Jerez-Ñu (Campos de Xerez) foi o espaço sob domínio da cidade de Santiago de Xerez19, território de ñuarás. Em princípio, haveria dois sítios. Existem hipóteses de que seriam mais estes sítios. Um deles ficava às margens do rio Aquidauana, próximo à atual cidade com o nome do rio20. É factível que seja o sítio da transmigração de 1599. Guzmán citou a cidade de Xerez nas margens do rio Mbotetey sem dizer quem a fundou, nem em que data estava nesse rio21. Azara assinalou o sítio de Xerez nas margens do rio Pardo22. Houve uma provável confusão com um dos nomes pelo qual o rio Pardo era conhecido. Em mapa de 1732, o Pardo foi nomeado como Ygayrí, o rio Anhanduí, como Ymuncina, e o Yaguari, como Monice23, Muñey e Ibiñecima. Pedro Lozano disse que foi fundada em 1580, por Ruy Diaz Melgarejo, próximo ao rio Mbotetey, por ordem de Garay24. Provavelmente firmou-se na carta de Diego Marín de Negrón ao rei25. Juan Francisco Aguirre cita outra carta de abril de 1593, em que o cabildo fundador deu parte dela e que diz textualmente que essa cidade foi fundada por Ruy Díaz de Guzmán nas vertientes al Paraná, y fueron las del río Yaguari26.
19 O rei español, em 11 de janeiro de 1579, ordenou que daí em diante se nomeassem as províncias del Río de la
Plata, provincia de la Nueva Vizcaya (AGUIRRE, Juan Francisco. Discurso Histórico..., op. cit., p. 199).
20 MARTINS, Gilson Rodolfo. Santiago de Xerez: Uma problemática para a arqueologia histórica. In: Historia Paraguaya: Anuario de la Academia Paraguadaya de Historia. Asunción: APH, v. XLII, p. 243-266, 2002. 21 GUZMÁN, Ruy Díaz de. Anales..., op. cit., p. 90.
22 AZARA, Felix de. Descripción..., op. cit., p. 206.
23 PETROSCHI, Joannes. Paraquariae Provinciae Soc. Jesu cum adiacentibus novíssima descriptio. Esc.
1:4.400.000, 1732.
24 Concorrieron á esta faccion los guatós, los guapis, los guachis, los guetús y los mismos ñuarás. [...] Los
conumiais y los cataguás, dos parcialidades numerosas, que habian empezado á cultivar com la doctrina del cielo dos sacerdotes, muriendo estos, no llegó á sazon el fruto y se volvieron á sus ritos gentílicos (LOZANO, Pedro. Historia de la Conquista..., op. cit., t. III, 1874, p. 230-231).
25 Pág. 41 desta dissertação.
26 Una colonia de guaireños, que consta fundó en 1593, vertientes al Paraná, y fueron las del río Yaguari. Tuvo
Guzmán en la nueva fundación su Hermano Ponce de León, y en memoria de Xerez de la Frontera, patria de su familia, titularon el nuevo pueblo ciudad de Santiago de Xerez. El cabildo fundador dio parte de ella, a 1º de abril de 1593, a la ciudad de la Asunción. Dice en su carta: “que el teniente Rui Díaz sacó la gente del Guaira y de la Villa con el fin de reconocer las tierras”, y que salió tan aventajadamente que, por la solicitud de todos, se vino a poblar a Xerez, por ser tierra de campos, rios, fuentes, bosques y bastimientos, y mayormente porque (son sus literales palabras) los índios amigos, con excesos de “significaciones, han dado muestras de sus efectuosos deseos en lo que toca a ser cristianos y vasallos de S. M., y les sucedió bien, porque todos los más, con la ayuda y vigília del padre bachiller Rafael de Castro, después de ser instruídos y catequizados, están bautizados y acuden tan de veras a ayudarnos que confiamos en el favor divino ha de ser para mucho bien”. Reconocen a la Asunción por capital y la dicen esperan hagan buenos informes a S. M., y concluyen convidando a los que sobran en aquella que si gustan a ver la tierra y verán que aparejada es para dar provecho. Firmaron la carta Bartolomé Contreras, Pedro Hurtado, Andrés Díaz, Juan de Gamarra, Domingo Machado, Juan Álvarez de Zúñiga y Francisco Morinigo, ante el escribano Bartolomé Garcia, Rui Díaz y su hermano no parecen en ella (AGUIRRE, Juan Francisco. Discurso Histórico..., op. cit., p. 234-235).
