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Status med hensyn til planarbeidet, framdrift med videre

Planleggingen etter plan- og bygningsloven - oversikt og status

3.4 Status med hensyn til planarbeidet, framdrift med videre

Nesta subsecção é analisado o potencial papel moderador das variáveis de controlo sobre as respostas dos consumidores de arte (equacionado na hipótese H6), tendo por base a divisão da amostra por faixa etária, género, nível de sensibilidade auditiva, preferência musical e hábitos de consumo de arte. Analisando as perceções da arte em função da faixa etária (ver quadro IV-22, no anexo), os resultados mostram uma interação entre a atmosfera musical e a idade: os jovens manifestaram reações afetivas, cognitivas e comportamentais mais favoráveis na ausência de música, enquanto os séniores reportaram reações afetivas e cognitivas mais favoráveis com música. Numa análise por cenários, conclui-se, para

73 o cenário música mexida, que a idade não desempenhou um papel moderador, pois não se registaram diferenças significativas entre os jovens e séniores (p > 0,05); por seu turno, no cenário sem música, foram registadas diferenças mas somente em relação às dimensões afetivas entusiasmo (t(64) = 2,580; p = 0,012) e gosto/preferência (t(64) = 2,297; p = 0,025), sendo que, em média, os participantes com menos de 30 anos manifestaram maior entusiasmo (M = 3,1) e maiores preferências (M = 3); já no cenário música calma foram visíveis diferenças significativas entre os grupos etários em relação às dimensões entusiasmo (t(80) = -2,021; p = 0,047) e prazer (t(81) = -3,275; p = 0,002), bem como à avaliação da experiência (t(79) = -2,251; p = 0,027), tendo sido, neste caso, participantes seniores a registar os scores mais elevados (M = 2,7, 2,6 e 3,5, respetivamente). O papel da idade na recordação da arte não se mostrou substancial, em nenhuma das condições musicais (p > 0,05), porém, uma vez testados na ausência de música, jovens e séniores revelaram diferente capacidade cognitiva (t(64) = 4,634; p = 0 e t(62) = 5,843; p = 0), com os primeiros a mostrar maior facilidade em recordar as obras vistas (82%) e em identificar as obras de arte não vistas anteriormente (81%).

O género foi outra característica sociodemográfica conceptualizada como possível moderadora dos efeitos da música na experiência da arte. Os resultados presentes no quadro IV-23 mostram que tanto mulheres como homens manifestaram reações afetivas e comportamentais mais positivas na ausência de música, e respostas cognitivas mais favoráveis na presença de música (particularmente calma). Analisando os resultados por cenário, conclui-se efetivamente que o género não desempenha um papel moderador do entusiasmo, prazer, gosto/preferência e avaliação da experiência (p > 0,05), destacando- se apenas a dimensão intenções de compra como a única para a qual o seu impacto foi marginalmente significativo (t(80) = 2,054; p = 0,043), ainda que só no cenário com música calma, verificando-se um maior interesse de compra por parte das mulheres (M = 2) do que dos homens (M = 1,7). A capacidade de recordação da arte também não foi substancialmente moderada pelo género (p > 0,05), observando- se, para as três condições, uma proximidade (embora pouco robusta em termos estatísticos, sobretudo nas condições sem música e com música mexida) nos scores de memória entre homens e mulheres. A sensibilidade auditiva foi outra das variáveis moderadoras testadas, comparando-se as reações à arte entre os indivíduos menos sensíveis (cujo nível de sensibilidade auditiva se situa abaixo da média da amostra) e mais sensíveis (cujo nível de sensibilidade se situa acima da média amostral, sendo igual ou superior a 20) (ver quadro IV-24). No cenário com música mexida, a sensibilidade não influenciou de forma significativa o entusiasmo (t(83) = 0,244; p = 0,807), prazer (t(83) = -0,136; p = 0,892), o gosto/ preferência (t(83) = -0,824; p = 0,412), as intenções de compra (t(83) = -0,617; p = 0,539), avaliações (t(83) = -0,336; p = 0,738) ou recordações da arte (p > 0,05). Igual situação foi notória no cenário com música calma, onde os níveis de entusiasmo (t(79) = -0,094; p = 0,925), prazer (t(79) = -0,197; p = 0,844), gosto/preferência (t(79) = 0,139; p = 0,89), as intenções (t(79) = 0,412; p = 0,681), avaliações (t(79) = 0,049; p = 0,961) e as recordações (t(79) = -1,380; p = 0,172 e t(79) = -1,033; p = 0,305) não registaram diferenças significativas entre indivíduos mais e menos sensíveis.

