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MULIGE EFFEKTIVISERINGSGEVINSTER VED SAMMENSLÅING

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Samlet vurdering av fordeler og ulemper ved Ny kommune på Nord-Helgeland

14. MULIGE EFFEKTIVISERINGSGEVINSTER VED SAMMENSLÅING

A apresentação dos resultados baseou-se na “Síntese Global” que, tal como foi ilustrado as (Tabelas 11 e 12), resultou do processo de transformação e integração das sínteses horizontais (Anexos XVII a XXXII) e das sínteses verticais (Anexos XXXIII a XXXXI).

As sínteses horizontais foram construídas com base nas opiniões e reflexões produzidas por cada interveniente relativamente a cada uma das dimensões consideradas para cada um dos objetos de avaliação (Qualidade da Formação e Percurso dos Formandos), tendo em vista a avaliação da pertinência do curso profissional de música. As sínteses verticais resultaram da análise das dimensões de cada objeto ao longo de cada um dos intervenientes entrevistados.

QUALIDADE DA FORMAÇÃO

O curso profissional de nível básico de instrumento tem uma carga curricular, e consequentemente horária, bastante elevada, fazendo com que o ano letivo se arraste até julho. No que concerne à componente artística, em cada semana, os alunos têm duas horas de instrumento, aulas individuais em dois momentos, seis horas de música de conjunto, cinco horas de prática individual de naipo (as disciplinas da componente sociocultural decorrem de manhã e as correspondentes à componente artística de tarde). Segundo o diretor e também vários professores da escola, esta carga curricular possibilita que um aluno no final do 9.º ano de escolaridade consiga acumular um vasto espectro de conhecimentos e experiências. Na verdade, foi referido que o facto de existirem tantos momentos de prática de instrumento contribui para que os alunos se sintam motivados, praticando instrumento diariamente depois das aulas.

Apenas um dos entrevistados (docente da componente artística, mas mais teórica) menciona que o curso é muito exigente, principalmente quando se trata de recitais, de componentes de índole musical e de disciplinas ligadas à componente musical. Este foi o único entrevistado que considerou que seria possível, os alunos obterem a mesma

performance com menor carga curricular...

A escola promove inúmeras atividades, entre as quais master classes, que normalmente decorrem nas interrupções letivas (e.g., Carnaval). Nestes momentos de

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aprendizagem em contexto, a escola convida professores de fora, de universidades portuguesas e estrangeiras, chegando a trabalhar-se 8 horas por dia com esses convidados. Este trabalho acaba por ser um importante reforço às aprendizagens desenvolvidas nas aulas de instrumento. Para além das master classes são também, promovidos estágios em orquestra com ensaios durante todo o dia para que os alunos apresentem concertos no final da semana. Na opinião de todos os entrevistados estas atividades são uma mais-valia na formação dos futuros músicos que, desse modo, aprendem a lidar com a música, a conhecer o seu instrumento e a lidar com as frustrações. O mundo da música requer um “estudo muito individual [porém, um músico] não pode viver fechado numa sala-de-aula, todo e qualquer contacto com a vida profissional (…) é extremamente saudável” (Síntese Horizontal 4, anexo XX), assim como a oportunidade de estarem com grandes músicos e de receberam feedback de outras pessoas que não os seus professores. Todavia, numa das entrevistas aos alunos em focus grup foi mencionado que o facto de cada aluno só poder estar meia hora com os músicos convidados nas master classes era um aspeto negativo, devendo considerar-se o aumento desse tempo. Nesta mesma entrevista, os alunos referiram que esses momentos de aprendizagem eram também uma mais-valia para os seus próprios docentes, uma vez que contactam com outras formas de ensinar.

O diretor salientou a ideia de que este era um curso exigente, mas que a vida profissional de um músico o é igualmente, devendo os alunos estar devidamente preparados para isso mesmo. Nesse sentido, relativamente a cada uma das disciplinas da componente artística, em todos os anos de escolaridade, está prevista, no final de cada período, a realização de provas abertas ao público (e.g., recitais a solo; recitais de música de câmara; duetos; quartetos e concertos de orquestra). Porém, dois dos alunos entrevistados referiram que o curso devia proporcionar mais momentos de apresentações em público a solo.

