4.1 Å LEVE I BEREDSKAP
4.1.1 Spiseforstyrrelsens makt
O transporte individual é tido como símbolo de liberdade e de afirmação de personalidade, conforme Pelletier e Delfante (2000). O autor afirma que o transporte motorizado é dominante nos países ricos, salvo alguns países ocidentais com topografia plana, que conserva a circulação de bicicletas, como Países Baixos, Bélgica e Dinamarca.
No Brasil, país em desenvolvimento, a matriz de transporte rodoviário é fundamental para a economia e para o transporte de cargas. Fonseca (2003, p.47) traz que:
O transporte rodoviário tem como característica principal a flexibilidade operacional com o serviço porta a porta, de modo que nenhum carregamento ou descarregamento é exigido entre a origem e o destino. A sua velocidade de movimentação torna-o mais adequado para pequenas cargas a curtas distâncias, motivo pelo qual domina praticamente todo transporte de carga realizada por atacadistas ou de depósitos para lojas varejistas.
Por outro lado, quando comparado a outros modais, é um grande consumidor de combustíveis fósseis, apresenta elevado índice de acidentes e consequentemente maior emissão de gás carbônico (CO2), afirma (BARTHOLOMEU, 2006).
A ocorrência do consumo de combustíveis não renováveis recai sobre o fato do modal ferroviário e o modal rodoviário serem os principais modos de transportes de passageiros e cargas no país. O modal rodoviário é a principal via de escoamento de transporte de passageiros e o uso da tecnologia caminhão predomina no transporte de cargas, de acordo (CONFEDERAÇÃO NACIONAL DOS TRABALHADORES EM TRANSPORTES – CNTT, 2013).
Dados CNTT (2013) afirmam que 70% da frota nacional em circulação no Brasil são de caminhões, sendo que estes têm mais de 15 anos de uso. Portanto, a idade avançada desta frota implica em quebras constantes, acidentes muitas vezes fatais e com elevado custo. Estima-se algo em torno de quatro bilhões de dólares ano e um alto consumo de óleo diesel, por isto se faz necessária uma renovação da frota existente buscando eficiência e avanço tecnológico.
Pode-se dizer que existe uma prioridade para este modal com políticas de valorização do transporte individual motorizado. De fato, o crescimento atual se deve aos incentivos fiscais para aquisição de veículos novos, com a redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para veículos leves e a facilidade creditícia.
Essa informação demonstra o favorecimento de grupos específicos com o crescimento das vendas de veículos motorizados. Segundo (MINISTÉRIO DOS TRANSPORTES - MT, 2012), existe um crescimento aproximado de 60%. Trata-se de uma ação interessante no sentido de renovar a frota e assim diminuir os poluentes emitidos, evitar quebras constantes, acidentes e reduzir o consumo de combustíveis finitos (combustíveis fósseis).
De qualquer forma, essa atuação do governo em facilitar a compra do veículo motorizado e a precariedade no transporte público incentiva o transporte rodoviário. Todavia não é a solução para viver em harmonia com o meio ambiente, já que estas interferências movimentam a indústria automotiva e resulta em elevado custo socioeconômico e desequilíbrio ambiental, seja na manutenção das rodovias ou mesmo no aumento do custo operacional do transporte.
É necessário planejar de maneira a considerar a variável ambiental no setor de transportes no Brasil e buscar fontes alternativas de combustíveis associada à intermodalidade.
O setor de transporte rodoviário no Brasil também é responsável pela maioria dos acidentes de trânsito. As cargas transportadas por este modal detêm a maior participação na matriz do transporte de cargas no Brasil, aproximadamente 61,1%, correspondente a 420,6 bilhões de toneladas quilômetro (tkm) em 2009, com a movimentação de 1,1 bilhão de toneladas de cargas por rodovias (CONFEDERAÇÃO NACIONAL DO TRANSPORTE – CNTb, 2011).
O aumento do transporte de cargas eleva a jornada de trabalho dos caminhoneiros, leva ao cansaço e ao uso de anfetaminas, que favorece a ocorrência de acidentes, neste caso erro do condutor. Em outras situações, podem ser as condições das vias ou mesmo do veículo ou uma composição destes fatores.
Tabela 1 – Boletim informativo – acidentes no Brasil distribuição (maio/2013)
Fonte: CNT (2013).
O Tabela 1 mostra alguns dados atuais em relação aos acidentes rodoviários nas principais rodovias federais brasileiras. Nota-se que o número de acidentes vem aumentando. Este retrato é resultante do aumento da frota, necessidade de educação no trânsito e falta de investimentos na qualidade das estradas. Diante desta situação, os acidentes são vistos como um problema de saúde pública.
Na Figura 1 a cor azul evidencia o crescimento dos acidentes ano a ano, o que também acontece com o número de feridos representado na cor vermelha resultado este que compromete os custos com a saúde pública.
Figura 1 – Relação entre os tipos de ocorrências rodoviárias e número de pessoas envolvidas
Fonte: Elaborado pela própria autora.
No Brasil os acidentes de trânsito são o segundo maior problema de saúde pública do País, só perdendo para a desnutrição, afirma Associação Nacional de Transportes Públicos (ANTP).
A magnitude do problema da acidentalidade no trânsito é tal que o mesmo passou a fazer parte da agenda das entidades governamentais em numerosos países. A segurança de motociclistas, ciclistas, motoristas, passageiros e pedestres tem-se convertido em um dos objetivos principais do gerenciamento dos sistemas de transportes e sua infra-estrutura, assim como do gerenciamento da mobilidade em áreas urbanas. (TAMAYO; CAMPOS, 2007, p.2).
Esses resultados demonstram a importância em se investir no setor de transportes, elaborar um diagnóstico das ocorrências e assim buscar medidas mitigadoras das causas. O Brasil sendo um país de grande extensão territorial apresenta diversos relevos e nas cidades planas deveriam existir medidas favoráveis ao uso de transporte não motorizado. Associado a estas ações, seria importante também restringir o uso dos veículos motorizados, incentivar o uso de fontes alternativas e reduzir os poluentes.
0 20.000 40.000 60.000 80.000 100.000 120.000 140.000 160.000 180.000 200.000 2007 2008 2009 2010 2011 Quantidad e de p e ssoas Ano N° de acidentes N° de feridos N° de mortos