Kommunale planer
13.1 Kommuneplan
13.1.4 Kommuneplanens arealdel
Para tratamento dos dados relativos ao estudo I, foram inicialmente introduzidas na base de dados do SPSS um total de 114 variáveis, referentes ao número de itens medidos através do questionário. No decorrer do processo, novas variáveis foram criadas, a partir das já existentes. Tendo em conta o modo como se processou a operacionalização do estudo, optou-se por definir a variável “cenário” (relativa à condição em teste), recolhida por observação, em seis categorias iniciais: 1: ausência de música, subamostra jovem; 2: ausência de música, subamostra sénior; 3: música mexida, subamostra jovem; 4: música mexida, subamostra sénior; 5: música calma, subamostra jovem; 6: música calma, subamostra sénior. Posteriormente, para efeitos da análise comparativa, esta foi recodificada na nova variável (“atmosfera auditiva”), definida nas seguintes três categorias: 1: ausência de música; 2: presença de música mexida; 3: presença de música ambiente calma.
Foram criadas algumas variáveis diretamente ligadas à caracterização sociodemográfica da amostra: (i) a variável “idade”, que tendo sido obtida numa escala discreta, foi posteriormente recodificada numa variável nominal (“faixa etária”), sob as duas categorias 1: abaixo dos 30 anos e 2: acima dos 50 anos (não foi definida nenhuma categoria intermédia por se saber, à partida, que todos os participantes se enquadravam num destes grupos etários); (ii) a variável “género”, desde logo definida como variável binária (1: feminino e 2: masculino); e (iii) a variável “ocupação”, inicialmente definida como variável alfanumérica, mas posteriormente recodificada numa variável nominal, segundo as categorias ocupacionais de maior frequência na amostra: 1: estudante; 2: professor/a; 3: trabalhador/a da função pública; 4: bancário/a; 5: técnico/a administrativo/a e 6: outra ocupação / não respondeu. Foi ainda criada uma quarta variável associada à secção introdutória do questionário, relativa à “frequência de visitas a exposições de arte” (funcionando como variável de controlo), a qual se encontrava definida pelas categorias 1: nunca, 2: raramente, 3: às vezes e 4: regularmente.
Atendendo a que o modelo de questionário continha, na sua primeira secção, quatro questões sobre cada uma das 16 obras de arte usadas como estímulo visual (ou seja, um total de 64 sub-questões), para efetuar o tratamento dos dados relativos às perceções e avaliações das obras pelos participantes optou-se por criar, num primeiro momento, uma variável referente a cada uma dessas 64 sub-questões. Tais variáveis, apresentando natureza ordinal (visto serem medidas numa escala de Likert de 5 itens), foram definidas e categorizadas da seguinte forma: “Quão estimulante é a obra nº 1, 2,…, 16?” (de 1, nada estimulante a 5, muito estimulante); “Qual o nível de prazer proporcionado pela obra nº 1, 2,…, 16?” (de 1, nenhum prazer a 5, muito prazer”); “Em que medida é apreciada a obra nº 1, 2,…, 16?” (de 1, nada a 5, muito); e “Estaria interessado em adquirir/possuir a obra nº 1, 2,…, 16?” (de 1, nada interessado a 5, muito interessado). Apesar de serem tradicionalmente classificadas como qualitativas, é usual tratar os valores numéricos associados a variáveis medidas numa escala de Likert como tendo sido obtidos por uma escala métrica, o que as torna suscetíveis de ser alvo da aplicação das estatísticas apropriadas às variáveis quantitativas (Guimarães e Cabral, 2010).
167 Numa fase posterior, numa tentativa de sintetizar, para efeitos de análise, a apreciação afetiva das obras numa só dimensão (na forma de um score médio final), foram criadas quatro novas variáveis, a partir das 64 iniciais: a variável “entusiasmo”, que consiste no score global dessa dimensão (ou seja, na média do valor das 16 variáveis relativas à apreciação das obras para a questão 1); a variável “prazer”, que consiste no score global dessa dimensão (média do valor das 16 variáveis relativas à questão 2); a variável “gosto/preferência”, que consiste no score global dessa dimensão (média do valor das 16 variáveis relativas à questão 3); e a variável “intenções de compra”, que consiste no score global dessa dimensão (média do valor das 16 variáveis relativas à questão 4). Tais variáveis traduziam, respetivamente, o estado geral de entusiasmo e de prazer dos participantes, bem como o seu gosto/preferência e ainda as suas potenciais intenções de compra em relação às obras vistas, quatro constructos que funcionam como variáveis dependentes no modelo testado.