Localizava-se pouco acima da foz do rio Ivinhema (rio Muñey), a meia légua do porto de San Matías.
Villa Rica estava a 50 léguas acima da Ciudad Real del Guayrá, que estava outras 50 léguas de Santiago de Xerez27. Luis de Céspedes y Xeria, que desceu a rio Paraná até Ciudad Real em 1628, fez um mapa (sem dimensões apropriadas) em que localizou Xerez próximo à foz do rio Yaguari (FIG. 22). Uma das conclusões que se pode chegar sobre as diferentes fundações da cidade de Xerez é que o primeiro sítio, de efêmera duração, confundiu-se com o de Curumiaí, nas nascentes do rio Yaguari, hoje Santa Maria. O segundo sítio, no rio Yaguari, ficava perto de onde hoje é o porto Peroba (porto Tigre) ou pouco mais acima. O terceiro coincide com a posição atualmente pesquisada pela equipe do arqueólogo Gilson Rodolfo Martins, próximo a Aquidauana. Investigar, tanto o espaço geográfico e temporal desses sítios, quanto o território da província de Xerez, tem o propósito, além de responder por que os ervais dessa região não foram beneficiados na época colonial, apesar de conhecidos, de compreender a dinâmica dos povos que habitaram essa região.
FIG. 22. Mapa de Céspedes y Xeria, 1628. Reproduzido parcialmente na obra de TAUNAY, Affonso d’E. Na
era das Bandeiras. Rio de Janeiro: Imprensa Nacional, 1920, p. 449.
Voltando Juan Caballero Bazán à função de teniente gobernador28 e também de alcaide, entre outras ordenanças, mandou que: ninguno vaya con los indios del rio Xejui y demás comarcanos a la hierva aunque tengan licencia porque padecen mucho y también sus familias que careciendo de su trabajo no tienen con qué sustentarse29. Os índios estavam distribuídos por cacicazgos ou ranchos de famílias, espalhados pelos vales de toda a província, ocupando espaços consideráveis, comparados aos dos espanhóis30. A disputa por seu trabalho era intensa entre os encomenderos e motivou as ordenanzas. Quando Hernandarias substituiu Juan Caballero Bazán, nomeou-o visitador de Xerez e o comissionou para pacificar as provincias de río arriba com amplas faculdades. Com muito trabalho, tirou grande quantidade de naturais das matas, onde viviam há quarenta anos, e os reduziu em pueblos. O gobernador das províncias do Rio da Prata e do Paraguai, Francisco González Santa Cruz, irmão do padre Roque González, completou: que visto Xerez la aseguró, como también las demás reducciones y después bajó su armada al castigo de los ñiguaras que estaban rebelados y habían muerto ciertos españoles...31. A jornada durou seis meses. Na mesma expedição, consta que el general Juan Caballero Bazán allanó a la obediência Real los caciques Amandaibi, Juan Duabuzu, Parani y otras parcialidades que tenían sus rancherías a manera de pueblos entre los cuales estaban los índios del pueblo de Taré32. Com eles fez duas reduções, dando a uma o nome anterior de Taré e à outra o de Caaguazú, deixando sua doutrina ao cuidado de Hernando de la Cueva. Formaram dezesseis encomiendas que atenderam aos vizinhos de Asunción.
Em 1597, foram encomendados 80 índios de Itatin a Juan de Rosas, vizinho de Asunción33. A cédula de encomienda foi dada, como era costume, com o compromisso de que o beneficiado desse um índio casado para o serviço de um convento ou obra pia que escolhesse34. No mesmo ano, o governador fez una merced y encomienda a Geronimo López, na província dos ñuarás. A relação desses pueblos e caciques demonstra que não eram da
28 Foi governador entre 1592 e 1595.
29 AGUIRRE, Juan Francisco. Discurso Histórico..., op. cit., p. 288. 30 Ibidem, p. 293.
31 Ib., p. 303-304.
32 Este ha de ser el pueblo que se llamó Taberé en la conquista. El cacique Amamdaibi me persuado es el origen
del nombre corrupto Amambay que se Dio a la cordillera más alta hacia aquellos lugares (AGUIRRE, Juan Francisco. Discurso Histórico..., op. cit., p. 304, nota 157, de Ernesto Maeder).
