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7. FINDINGS AND ANALYSIS

7.5 D ISCUSSION OF R ESULTS

7.5.1 Standard Leverage Regressions

coluna Objeto de crítica Assunto abordado Autores e/ou artistas citados/destacados destaques feitos pelo Obras citadas e crítico

Posicionamentos tomados pelo crítico

“Cara de um, focinho de outro” (07/08/2010) “Ficando para Trás”, coletânea de ensaios sobre o desenvolvimento sustentável, organizada

por Francis Fukuyama

O uso do modo descritivo por parte dos ensaístas para conduzir os textos que falam das

diferenças entre o desenvolvimento dos

Estados Unidos e da América Latina

Cineasta dinamarquês Lars Von Trier e pensador venezuelano

Simón Rodríguez

Filmes Dogville e

Manderlay (Von Trier);

"Consenso de Washington", conjunto de medidas econômicas que visam a equalização econômica dos países em desenvolvimento Elogia o modo descritivo de argumentação dos ensaios, mas afirma que eles deveriam contrastar

o modelo de desenvolvimento norte-

americano com os da América Latina, sem a

afirmação de um modelo de desenvolvimento superior “Lawrence na pele de ensaísta” (21/08/2010)

“O livro luminoso da vida”, reunião de

ensaios de D. H. Lawrence

O estilo ensaístico de D. H. Lawrence

Críticos Gilles Deleuze, Félix Guatari e Jeff Wallace; destaca as análise de Nathaniel Hawthorne e de Walt

Whitman feitas por Lawrence

Livro Crítica e Clínica (Deleuze); A letra

escarlate (Hawthorne) e Folhas da Relva (Walt

Whitman); fotos de Robert Mapplethorpe; filmes de Quentin Tarantino Elogia o estilo de Lawrence, considerando que sua função enquanto crítico

é a de avaliar a narrativa de forma a livrá-la das aspirações

do autor “Sacola com dentes de

ouro” (04/09/2010)

“Léjos de Dónde”, romance de Edgardo

Cozarinsky

O drama humano retratado pela trajetória

da protagonista Taube Fischbein e análise do papel dos filhos da

personagem no romance

Fotógrafo ucraniano Yevgueni Khaldei, que Silviano cuja história é

considerada uma intervenção metafórica no romance A Bandeira Vermelha Sobre a Reichstag, famosa fotografia de Khaldei, símbolo do fim da Segunda Guerra

Mundial

Afirma que quando os acontecimentos históricos tornam-se objeto de estudo, os dramas humanos individuais são desconsiderados.

Assim, sustenta que o romance intervém na história do holocausto, destacando a trajetória de uma de suas personagens “Londres, capital do século 18” (18/09/2010)

“When London was the Capital of America”,

não-ficção de Julie Flavell

A vida dos antigos colonos americanos do

século XVIII que escolhiam viver em Londres e como seus

escravos tomavam consciência de sua independência no meio

urbano

Sir. John Fielding, magistrado inglês que

explicava como os negros da época se inseriam na sociedade

Não há De uma forma geral,

reitera o posicionamento da autora, descrevendo o processo pelo qual os escravos tomavam consciência social até o não-reconhecimento da escravidão pelas leis

inglesas “Sol da meia-noite”

(02/10/2010)

“Poeta Poente”, coleção de poemas de Affonso

Ávila

Poetas e poemas que têm como inspiração principal o Sol e como eles se apropriam dele como metáfora para

seus temas

Poetas que considera "poentes" (que se inspiram no Sol): Paul Valéry, João Cabral de Melo Neto e Carlos

Drummond de Andrade; cineasta português Manoel de Oliveira Poemas Cemitério Marinho (Valéry), Cemitério de São Lourenço da Mata

(Melo Neto), Morte do

Leiteiro (Drummond);

filme Um filme falado (Oliveira)

Considera que os poetas poentes tem por objetivo expressarem-se

no tempo presente, o que coloca como "tempo do enquanto". Não chega a sustentar um posicionamento definitivo sobre a obra “Debandada global no

cinema” (16/10/2010)

