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Økonomisk status

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Samlet vurdering av fordeler og ulemper ved Ny kommune på Nord-Helgeland

11. DAGENS KOMMUNEØKONOMI

11.2 Økonomisk status

Após a exposição do problema, das questões orientadoras do estudo, assim como dos pressupostos teóricos, torna-se fulcral abordar quais as linhas metodológicas que sustentaram todo o processo de recolha de dados.

Este estudo de avaliação tem um cariz essencialmente descritivo, uma vez que se pretende estudar a qualidade da formação e a os percursos dos formandos dos cursos profissionais de Música de Nível Básico e, particularmente, as perceções dos intervenientes relativamente ao funcionamento dos mesmos. O cariz de avaliação, anteriormente referido, remete-nos para uma lógica qualitativa, visando a compreensão do problema definido, enfatizando uma relação de proximidade com o objeto em estudo. Esta relação apresenta-se como sendo uma condição para o desenvolvimento dos estudos nas ciências humanas, permitindo a existência de diálogos que fomentem um carácter interativo na produção de conhecimento, produzindo informações de grande significado para a pesquisa (Rey, 2000).

Num estudo de avaliação, onde a metodologia se alicerça em pressupostos qualitativos, o objetivo é descrever, documentar e/ou avaliar uma mudança educativa planeada, para que se possam fornecer informações aos que tomam decisões (Bogdan & Biklen, 1994). Seguindo esta linha de pensamento, podemos afirmar que os estudos desta natureza não contemplam uma preocupação tão marcada com a dimensão das amostras nem com a generalização de resultados, uma vez que se considera que cada contexto tem as suas próprias especificidades.

Deste modo, e de forma a conhecer melhor a realidade, assim como o estabelecimento de uma relação de proximidade com os intervenientes, foi realizada uma visita a uma das 5 escolas com cursos profissionais de música.

Segundo Rey (2000) o trabalho de campo é exigência para muitas pesquisas qualitativas, cabendo ao investigador a produção permanente de ideias, na medida em que é ele que deve conduzir o curso do seu pensamento em notas de campo, não só orientadas para registar dados, mas para o seguimento das ideias produzidas que se integrarão em produções teóricas mais complexas. Para que o trabalho de campo seja efetivado deverá ser realizada uma pesquisa documental e bibliográfica que muna o investigador de informações relativas ao contexto estudado. São vários os autores (e.g., Albarello et al.

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1997) que distinguem a pesquisa documental da bibliográfica. A primeira apresenta-se como um método de recolha e de verificação dos dados que visa o acesso às fontes pertinentes, escritas ou não, e, a esse título, faz parte integrante da heurística da investigação. Abre muitas vezes a via à utilização de outras técnicas de investigação, com as quais mantém regularmente uma relação complementar. A pesquisa bibliográfica decorre através de trabalhos científicos já realizados sobre o tema escolhido e que são revestidos de importância por serem capazes de fornecer dados atuais e relevantes, podendo abranger o leque bastante vasto de fontes de informação, tais como, publicações avulsas, livros, jornais, revistas, vídeos, internet, etc.

A pesquisa bibliográfica e documental ocupa um papel importante tanto nos estudos baseados em dados originais, colhidos numa investigação de campo, como naqueles inteiramente baseados em documentos (Luna, 1999, cit in. Boni, 2005).

Neste estudo em concreto, a análise documental partiu de documentos oficiais acerca da temática, como por exemplo bases de dados do Ministério da Educação, assim como do Sistema Integrado de Informação do Fundo Social Europeu. Por sua vez, a análise bibliográfica foi mais ampla, visto que foram realizadas pesquisas relacionadas com os diversos temas abordados, desde um estudo de avaliação propriamente dito, até ao ensino da música, ensino especializado e profissional. Para além de livros a respeito do tema, foram, também, consultados artigos científicos e estudos de avaliação que contemplam este tema (Polifonia, 2007a; Fernandes, et al. 2007b; 2008; Fernandes, 2010; Tchernoff, 2007).