Porém, tão importante como obter uma medida global para cada dimensão da avaliação, era obter uma medida parcial para cada uma das artistas cujas obras foram sujeitas à apreciação da amostra, de modo a ser possível analisar o efeito do estilo artístico na relação entre música e perceções da arte. Assim, foram criadas oito novas variáveis, representativas do score médio das dimensões já mencionadas, em relação às obras figurativas de Paula Rego e às obras mais abstratas (de Vieira da Silva).
Foi ainda criada a variável ordinal “impressão geral quanto à experiência de visualização das obras” (medida numa escala de 1, muito negativa, a 6, muito positiva), bem como um novo leque de variáveis de controlo, todas de natureza nominal, a saber: (i) “reconhecimento das artistas” (tendo em conta as categorias 1: não; 2: reconheço uma delas; 3: reconheço ambas); (ii) “identificação dos artistas” e (iii) “caracterização do seu estilo artístico” (1: totalmente opostos; 2: com traços em comum; 3: muito parecidos). Inicialmente, a variável “identificação dos artistas”, associada a uma pergunta de resposta aberta, foi definida como alfanumérica, de modo a não influenciar as respostas. Porém, numa fase seguinte, esta foi recodificada numa nova variável, “conhecimento das artistas”, tendo por base as seguintes categorias: 1: Paula Rego (na qual foram englobadas todas as respostas em que esta artista foi mencionada); 2: Vieira da Silva (na qual foram englobadas todas as respostas em que a artista foram mencionada); 3: Paula Rego e Vieira da Silva (na qual foram englobadas as respostas em que ambas as artista foram mencionadas) e 4: não identificou / identificou incorretamente.
Relativas à componente do estímulo sonoro, foram criadas duas variáveis (recolhidas apenas para os cenários caracterizados pela presença de música): (i) “perceção quanto à presença de música”, variável nominal definida nas categorias 1: não dei conta; 2: apercebi-me mas achei incómoda; 3: apercebi-me e achei agradável; e (ii) “opinião pessoal relativamente à música escolhida, variável ordinal, medida numa escala de Likert de 6 itens (de 1, não gostei nada a 6, gostei muito). A primeira traduzia a opinião dos participantes quanto ao ambiente sonoro no qual apreciaram as obras, e a segunda foi usada essencialmente como fator de controlo, no propósito de averiguar se a preferência pela música influenciava as perceções da arte.
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Por fim, associadas à última secção do questionário de suporte à fase inicial do experimento, foram criadas cinco variáveis ordinais, definidas na mesma escala de Likert de 6 itens (de 1, discordo totalmente a 6, concordo totalmente). Estas variáveis correspondiam a cada um dos itens com base nos quais se procurou medir a sensibilidade auditiva dos participantes: “sou sensível ao ruido”, “é difícil para mim relaxar num local barulhento”, "costumo enervar-me com as pessoas que, por fazerem barulho, me impedem de adormecer ou realizar as minhas tarefas", "fico incomodado quando os meus vizinhos fazem barulho" e ainda "habituo-me facilmente aos diferentes ruídos que me rodeiam". Posteriormente, para efeitos de análise, foi criada uma nova variável – “nível de sensibilidade auditiva” – correspondente ao score conjunto (isto é, ao somatório) do valor das cinco variáveis referidas6. Para maior controlo, foi ainda introduzida a variável ordinal “não tenho problemas de audição”, definida na mesma escala de 6 itens (de 1, discordo totalmente a 6, concordo totalmente). Relativamente à segunda fase, foram criadas 32 variáveis, associadas a cada uma das imagens sobre as quais os participantes se tiveram de pronunciar no teste de memória. Tais variáveis, equivalentes entre si em termos da sua natureza, apresentavam caráter nominal, estando definidas pelas três categorias de resposta existentes (1: recordo-me perfeitamente; 2: é-me familiar; 3: não me lembro de todo). A partir destas 32 variáveis iniciais, foram criadas 18 variáveis intermédias, contabilizando, caso a caso, o número de respostas corretas e incorretas, para cada uma das três categorias (contabilização que foi feita em termos globais, mas também segregada por artista). Posteriormente, para efeitos de análise, numa tentativa de sintetizar a recordação da arte numa só dimensão, foram criadas nove variáveis adicionais, definidas na forma de scores médios correspondentes a cada uma das três categorias (score “Recordo-me”, “Familiar”, “Não me lembro”), em que a proporção de respostas corretas para cada obra, corrigida pela proporção de respostas incorretas, foi somada à das restantes obras, tanto para o total, como para as 16 obras de cada artista.
6 Tal como definido por Weinstein (1978). A este propósito, de referir que, para calcular o score de sensibilidade
auditiva, os valores tomados pela variável “habituo-me facilmente aos diferentes ruídos que me rodeiam” foram contabilizados tendo por base uma escala inversa.
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