“Cinema, Globalização e Interculturalidade”,

coleção de ensaios organizada por Andrea Faria e Denílson Lopes

Processo de multiculturalização do

cinema, não mais produzido somente na

Europa e nos Estados Unidos

Críticos de cinema franceses Geroges Sadoul e André Bazin,

cineasta brasileiro Glauber Rocha e cineasta francesa Claire

Denis Livro História do Cinema Mundial (Sadoul) e manifesto cinematográfico Uma Estética da Fome (Rocha) Não se prende a um posicionamento específico. Destaca-se

sua reflexão sobre o fato de os novos cineastas dividirem-se

entre o sucesso de mercado e a expressão

artística, afirmando que a marginalidade no cinema facilita a liberdade artística “Primeira pessoa do singular” (30/10/2010) “The education of a british protected child”,

coleção de ensaios autobiográficos do romancista Chinua Achebe A hisrtória do autor Chinua Achebe, instrumento usado para abordar como os povos colonizados têm sua

linguagem e cultura submetidas a dos colonizadores e como

Achebe busca o equilíbrio entre sua

língua e a Língua Inglesa

Romancista José de Alencar; Padre José de

Anchieta; filósofo francês Albert Camus

Romance Iracema (Alencar); livro Arte da

Gramática da Língua Mais Usada na Costa do Brasil (Anchieta) e O Primeiro Homem

(Camus)

Destaca a forma como Achebe busca o equilíbrio entre a língua

inglesa e a ibo, idioma nativo. Por meio desse recurso, analisa como

sua visão acerca da colonização evita ser unilateral, dramatizada

ou espetacularizada “Caos e classicismo

(1918-1936)” (13/11/2010)

A ideia da tese “Espirit de corps: the art of the Parisian Avant-G arde and the First World War, 1914-1925”, de Kenneth E. Silver, e a exposição “Chaos &

Classicism”, sob curadoria de Silver, no Museu Guggenheim de Nova Iorque. O movimento, iniciado no pós Primeira Guerra Mundial, de retorno aos

ideais artísticos clássicos, que se opunham às vanguardas modernistas Pintor surrealista italiano Giorgio de Chirico e pintor cubista

francês Amédée Ozenfant Ensaios Retorno ao Ofício (Chirico) e Depois do Cubismo (Ozenfant); Vanguarda Europeia e Modernismo Brasileiro, livro que

compila os manifestos modernistas brasileiros

Concentra-se na explicação dos pensamentos de Chirico

e Ozenfant nos ensaios destacados. Ao final, comenta a influência que essas ideias tiveram

em Mário de Andrade e que isso seria uma oportunidade de serem

renovados os estudos sobre as vanguardas

brasileiras “O mundo é alvo do

olho” (27/11/2010

“The Rey Chow Reader”, coletânea de ensaios de Rey Chow, organizado por Paul

Análise feita pela autora dos lançamentos

das bombas de Hiroshima e Nagasaki Compara a "força intelectual" da autora à de José Guilherme Merquior e suas Destaca os ensaios A

era da arma mundial e Lições em legitimação

cultural (Chow) e

Elogia a autora enquanto ensaísta e a

forma como ela estrutura sua ideia,

Bowman sob o ponto de vista dos conceitos de visualidade e

visibilidade

reflexões às do filósofo

francês Paul Virilo Guerra e Cinema (Virilo)

detendo-se à descrição se sua linha de pensamento “Elogio da poesia de Rui Knopfli” (11/12/2010) A poesia do moçambicano Rui Knopfli (nenhum livro

específico)

Como a Língua Portuguesa se reflete na

produção literária dos países lusófonos, no caso, como Knopfli se

utiliza da língua para manifestar a cultura moçambicana Manuel Bandeira e Carlos Drummond de Andrade, considerados seus inspiradores no uso da língua, e o argentino Jorge Luis

Borges

Romances do autor O

Escriba Acocorado e O País dos Outros; Ensaio El Escritor Argentino y la Tradición(Borges) Concentra-se na análise de como a poesia de Knopfli combina a tradição literária europeia e brasileira com a literatura de Moçambique. Elogia esse recurso encontrado

pelo autor “Apreender o clima de apreensão” (08/01/2011) "Blanco Nocturno", romance de Ricardo Piglia Santiago relaciona o enredo da obra - a chegada de um forasteiro a uma comunidade rural dos pampas nos anos 1970,

o que altera a visão do que é comum aos moradores do lugar - à modernização industrial

que chegava às regiões do terceiro mundo na época. Manuel Puig, romancista argentino. O Beijo da Mulher Aranha, romance de Puig. Santiago estabelece uma relação entre a expressão "Branco Noturno", título do

romance, à modernização pela qual

os países latinos - no caso a Argentina - passaram nos anos 1970. Considera ser um

"branco" por ser um fenômeno incompreensível, confuso. Atribuí a esse

processo de modernização (representado pelo forasteiro) a apreensão

do romance. “Liberdade interior” "Diário de Luto", livro A assimilação por parte Romancista francês Filme Pérfida (Wyler). O foco principal está no

(22/01/2011) de reflexões de Roland Barthes

de Barthes da morte de sua mãe por meio das reflexões contidas no livro. Não só reflete

sobre a morte, mas sobre sua relação com a

mãe.

