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Skognæringa – arbeidstakerorganisasjon inklusive

5.2 Intervjuer med de enkelte grupperingene

5.2.2 Skognæringa – arbeidstakerorganisasjon inklusive

Os avanços na discussão metodológica, seja nos estudos de mensuração da segregação como na quantificação dos seus efeitos, ainda não avançam nas especificidades do espaço do cotidiano para investigar como este pode interferir na superação da pobreza.

Carlos (1997) descreve a distinção entre a paisagem de bairros ricos e dos bairros pobres, sendo o primeiro constituído pela população de alta renda e suas ruas vazias, e o segundo de famílias de baixa renda com extensão de suas casas nas ruas. Essa diferença no modo de usar o espaço no seu cotidiano revela, de forma clara, diferenças no modo de compreendê-lo. Se existem peculiaridades entre bairros socioeconômicos distintos, as unidades espaciais desarticuladas também possuem suas especificidades, importantes para superar o entendimento do espaço por mapas, assim como para um refinamento na compreensão dos efeitos da segregação.

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Diante da importância que os processos de exclusão social e suas desigualdades assumem no espaço urbano, e no intuito de mensurar o grau de exclusão/inclusão social, Sposati (1996) desenvolveu um trabalho com atenção à dimensão espacial da exclusão, propondo um índice com base nos conceitos de autonomia, qualidade de vida, desenvolvimento humano, equidade e cidadania, que foi espacializado através dos setores censitários do IBGE para desenvolver o Mapa de Exclusão/Inclusão Social de São Paulo. A figura 3.

Figura 3. Mapa de Exclusão e Inclusão Social de São Paulo, 201 Sposati (1996)

Muitos dos trabalhos citados partem do pressuposto de que o “espaço importa”, mas se utilizam de unidades espaciais desarticuladas. Assim, dificultam o desafio da compreensão do espaço do cotidiano. Dentre diversos métodos, a Teoria da Sintaxe Espacial (Hillier & Hanson, 1984), por exemplo, pode ser um importante instrumento pelo refinamento e resolução com que consegue descrever o espaço e prever movimentos de pedestres na escala do bairro e da vizinhança. Essa teoria utiliza uma análise mais precisa da configuração urbana a partir dos segmentos de ruas e tem potencial para avaliar a relação entre cada segmento e a totalidade de segmento da estrutura urbana. O estudo de Legeby (2013), por exemplo, conseguiu identificar ao longo de 18 estudos de caso na cidade de Estocolmo como o comprimento de uma linha se relaciona com o tamanho dos espaços públicos, fato que segundo a autora, incide diretamente sobre como as pessoas veem as outras no espaço urbano. A figura 4 ilustra alguns dados do Parque Nytorget, em especial, que segundo Legeby, o seu

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comprimento médio de uma linha é mais que o dobro dos outros lugares estudados, tal fato o transforma em um espaço significativamente menos povoados

Figura 4. Cumprimento das linhas e visibilidade dos espaços

Legeby (2013)

A Sintaxe Espacial proporciona análise mais “fina” sobre o fenômeno da segregação socioespacial, e tem revelado novas interpretações sobre esse fenômeno e gerado informações importantes para superação dos impasses provocados pela produção do espaço urbano, mas cabe destacar que, por maior resolução que suas técnicas descritivas possam proporcionar, ainda é preciso investir no potencial da dimensão vivida que o espaço assume.

Mesmo tendo apresentado avanços importantes no tratamento espacial, esses trabalhos representam o que Lopes (2007, p. 101) chama de “visão de sobrevoo”, que analisa a sociedade e seus espaços sempre “do alto” e “de longe”. Mesmo não desconsiderando a importância dessa visão, mas sim sua exclusividade, o autor não defende uma mera substituição do “olhar de longe” para o “mergulho no quotidiano”, mas sim tratar as escalas de forma combinada. Um mergulho no quotidiano permitirá ao pesquisador sentir os odores, os gritos e os desesperos da pobreza e, assim, entender de maneira mais plenas suas consequências, bem como o papel do espaço, em suas múltiplas escalas, nesse fenômeno.

Dessa forma, entende-se que os indivíduos que moram segregados devem ser ouvidos. Do contrário, a influência do espaço não será seguramente compreendida. Sem esse reconhecimento, o entendimento do espaço permanecerá com um tratamento descritivo, e continuará a reproduzir uma leitura apenas científica, seja nos estudos realizados por geógrafos, urbanistas e também sociólogos. Ao tratar sobre as desigualdades sociais e justiças espaciais, Benach (2017, p. 17) destaca que existe um esquecimento do espaço vivido, e que é importante:

[...] ir além do que dizem os dados estatísticos oficiais, de escopo tão limitado, e tentar me aproximar da complexidade da vida urbana visando a descoberta daquilo que os dados não revelam. Surpreendeu- me muito essa inversão de papéis, até o ponto de me fazer refletir sobre as implicações da forma em que o mundo acadêmico está tratando a “desigualdade” urbana, que, ao que parece, está influindo na própria percepção de quem a sofre. (Benach, 2017, p. 17).

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Nessa mesma perspectiva, Rizo (2006) defende que não há como pensar o espaço apenas pela sua dimensão física, sendo fundamental inserir a experiência daqueles que a vivenciam, partindo do pressuposto que existem distintas formas de experienciar as cidades, pois elas dependem, além dos aspectos físicos, das frustações e das expectativas de cada indivíduo.

Assim, chega-se a um ponto importante desta reflexão. Como os indivíduos se orientam e experienciam esses espaços na sua vida cotidiana? Nesse sentido, a dimensão subjetiva pode ser considerada como parte do conhecimento para leitura espacial. A investigação sobre as dimensões subjetivas nas condições objetivas do espaço recebe nesse estudo especial atenção para aprimoramento da noção e no tratamento do espaço, para que possam, inclusive, clarificar os efeitos daqueles que sofrem com a segregação socioespacial, defende assim, uma compreensão espacial híbrida pelo reconhecimento de aspectos de natureza humana nesse tratamento.

A concepção do espaço para a compreensão das consequências da segregação