade, pretendeu-se “abrir um caminho” que pudesse contribuir para a realização de uma avaliação mais profunda e abrangente, envolvendo um maior número de escolas e de participantes. Em todo o caso, pensa-se que, desde já, foi dado um contributo para se conhecer a pertinência dos cursos profissionais de nível básico de música.

Deste modo, o estudo alicerçou-se na descrição e análise das perceções dos vários intervenientes acerca dos cursos, pretendendo contribuir para um estudo mais alargado acerca da temática. Permitindo também a produção de reflexões e recomendações que possam contribuir para uma melhor análise acerca da continuidade deste curso.

Numa altura em que se discute a permanência dos cursos profissionais de nível básico, surge a necessidade de se compreender melhor o seu funcionamento. Nessa linha de pensamento as questões de avaliação do estudo foram:

 Como é que os principais intervenientes percecionam a qualidade da formação dos Cursos Profissionais de Música de Nível Básico?

 Como se pode caracterizar o percurso dos formandos dos Cursos Profissionais de Música de Nível Básico?

No sentido de conseguir dar resposta às questões apresentadas foi criada uma matriz de avaliação, já apresentada neste relatório, mas que faz sentido voltar a mencionar neste capítulo. A matriz contem dois objetos de análise a Qualidade da Formação e os

Percursos dos Formandos, e nove dimensões de análise, sendo estas a Adequação das

componentes de formação; o Ensino; a Relação pedagógica, a Participação dos alunos; a Qualificação dos docentes; as Instalações e recursos – referentes ao primeiro objeto em análise, e os Percursos escolares dos diplomados; os Percursos profissionais dos diplomados; e a Inserção dos diplomados no mercado de trabalho – integrando o segundo objeto.

Tendo por base os objetos e dimensões apresentados, segue-se uma síntese dos principais resultados do estudo, para que posteriormente se faça a reflexão acerca destes. Importa ainda referir que estes resultados provêm da síntese global das entrevistas

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realizadas, anteriormente apresentada. Destarte, no que respeita à Qualidade da

Formação, são de destacar as seguintes conclusões:

 A oferta educativa da escola profissional participante no estudo apresenta uma elevada carga curricular e horária. Segundo os intervenientes, esta carga curricular e horária poderá possibilitar no final do 9.º ano de escolaridade, um aluno consiga acumular um vasto espectro de conhecimentos e experiências na área da música, possibilitando um bom desempenho profissional.

 A escola em análise promove inúmeras atividades complementares do currículo proposto, como as master classes e estágios decorrendo em período não letivo com vários momentos onde os jovens podem atuar em público. Para além destas atividades no final de cada período são realizadas provas às disciplinas da componente musical, que podem ser assistidas pelo público.

 As taxas de entrada no ensino secundário e no ensino superior dos jovens que frequentam o curso básico são, respetivamente, de 100% e acima dos 90%. São vários os antigos alunos da escola que frequentam o ensino superior em instituições estrangeiras.

 Para além do prosseguimento de estudos, o curso também visa a preparação para a vida profissional, designadamente através dos momentos de aprendizagem em contexto.

 Na conceção de todos os entrevistados a relação pedagógica entre professor e aluno era, em geral, positiva, destacando-se as relações estabelecidas com os professores de instrumento que acompanham os alunos durante o seu percurso escolar.

 Os alunos mostravam-se muito motivados e os níveis de participação nas atividades desenvolvidas pela escola eram significativos. O seu entusiasmo, foi visível quando abordavam falavam das master classes e estágios, ao verem que os professores convidados tinham elevados níveis de performance.

 O corpo docente era diversificado. Tratando-se de uma escola profissional privada, é a própria escola que recruta os seus professores, sendo integrados no corpo docente aqueles que apresentam melhores características pedagógicas e profissionais. Todos os professores são licenciados e, no caso especifico da

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componente musical, todos são ou foram músicos. Na escola, existem ainda professores de outras nacionalidades que foram contratados devido ao seu currículo na componente musical.

