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2.1 Use of positive self-constructs in psychotherapy

2.1.4 Self-Esteem versus Self-Compassion

de esforço.

Reability and need of familiarization of the test of minimum lactate with adjusted induction for the subjective perception of effort.

TITULO ABREVIADO:

Artigo Original

Reprodutibilidade e necessidade de familiarização do teste de

lactato mínimo com indução ajustada pela percepção subjetiva

de esforço.

Reability and need of familiarization of the test of minimum lactate with adjusted induction for the subjective perception of effort.

TITULO ABREVIADO:

Reprodutibilidade do lactato mínimo. Autor responsável Bibiano Madrid , Endereço:

UCB – LAFIT

QS07, Lote 01, S/N, Bloco G, Sala 120 D. CEP: 71966-700. Bairro Areal. Taguatinga-DF. Telefones: (61) 3356-9044.

Fax: :(61) 3356-9350

Reprodutibilidade e necessidade de familiarização do teste de

lactato mínimo com indução ajustada pela percepção subjetiva

de esforço.

Bibiano Madrid, Rafael da Costa Sotero, Carmen Sílvia Grubert Campbell, Ioranny Raquel Castro de Sousa, Ferdinando Oliveira Carvalho, Alexandre Vieira, Suliane Beatriz Rauber, Carolina Belfort Sousa Franco, Herbert Gustavo Simões.

Resumo:

Introdução: Lactato mínimo (LM) é um dos diferentes métodos para identificação do limiar anaeróbio. Objetivo: verificar a reprodutibilidade do teste de LM com indução ajustada pela percepção subjetiva de esforço (PSE) e se há necessidade de familiarização ao teste. Metodologia: Amostra foi composta por 20 estudantes, fisicamente ativos (25,4±4,1 anos; 14,1±5,0 % gordura), submetidos a 2 testes de LM com metodologia idêntica. Indução foi realizada em 4 estágios com duração de 3 min e com cargas ajustadas pela PSE (9-10, 12-13, 15-16 e ultimo estágio 17-20 até exaustão). Após 8 min de recuperação iniciou-se a parte incremental com carga inicial de 75W e incrementos de 25W a cada 3 min, até exaustão. Resultados: As variáveis associadas ao LM 1 (155,0±23,8W) e 2 (157,5±27,0W) de uma maneira geral apresentaram forte reprodutibilidade e boa concordância. Conclusão: LM com indução ajustado pela PSE mostrou-se reprodutível, dispensando inclusive uma sessão de adaptação.

Palavras-Chave: Lactato. Avaliação. Avaliação de desempenho. Avaliação da capacidade de trabalho.

Abstract:

Introduction: Minimum lactate (LM) is one the various methods for identification of anaerobic threshold. Objective: To verify the reability of LM test with induction-adjusted rating of perceived exertion (PSE) and if there is need for familiarization to the test. Methodology: The sample included 20 students, physically active (25,4±4,1 years, 14,1±5,0% fat) were subjected to two tests with identical methodology LM. Induction was carried out in four stages lasting 3 min and charges set by PSE (9-10, 12-13, 15-16 and 17-20 last stage until exhaustion). After 8 min of recovery began the incremental portion of initial load of 75W and 25W increments every 3 min until exhaustion. Results: Variables associated with a LM 1 (155,0±23,8 W) and 2 (157,5±27,0 W) in general showed strong reproducibility and good agreement. Conclusion: LM-inducing set by PSE found to be reproducible, eliminating even a fitting session.

Keywords: Lactate. Evaluation. Employee Performance Appraisal. Work capacity evaluation.

Introdução

O limiar anaeróbio (LAn),

proposto por Wasserman

(WASSERMAN; MCLLROY, 1964),

pode ser identificado por diferentes métodos (NEDER; STEIN, 2006;

CANDOTTI et al., 2008; JOHNSON et

al., 2009; SOTERO et al., 2009; SOTERO et al., 2009; SIMÕES et al., 2009; PARDONO et al., 2008;

KARAPETIAN et al., 2008;

NAKAMURA et al., 2009), sendo

utilizado para avaliar a capacidade aeróbia (PARDONO et al., 2009),

respostas ao treinamento

(NAKAMURA et al., 2006; CUNHA et al., 2008), identificar cargas seguras de treinamento para populações de risco (NAKAMURA et al., 2006; MOREIRA et al., 2008), assim como para avaliação em modelo animal (CUNHA et al., 2008; CUNHA et al., 2009). O termo LAn é uma definição conceitual, toda via, as diferentes maneiras de identificá-lo são

definições operacionais (SVEDAHL;

MACINTOSH, 2003).