Georges Bernamos; jornalista e literato cubano Severo Sarduy; escritor francês Marcel

Proust; cineasta William Wyler e atriz

Bete Davis.

processo de luto de Barthes. Inicialmente, o

sofrimento pela morte da mãe, passando pela

reflexão sobre seu próprio luto - do qual

Santiago destaca a reflexão acerca das palavras luto e pesar -, chegando a consciência

de que consegue viver sem a mãe e retomar suas atividades, apesar

de ter receio disso incialmente. “Todas as nações de 2666” (05/02/2011) "2666", romance de Roberto Bolaño A composição da narrativa da obra, baseada na biografia/trajetória dos personagens e na composição temporal linear da obra.

Romancistas Jorge Luis Borges, Enrique Vila-

Matas, Daniel Defoe, Laurence Sterne, B.

Traven, Honoré de Balzac e Gustave Flaubert; cineastas John

Huston e Erich von Stroheim.

Filmes O Tesouro de

Sierra Madre (Huston)

e Greed (von Stroheim); livro Educação Sentimental (Flaubert) Santiago dedica-se a esmiuçar a temporalidade da obra, determinada pelos personagens. Mesmo dedicando espaço as suas histórias pessoais, o tempo geral da obra é linear, que Santiago relaciona à literatura realista, como a de

Gustave Flaubert. “As viagens de Camilo

Pessanha” (19/02/2011)

"Clepsidra", compilação de poemas

de Camilo Pessanha.

A relação entre a poesia de Pessanha e o fato do

poeta estar longe de Portugal - sua terra

natal -, como isso influencia em sua

O romano Cícero; poetas Fernando

Pessoa, Charles Baudelaire, Luís de Camões; Jorge de Sena,

Ezra Pound, Augusto e

Discussões Tusculanas

(Cícero); The Chinese

Written Character as a Medium for Poetry

(Fenollosa).

Destaca os efeitos que a ausência de Portugal na vida de Pessanha causa

- o vício no ópio - e classifica isso como uma exacerbação de

poesia. Haroldo de Campos, Rui Knopfli e Tao Li; o

biógrafo de Pessanha, Antônio Dias Miguel, o

sinólogo Ernest Fenollosa.

vícios sustentados em Portugal, como o do álcool. Considera que o

ópio dava à Pessanha uma "segunda existência", já que sua

primeira estava em Portugal. Também destaca a experiência

do poeta em traduzir poesia chinesa, cujas

características influenciaram na poesia de Pessanha. “Genet e o enigma da criação” (05/03/2011) "L'Atelier d'Alberto Giacometti", livro em

que o romancista Jean Genet narra seus encontros com o escultor Alberto

Giacometti.

Reflexão sobre a criação artística de Giacometti por meio dos laços de amizade de

Genet com o artista.

Poetas Mário de Andrade, Carlos Drummond de Andrade; escritor Andre

Breton; filósofo Jean- Paul Sartre.

Carlos e Mário (reúne

cartas entre Andrade e Drummond); Amour

Fou (Breton, narra seus

encontros também com Giacometti).

Ressalta a importância da obra para a crítica de arte, assim como Carlos

e Mário é importante à

crítica literária. Explora a ótica de Genet acerca da criação artística de

Giacometti, que é marcada por sua

solidão. “Revoada de Vaga

Lumes” (19/03/2011)

"Sobrevivência de Vaga-Lumes", do filósofo Georges Didi-

Huberman.

Reflexão filosófica sobre a arte e valores

artísticos - como a modernidade tardia traz

consequências para a produção artística.

Escritores Guimarães Rosa, Georges Bataille

e Charlotte Beradt; poeta René Char; Filósofos Giorgio Agamben e Walter Benjamin; cineasta Pier

Paulo Pasolini.

Conto As Margens da

Alegria (Rosa).