Após a recolha de informação, foram construídos guiões de entrevista (Anexos I ao V), com o intuito de recolher informações junto dos principais intervenientes tendo como fim compreender a sua perceção relativamente à oferta formativa dos cursos profissionais de música de nível básico. Segundo Bogdan & Biklen (1994) as entrevistas poderão ser utilizadas de duas formas, podem constituir a estratégia dominante para a recolha de dados ou podem ser utilizadas em conjunto com a observação, análise de documentos e outras técnicas. Em todas estas situações, a entrevista é utilizada para recolher dados descritivos na linguagem do próprio sujeito, permitindo ao investigador desenvolver intuitivamente uma ideia acerca do modo como os sujeitos interpretam aspetos do mundo. Neste caso específico, a entrevista não é um fim em si mesmo, mas constitui um meio de recolha de dados, fornecendo um leque bastante alargado de dados acerca desta temática. As entrevistas variam quanto ao grau de estruturação, no estudo apresentado estas são semiestruturaras. Permitindo que o próprio entrevistado estruture o

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seu pensamento em torno do objeto perspetivado, combinando um leque de perguntas abertas e fechadas, onde o entrevistado tem a possibilidade se prenunciar sobre o tema proposto (Boni e Quaresma 2005). O entrevistador deve seguir um conjunto de questões previamente definidas, mas fá-lo num contexto muito semelhante ao de uma conversa informal. O entrevistador deve ficar atento para dirigir, no momento que achar oportuno a discussão, de forma a que o assunto abordado seja pertinente para a entrevista. Caso existam questões que não ficaram claras, o entrevistador deve colocar perguntas adicionais para elucidar ou ajudar a recompor o contexto da entrevista, caso o informante tenha “fugido” ao tema ou tenha dificuldades com ele. Importa salientar também que as entrevistas podem ocorrer individualmente ou em grupo.

As entrevistas em grupo são uma técnica de recolha de dados cujo objetivo principal é estimular os participantes a discutir sobre um assunto de interesse comum, permitindo transportar o entrevistado para o mundo dos sujeitos, neste tipo de metodologia várias pessoas juntas são encorajadas a falarem sobre uma tema de interesse e, consequentemente, esta torna-se uma boa maneira de obter novas ideias sobre temas e ao refletir sobre um tópico os sujeitos podem estimular-se uns aos outros, avançando ideias que se podem explorar mais tarde. Os participantes são escolhidos a partir de um determinado grupo cujas ideias e opiniões são do interesse da pesquisa. Não existe um consenso nas Ciências Sociais que determine quando este método é mais eficaz que a entrevista individual e isto deve-se ao facto de que a escolha do método irá depender da natureza e dos objetivos da pesquisa, assim como da pessoa que se quer entrevistar.

A observação é também considerada um método de recolha de dados para conseguir informações sobre determinados aspetos da realidade. Ela ajuda o investigador a “identificar e obter provas a respeito de objetivos sobre os quais os indivíduos não têm consciência, mas que orientam seu comportamento” (Lakatos, 1996, p. 79. Cit in. Boni e Quaresma, 2005). Através da observação é possível estabelecer um maior contacto com o objeto em estudo (Boni e Quaresma, 2005).

Da observação realizada, assim como da visita às instalações da escola foi possível recolher informações que podem contribuir para uma maior ilustração daquela realidade e tendo em conta esse fato, foram tiradas algumas fotografias. As fotografias dão-nos fortes dados descritivos, sendo muitas vezes utilizadas para compreender determinada realidade. Bogdan e Biklen (1994) afirmam que a utilização mais comum da câmara fotográfica é talvez em conjugação com a observação participante. Nesta qualidade é na maior parte das vezes utilizada como um meio de lembrar e estudar detalhes que poderiam

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ser descurados se uma imagem fotográfica não estivesse disponível para os refletir. As fotografias tiradas pelos investigadores no campo fornecem-nos imagens para uma inspeção intensa posterior que procura pistas sobre relações e atividades.