33 Os caciques e principais foram depositados a Hernando de Castañeda pelo governador Felipe de Cáceres.
Quarenta do partido de Tepotiy ficaram na casa de Napiragua e, em outra casa, os que foram empadronados por Diego de Olavarrieta, que antes tinham sido encomendados a Cristoval López. Os outros quarenta restantes eram da província de Taramta, que ficava na estrada de Itatin, cujos principais se chamavam Tayuru, Ytapitigua e Yararayu.
34 CORTESÃO, Jaime. Jesuítas e Bandeirantes no Itatim…, op. cit., p. 10. II - Partido del Thepotiy e
nação guarani. Um pueblo se chamava Juan Farel e ficava a quatro léguas da cidade de Xerez, na outra banda do rio Muñey, no partido dos yapimboaes, do cacique Cristoval (por outro nome, Himimpebayu) e de seu pai Galiahony. Outro pueblo, chamado Cuytic Chanchae, ficava no partido dos cutaguaes. Seu cacique se chamava Poypoyu Yaniguyriayu. No partido dos cunumyays, um terceiro pueblo se chamava Coyumbua, com os principais chamados Ychenterentunyu, Ybopeyu, Hicotayu, Ychemyu, Pipemayu, Chetiguatuyu, Guachumyu, Hiponyu. Em outro partido, o quarto pueblo se chamava Yopayapi, com os caciques Pantabayu, Antitanyu, Guactacyu, Uguaribuyo, Hijoranyu35.
Santiago de Xerez, em 1599, mudou para as margens do rio Aquidauana, conhecido na época como um dos braços do Mbotetey, assim como o Miranda. Algumas referências a Santiago de Xerez ajudam a esclarecer as diversas fundações dessa cidade e migrações de indígenas sob sua influência. Aguirre explicou que o translado da cidade para o Mbotetey, entre las encomiendas de ñiguaras reducidos por el célebre Juan de Garay, foi no tempo de Francisco de Beaumont y Navarra36. Pertenencia entonces una de ellas a Hernandarias, como otras a diferentes vecinos de la Asunción, entre quienes la de Bartolomé Gómez estaba muy cerca de la misma población. Por esto el procurador Juan González de Santa Cruz pidió a Beaumont la contradijese y mandase despoblar. Entretanto, Xerez foi legitimada e permaneceu, apesar de seus moradores precisarem de víveres e de mais gente, por isso pediram socorro. Hernandarias enviou auxílios por duas vezes, em 1602 e 1604. O primeiro, a cargo de Juan de Espinosa e o segundo, pelo seu pai, de mesmo nome. Este socorro chegou a sessenta homens, além deles, ficando pouco tempo em Xerez, pela fome e necessidade por que passaram em tais fronteiras. Ao regressarem, os Espinosas resolveram ir pelo rio que então chamavam de Xerez. Embarcaram com dez homens e tiveram logo que sair numa refrega com naturais. Depois, tiveram outra com payaguás sem poder defender-se e apenas os dois e um soldado escaparam com vida37.
Andrés Díaz de Rivera, teniente de Rui Díaz de Guzmán, fez uma correria cruel entre os índios, em 1605, sob paz, matando mais de 1.000 no ataque ou queimados pelo incêncio de três casas, onde se haviam refugiado. Os ñuarás haviam se sublevado e matado oitenta pessoas que pagavam mita aos espanhóis de Xerez, que, por não terem alimentos, andavam
35 CORTESÃO, Jaime. Jesuítas e Bandeirantes no Itatim…, op. cit., p. 11. IV - En la provincia de los ñuarás
el pueblo de Juan Farel quatro leguas de la ciudad de Xerez y de la outra vanda del rrio muriey en el partido de los yapinboaes un pueblo llamado el cacique principal Xpoval e por otro nombre himimpebayu y en el partido de los cutuguaes un pueblo llamado cuytic chanchae y en el partido de los cunumyays un pueblo llamado coyumbua (coiumriaiu) y en el dho partido otro pueblo llamado yopayapi, 1597.
36 1600-1602.
pelas matas mantendo-se de raízes e frutas silvestres. O procurador Bernardino de Espinola pediu, nesse mesmo ano, a despovoação de Xerez. Em novembro do mesmo ano, Hernandarias acatou o pedido, alegando, pelo testemunho de alguns xerezanos como Juan de Molina e Miguel López Barreda, a infelicidade em que viviam. No entanto, ela se manteve, apesar dos poucos vizinhos e das dificuldades em conseguir munição. Em novembro de 1607, foi socorrida por Antonio de Añasco, que deu ao procurador Marcos de Espinola 12 libras de azufre y 50 de plomo38.
