4 EVALUATION OF SCHOOL OF PHARMACY IN BERGEN
1. Section for bioorganic and pharmaceutical chemistry Organisation
O APL tem conexões com empresas fora da região?
(Jaú): Sim, o nosso APL envolve empresas de prestadores de serviço terceirizados nas cidades de Jaú, Bocaina, Dois Córregos, Macatuba, Mineiros do Tietê e Barra Bonita, que têm algumas fábricas por lá, para complementação do processo produtivo. A comercialização é realizada em Jaú, porque a fábrica
vende em Jaú, na região e outros lugares.
(SCRP): Sim, temos algumas empresas do APL que complementam o processo produtivo fora daqui, em Jaú e Franca. Algumas fazem o pesponto, outras a montagem para complementarem o processo produtivo.
Quem são os participantes do APL? Somente indústrias locais do setor Indústrias e comércio locais do setor
Indústrias, comércio e fornecedores locais do setor
Indústrias, comércio, fornecedores locais e de outras localidades.
(Jaú): Indústrias, comércio e alguns fornecedores locais da cadeia produtiva. Entretanto existem também fornecedores de outras localidades como do Rio Grande do Sul e de São Paulo que não fazem parte do APL de Jaú. O couro, por exemplo, vem principalmente do Rio Grande Sul. O sapato leva muitos componentes, tais como tinta, tecido, couro, borracha e claro o couro e plástico. Com relação ao comércio, nós temos o shopping Território do Calçado que tem mais de 180 lojas, com 600 funcionários, e que vende no atacado e varejo. (SCRP): Sim, somente indústrias locais do setor. Não temos fornecedores locais e o comércio local não faz parte do APL. Os nossos fornecedores são de Jaú, de Franca, de São Paulo e do Rio Grande do Sul e eles não fazem parte do APL.
Há quanto tempo o APL está estruturado?
(Jaú): O APL, você fala as fábricas todas aqui? Na verdade a cadeia produtiva aqui em Jaú existe há mais de 50 anos. No formato de APL nós começamos uma estruturação em 2003. Foi feito um planejamento estratégico em 2003, que começou a dar o formato do APL e houve a criação de núcleos de estudo para monitorar, para ter números das empresas do APL, que até então nunca tivemos.
(SCRP): Santa Cruz do Rio Pardo fabrica sapatos desde a década de 1950, entretanto o APL só foi estruturado entre os anos de 2007 e 2008. O Sebrae auxiliou nesta estruturação. Eu sou o gestor do APL, juntamente com o Sindicato Patronal.
O que auxiliou na concentração das indústrias participantes do APL?
(Jaú): Veja bem, o que falta pra Jaú é um número maior de empresas participantes, atuantes, as empresas do APL são muito dispersas. A gente aqui no sindicato convoca uma reunião e vem pouca gente – tem muito sapateiro e pouco gestor. Gostaria que o APL tivesse mais gestores do que sapateiros com uma visão individualista e de curto prazo. Nas reuniões que nós convocamos aqui no sindicato comparecem 13 /14 empresas das 120 sindicalizadas, das mais de 200 do setor. Fábricas menores vivem na informalidade e acabam atrapalhando as que trabalham na formalidade, pois elas compram e vendem sem nota, contratam funcionários sem registro. Uma concorrência desleal dentro do próprio APL, enquanto comigo é tudo com nota, a compra, a venda e os registros. Não existe uma união que seja natural dentro do APL, ela sempre tem que ser provocada. Os interesses individuais predominam. Quando o mercado começa a melhorar, começam vir os aventureiros. O Sebrae atua, mas a participação é muito baixa. Concorrência desleal. O sindicato patronal recolhe o lixo das empresas sindicalizadas, mas onde está indo o lixo das sobras de couro e plástico, raspa de couro, plástico, pó de máquina, produtos tóxicos das não sindicalizadas?
