2.2 Discussing constructs
3.1.2 Results
O Programa de TCC foi desenvolvido ao longo de 12 semanas, na forma de aulas de 50 minutos de duração, com uma freqüência de 3 práticas semanais. Os exercícios aplicados nas aulas foram planejados levando-se em consideração a segurança dos praticantes, com base na metodologia de TCC para idosos proposta por PEREIRA & SAFONS (2003). As aulas foram ministradas dentro do padrão convencional da aula de Educação Física, com exercícios simples, coreografias curtas e poucas mudanças de direção.
3.2.4.1. Protocolo
Aquecimento (15 min.): Esta fase foi composta por exercícios educativos
selecionados dentre os 24 movimentos do repertório da série de treinamento do TCC e executados com ênfase no alongamento muscular e nos exercícios respiratórios. Para cada aula foram escolhidos 10 exercícios e para cada exercício foi realizada uma série de 5 repetições, executadas de forma lenta, contínua e com concentração mental, procurando-se reproduzir corporalmente os movimentos de animais ou de outros objetos da natureza e da cultura humana, conforme sugestões verbais do professor.
Ao final desta fase, a freqüência cardíaca das alunas foi elevada em relação ao repouso para valores que, diante da “Escala de Percepção Subjetiva do Esforço” de BORG (2000), foram apontados como entre 1 (MUITO LEVE) e 2 (LEVE), onde “muito leve” equivaleu a andar lentamente em seu próprio ritmo por alguns minutos, e “leve” a caminhar no ritmo em que a respiração não se alterou e ainda se podia manter uma conversação fluente. As alunas foram estimuladas a manter seu nível de esforço percebido nestes valores até o final da fase de trabalho específico.
Trabalho Específico (20 min.): Nesta fase da aula, as alunas trabalharam com as
coreografias específicas do TCC, mantendo as características de lentidão, fluidez e concentração mental. Em cada aula, as coreografias foram constituídas de 8 movimentos escolhidos dentro do repertório da série do TCC Estilo Yang de 24 movimentos (Anexo 3). Coreografias em dupla (Tai Chi Tuishou) também foram trabalhadas, com base nos exercícios da série de 24 movimentos. Os recursos tradicionais da aula de Educação Física, tais como jogos, desafios, trabalhos de grupo, foram utilizados para estimular e facilitar a aprendizagem.
O repertório de exercícios foi composto pelos movimentos denominados: 1. Preparação
2. Risca da Crina do Cavalo Selvagem 3. Grou Branco Bate as Asas
4. Coçar os Joelhos 5. Dedilhar o Alaúde
6. Garça Branca Estende as Asas Atrás 7. Agarrar a Cauda do Pássaro à Esquerda 8. Agarrar a Cauda do Pássaro à Direita 9. Chicote à Esquerda
10. Acenar Mãos nas Nuvens 11. Chicote à Esquerda 12. Afagar o Cavalo
13. Chutar com o Calcanhar Direito 14. Bater nas Orelhas com os Dois Punhos 15. Chutar com o Calcanhar Esquerdo 16. Serpente Descendo à Esquerda 17. Serpente Descendo à Direita
18. Passar a Lança para a Direita e para a Esquerda 19. Agulha no Fundo do Mar
20. Defesa com os Dois Braços 21. Virar-se para Golpear 22. Recuar e Empurrar 23. Braços Cruzados ao Peito 24. Conclusão
Relaxamento (15 min.): Nesta fase da aula, buscou-se a descontração psíquica e
muscular, através dos exercícios de meditação Tao Yin – parar, respirar e acalmar a mente. Buscou-se, ao final desta fase, que na “Escala de Percepção Subjetiva do Esforço” de BORG (2000) fossem apontados valores próximos aos do repouso, tais como Zero - 0 (ABSOLUTAMENTE NADA) ou 0,5 (EXTREMAMENTE LEVE).
3.3. TRATAMENTO ESTATÍSTICO
Esta é uma pesquisa com delineamento experimental correlacional, constituída de Grupo Experimental (G1) e Grupo Controle (G2), submetidos a pré-teste e pós-teste de mensuração da força dos músculos extensores dos joelhos e da mensuração do equilíbrio (variáveis dependentes – VD), antes e depois de 12 semanas de tratamento com o programa de TCC Estilo Yang de 24 Movimentos (variáveis independentes - VI). O desenho experimental está mostrado na Tabela 1.