Andrés Bernal de Mercado, teniente gobernador de Xerez, na época, escreveu ao governador Hernandarias que, por causa das primeiras entradas dos portugueses de S. Paulo em 1617, o padre Antônio de Acosta havia fugido pelo caminho de São Paulo, deixando a redução dos curumiaís, situada a trinta léguas daquela cidade. Logo que houve suspeitas de sua fuga, com o fim de evitar danos que podía trazer, ele foi destituído dos serviços de missionário dessa povoação e de outras. Por essa razão, veio até Xerez, inquieto; solicitou ao vigário que o detivesse e desse parte à sede do bispado, que cumpriria o que determinassem. O vigário, porém, deixou o padre livre depois que ele protestou sobre danos e prejuízos em função de serem certas as pestes e que as mortes que ficariam sem os sacramentos. Assim que voltou à sua redução, o padre tratou de executar sua fuga com toda a encomienda do capitão Juan Garcia de Villamayor, além de outros índios do serviço da cidade, com o pretexto de coletar cera no rio Ypytá. Quando o teniente gobernador teve notícia de sua fuga, mandou atrás doze espanhóis e cem índios amigos, que andaram cem léguas sem poder alcançá-lo. Um índio que abandonou o padre e se incorporou a eles, informou que, depois que caminharam quarenta léguas, o padre lhe falou que o levava para uma povoação de portugueses que estava situada de esta parte del Paraná arriba, ricos y muchos y no pobres y pocos como los españoles. Para agradar mais aos índios, repartió a los caciques la capa y sotana. Entendeu que era certa a vinda de portugueses, porque tinham entrado hasta el Taquari y mataron mucha gente y llevaron mucha chusma, e que, por isso e pela rebelião de índios itatines, coligados com tobatines, Xerez corria grande perigo. Na figura a seguir (FIG. 23) está desenhada uma aproximação do que pode ser considerado o território de Xerez, baseada nas referências assinaladas nesta dissertação.
FIG. 23. Jerez-Ñu, séc. XVI. Elaborada pelo autor desta dissertação com base nas folhas 8 e 9 da Carta do Estado de Mato Grosso e regiões circunvizinhas (RONDON, Cândido Mariano da Silva, 1952).
O portador da carta do teniente gobernador de Xerez foi o procurador Alonso Riquelme de Guzmán. Pediu ajuda, porque estavam muito pobres e eram muito poucos. En la última reseña que pasó, solo se hallaban entre los vecinos 3 libras y media pólvora, no existindo ya entre ellos ninguno de los que antes tenían tales cuales bienes39. Informou que outros moradores queriam despovoá-la, con el título de buscar su remédio, entretanto, os continha com sagacidade, dando-lhes esperança de socorro. Na mesma data, o cabildo de Xerez, cuyas justicias eran Juan Fernández Villalobos y Andrés Díaz de Rivera, escreveu também ao governador, informando que Xerez estava rodeada de índios por conquistar e confirmaram que os itatines estavam rebelados; que os portugueses tinham entrado naquela província, levado os índios de Taquari e achavam que eles voltariam àquela cidade y al Itatin a destruir todas las encomiendas; por último, relataram que o padre Antônio Acosta havia ido a São Paulo con todos los indios de nación Pinchumiai, cuya fuga no se supo hasta los dos meses por lo que se li siguió inútilmente más de cien leguas. Se creia fuese cosa tramada con los portugueses pues fue su entrada al mismo tiempo que la ida del padre hacia ellos, mayormente cuando, segundo los naturales, había dos años que los portugueses entraron la primera vez40.
39 Ib., p. 280-281. 40 Ib., p. 281-282.
A carta relatava que, rio abaixo, moravam cerca de mil índios em três pueblos; os guatós, em dois pueblos, eram outros mil; os guapis, em um pueblo, eram cerca de cem índios; os guetús estavam nas faldas da cordilheira entre os rios Taquari e Mbotetey. Contaram que, no ano de 1621, era grande o número de gente e o pueblo mais próximo estava a 15 léguas de Xerez. Os ñuarás seriam mil e duzentos. Os moradores de Xerez eram quase todos criollos e apenas chegavam a trinta homens. No rio Taquari havia mil índios guaranis à distância de 40 léguas da cidade pelo caminho da cordilheira e, por baixo, cerca de 60 léguas. Outros índios de Xerez eram os cutaguas e curumyays que, como os ñuarás, voltaram aos seus rituais antigos e estavam rebelados.