Segundo o diretor as aulas individuais de instrumento permitem que o professor consiga gerir o ritmo de aprendizagem de cada aluno. Nas restantes disciplinas (classes de conjunto, práticas de instrumento, orquestra ou música de câmara) existe também uma gestão fácil dos ritmos de aprendizagem, sendo referido por um dos professores entrevistados que “quando [os alunos] chegam ao 9.º ano acabam por estar mais ou menos equilibrados ao nível das competências” (Síntese Horizontal 3, anexo XIX).

Na conceção dos vários entrevistados o principal propósito do curso é preparar os jovens para o prosseguimento dos estudos. Na verdade, o diretor da escola referiu que esse é um compromisso assumido com os encarregados de educação de cada aluno. A

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taxa de entrada no ensino superior tem sido de cerca de 98% e são vários os alunos que, após terminarem o curso profissional de instrumentista, equivalente à conclusão do 12.º ano de escolaridade, concorrem para várias universidades fora de Portugal (e.g., Berlim, Haia, Frankfurt, Londres). Um dos professores entrevistados referiu que

O ensino da música é diferente do ensino regular, na medida em que quando terminado o 12.º ano de escolaridade, a classificação [obtida] não serve para o ingresso no ensino superior, é necessária a realização de provas de ingresso de cada universidade. Existem alunos desta escola que conseguiram entrar na prestigiada Royal Academy, em Londres. Durante 5 anos, foi possível que alunos desta escola conseguissem entrar, isto é um indicador da qualidade do trabalho que tem sido desenvolvido. Há outros [aluno], em menor número, que não prosseguem os estudos, devendo-se essencialmente à dificuldade na conclusão das disciplinas da componente sociocultural (Síntese Horizontal 2, anexo XVIII).

Quanto ao compromisso assumido perante os encarregados de educação, pressupõe-se que a entrada no ensino superior será conseguida se o aluno fizer pelo menos 6 anos de ensino musical. Nesse sentido, o curso de nível básico é fulcral na medida em que permite a aquisição de bases. Porém, atualmente, ao contrário do que acontecia anteriormente, sempre que um aluno já tenha concluído o 3.º ciclo do ensino básico regular não lhe é permitido frequentar a componente artística do curso profissional de nível básico. Foram vários os entrevistados que mencionaram que o facto de o acesso à carreira de professor de música exigir o grau de mestre, também tem contribuído para que mais alunos optem por prosseguir estudos no ensino superior. Em todo o caso, a preparação para o mercado de trabalho parece estar assegurada tal como foi referido por um professor entrevistado: “no final do 9.º ano os alunos do curso básico são praticamente profissionais, e no final do 12º ano do curso profissional de instrumentista já são músicos” (Síntese Horizontal 2, anexo XVIII).

A relação pedagógica entre professores e alunos foi considerada uma relação de grande proximidade, principalmente com os docentes responsáveis pela componente artística, nomeadamente os professores de instrumento. Segundo o diretor, um dos motivos pelos quais estas relações são tão fortes, deve-se ao facto de contratarem professores que são instrumentistas e que têm algum peso no meio musical, influenciando o modo como os alunos os vêm. Acabam por constituir um exemplo. Na conceção dos vários professores

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entrevistados a relação pedagógica não decorre apenas entre professor-aluno, mas sim entre mestre e aprendiz, sendo transmitidos mais do que conhecimentos. Ao professor cabe a partilhar conhecimentos relacionados com o que é ser artista e todos os aspetos relacionados com a profissão de músico (e.g., como estar em palco) e com o incutir “a vontade de aprender e de querer saber e aprender mais” (Síntese Horizontal 4, anexo XX). Os atuais e antigos alunos do curso referem que a relação pedagógica era muito boa, principalmente com os professores de instrumento, que são o pilar da sua formação. Na verdade, são professores que estão sempre disponíveis para ajudar, mesmo fora do seu horário de trabalho. Alguns entrevistados referiram-se aos seus professores de instrumento como “um segundo pai”.