Destaca que Huberman se inspira nos escritos

de Pasolini em seu conceito de "saber vaga-lume". No caso,

Pasolini afirma que, após a repressão do campo artístico pelo

Mussolini, instalou-se um estado de "genocídio cultural", que é interpretado como

a consolidação da indústria cultural no pós-guerra. “Jovens autores em espanhol” (02/04/2011) "Los Mejores Narradores Jóvenes en Español", coletânea de

contos publicados pela revista Granta.

Os novos nomes da literatura hispânica, seu

estilo literário e o fato de que ela não se reduz

mais aos limites dos países.

Romancistas Gabriel García Marquez, Julio

Cortázar e Mario Vargas Llosa; Agentes

literárias Carmen Balcells, Ugné Karvalis

e Haydée Santamaría; Cineasta Pedro Almodóvar; historiador Brito Broca; alguns dos

autores reunidos na obra: Lucía Puenzo, Pola Oloixarac, André

Neuman, Oliverio Coelho, Sonia Hernández, Patricio Pron, Rodrigo Hasbún, Samantha Schweblin e

Javier Montes.

Filme Maus Hábitos (Almodóvar); Livro Vida Literária no Brasil

- 1900 (Broca); contos: Cohiba (Puenzo), Condiciones para la Revolución (Oloixarac), Un Infierno Propio (Neuman), Un Hombre Llamado Lobo (Coelho), De la Puerta

y los Seres Extraños

(Hernández), Unas

Cuantas Palavras sobre el Ciclo de las Ramas

(Pron), El Lugar de las

Perdidas (Hasbún), Olingires (Schweblin) e

La Vida de Hotel

(Montes).

Santiago enfatiza a questão de que a nova

literatura hispânica supera as fronteiras dos

países e, em geral, relaciona essa nova literatura aos autores

latino-americanos tradicionais, recorrendo a temas como a memória do passado, revoluções populares, realismo fantástico e criação literária. Considera isso uma inovação positiva e sugere que a literatura

brasileira sente certa inveja. “Morte e vida do autor”

(16/04/2011)

"Derrida", biografia de Jacques Derrida escrita por Benoît Peeters.

O pensamento descontrutivista de Derrida e a reflexão sobre sua biografia sob

esse ponto de vista.

Os filósofos Bernard Pautrat (seguidor de Derrida), Jean-Jacques Rousseau, Friederich Nietzsche, Hegel, Revista Magazine

Littéraire; livro Eu, Pierre Rivièrre, que degolei minha mãe, minha irmã e meu

O crítico parte de uma explicação da teoria de Derrida, que desvincula a palavra do autor de sua obra escrita, para

Heidegger e Michel Foucault; o crítico literário desconstrutivista Paul de Man; o antropólogo Claude Lévi-Strauss e o psicanalista Jacques Lacan.

irmão (Foucault). refletir sobre a biografia de Derrida e seu

interesse por autobiografias, justificado pelo fato de serem obras nas quais o autor faz exatamente a união entre sua palavra falada - sua própria vida

- e sua palavra escrita. “Mathieu e seus dois

pais” (30/04/2011)

"Ce Qu'aimer Veut

Dire", autobiografia do romancista Mathieu Lindon. Estilo literário de Mathieu, que se aproxima do estilo

direto dos autores franceses do pós-1970, e o relacionamento dele

com Foucault.

Pai de Mathieu e fundador das Editions

Minuit, Jérôme

Lindom; Michel Foucault; Machado de Assis; o crítico Jérôme Garcin; Simone de Beauvoir; a romancista

Julia Kristeva e os cineastas jean Vigo e

Luchino Visconti.

Revista Nouvel

Observateur (na qual

Garcin é crítico); livro

Les Mandarins

(Beauvoir); filmes Zero

em Comportamento

(Vigo) e Violência e

Paixão (Visconti).

Santiago considera que a obra se distancia do

romance clássico francês, por ter um estilo direto. Segundo

ele, é marcado pela indiscrição no retrato dos sentimentos, principalmente na descrição de seu relacionamento com Michel Foucault. “A filosofia pop em

questão” (14/05/2011)

"Pop Philosophie", compilação de entrevistas do filósofo

Mehdi Belhaj Kacem concedidas a Philippe

Nassif.

O imediatismo do pensamento considerado pop e a retomada pelo autor da

"palavra viva", proferida pelo filósofo

em pessoa.

Filósofos Gilles Deleuze, Jacques Derrida, Alain Badiou,

Henri Bergson e o psicanalista Sigmund

Freud.