 A escola foi deslocada para um edifício novo dispondo de instalações novas, mas apesar disso o edifício foi desenhado enquanto estabelecimento de ensino regular, não dispondo de insonorização nas sala-de-aula.

 A escola disponibilizava instrumentos a todos os alunos, contudo foi percetível que vários alunos dispõem dos seus próprios instrumento.

 Existia um forte incentivo à participação dos alunos em eventos e concursos, cabendo à escola a comparticipação de todas as deslocações.

Quanto ao Percurso dos Formandos, os dados obtidos permitiram concluir o seguinte:

 Os alunos entravam, maioritariamente, no curso com 11 ou 12 anos de idade, correspondendo à idade indicada para a frequência do 7.º ano de escolaridade. Apesar disso, verificou-se que alguns entraram mais tarde, apresentando uma idade bastante superior à dos colegas.

 Grande parte dos entrevistados começou a tocar instrumento com idade superior a 12 anos. Existindo também alunos que iniciaram esta prática com 16 ou 17 anos (ambos sempre na altura em que entram no curso profissional).

 O número de horas diárias de prática de instrumento despendidas pelos alunos entrevistados, para além do horário letivo, variava entre 2 a 6 horas.

 Foram vários os alunos entrevistados que tinham familiares com experiência na área da música. Esta nem sempre se associa a uma carreira profissional, mas sim a pessoas que tocavam instrumento e tocavam em bancas filarmónicas.

 Todos os antigos alunos entrevistados consideravam que o curso de nível básico era fundamental na sua carreira, na medida em que lhes permitiu ter um maior número de anos de prática de instrumento.

 50% dos alunos que entraram no curso não tinham qualquer conhecimento na área, tendo tido contacto com a Música apenas na disciplina de educação musical no 2.º ciclo do ensino básico.

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 Os restantes 50% de alunos que entravam no curso tinham experiência na prática de instrumento, tendo-a adquirido em bandas filarmónicas e/ou em academias de música.

 Os alunos optaram por esta modalidade de ensino porque a consideravam melhor que a formação recebida nos conservatórios, devido ao número de horas da componente artística;

 Ao longo das entrevistas foi possível compreender que existiam alunos que desistiram do curso no 1.º ano;

 Os alunos tinham uma grande motivação para a continuação dos estudos, todos eles pretendiam seguir para o ensino secundário e superior. São vários aqueles que mencionaram um gosto por estudar fora de Portugal.

 São vários os antigos alunos que tiveram facilidade de inserção no mercado e que à data do estudo, se encontraram a dar aulas de música ou a trabalhar em orquestras;

Após a apresentação das principais conclusões relativamente a cada um dos objetos de avaliação, constatou-se que na perceção dos vários intervenientes, o curso tem qualidade e é pertinente, na medida em que oferece um ensino integrado possibilitando um maior número de horas semanais de prática de instrumento e turmas pequenas. Existe uma grande preocupação por parte do corpo docente com a importância do estudo diário e do sistemático aprofundamento de conhecimentos. Podendo ter consequência nas perceções dos atuais e antigos alunos, tendo demonstrado uma grande motivação para o prosseguimento dos estudos para o ensino superior e para um aperfeiçoamento constante da sua técnica.

Pelo facto de serem alunos extremamente motivados para a prática do seu instrumento, os níveis de participação nas atividades levadas a cabo pela escola foram apresentados como bastante altos. Parecendo existir um forte investimento na promoção de iniciativas que aproximem os alunos da prática de instrumento e do público, sendo que todos os entrevistados consideraram essa uma das mais-valias do curso. Os alunos que frequentavam o 9º ano de escolaridade encontravam-se disponíveis para um aumento do número de iniciativas.

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Na conceção do diretor da escola, também apresenta qualidade porque é a própria entidade a responsável pela contratação do pessoal docente, o que permite recrutar os professores que melhor se adaptam às necessidades dos alunos. Os vários intervenientes consideram que a escola tem qualidade de infraestruturas, uma vez que foi transferida para o edifício novo há poucos anos.