O lactato sanguíneo é um importante marcador do estresse metabólico por sofrer variação das diferentes intensidades de trabalho aplicada durante a realização de um esforço físico (ROBERGS et al., 2004; BERTUZZI et al., 2009). O máximo estado estável de lactato (Meel) é considerado “Gold Standard” na investigação da intensidade em que ocorre o LAn. Para a identificação do Meel considera-se a intensidade máxima sustentável durante 30 minutos, sem que haja aumento nas concentrações de lactato sanguíneo ([lac]). Porém, para determinação do Meel se faz necessário a realização de 2 ou mais visitas inviabilizando sua aplicação (BENEKE, 1995; BENEKE, 2003; BARON et al., 2003; BILLAT et al., 2003; BARON et al., 2007).

Um dos protocolos que permite identificar uma intensidade de

exercício associado ao Meel através de uma única sessão experimental é o lactato mínimo (LM), constituído de um esforço máximo para indução da hiperlactatemia, seguido de um período de recuperação, para posterior teste incremental (TI) até a exaustão. A [lac] apresenta um comportamento em forma de “U”, e a intensidade correspondente a menor [lac] é considerado a intensidade de LM

(PARDONO et al., 2009; TEGTBUR et

al., 1993; SOTERO et al., 2007). As intensidades indicadas pelo protocolo de LM e Meel não tem sido diferentes estatisticamente, apresentando ainda boa correlação e concordância (SOTERO et al., 2009; SOTERO et al., 2009; PARDONO et al., 2008;

PARDONO et al., 2009; SOTERO et

al., 2007).

A percepção subjetiva de esforço (PSE) é intimamente ligada à intensidade de exercício (BORG, 1982; BORG, 2000) e tem sido utilizada no

controle e determinação de cargas de treinamento em testes retangulares com variação de intensidade, de predominância aeróbia (NEVES;

DOIMO, 2007), bem como para

identificação do LAn em testes incrementais em populações de risco (Simões, et al., 2010).

Um teste para ser

considerado fidedigno precisa apresentar reprodutibilidade, que é a capacidade de se replicar um teste e se obter os mesmos resultados (THOMAS et al., 2007). O teste de LM tem sido largamente utilizado para identificação do LAn (JOHNSON et al., 2009; SIMÕES et al., 2009; PARDONO et al., 2009; RIBEIRO et

al., 2003) , porém, sua

reprodutibilidade tem sido pouco estudada (CAMPBELL et al., 1998; STRUPLER et al., 2009) . Portanto, o objetivo do presente estudo foi verificar a reprodutibilidade do teste de LM com hiperlactatemia previamente induzida

utilizando-se escala de percepção subjetiva de esforço (PSE) e se há necessidade de familiarização ao teste.

Materiais e métodos

O estudo foi aprovado pelo Comitê local de Ética em Pesquisa em seres humanos (CEP/UCB 104/2008). Os testes e dosagens do lactato sanguíneo foram realizados no Laboratório de Avaliação Física e Treinamento da Universidade Católica de Brasília (LAFIT-UCB). A amostra foi composta por 20 estudantes do sexo masculino, fisicamente ativos (25,4 ± 4,1 anos; 24,1 ± 2,2 kg/m²; 14,1 ± 5,0 % gordura). Como critérios para participação do estudo os avaliados não poderiam fumar, apresentar disfunção cardiovascular, bem como problemas ortopédicos e/ou

neuromusculares que

impossibilitassem sua participação.

O voluntário foi informado sobre os riscos e benefícios da participação no estudo e após esclarecimentos era convidado a assinar um termo de consentimento livre e esclarecido sobre sua participação. Os avaliados receberam orientação para manter a ingesta alimentar normal, durante todo experimento, e não ingerir cafeína e/ou praticar atividade física durante as últimas 24 horas que antecedessem os testes. Os testes foram realizados sempre no mesmo horário do dia para cada avaliado, com a finalidade evitar alterações circadianas (MELLO et al., 2005).

Foi utilizado um ciclo

ergômetro com frenagem

eletromagnética (Lode-Excalibur, Holanda). Cada avaliado era orientado a encontrar uma cadência de pedalada entre 60 e 80 rotações por minuto (rpm), na qual se sentisse confortável para utilização em todos os testes.

Sendo considerada exaustão quando o indivíduo não conseguisse manter uma cadência mínima de 60 rpm. Para verificar a reprodutibilidade do protocolo de LM, cada avaliado realizou 2 visitas (teste 1 e teste 2) ao laboratório, separados por no mínimo 48 horas, dentro da mesma semana.