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Para analisar a preferência musical enquanto possível moderadora do efeito da música na experiência da arte, foram comparadas perceções afetivas e as respostas à arte entre os indivíduos que fizeram uma apreciação negativa (inferior a 4, numa escala crescente de 6 itens) e positiva (igual ou superior a 4) da música, nos dois cenários aplicáveis (quadro IV-25). Conclui-se que, no cenário com música mexida, a preferência pela música não impactou significativamente o entusiasmo (t(80) = 0,698; p = 0,487), o prazer (t(80) = 0,877; p = 0,383), gosto/preferência (t(80) = 1,070; p = 0,288) ou as intenções (t(80) = 1,044; p = 0,3) dos participantes, nem a sua avaliação geral da experiência (t(57) = -0,826; p = 0,412), e nem mesmo a recordação da arte (p > 0,05). A situação oposta foi observada no cenário com música calma, no qual as preferências musicais parecem ter moderado as avaliações da arte: tanto os scores de entusiasmo (t(79) = 3,548; p = 0,001), de prazer (t (79) = 3,085; p = 0,003), de gosto/preferência (t(79) = 4,177; p = 0,001), como as intenções de compra (Z = -3,025; p = 0,002) e avaliações da experiência (Z = -3,768; p = 0) foram significativamente superiores entre participantes que mostraram uma maior preferência pela música ouvida. A recordação da arte observada (score “Recordo-me”) não parece ter sido influenciada pelo grau de preferência musical (Z = -2,170; p = 0,03) mas, no que respeita ao score de memória “Não me lembro”, no cenário música calma, as evidências atestam que as diferenças entre indivíduos que apreciaram e não apreciaram a música foram significativas (Z = -1,585; p = 0,113). Os hábitos de consumo de arte são também enquadrados nesta análise pelo potencial efeito moderador da influência da música na experiência da arte. Para testar tal teoria, as perceções afetivas e respostas à arte foram analisadas, numa primeira fase, em função da frequência de visitas, comparando-se os indivíduos que afirmaram visitar exposições “nunca” ou “raramente” (frequência reduzida) com os que afirmaram fazê-lo ou “às vezes” ou “regularmente” (frequência de visitas elevada) (ver quadro

IV-26). Para o cenário sem música, a frequência das visitas a exposições não desempenhou um papel

moderador da avaliação ou recordação da arte, dado que não se registaram diferenças estatisticamente relevantes entre participantes que reportaram menor e maior periodicidade de visitas (p > 0,05), exceto no que diz respeito à avaliação da experiência (Z = 3,179; p = 0,001). No cenário com música mexida, foram registadas diferenças entre os dois grupos, mas apenas em relação às dimensões entusiasmo (t(79) = 3,018; p = 0,003) e prazer (t(79) = 2,185; p = 0,032), sendo que, em média, os visitantes mais habituais avaliaram a arte como sendo mais estimulante (M = 2,9) e agradável (M = 2,7). No cenário música calma, foram visíveis diferenças significativas apenas em relação à dimensão prazer (t(64) = 2,449; p = 0,017) e à avaliação geral da experiência (t(78) = 2,064; p = 0,042), tendo sido novamente os visitantes mais habituais a registar os scores mais elevados (M = 2,6 e 3,6, respetivamente). De acordo com as evidências, na presença de música, as capacidades cognitivas (memória) dos indivíduos no que respeita ao processamento visual da arte não aparentam ser fortemente moderadas pelos seus hábitos de consumo ou visita a espaços de arte (p > 0,05).

Ainda em relação aos hábitos de consumo de arte, os efeitos da música foram analisados em função do grau de conhecimento das artistas, comparando-se as reações à arte entre os indivíduos que souberam