No que respeita aos percursos dos alunos, apresentam-se como motivados, dedicados e esforçados em relação às atividades práticas, verificando-se que começaram a tocar instrumento, na sua grande maioria, com idade superior a 12 anos, (existindo casos de alunos que iniciaram aos 15 ou 16). Em muitos casos são alunos que quando entraram no curso profissional não tinham qualquer tipo de bases, nem de conhecimentos na área da música.

A partir dos dados das entrevistas verificou-se que a inserção no mercado de trabalho, nomeadamente no ensino da música, tem decorrido com alguma facilidade. O número de antigos alunos possuidores de uma licenciatura é bastante elevado, existindo inclusive alunos que foram estudar para as melhores universidades com ensino da música da Europa. Consequentemente, a escola tem 9 antigos alunos que integram a prestigiada

Orquestra XXI, cujo principal objetivo é integrar jovens músicos portugueses em

instituições de elevado mérito, como as escolas que foram consideradas exemplares nos estudos apresentados.

Através das conclusões anteriormente apresentadas, parece pertinente apresentar um conjunto de reflexões. A síntese de conclusões apresentada demonstra vários aspetos relativos ao curso profissional de nível básico de música, nomeadamente o tipo de ensino que é oferecido aos jovens, assim como do seu percurso.

Nos últimos anos muitas foram as mudanças a que os cursos profissionais de nível básico assistiram. Aquando da recolha dos dados tinha-se iniciado um processo que impede que os alunos com o 3.º ciclo de escolaridade, ou com a conclusão de um ou mais anos de escolaridade desse mesmo ciclo se inscrevessem no curso profissional de nível básico no 7.º ano. Esta situação deve-se ao facto de os alunos, apesar de terem concluído um nível de ensino do 3.º ciclo, ou até mesmo o ciclo completo no ensino regular não terem qualquer experiência na área da música.

Neste sentido, pode afirmar-se que a idade com que os alunos começam a tocar instrumento, e tendo como referência estudos que têm sido desenvolvidos na área, cujas conclusões foram mencionadas anteriormente, é bastante tardia. Dos alunos

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entrevistados, a grande maioria começou com idade superior a 12 anos. Nos casos em que os alunos já tinham frequentando um ou mais anos do 3.º ciclo do ensino regular a idade passa para os 16 ou 17 anos. Importa referir que os estudos desenvolvidos nesta área mencionam que quanto menor a idade com que a criança começa a praticar instrumento, maiores as probabilidade de esta singrar no mundo musical, sendo recomendados os 8 anos de idade (Manturzewska, 1990; Ericksson, et al., 1993, cit in. AEC, 2007).

Os alunos entrevistados demonstram-se cientes desta situação referindo que dificilmente serão solistas, uma vez que iniciaram a prática de instrumento tardiamente. No sentido de minimizar essa décalage, afirmaram que treinam entre 2 a 6 horas de instrumento diariamente, mesmo após o horário letivo, segundo as informações obtidas através das entrevistas, os alunos despendem entre 2 a 6 horas diárias. O facto de existirem alunos que frequentam apenas a componente artística, permite-lhes dedicar grande parte do dia à prática de instrumento, sendo alunos que apesar de terem começado a tocar instrumento já com uma idade avançada, têm um elevado número de horas diária de ensaio. Estudos internacionais demonstram que as horas de prática de instrumento são cruciais para definir um músico de qualidade, afirmando que quando maior o número de ensaios, melhor a performance (Lehmann e Ericsson, 1998. cit in. Polifonia, 2007b). O ensino ministrado nos cursos de nível básico de instrumento (nível II) têm uma oferta de ensino integrado, ministrando-se na mesma escola todas as componentes de formação. A carga horária do curso é bastante exigente. Em média, os alunos entram na escola às 9 e saem às 18 horas, estando o seu horário divido, a componente sociocultural decorre de manhã e a componente artística da parte da tarde. Quando comparado com as escolas analisadas em estudos internacionais anteriormente apresentados, verifica-se que também estas optam por oferecer um ensino integrado, acreditando-se que este é mais vantajoso para os jovens, permitindo uma maior articulação e gestão de espaços e tempos de aprendizagem. Por exemplo, na escola de Dresden e Varsóvia (anteriormente apresentada como sendo um exemplo a explorar) dispõe de uma carga horária bastante semelhante à da escola analisada no presente relatório, assim como a gestão que é realizada entre a componente sociocultural e a artística.

