Del V Utvalgets lovforslag
13 Lovens diskriminerings
13.5 Spørsmålet om nye grunnlag
O problema enunciado neste estudo pretende compreender como é que a prática de supervisão realizada pelo coordenador de departamento promove o desenvolvimento de professores reflexivos e colaborativos. Face a esta problemática, o primeiro objetivo definido visava conhecer o que considera o coordenador de departamento e os professores participantes ser o trabalho reflexivo e colaborativo.
Tanto os coordenadores de departamento como os professores participantes têm uma conceção sobre o trabalho reflexivo e colaborativo mais no âmbito da cooperação do que propriamente da colaboração, visto que, procedem, pontualmente, a uma análise da sua prática sob a forma de balanços.
Parece-nos que o professor deve realizar uma constante autoanálise da sua prática, o que implica abertura de espírito, responsabilidade e empenhamento, bem como uma organização da escola que possibilite esse trabalho.
Esta reflexão sobre situações de sala de aula deve ser feita em colaboração com outros professores, que ao partilharem materiais e experiências, potencia oportunidades dos professores aprenderem uns com os outros, ajudando-os a suportar os fracassos e as frustrações. Assim, o trabalho colaborativo é um processo dinâmico, no qual a reflexão é uma constante, que tira partido da diferença e da diversidade de percursos profissionais dos intervenientes, valorizando as suas experiências e os seus conhecimentos, proporcionando oportunidades para melhorar as aprendizagens dos alunos, o desempenho dos professores e da escola.
O segundo objetivo definido pretende perceber o que pensa o coordenador de departamento sobre as funções que deve assumir na promoção do trabalho reflexivo e colaborativo.
Os coordenadores valorizam algumas funções em detrimento de outras como: planificação conjunta de documentos e atividades e promoção da análise do sucesso educativo em detrimento da observação de aulas e da articulação curricular.
Ainda assim, verificamos que o trabalho reflexivo e colaborativo proporcionam momentos de reflexão conjunta que possibilitam o aperfeiçoamento e atualização de conhecimentos, capacidades e competências, numa perspetiva de aprendizagem ao longo da vida, de desenvolvimento pessoal e profissional que se traduzirá numa melhoria da qualidade de ensino e, portanto, nas aprendizagens dos alunos e na qualificação da própria escola.
O terceiro objetivo pretende conhecer as competências que o coordenador de departamento deve possuir para promover o trabalho reflexivo e colaborativo.
Este estudo permite-nos apurar que as competências mais apontadas tanto pelos coordenadores de departamento como pelos professores participantes são em primeiro lugar as competências humanas (saber ouvir, promover bom relacionamento, encorajamento e motivação) e em segundo lugar as competências científicas.
Verificamos igualmente que o coordenador de departamento deve possuir competências técnicas relacionadas com a capacidade para usar conhecimentos, métodos e técnicas para desempenhar tarefas específicas da prática de ensino e de aprendizagem e competências humanas nas quais se incluem conhecimentos sobre liderança. Esta liderança deve ser democrática que privilegia a participação de todos os professores nos processos de decisão através de um relacionamento amigável entre todos, em que o coordenador deve ser visto como um profissional experiente e capaz de orientar o grupo de docentes que coordena de modo a melhorar as suas práticas.
O quarto objetivo ambiciona conhecer quais as estratégias utilizadas pelo coordenador de departamento na promoção do trabalho reflexivo e colaborativo.
Apuramos que o coordenador de departamento utiliza diversas estratégias, a saber: a elaboração e discussão de documentos; a planificação de atividades; a reflexão sobre os resultados obtidos pelos alunos; o balanço das atividades desenvolvidas ao longo do ano; a partilha de materiais; a criação de ambientes interpessoais saudáveis; e a observação de aulas no âmbito da avaliação do desempenho docente. Realçamos que a utilização destas estratégias pode permitir aos professores refletir sistematicamente sobre a prática; atualizar e melhorar os seus conhecimentos, capacidades e competências, numa perspetiva de aprendizagem ao longo da vida.
Ainda assim, temos de referir que as estratégias como a observação de aulas; a construção e análise de portefólios reflexivos; a análise de casos; as narrativas; as perguntas pedagógicas; e a investigação-ação, tal como são sugeridas no enquadramento teórico, não são apontadas quer pelos coordenadores quer pelos professores participantes.
Os coordenadores de departamento e os professores participantes pensam que o trabalho reflexivo e colaborativo permitem um melhor conhecimento da instituição onde trabalham e uma melhoria do sucesso educativo dos alunos.
Consideramos que, embora nem todas as estratégias sejam apontadas e que o trabalho colaborativo não se concretize na sua plenitude, afigura-se-nos como um contributo essencial para o desenvolvimento profissional dos professores.
O quinto objetivo ambiciona identificar as principais condicionantes sentidas pelo coordenador de departamento na promoção do trabalho reflexivo e colaborativo.
Apuramos que os coordenadores de departamento confrontam-se com algumas dificuldades para promover a reflexão e a colaboração, nomeadamente, o atual modelo de avaliação dos professores; dificuldade em conciliar tempos para trabalhar em conjunto; excesso de trabalho e burocracia; e insuficiente abertura dos professores para reflectir em conjunto sobre as suas práticas.
Temos ainda de realçar que nem a falta de experiência e de formação especializada em supervisão foram apontadas como condicionantes ao exercício do cargo de coordenador de departamento de modo a promover o trabalho reflexivo e colaborativo. Situação contrariada por alguns autores referidos no enquadramento teórico e o previsto no Decreto Regulamentar nº 10/99, de 21 de Julho.
A partir das condicionantes apontadas podemos concluir que o que enquadramento teórico prevê não é compatível com as condições de trabalho em que os coordenadores de departamento e os professores participantes se encontram, pelo que seria desejável que o sistema de ensino possibilitasse um trabalho colaborativo efetivo.