Os níveis de participação dos alunos nas atividades organizadas pela escola são bastante elevados, tendo sido referido pelos vários professores que todos os alunos participavam. Considerando que é “fácil motivar estes alunos, na medida em que eles querem muito aprender música, querem ser músicos, querem aprender” e que “o facto de os alunos ao entrarem no curso verem logo resultados práticos do seu trabalho, do seu instrumento faz com que sintam um grande entusiasmo” (Síntese Horizontal 2, anexo XVIII). Um dos docentes considerou que alguns alunos podiam não ter consciência da importância que a participação em determinadas atividades poderia ter no seu percurso, mas eram muito motivados e responsáveis, fazendo o seu melhor.

Em relação a este objeto em análise, um docente referiu que

Todas as atividades desenvolvidas fazem parte da formação dos alunos, contando como horas de formação. Este é um dos motivos para que o grau de participação seja alto, se interessem e para que exista um espírito, de certa forma competitivo, para que seja mais fácil a entrada no mundo profissional, uma vez que o mercado de trabalho nesta área é, deveras, competitivo (Síntese Horizontal 4, anexo XX).

O corpo docente da escola era constituído por 42 professores, cujas faixas etárias variavam entre os 30 e os 43 anos. A admissão dos docentes, das componentes sociocultural ou artística, era baseada numa diversidade de requisitos. Na primeira são valorizadas a competência, o profissionalismo, o rigor e a exigência enquanto docente. Verificou-se, por exemplo, que a escola dispunha de um sistema interno de avaliação docente que contempla momentos com aulas assistidas. Na componente artística os critérios tinham a ver com o percurso profissional do professor, dando-se preferência àqueles que tivessem experiência enquanto músicos “95 % dos nossos professores, todos

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eles tiveram carreira em orquestras, ou em bandas, ou grupos de música de câmara” (Síntese Horizontal 1, anexo XVII). Nos critérios de seleção eram também tidos em conta aspetos referentes à pedagogia, privilegiando-se professores que fossem bons pedagogos “no sentido de conseguir criar esse equilíbrio de passar os seus conhecimentos e experiência ao aluno” (Síntese Horizontal 1, anexo XVII).

O corpo docente conta com professores oriundos de países estrangeiros, importando sublinhar que todo o corpo docente da escola tinha pelo menos o grau de licenciado, existindo um grande número com o grau de mestre e/ou com frequência de pós- graduações. Estes requisitos foram verificados nas entrevistas realizadas juntos dos vários professores que obtiveram as suas qualificações académicas quer em instituições nacionais, quer em instituições internacionais. Foi ainda verificado que todos os docentes entrevistados tinham experiência enquanto músicos, todos tocavam instrumentos, alguns eram freelancers, quer em grupos de vários géneros musicais, quer em orquestras.

No que se refere aos recursos existentes, foi mencionado pelo diretor da escola que o curso era bastante dispendioso, os instrumentos eram muito caros e a sua manutenção também. A escola não dispunha de insonorização das salas de aula porque foi projetada enquanto escola de ensino regular. Porém, todos os entrevistados referiram que edifício da escola era novo e quando comparado com as antigas instalações, correspondia melhor às necessidades deste tipo de ensino. Um outro aspeto referido por um dos docentes entrevistados dizia respeito aos projetores, uma vez que foram colocados em locais das salas-de-aula onde a claridade era muito grande, dificultando a visualização do que é projetado. Um dos alunos entrevistados apontou ainda a falta de estúdios para estudar.

A deslocação dos alunos a competições, também se apresentou como fonte de despesa, mas considerada indispensável para a formação dos jovens músicos.

Os atuais e antigos alunos referiram que, em alguns casos, os instrumentos que utilizam/utilizaram são/foram cedidos pela escola, principalmente na área da precursão uma vez que a sua dimensão impossibilitava o seu transporte por parte dos alunos. Quanto aos outros grupos de instrumento, alguns alunos tinham os seus próprios instrumentos.