Tabela 1_ Desenho experimental do projeto
VI VI VD VD VD
TCC TEMPO FORÇA (F) EQUILÍBRIO (EQ) CORRELAÇÃO F X EQ
G1 T1: pré-teste
T2: pós-teste
G2 T1: pré-teste
T2: pós-teste
Onde: VI – variáveis independentes ; VD – variáveis dependentes
Na estatística descritiva foi calculada a Média e o Desvio Padrão. A comparação das médias obtidas no pré-teste e no pós-teste das variáveis dependentes Força dos Músculos
Extensores dos Joelhos (F) e Equilíbrio (EQ) foi feita utilizando-se a aplicação das provas
paramétricas (Análise de Variância SPLIT PLOT ANOVA – SPANOVA, Testes Pareados e Correlação Linear de Pearson), testando a Hipótese Nula (H0) de que não havia diferenças
significativas dentro dos grupos, bem como entre os dois grupos. Os quatro supostos paramétricos, pré-requisitos para a realização das provas paramétricas, foram satisfeitos: a amostra foi grande (n > 30); a variável dependente foi mensurada através de unidade de medida quantitativa e contínua (tempo de permanência e massa deslocada); a homocedasticidade foi garantida (Teste de Levine) e, finalmente, a normalidade da amostra
(Teste de Kolmogorov-Smirnov) foi garantida (THOMAS & NELSON, 2002; CAZORLA & SILVA, 2005).
Em todos os testes adotou-se o nível de significância menor ou igual a 5% (p ≤ 0,05). Os cálculos foram realizados utilizando-se o programa SPSS - Statistical Package for the Social Sciences, versão 10.0, para Windows (SPSS, 1999).
4. RESULTADOS
4.1. ANÁLISE DESCRITIVA
4.1.1. Caracterização da amostra
As médias e desvios-padrão de idade, estatura e massa corporal das 77 idosas que participaram deste estudo foram, respectivamente, de 68,57 ± 6,24 anos, 152,29 ± 3,72 cm e 64,47 ± 11,25 kg. As médias e desvios-padrão no Grupo Experimental (G1) e no Grupo Controle (G2), bem como a comparação entre estas médias através do Teste “t” Independente estão apresentadas na Tabela 2. O Teste “t” não apresentou significância (p > 0,05), indicando que não há diferenças entre os grupos G1 e G2 quanto à idade, estatura e massa corporal, confirmando confirmada a Hipótese Nula (H0) de que as voluntárias de ambas amostras foram
provenientes da mesma população.
Tabela 2 _ Médias, Desvios-Padrão e Teste “t” Independente para idade, estatura e massa corporal dos grupos experimental (G1) e controle (G2)
Grupo n Idade (anos)
M ± DP Estatura (cm) M ± DP Massa corporal (kg) M ± DP G1 38 68,11 ± 5,02 152,46 ± 3,54 64,87 ± 11,46 G2 39 69,03 ± 7,28 152,13 ± 3,93 64,08 ± 11,17 Teste t independente p = 0,520 p = 0,700 p = 0,762
Onde: M = Média; DP = Desvio Padrão; significância (p ≤ 0,05)
Na análise exploratória dos dados descritivos dos dois grupos não foram observados casos faltosos (missing cases) e não se detectaram desvios da normalidade. O teste de Kolmogorov-Smirnov (K-S) não apresentou significância (p > 0,05) para quaisquer das
mensurações de idade, estatura e massa corporal, confirmando a Hipótese Nula (H0) de que a
distribuição é normal em ambos os grupos (Tabela 3).
Tabela 3 _ Teste de Kolmogorov-Smirnov (K-S) para idade, estatura e massa corporal dos grupos experimental (G1) e controle (G2)
Grupo K-S Idade K-S Estatura K-S Massa corporal
G1 p = 0,269 p = 0,432 p = 0,979 IDADE 80,0 77,5 75,0 72,5 70,0 67,5 65,0 62,5 60,0 Freqüências 14 12 10 8 6 4 2 0 ESTATURA 160,0 158,0 156,0 154,0 152,0 150,0 148,0 146,0 144,0 Freqüências 16 14 12 10 8 6 4 2 0 MASSA CORPORAL 85,0 80,0 75,0 70,0 65,0 60,0 55,0 50,0 45,0 Freqüências 10 8 6 4 2 0 G2 p = 0,370 p = 0,676 p = 0,990 IDADE 82,5 80,0 77,5 75,0 72,5 70,0 67,5 65,0 62,5 60,0 Freqüências 12 10 8 6 4 2 0 ESTATURA 160,0 158,0 156,0 154,0 152,0 150,0 148,0 146,0 144,0 Freqüências 14 12 10 8 6 4 2 0 MASSA CORPORAL 87,5 85,0 82,5 80,0 77,5 75,0 72,5 70,0 67,5 65,0 62,5 60,0 57,5 55,0 52,5 50,0 47,5 45,0 Freqüências 5 4 3 2 1 0 Onde: significância (p ≤ 0,05) 4.2. ANÁLISE PARAMÉTRICA