Através dos dados recolhidos das entrevistas constatou-se que os alunos tinham um melhor desempenho na componente artística, quando comparada com a sociocultural. Este desempenho parece refletir-se também nas notas que tiram às duas componentes de formação. As causas apontadas para este facto, estão relacionadas com a forte dedicação ao instrumento, não havendo um investimento tão elevado nas disciplinas que pertencem

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à formação geral. É também mencionado que no ensino secundário, no curso de instrumentista estes hábitos têm maiores repercussões, visto que existem alunos que ficam retidos para melhorar as notas a essas mesmas disciplinas. Um outro motivo elencado deve-se ao facto de existirem alunos que já tinham concluído o 3.º ciclo do ensino básico e que tiveram de voltar ao 7.º ano para frequentar a componente artística. Nestes casos os alunos não têm o horário completo, uma vez que fazem apenas essa componente. Nestas situações, quando o aluno entra no 10.º ano no curso profissional de instrumentista está há três anos sem nenhuma disciplina sociocultural, apresentando dificuldades quando as volta a ter no 10.º ano.

Ao longo das entrevistas foi possível compreender que existe uma grande motivação e gosto por parte dos alunos na prática de instrumento, investindo diariamente muito do seu tempo no treino. Esta motivação poderá estar refletida nos níveis de participação dos alunos em atividades desenvolvidas pela escola, master classes, estágios,

workshops, concertos. Existe um esforço por parte da escola em propiciar momentos de

aprendizagem em contexto aos seus formandos, quer através das provas que são realizadas no final de cada período e que são abertas ao público, através de concertos que propiciam à comunidade, de momentos de formação dos jovens quer de como as master

classes, os estágios e os workshops, e ainda na participação em vários eventos. Para estas

atividades são convidados professores nacionais e estrangeiros com elevado renome no seu instrumento.

Quando comparada esta realidade com os estudos internacionais, e especificamente com as escolas que foram consideras exemplo, verifica-se que é uma prática recorrente, a organização de atividades que permitam aos alunos um maior contacto com o mundo profissional. Estas experiências parecem contribuir para uma maior motivação dos alunos na continuação os estudos, a aprender cada vez mais, a terem algum encaminhamento profissional e a que saibam onde estão determinados professores, como se candidatar às universidades, mesmo que frequentem apenas o curso de nível básico. Constatou-se no estudo que o professor de instrumento é aquele que maior influência tem na vida académica de um jovem músico.

A taxa de prosseguimento deste curso é muito elevada, 100% do ensino básico para o secundário, é verdade que em Portugal atualmente a escolaridade obrigatória se fixa no 12.º ano ou 18 anos de idade, e no que ao curso de nível básico diz respeito, mesmo os alunos que terminam o 9.º ano de escolaridade com idade superior aos 18 anos seguem para o ensino secundário. No prosseguimento de estudos do ensino secundário

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para o ensino superior o valor ronda os 90%, sendo que existe um número considerável de alunos que opta por ingressar no ensino superior noutros países da comunidade europeia.