O filme Duro de Matar. Retoma a ideia de Derrida que opõe a palavra falada à escrita,

afirmando que Kacem retoma a palavra falada

em seus seminários. Também reflete sobre o

pensamento pop imediatista. “Alquimia poética e utopia” (28/05/2011) "Primeiro Cadernos do Alumno de Poesia A descoberta da linguagem popular Poetas Fernando Pessoa, Manuel

Livro Cahier d'Un

Retour au Pays Natal

Santiago aborda a valorização da cultura

Oswald de Andrade", livro de poemas de Oswald de Andrade. pelos modernistas e a valorização dela. Bandeira e Carlos Drummond de Andrade; poeta martinicano Aimé Césarie; autora Heloísa

Ramos. (Césarie); poemas Pronominais (O. Andrade), Evocação do Recife (Bandeira) e Infância (Drummond); texto Pontuação e Poesia (Drummond) e a

obra didática Por Uma

Vida Melhor (Ramos,

que gerou polêmica em 2011 ao trazer a afirmação que a linguagem popular,

gramaticalmente incorreta, não pode ser

considerada errada).

oral por meio de exemplos de escritores

do modernismo brasileiro. Por fim, evidencia sua crítica à polêmica em torno do

conteúdo do livro didático Por Uma Vida

Melhor.

“Bacon, vida de artista” (11/06/2011)

Entrevistas concedidas pelo pintor Francis

Bacon a Michel Archimbaud, publicadas em 1996 pela editora Gallimard.

Não é uma crítica literária. Santiago aborda os principais temas da entrevista de forma a compor um perfil do artista. Não há referências feitas por Santiago, pois

ele apenas relata trechos das entrevistas.

Não há. Santiago não chega a

assumir reflexões ou posicionamentos acerca

das entrevistas. Apenas destaca alguns trechos

principais. “A terceira idade do

cientista” (25/06/2011) "L'Anthropologie Face Aux Problèmes du Monde Moderne", conferências de Claude Lévi-Strauss proferidas no Japão em 1986 Os recursos de argumentação usados por Lévi-Strauss, a exposição de seus métodos, e a temática do desenvolvimento e subdesenvolvimento.

Sigmund Freud, Karl Marx, o intelectual

sueco Emanuel Swedenborg, Jean- Jacques Rousseau e Charles Baudelaire.

Obra Tristes Trópicos (Lévi-Strauss), soneto Correspondências (Baudelaire). O crítico esmiúça e elogia a técnica argumentativa de Lévi- Strauss, chamada "relação de simetria". A

partir disso, aborda questões acerca do desenvolvimento e subdesenvolvimento. “Os caninos de animal

predador” (09/07/2011)

"Entre Parênteses", coletânea de críticas

O sucesso da crítica de Bolaño, seu estilo direto

Oswald de Andrade, os críticos Otto Maria

Compilação de artigos

Ponta de Lança

Questiona o sucesso das críticas de Bolaño,

literárias de Roberto Bolaño. e a questão da crise literária contemporânea. Carpeaux e Haroldo de Campos, Murilo Mendes e alguns dos

autores-objetos das críticas de Bolaño: Roberto Arlt, Ricardo

Piglia, Oswaldo Soriano, Oswaldo Lamborghini, Nicanor Parra, Alonso de Ercilla

e Rubén Dario.

(Oswald de Andrade). considerando que a literatura passa por um

período de "crise dos leitores". Assim, reflete

sobre o perfil do leitor dessas críticas - não é passivo a elas - e afirma

que elas têm um estilo ácido e direto. “A comida da arte e da

ciência” (23/07/2011)

"Antropofagia y

Cultura", obra baseada

na tese do etnógrafo Alfred Métraux. O Manifesto Antropófago de Oswald de Andrade - e sua repercussão em outros estudos - e a temática das culturas originais e

"empréstimos culturais". Oswald de Andrade, o sociólogo Florestan Fernandes, o editor Georges Bataille e o antropólogo Marcel Mauss. As teses A organização

Social dos Tupinambás, Função Social da Guerra na Sociedade Tupinambá e A Integração do Negro na Sociedade de Classes (F. Fernandes); a revista

Documents (na qual

Bataille é editor); a missão antropológica Dakar-Djibouti e o museu etnográfico de Paris Musée de l'Homme. Santiago aborda a questão da ruptura com

o eurocentrismo cultural por meio do Manifesto Antropófago e pesiquisas correlatas a

5.2 Análise quantitativa das críticas feitas por Sérgio Augusto