ESCOLA INSERIDA NO ESTUDO

Como já foi referido há, neste momento, cinco escolas profissionais de Música em Portugal que oferecem o curso profissional de nível básico de Música. Tendo em conta a sua dispersão geográfica e os constrangimentos inerentes à realização do mestrado, não foi possível recolher dados junto de todas as escolas (Covilhã, Viana do Castelo, Espinho, Santo Tirso e Mirandela). Deste modo, optou-se por recolher dados apenas numa das cinco escolas existentes.

Dadas as circunstâncias, foram definidos vários critérios para a seleção da escola que veio a integrar o estudo.

1. Escolas financiadas pelo Programa Operacional do Potencial Humano (POPH) de 2007/2008 a 2013/2014, possibilitando o acesso ao sistema integrado de informação do fundo social europeu.

2. Escolas que apresentasse um corpo docente diversificado, designadamente com professores provenientes de outras nacionalidades.

3. O ano de fundação da escola.

4. A idade dos alunos que frequentavam o curso profissional de nível básico no ano letivo 2013/2014.

5. A informação relativa às escolas. 6. A área geográfica.

Após se apresentar os métodos de recolha de dados, urge explicitar quem são os

stakeholders tidos em conta no estudo. Existem vários autores que consideram que não

se pode deixar de dar voz àqueles que normalmente não a têm, e que as avaliações só farão real sentido se tiverem um forte envolvimento por parte de todos os stakeholders (Fernandes, 2011). Partindo desse pressuposto, foram definidos os seguintes grupos de

stakeholders: o diretor da escola, professores, alunos, antigos alunos e ainda uma entidade

62 ANÁLISE DOS DADOS

A análise das entrevistas realizadas junto dos vários intervenientes, num total de 16, foi desenvolvida tendo por base os pressupostos teóricos de Wolcott, permitindo descrever, analisar e interpretar toda a informação recolhida.

Para este efeito foram construídas sínteses analíticas, numa primeira fase correspondentes a cada interveniente (sínteses horizontais), e numa segunda fase a cada objeto em estudo (sínteses verticais), convergindo numa síntese global. A Tabela que se segue apresenta o esquema metodológico seguido, no que respeita à primeira dimensão em análise a Qualidade da formação.

Tabela 11.

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No que respeita à segunda dimensão em análise no estudo, o Percurso dos

Formandos, seguiu-se o mesmo esquema metodológico, como se pode verificar na Tabela

que se segue.

Tabela 12.

Esquema metodológico – Percurso dos formandos.

Cada uma das dimensões visíveis nas tabelas anteriormente apresentadas correspondem à matriz de avaliação. Desse modo, na (Tabela 11) a dimensão 1

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corresponde às componentes de formação, a 2 ao ensino, a 3 à relação pedagógica, a 4 à participação dos alunos, a 5 às qualificações dos docentes, e a 6 às instalações de recursos.

Após a transcrição de cada entrevista (Anexo VI a XV) foram criadas sínteses do que cada entrevistado referiu em relação a cada uma das dimensões. Posteriormente elaboraram-se sínteses horizontais, com tudo o que cada entrevistado disse acerca de cada dimensão, e sínteses verticais acerca do que todos os entrevistados disseram em relação à mesma dimensão, elaborando-se depois uma síntese global de tudo o que todos os entrevistados disseram relativamente a todas as dimensões do objeto Qualidade da

formação.

No que respeita ao objeto Percurso dos formandos (Tabela 12), foram seguidos os mesmos procedimentos metodológicos. Correspondendo a dimensão 1 aos percursos escolares, a dimensão 2 aos percursos profissionais dos diplomandos, e a dimensão 3 à inserção dos diplomados no mercado de trabalho.

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