Previamente à realização dos testes, os participantes foram submetidos a um ECG de repouso, anamnese, exame clínico cardiológico e avaliação. Não foi realizado qualquer tipo de familiarização ao esforço e equipamentos a serem utilizados, pois este também era um dos objetivos do estudo. A freqüência cardíaca (FC) foi monitorada durante os testes (Polar Sport Tester - Finlândia). Para análise da percepção subjetiva de esforço (PSE) foi utilizada a escala 6 a 20 de Borg (1982).

Lactato Mínimo (LM)

Os avaliados foram

submetidos a 2 testes de LM com metodologia idêntica (teste 1 e 2). Após 5 minutos de repouso na posição sentada, foi iniciada a indução a hiperlactatemia, que consistiu de um teste incremental submáximo de 3 estágios, de 3 minutos cada, sem pausa entre eles, com cargas ajustadas pela PSE, 9-10, 12-13 e 15- 16, respectivamente. Posteriormente, sem pausa, a carga era ajustada para uma percepção de 17 a 20, onde indivíduo permanecia até a exaustão. No 7º min de recuperação foi coletada a amostra sanguínea referente à hiperlactatemia.

No 8º minuto, iniciou-se a parte incremental do LM (TI), com carga inicial de 75 watts e incrementos de 25 watts a cada 3 min. Durante os primeiros estágios do à parte inicial do TI, apesar dos incrementos de carga, ocorre uma predominância da remoção das [lac] em relação à

produção, devido a intensidade do esforço ser inferior ao LAn, após indução a hiperlactatemia. Essa redução das [lac] ocorre até uma dada carga de trabalho, a partir da qual sua [lac] volta a aumentar, apresentando assim uma curva em forma de “U”. A carga de trabalho associada à mínima [lac] obtida durante o teste define a intensidade de LM. Portanto o LM tem sido associado à intensidade de Meel, já que representa uma intensidade na qual a produção de [lac] iguala-se à sua remoção. Após ultrapassar esta intensidade, pode-se observar que os mecanismos de produção passam a superar a remoção do [lac], que se acumula exponencialmente até a exaustão (TEGTBUR et al., 1993;

DAVIS; GASS, 1979; DAVIS et al.,

1983; DAVIS; GASS, 1981).

A FC e PSE no LM (FC-LM e PSE-LM, respectivamente) foram obtidas no final do estágio em que se observou à menor [lac]. Já a

frequência cardíaca máxima (FCmax) foi obtida no TI, a partir do maior valor normalmente encontrada no último estágio do teste.

Coletas e Análises Sanguíneas As amostras sanguíneas foram obtidas nos 40 segundos finais de cada estágio dos testes, a partir de uma punção do lobo da orelha, utilizando capilares de vidro calibrados para receber 25 µL. As amostras foram depositadas em micro-tubos de 1,5 ml contendo 50 µL de fluoreto de sódio (NAF 1%) e acondicionadas para posterior dosagem de lactato pelo método eletroenzimático (YSI-2700 SELECT, Yellow Springs Instruments, Yellow Springs, Ohio).

Tratamento estatístico

Utilizou-se análise descritiva, através de média e desvio-padrão. Foi verificada a distribuição normal dos dados obtidos (Kolmogorov-Smirnov).

Para verificar diferenças entre as médias dos testes 1 e 2 foi aplicado o teste t de Student pareado (DANCEY; REIDY, 2006). Para a reprodutibilidade entre as variáveis obtidas nos testes de lactato mínimo 1 e 2 foi utilizado o coeficiente de correlação intraclasse (ICC) One Way Random (THOMAS et al., 2007) (SPSS 12.0). Os níveis de concordância entre as variáveis foram obtidos através da técnica de Bland- Altman (BLAND; ALTMAN, 1999) (MedCalc 8.2.0.3). Foi adotado um nível de significância de p ≤ 0,05.

Resultados

Os resultados estão expressos na tabela 1, através de média, desvio padrão (DP), valores mínimos e máximos. Foi observada diferença estatística entre os testes somente na frequência cardíaca no LM (FC-LM) e na frequência cardíaca obtida no final do teste (FCmax).

Todas as demais variáveis não diferiram do teste 1 para o teste 2.

*****inserir tabela 1*****

Na tabela 2 estão apresentados os valores de coeficiente de correlação intraclasse (CCI) para as variáveis investigadas no teste 1 e 2 de LM, onde verificamos reprodutibilidade significante (P<0,01) em todas as variáveis, com exceção da PSE associada ao LM (PSE-LM).