70 PERCURSOS DOS FORMANDOS

Os jovens que frequentavam o curso de nível básico tinham a idade que se pressupõe ser a indicada para o nível de ensino que integravam, estando no 7º ano de escolaridade com 11 ou 12 anos de idade. No entanto, a escola apresentava uma percentagem considerável de alunos que frequentavam o curso com 15 ou 16 anos. Até ao ano letivo 2013/2014 era possível que um aluno, apesar de ter concluído o 3º ciclo do ensino básico regular, pudesse ingressar no curso profissional de nível básico frequentando toda a componente artística desde o 7º ano. Nestes casos o seu horário cingia-se apenas a esta componente, uma vez era dada equivalência à sociocultural. No que respeita à idade indicada para iniciar a prática de instrumento, um dos professores entrevistados referiu que o desempenho de um aluno poderá estar condicionado à idade com que este começa a tocar.

Uma criança que comece a tocar aos cinco anos de idade chega aos 13 anos e já tem contacto com o instrumento há oito anos. (…) Para se tocar bem um instrumento é necessário repetir muitas vezes, é um trabalho fisicamente exigente, é necessário andar com um cronómetro na mão para ver quem faz melhores tempos (…) quanto mais cedo se começa, maior a facilidade de acompanhar novos processos e novos conhecimentos (Síntese Horizontal 4, anexo XX).

Nas entrevistas realizadas aos alunos que se encontravam a frequentar o curso e a antigos alunos, verificou-se que eram vários aqueles que iniciaram a prática de instrumento com mais de 12 anos (coincidindo com a entrada no ensino profissional). Constatou-se também que alguns dos alunos que tinham concluído o 3.º ciclo do ensino básico antes de frequentarem o este curso, só tiveram contacto com o instrumento aos16 ou 17 anos (momento em que integraram esta modalidade de ensino). Estes alunos parecem ter iniciado a prática de instrumento tardiamente, dedicando os seus dias a ensaios que, de algum modo, pudessem colmatar esse facto.

Todos os alunos entrevistados (atuais e antigos) dedicavam 2 a 6 horas diárias ao estudo e à prática de um instrumento. O facto de alguns alunos frequentarem apenas a componente artística permitia-lhes ter mais tempo para praticar. Quando questionados acerca do número reduzido de aulas diárias, e de terem voltado à frequência do 7.º ano de escolaridade, os alunos afirmaram que, apesar desse retrocesso no seu percurso escolar,

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só assim lhes era possível concluírem o curso de nível básico com níveis altos de

performance. No caso dos antigos alunos, foi referido que só através do curso de nível

básico lhes foi possível chegar ao 12º ano de escolaridade com seis anos de ensino intensivo de instrumento, permitindo assim o seu ingresso no ensino superior.

Para além dos alunos terem de voltar ao 7.º ano de escolaridade, parecem existir outros inconvenientes, designadamente, na frequência de concursos musicais, nacionais e/ou internacionais, uma vez que os alunos concorrem por idades. Neste caso, a sua idade não corresponde ao nível de instrumento que apresentam. Um outro aspeto a salientar relaciona-se com o facto de estes alunos estarem três anos sem qualquer disciplina que integre a componente sociocultural, podendo influenciar negativamente os seus resultados no ensino secundário.

No que se refere ao perfil dos alunos, tema este importante na análise dos percursos, um dos professores entrevistados refere que

Estas escolas profissionais têm uma função interessante, tendo em conta que por inúmeras vezes o artista é um aluno inadaptado ao ensino regular. O artista é desde muito novo diferente, surgindo por vezes, a indisciplina e tornando-se em mau aluno no ensino regular (Síntese Horizontal 2, anexo XVIII).

Segundo o mesmo docente

Estes alunos são muito especiais, quando decidem no 7.º ano o que querem, nos tempos que correm já é ser especial porque a maior parte dos jovens chega ao 12.º ano e não sabe o que quer fazer da vida. Ter um gosto por uma coisa e ter coragem para dizer “eu quero isto” é uma diferenciação muito grande. São alunos difíceis porque a arte implica a exploração de ideias e a exploração do ser, é preciso haver uma autodisciplina muito grande, e a autodisciplina é difícil de se ensinar (Síntese Horizontal 2, anexo XVIII).

Todos os docentes entrevistados afirmaram que os alunos que tinham frequentado o curso eram muito esforçados, dedicando-se diariamente ao seu instrumento.