Esta questão apresenta-se, associada à finalidade dos cursos profissionais na área da Música. Este indicador quando analisados os normativos legais acerca desta modalidade de formação é referido que

O surgimento desta modalidade de ensino, de cursos profissionais, tem como finalidade uma oferta que passa por contribuir na realização pessoal dos jovens, proporcionando a preparação adequada para a vida ativa. Apresentando-se como uma modalidade alternativa à do sistema formal de ensino, prevê a criação de mecanismos de aproximação entre a escola e o mundo do trabalho, de forma a proporcionar aos jovens contactos com o mercado de trabalho e experiência profissional, prestando serviços diretos à comunidade, numa base de valorização recíproca (Decreto-Lei 4/98).

A modalidade de curso profissional possibilita a entrada no ensino superior, porém, o seu objetivo primário é a adequação e preparação ao mercado de trabalho e, posteriormente, caso o aluno entenda o prosseguimento de estudo.

Na conceção dos vários entrevistados, este curso prepara em primeiro lugar os alunos para o prosseguimento de estudos. Porém, não se descora a preparação para o mercado de trabalho e para o que é a profissão de músico, sendo prova disso todas as atividades desenvolvidas pela escola.

Quanto à inserção no mercado de trabalho, e tendo por base os dados provenientes das entrevistas efetuadas, todos os antigos alunos eram licenciados. Este motivo foi apresentado como elemento preponderante para uma maior facilidade na entrada no mercado de trabalho. Onde exercem a profissão de professores de música e fazem prestações em orquestras e bandas. Foi referido várias vezes que a área da música é igual a muitas outras, apresentando um mercado de trabalho competitivo. Os alunos que frequentavam o curso demonstravam uma enorme vontade de frequentar o ensino superior fora de Portugal porque consideravam que tinham mais oportunidades de trabalho. Foi neste aspeto mencionado ainda que Portugal é um país com uma fraca cultura musical, existindo poucas orquestras ou instituições que possam empregar todos os músicos.

85 RECOMENDAÇÕES E NOTA FINAL

Para finalizar, importa uma vez mais referir que o presente relatório teve como principal objetivo contribuir para um estudo mais alargado acerca do que é o ensino profissional da música em Portugal e, mais especificamente, o que é o ensino profissional de nível básico da música, assim como o que este representa para a formação dos jovens.

Tendo sido apenas plasmadas algumas questões, recomenda-se um estudo mais amplo e diversificado nas metodologias de recolha de dados que contemple todo o universo de escolas e uma maior amostra quer de docentes, de alunos, de antigos alunos, e de atores que poderão ser essenciais nesta análise e que por motivos de agenda foi impossível entrevistar, tais como o presidente da Associação Nacional do Ensino Profissional de Música e Artes (APROARTE) e que muito tem contribuído para a continuidade dos cursos, assim como um representante da tutela e da entidade gestora dos fundos comunitários. Para além de uma maior diversidade de atores envolvidos na avaliação, poderá fazer sentido a realização de observações para que se possa conhecer o dia-a-dia das escolas profissionais de música, assim como a utilização de uma metodologia mista, qualitativa e quantitativa, permitindo uma maior recolha de informação, nomeadamente os resultados escolares dos jovens, as taxas de desistência e abandono, assim como a aplicação de questionários a antigos alunos, de forma a aumentar a amostra.

Após a descrição, análise e interpretação dos dados existem vários aspetos que deverão ser analisados com um maior nível de detalhe. Como referido anteriormente, num dos relatórios levados a cabo pela rede Polifonia, são apresentados vários fatores condicionadores do percurso de um jovem músico, nomeadamente: a) a idade com que este inicia a prática de instrumento; b) as horas que investe semanalmente na prática do instrumento, e ainda c) o apoio que a família lhe proporciona.

No que concerne à idade com a qual o aluno inicia a prática de instrumento, atualmente em Portugal, a criança pode iniciar o seu percurso musical numa academia de música ou num conservatório no 1.º ciclo do ensino básico através do que se designa por iniciação musical prosseguindo de nível musical paralelamente com o ensino regular. A partir do 2.º ciclo do ensino básico poderá ingressar num curso básico de música que lhe

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