Em 1625, os vizinhos de Xerez pediram ao governador Manuel de Frias que autorizasse a mudança da cidade. Reclamaram do isolamento em relação aos espanhóis e do risco que corriam pela grande quantidade de parcialidades indígens circunvizinhas a ela, que poderiam se confederar. Pretendiam ir para um sítio mais seguro, onde pudessem criar gado e ter roças. Apesar de já terem feito cabildo aberto dois anos antes e decidido mudar para los llanos del Yaguari, o governador exigiu que se fizesse outro cabildo aberto; autorizou, entretanto, que, de acordo com a decisão da maioria, seus habitantes fossem transladados para o sítio que determinassem, cumprindo as determinações da real cédula que permitia a mudança dessa e das demais cidades de Guayrá41.
Pero les ahorraron ese trabajo los mamelucos del Brasil, por Noviembre del año de 1632 em que los sitiaron y asolaron la ciudad trayendo por guia a don Diego de Rego, que siendo teniente de gobernador em dicha ciudad, habia feamente abandonado su oficio y pasándose á los mamelucos á quienes vino capitaneando para cautivar los pocos indios de encomienda que habian quedado y los de quatro reducciones que acababan de fundar los jesuítas em aquel distrito, y por fin, destruir la misma ciudad, llevándose primeramente al Brasil algunos de sus vecinos y dando permiso á otros para restituirse á la Asunción42.
Os portugueses que vieram pelo rio Paraná desceram das canoas próximos da antiga cidade de Xerez, “que era o caminho ordinário dessas terras”. Para evitar uma volta muito grande por esse caminho antigo, tentaram fazer um atalho, passando pelos ervais para ir direto a Itatin. Por falta de água voltaram ao caminho antigo e para curar os doentes se
41 CORTESÃO, Jaime. Jesuítas e Bandeirantes no Itatim…, op. cit., p. 26-28. VI – Licencia y facultad que da
D. Manuel de frias Governador de la Provincia del Paraguay a su lugar theniente para que se hallare por conveniente la mudanza del Ciudad de Gerez a los llanos de Yaguari se haga por los muchos peligros y riesgos asi por causa de muchas naciones de Yndios cincunvesinos a ella y otros fecha en el Pueblo de mbatara, Jurisdicion de la Ciudad de Consepcion, a 20 de otubre de 1625.
arranchearam. No entanto, quando aumentou a enfermidade, tiveram que voltar43. Após os seguidos ataques das bandeiras de S. Paulo às reduções jesuíticas, em 1631, os guaranis de San Ignacio e de Loreto foram conduzidos pelo padre Antonio Ruiz de Montoya até Candelaria44. O bispo frei Cristóbal de Aresti acreditou que, com isso, os villenos ficariam mais fortes. Entretanto, eles despoblaron la villa y el Guayrá y se vinieron a Mbaracayú. Aguirre sugeriu que a despovoação de Guayrá foi premeditada e o ataque das bandeiras foi pretexto para abandonarem a região, pois não haviam medido força contra eles.Nos dois anos seguintes da despoblación de Guayrá, aconteceram as ruínas de Xerez e Itatin pelos mesmos mamelucos de S. Paulo. O governador Luis de Céspedes y Xeria foi deposto em 1631, sob acusação de ter apoiado o ataque dos mamelucos a Guayrá. Em 1633, Martín de Ledesma Valderrama assumiu interinamente o governo. Habiendo sabido la entrada de los paulistas envió una armada al cargo de los capitanes Cristóbal Ramírez y Felipe de Torrillas y Linares pero no los alcanzaron. No obstante fue de gran utilidad porque se recogieron los naturales dispersos45 y se fundaron dos pueblos. Um se chamou San Benito e outro Nuestra Señora de Fee.O governador interino socorreu pessoalmente Mbaracayú no ano de 1634 e fundou uma povoação entre os rios Jejuí-guazú e mini, conservando o nome de Villa Rica46. Posteriormente, sua população foi transladada para um lugar próximo ao rio Curuguaty. Durou mais de quarenta anos nessa localização e seus vizinhos gozaram de 69 encomiendas de índios47.
Felipe III, no início do século XVII, ordenou que os índios não levassem carga sobre