*****inserir tabela 2*****

A plotagem de Bland e Altman está exposta nas figura 1A e 1B para as principais variáveis, intensidade de LM e Pmax obtida no final da parte incremental. As variáveis apresentaram boa concordância.

Discussão

O presente estudo teve como objetivo verificar a reprodutibilidade do teste de lactato mínimo (LM) com indução a hiperlactatemia ajustada pela percepção subjetiva de esforço (PSE), bem como verificar se há necessidade de familiarização ao teste e aos procedimentos utilizados nas coletas de dados. Podemos observar que não houve diferença estatística entre as principais variáveis investigadas no teste e reteste do lactato mínimo (LM), com exceção da freqüência cardíaca obtida no LM (FC- LM) e freqüência cardíaca máxima (FCmax), apresentando ainda boa reprodutibilidade em diversas variáveis (CCI), com exceção da PSE no LM (PSE-LM). A intensidade de LM e potência máxima (Pmax), principais variáveis obtidas no teste de LM, apresentaram boa concordância (Bland e Altman).

Davis e Gass (1979) observaram a cinética das [lac] em testes incrementais após indução a hiperlactatemia, e possivelmente foram os precursores do conhecimento atual sobre protocolos que identificam pontos de equilíbrio entre produção e remoção do [lac]. Tegtbur et al., (1993) sistematizaram os conhecimentos existentes para criação de um protocolo incremental após hiperlactatemia induzida por esforços intensos, propondo a metodologia que conhecemos hoje como LM.

Smith et al., (2002) investigaram se diferentes tipos de indução poderiam alterar a determinação do LM, utilizaram para isto 4 diferentes protocolos de indução, teste de rampa (10-12 min), 30 e 40s de sprint máximo, e um protocolo envolvendo 2 sprints máximos de 20s com intervalo de 1 min entre eles. Embora os indivíduos tenham começado o teste incremental (TI) do

LM com diferentes concentrações de lactato a intensidade de LM não diferiu, sugerindo que as diferentes formas de indução a hiperlactatemia não alteram a identificação do LM. No presente estudo, optou-se por uma diferenciada forma de indução a hiperlactatemia composta por 4 estágios de 3 minutos (último estágio até a exaustão) com cargas ajustadas pela PSE (9-10, 12-13, 15-16 e 17-20, respectivamente). As cargas da indução a hiperlactatemia, no presente estudo, não foram as mesmas nos testes 1 e 2, devido ao ajuste da carga ser feito pela PSE, sugerindo que a realização de um teste máximo (teste 1) poderia alterar a PSE para cargas de exercício submáximos (indução e parte incremental do teste 2), fazendo com que o indivíduo começasse o exercício pós esforços diferenciados no teste e reteste. Esta particularidade na indução, pode ter alterado a resposta autonômica do sistema

nervoso, que modula a frequência cardíaca, podendo ser o responsável pela diferença obtida na FC-LM e FCmax entre os testes 1 e 2.

Ajustes matemáticos

(SOTERO et al., 2009; SIMÕES et al., 2009; PARDONO et al., 2008; SOTERO et al., 2007; SMITH et al., 2002) têm sido utilizados para corrigir a curva da cinética de lactato, visando uma melhor identificação da intensidade de LM. Sotero et al. (2007) e Pardono et al.(2008) investigaram também a possibilidade de se identificar o Meel utiliza-se apenas 3 pontos de um teste completo de LM para análise, e não encontraram diferença entre os diferentes métodos de identificação do LAn. No presente estudo optou-se pela identificação visual, tradicional, da intensidade de LM.

Em estudo feito com ciclistas competitivos, Smith et al. (2002), encontraram intensidades de LM de

295 ± 15 W; Pardono et al. (2009) com ciclistas recreacionais obtiveram valores médios de LM de 209,1 ± 23,2 W, Strupler et al. (2009) em atletas de endurance LM de 186 ± 12 W. Nestes estudos foram observados valores de LM superiores aos do presente estudo, ou seja, demonstrando uma melhor condição aeróbia dos ciclistas competitivos, ciclistas recreacionais e atletas de endurance em relação aos estudantes de Educação Física (155,0 ± 23,8 W no teste 1 e 157,5 ± 27,0 W no teste 2). A intensidade de LM do presente estudo foi semelhante ao de tenistas de nível internacional (157,68 ± 13,48 W) (ZAGATTO et al., 2004). Os tenistas, embora bem treinados, exercitam-se sob um diferente gesto motor em relação ao desenvolvido em cicloergômetro onde foram avaliados, podendo ter prejudicado o desempenho dos tenistas.