75 identificar corretamente pelo menos uma das duas artistas e os que não souberam identificar (ou não identificaram corretamente) nenhuma delas (quadro IV-27). Conclui-se, para o cenário sem música, que a familiaridade com as artistas não desempenhou um papel moderador das avaliações e perceções da arte, pois não se observam diferenças significativas entre os participantes que identificaram e não identificaram corretamente as artistas (p > 0,05). Não obstante, os reportes quanto à avaliação geral da experiência foram superiores (Z = -2,407; p = 0,016) entre os participantes familiarizados com estas artistas (M = 3,6), ainda que as diferenças ao nível da amostra tenham sido reduzidas. Por outro lado, na ausência de música, a familiaridade contribuiu positivamente para a sua recordação das obras antes vistas (t(44) = 2,715; p = 0,09), embora pareça não ter afetado de forma significativa a capacidade de identificação das obras não vistas (Z = 0,400; p = 0,689). No cenário música mexida, foram registadas diferenças substanciais entre os dois grupos em análise, designadamente nas dimensões entusiasmo (t(83) = 3,232; p = 0,002), prazer (t(76) = 3,401; p = 0,001) e gosto/preferência (t(78) = 3,201; p = 0,002), sendo que, em média, os participantes mais familiarizados com as artistas percecionaram a arte como mais estimulante (M = 2) e reportaram maior prazer (M = 2,8) e maiores preferências (M = 2,9). No cenário música calma, foram visíveis diferenças significativas na avaliação da arte mas apenas em relação à dimensão prazer (t(81) = 2,031; p = 0,046), tendo sido, mais uma vez, os participantes mais familiarizados com a arte a registar os scores mais elevados (M = 2,6). No que se refere aos scores de memória, verifica-se que, na presença de música, ao contrário do evidenciado na sua ausência, a maior familiaridade com as obras vistas não contribuiu significativamente para a sua recordação (p > 0,05). Em conclusão, na ausência de música, nem os hábitos de consumo de arte, nem a familiaridade dos participantes com a obra das artistas moderaram as suas perceções afetivas, não obstante, na presença de estímulos sonoros, os indivíduos mais conhecedores ou familiarizados com a arte reportaram níveis de entusiasmo (nos cenários música mexida e calma) e prazer (no cenário música mexida) superiores. A par das variáveis analisadas, situadas na esfera do consumidor, foi ainda equacionada (nas hipóteses H6.6 e H6.7) a possível influência do estilo artístico na interação entre ambiente, arte e consumidor Pelos resultados preliminares é possível afirmar que o estilo abstrato foi avaliado mais favoravelmente que o figurativo (ou, pelo menos, que os participantes percecionaram as obras abstratas de Vieira da Silva de forma mais favorável que as de Paula Rego), tendo a arte abstrata despoletado emoções mais intensas, traduzidas em estados de entusiasmo (estimulação) e prazer mais pronunciados, e reunido a maior preferência e as maiores intenções de compra dos participantes. Esta inferência, por seu turno, indicia que arte abstrata, por comparação com arte figurativa, poderá originar experiências de maior carga emocional, as quais podem, por seu turno, desencadear respostas mais favoráveis. Em termos cognitivos, porém, foi a arte figurativa (de Paula Rego) que motivou o maior número de julgamentos corretos de memória, não apenas específica, como também não específica. Porém, há que ter em conta que estes resultados podem não ser inteiramente generalizáveis, pois as obras de uma e de outra artista encerram particularidades artísticas muito próprias, que podem toldar a sua imparcial apreciação.

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Em adição, foi visível uma interação entre atmosfera sonora e estilo artístico. A ausência de música aparenta ser a condição sonora que mais favorece o desenvolvimento de emoções positivas associados à apreciação de arte, tanto figurativa, como abstrata. Em termos relativos, o estilo abstrato assume-se como mais adequado para ser apreciado numa atmosfera musical, sendo particularmente na presença de música mexida que se poderão despoletar os estados emocionais e as intenções mais favoráveis. Pelo contrário, a ausência de música é a condição que menos favorece a recordação da arte (de ambos os estilos analisados). Em termos relativos, arte figurativa é mais suscetível de ser melhor interiorizada e assimilada com música, particularmente calma, que arte abstrata. Apesar dos efeitos observados, as diferenças entre cenários nem sempre atingiram significância estatística. Assim, os resultados obtidos não permitem determinar, de forma conclusiva, qual o papel desempenhado pelo estilo artístico na relação entre a música e as respostas dos consumidores.

Complementarmente, é ainda proposto um possível efeito interativo entre música e arte, considerando o nível de congruência entre os dois estímulos. Maior congruência poderá facilitar o processamento do conteúdo artístico, gerando respostas afetivas, comportamentais e cognitivas menos pronunciadas, ao passo que a menor congruência poderá funcionar como catalisadora dos efeitos da presença de música na apreciação da arte. A este propósito, conclui-se que tal efeito é visível (na amostra) para as obras de Paula Rego, que foram avaliadas mais positivamente com música considerada incongruente com o seu conteúdo, mas não para as de Vieira da Silva, que foram melhor avaliadas com música congruente. Em síntese, a idade, ao contrário do género, parece ser um fator moderador da influência exercida pela música, mas não da influência exercida pela sua tipologia rítmica. Na condição música mexida, nem a sensibilidade, nem as preferências musicais explicam diferentes efeitos da atmosfera musical, contudo, na condição música calma, a preferência parece ter contribuído para avaliações mais favoráveis da arte. Foram ainda registados efeitos moderadores dos hábitos de consumo na avaliação da arte, num cenário marcado pela presença de estímulos musicais. Por sua vez, nem o papel moderador do estilo, nem o papel moderador da congruência entre música e arte foram empiricamente comprovados.