DEL 1 – SOFT WAR: EN «ARGUMENTASJONSKRIG»
3 KINAS BRUK OG MISBRUK AV FOLKERETTEN
3.3 Statenes forhold til folkeretten
3.3.2 Statenes forhold til det rettslige tolkningsrommet
As proteínas plasmáticas estão distribuídas, variavelmente, entre o espaço intravascular e o extravascular, e são sintetizadas no fígado (exceto imunoglobulinas e
73 algumas hormonas proteicas). A sua concentração depende sobretudo da síntese, distribuição extracelular e da depuração plasmática renal (clearance). A albumina é a proteína em maior concentração sérica e constitui a maior parte das proteínas totais urinárias, em parte devido ao seu tamanho. Isto porque, durante a filtração glomerular só as proteínas de baixo peso molecular (menores que a albumina) passam livremente, sendo a maioria reabsorvidas, posteriormente, pelo o túbulo proximal. Enquanto as proteínas de elevado peso molecular não são filtradas. Desta forma, as proteínas totais plasmáticas (proteinémia) são sobretudo afetadas pela função hepática, função renal, alterações fisiológicas (alterações de volémia) e por alterações nutricionais e metabólicas (Burtis C.
et al., 2015).
A determinação quantitativa da proteinémia (Advia® 2400) baseia-se no método de Weichselbaum, o qual utiliza o reagente de biureto (sulfato de cobre (CuSO4) numa
solução alcalina). O método é pouco sensível, no entanto é suficiente para esta determinação, pois a concentração proteica é elevada. Durante a reação as ligações peptídeas reagem com os iões de cobre em meio alcalino, formando um produto de cor púrpura (complexo Cu-Proteína - medido (reação a ponto final) a 545 nm) segundo a seguinte equação (Bula Proteína total II, 2015):
Proteína + CuSO4 →(OH-)→ Complexo Cu-proteína
A eletroforese de proteínas (Capillarys) origina 6 diferentes frações proteicas (tabela 24) numa amostra de soro fresco, caso contrário só é obtido 5 frações proteicas. Um dos fatores que interfere, significativamente, com a análise das proteínas plasmáticas é a resposta de fase aguda (conjunto de alterações que ocorrem em reações não específicas, como a infeção, lesão tecidual e processos inflamatórios), a qual provoca a elevação das proteínas de fase aguda, nomeadamente α1-antiripsina, α1-glicoproteína, haptoglobina, ceruloplasmina, complemento C4 e C3, fibrinogénio e proteína C reativa (a albumina e transferrina, diminuem) (Burtis C. et al., 2015). A tabela 24 contém cada uma das proteínas plasmáticas e as suas respetivas frações, assim como as principais situações que provocam a alteração das suas concentrações plasmáticas.
74 Tabela 24: Proteínas plasmáticas e as suas respetivas frações (Burtis C. et al., 2015).
(continua)
Região
eletroforética Proteína
Semi-
vida Comentários Significado Clínico
Albumina Pré-albumina 48 horas Ligação com a retinol-binding protein (transporte de Vit. A) e transporte de hormonas tiroideias
Marcador do estado nutricional
Albumina 15-19 dias Manutenção da pressão osmótica e transporte (bilirrubina, ácidos gordos …) Hiperalbuminémia: desidratação aguda ou evaporação da amostra Hipoalbuminémia: situações inflamatórias, doença hepática, analbuminémia, aumento da excreção (doenças renais e gastrointestinais), deficiências nutricionais e em situações fisiológicas (gravidez) α1 α1 - Antitripsina 5 dias Atividade antiproteásica (inibidora da elastase e tripsina)
Elevada: situações inflamatórias, estrogénios
Diminuída: doença genética e doença hepática (cirrose e carcinoma) α - Fetoproteina 3-6 dias Principal proteína fetal
Marcador tumoral (carcinoma pancreático e hepatocelular) α1 - Glicoproteína 5 dias Ligação a hormonas esteroides
Elevada: doenças inflamatórias, neoplasias malignas e
corticosteroides Diminuída: estrogénios (contraceção e gravidez), lesão hepática severa e aumento da excreção urinária (síndrome nefrótico)
α2
Haptoglobina 2 dias Ligação à hemoglobina
Elevada: glucocorticosteroides, síndrome nefrótico, estados inflamatórios e neoplasias Diminuída: obstrução biliar, gravidez, hemólise intravascular e deficiência genética
α2 -
Macroglobulina 5 dias
Atividade antiproteásica
Elevada: síntese aumentada, estrogénios, síndrome nefrótico Diminuída: pancreatite aguda e carcinoma da próstata
Ceruloplasmina 4-5 dias
Oxidação do ferro ao estado férrico
Elevada: fase aguda, estrogénios, estados inflamatórios agudos Diminuída: doença hepática grave, défice de Cu2+ (deficiência
nutricional ou absortiva); doença de Wilson
β1
Transferrina 7 dias Transporte de ferro
Elevada: anemia (deficiência de ferro) e estrogénios
Diminuída: inflamação, doença hepática crónica, síndroma nefrótico, défice nutritivo e doença genética β1- Lipoproteína 3 dias Lipoproteína de baixa densidade (LDL)
Elevada: em todas as situações em que as LDL estejam aumentadas
75 Tabela 24: Proteínas plasmáticas e as suas respetivas frações (Burtis C. et al., 2015).
(continuação) Complemento C4 2-3 dias Fator do sistema do complemento
Elevado: situações inflamatórias Diminuído: doenças autoimunes e deficiência genética β2 Complemento C3 2-3 dias Fator do sistema do complemento
Elevada: situações inflamatórias Diminuída: doenças autoimunes e doença genética β2 - Microglobulina 2-5 horas Existente à superfície celular (composto do sistema HLA)
Elevada: falência renal, inflamação e neoplasias
Fronteira
β -γ Fibrinogénio 4 dias coagulo de fibrina Formação do
Elevado: doença cardiovascular, trombose, infeções e inflamações agudas
Diminuído: insuficiência hepática grave desregulação da coagulação (hemorragia excessiva)
γ
IgA 6 dias Maior anticorpo secretório
Hipergamaglobulinémia: banda difusa (predominância da IgG) ocorre em doenças autoimunes, doença hepatocelular e infeções; não difusa ocorre em infeções virais e cirrose biliar primaria (IgM), cirrose portal (IgG e IgA), hepatite crónica ativa (IgG e IgM), paraprotenémias (mieloma múltiplo (IgA ou IgG) e macroglobulinemia de Waldenstron (IgM))
Hipogamaglobulinémia: doenças hematológicas malignas, doença genética e síndrome nefrótico
IgG 24
dias
Anticorpo mais abundante
IgM 5 dias Anticorpo da resposta primária Proteína C reativa 20 horas Defesa não específica e ligação fosfolipídica
Elevada em situações inflamatórias e infeciosas stress, trauma, cirurgia, pós enfarte do miocárdio
A realização da eletroforese implica a determinação previa das proteínas totais de forma a obtermos o valor absoluto da sua concentração. Para esta análise é recomendável a utilização de uma amostra de soro, pois não contém fibrinogénio (ao contrário do plasma). O fibrinogénio migra na fração β2 e a sua presença pode levar ao aumento desta fração através da sobreposição e, desta forma, pode mascarar o aumento de uma banda monoclonal ou da respetiva fração, interferindo na análise do resultado. Já análise de soros com algum tempo não é recomendável, devido à ocorrência de deterioração do complemento C3, o que pode levar à redução ou distorção da fração β2 (Bula Capillarys
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