Alguns estudos se

propuseram a investigar a

reprodutibilidade do LM, utilizando diferentes metodologias, porém incorrendo em um mesmo erro, comum nos estudos deste tipo, que é a escolha do procedimento estatístico. Campbell et al. (1998) e Strupler et al. (2009) investigaram a reprodutibilidade do LM em testes de pista e de laboratório, respectivamente, encontrando boa reprodutibilidade através da correlação de Pearson para as variáveis associadas ao LM. Porém, Thomas et al. (2007) apontam o coeficiente de correlação intraclasse (CCI) como a estatística adequada para se verificar a reprodutibilidade, conforme estatística aplicada no presente estudo, onde observou-se forte reprodutibilidade da intensidade de LM, FC-LM, [lac]-LM, FCmax e Pmax.

Embora a amostra do presente estudo possua uma característica heterogênea, formada por estudantes de Educação Física,

que possuem diferentes históricos de prática desportiva e praticam diferentes atividades físicas, o protocolo de LM mostrou-se reprodutível. Como sugestão de futuros estudos, fica a possibilidade de aplicação do protocolo em diferentes populações, sensibilidade a diferentes treinamentos e destreinamento, bem como a capacidade do presente protocolo em estimar o Meel.

Conclusão:

O protocolo de lactato mínimo, para identificação de uma intensidade de exercício associada ao limiar anaeróbio e potência máxima (ambas utilizadas para prescrição de exercícios e acompanhamento de programas de treinamento), com

hiperlactatemia previamente induzida com base na percepção subjetiva de esforço, se mostrou reprodutível em identificar variáveis associadas ao teste, dispensando inclusive, uma sessão prévia de exercícios voltada para a familiarização.

Agradecimentos:

A Coordenação de

Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES) que financiou o presente trabalho disponibilizando uma bolsa de estudos (Prosup/Capes) ao primeiro autor. Ao Laboratório de Avaliação Física e Treinamento (LAFIT) e sua equipe pelo suporte e equipamentos disponibilizados para a execução da pesquisa.

Figura 1A e 1B: Plotagem de Bland e Altman para comparações entre as intensidades de lactato mínimo (LM) (Figura 1A) e potência máxima (Pmax) (Figura 1B) obtidas nos testes 1 e 2.

Tabela 1: Análise descritiva (média ± DP), valores mínimos e máximos para as variáveis analisadas no teste de lactato mínimo 1 e 2 (LM e LM 2).

Média ± DP Mínimo Máximo

LM (W) 155,0 ± 23,8 100 200 LM 2 (W) 157,5 ± 27,0 125 200 FC-LM (bpm) 160,9 ± 13,2 144 185 FC-LM 2 (bpm) 154,7 ± 15,1* 120 177 [lac]-LM (mmol) 6,4 ± 2,5 1,47 10,53 [lac]-LM 2 (mmol) 5,8 ± 2,9 1,46 14,14 PSE-LM 14,8 ± 2,1 11 20 PSE-LM 2 14,2 ± 2,1 11 20 FCmax (bpm) 182,4 ± 9,4 156 202 FCmax 2 (bpm) 177,8 ± 11,9* 145 198 Pmax (W) 217,6 ± 34,6 150 300 Pmax 2 (W) 222,5 ± 36,2 175 300

Resultados são expressos para os testes 1 e 2. LM: intensidade de lactato mínimo; FC-LM: frequência cardíaca no estágio em que ocorreu o LM; [lac]-LM: concentração de lactato no LM; PSE-LM: percepção subjetiva de esforço no LM; FCmax: freqüência cardíaca máxima obtida no último estágio; Pmax: potência máxima obtida no final do teste. * p<0,05 em relação ao teste 1.

Tabela 2: Coeficiente de correlação intraclasse (CCI) para verificar a reprodutibilidade das variáveis entre os testes 1 e 2.

Variáveis CCI IC 95% LM 0,79* 0,49 – 0,92 FC-LM 0,74# 0,35 – 0,89 [lac]-LM 0,92* 0,80 – 0,97 PSE-LM 0,48 -2,82 – 0,794 FCmax 0,87* 0,69 – 0,95 Pmax 0,92* 0,80 – 0,97

LM: intensidade de lactato mínimo; FC-LM: frequência cardíaca no LM; [lac]-LM: concentração de lactato no LM; PSE-LM: percepção subjetiva de esforço no LM; FCmax: freqüência cardíaca máxima obtida no último estágio; Pmax: potência máxima obtida no final do teste; * p<0,001; # p<0,01.

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