Quando questionados acerca do estigma normalmente associado ao ensino profissional, o diretor mencionou que, neste curso em específico, a situação tinha-se vindo a alterar, assim como o perfil de quem o frequenta:

O que acontece é que agora os alunos estão a entrar mais novos, a situação já está a mudar por completo. Já estamos a falar de pais com

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habilitações, com licenciatura, já estamos a falar de outro extrato social, estamos a falar de alunos com outros objetivos. Até falávamos de alunos que antigamente tinham más notas na escola, tinham um ótimo talento, eram ótimos instrumentistas, mas não eram bons alunos no português, na matemática e na história. Hoje em dia, isso já está muito mais equilibrado, temos bons alunos no instrumento e temos bons alunos a português e a matemática e a história, por isso, a situação também se está a inverter (Síntese Horizontal 1, anexo XVII).

Vários alunos entrevistados (atuais e antigos) tinham familiares com uma relação próxima à música, tocando instrumentos ou até mesmo integrando bandas. Outros, após iniciarem o curso profissional de nível básico, acabaram por incentivar familiares a aprender música, mesmo que com fins meramente recreativos.

Os conhecimentos musicais que os alunos apresentavam, aquando da entrada no curso de nível básico, eram muito variados (no ano letivo em análise, a turma de 7º ano integrava 50% de alunos com algum tipo de conhecimento, e 50% sem qualquer tipo de conhecimentos). Alguns alunos apenas tiveram alguma relação com a educação musical, no 2º Ciclo do Ensino Básico (considerados alunos sem formação musical, uma vez que o currículo da disciplina de educação musical é pouco especifico, dando apenas noções básicas do que é a música).

Os alunos que demonstraram possuir conhecimentos na área da música podem tê- la adquirido, nas bandas filarmónicas e/ou nas chamadas “academias de música”. As bandas filarmónicas são consideradas “pequenas” escolas de Música, por vezes com uma formação aquém do desejável, uma vez que as pessoas que ensinam instrumento fazem- no de forma mais intuitiva, baseada na sua experiência e menos com base nos conhecimentos necessários para o efeito. As academias de música e/ou os conservatórios apresentam um ensino que, em princípio, tem qualidade, sendo os alunos destas entidades aqueles que revelam mais conhecimentos. Vários alunos pertenciam à banda filarmónica ou frequentavam uma academia de música ao mesmo tempo que frequentavam o curso de nível básico na escola profissional.

Os motivos apontados para que os alunos tivessem optado por esta modalidade de ensino, segundo o diretor da academia de Música local, devem-se ao facto de se sentirem motivados para aprender mais e ponderarem a frequência do ensino superior na área da música.

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[Os alunos optam pela modalidade de curso profissional] porque têm alguma experiência ao nível da música na família, e nestes casos a família deixa-os entrar para o ensino profissional de forma direta. Porque a ideia, também, não é que façam a formação profissional e fiquem a tocar um instrumento, mas sim ingressarem no ensino superior, também, da música que lhes dá outro tipo de competências (Síntese Horizontal 16, anexo XXXII).

Constatou-se, também que alguns alunos iniciavam o seu percurso nas academias de música ou conservatórios, e que no final do 2º ciclo optavam pelo curso profissional de nível básico, por considerarem que através deste tinham uma melhor preparação musical.

O plano curricular no [ensino] profissional é muito superior ao dos conservatórios. Daí numa situação de dois alunos com características semelhantes, em termos de aprendizagem, obviamente, no final do 12º ano o que estudou no ensino profissional está de longe mais preparado (Síntese Horizontal 16, anexo XXXII).

Este facto foi corroborado por todos os alunos e ex-alunos entrevistados tendo sido referido que o ensino na escola profissional era melhor do que o ensino nas academias de música e conservatórios, nomeadamente pela diferença que existe no número de horas semanais de componente artística na escola profissional.

Alguns dos alunos entrevistados referiram que já conheciam o professor de instrumento da escola profissional antes de frequentarem o curso de nível básico, e que esse foi um fator preponderante na escolha desta escola, com esta modalidade de ensino. Tendo conhecido o professor na academia de música ou no conservatório que frequentavam, uma vez que este lecionava em várias entidades, ou então porque ouviram falar muito bem dele.

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