O que ajudou a concentração foi a sensação de ter gente especializada, e também os curtumes na região ajudaram. Atualmente tem alguns curtumes, mas não são frigoríficos, eles não abatem o boi. Eles recebem o couro já semiacabado, quase pré-pronto, de outras regiões como Franca por exemplo. O que eu gostaria hoje é que Jaú fosse uma cidade formadora de gestores, não de sapateiros.
(SCRP): Em reuniões com algumas empresas do setor, realizamos um diagnóstico e apresentamos os resultados, e concluímos que seria interessante nos unirmos para melhorarmos a nossa qualidade, a nossa produtividade, o nosso conhecimento a respeito do setor e que isto poderia auxiliar no crescimento do grupo. Mas este movimento não auxiliou em trazer outras empresas pra cá, eram as que aqui estavam é que formaram o APL. Na década de 1950 havia alguns curtumes por aqui e eu acredito que isto possa ter contribuído para a formação e concentração.
(Jaú): Eu acredito que umas cem (100) empresas abriram e fecharam nos últimos três anos. Empresas que começaram, pararam, quebraram, não sei se dá pra chamar de empresas, mas são aqueles aventureiros que arriscam. Eu não tenho este número oficial. Digo 50 empresas na formalidade que fecharam, e 50 empresas na informalidade que, também, fecharam.
(SCRP): Não houve falência de empresas nos últimos três anos.
Quais as empresas que mais cresceram? Por que razão? São mais inovadoras no design ou no processo produtivo?
(Jaú): Eu tinha, em 2009, 200 funcionários, hoje eu tenho 80. A demanda caiu muito. As empresas que foram buscar mercado em outras regiões tiveram mais chance de crescimento. Eu melhorei o meu produto, vendia o par a R$58,00 e agora eu vendo a R$65,00, agreguei valor. Diminui no número de pares vendidos, mas agreguei valor. As empresas que mais cresceram tinham recursos próprios. Os Bancos não estão abertos ao setor calçadista para crédito; na região, a inadimplência no setor é muito alta; melhor não buscar dinheiro no mercado, pois o custo é muito alto e não se consegue repassar ao produto. O APL é mal visto pelo setor financeiro.
(SCRP): As empresas que mais cresceram foram Tamira, Dedimar e CR Pastores – são empresas que eram de porte um pouco menor que a Mauber (minha empresa) e hoje já estão do mesmo tamanho. A Mauber permaneceu estável: o segredo foi o acerto no design do produto, na maneira de produzir, a realização de vendas em novas regiões, e acertar o produto para o mercado que escolheu. Estas empresas escolheram outro mercado, novas regiões: o segredo foi acertar o produto com o mercado – design / mercado.
Quantas empresas / trabalhadores estão sindicalizadas?
(Jaú): Aproximadamente 150 empresas estão sindicalizadas, das mais de 600 do setor. O que equivale 25% das empresas.
(Jaú): Há 25 ou 30 anos atrás, pouca coisa, só meio período, aqui não tem tradição de greve.
(SCRP): Nunca houve greve no setor.
Qual é o piso salarial? Tem tido um aumento real?
(Jaú): É o piso da categoria, um pouco acima por conta de uns poucos aumentos reais. Acima da inflação algum ganho insignificante.
(SCRP): O piso salarial aqui é de R$ 720,00, e não tem tido aumento real.
O sindicato oferece curso de formação de mão de obra?
(Jaú): Sim, muitos. O sindicato oferece muitos cursos em parceria com o Sebrae em cursos de gestão, enquanto que o Senai, Senac e Fatec oferecem cursos essencialmente técnicos.
(SCRP): O sindicato não oferece curso de formação de mão de obra, mas em parceria com o Senai identifica as demandas do setor para que a entidade ofereça cursos que atendam a demanda na área.
Quais são as maiores reivindicações?
(Jaú): O maior problema nosso hoje é a Carga Tributária (30/35%) em cima do sapato. O sapato que vem do Sul, o lojista se credita em 12% de ICMS e quando compra de nós ele se credita de apenas 7%. Pra compensar o meu produto tem que estar mais barato do que o do sul do país. Tem que ser inovador. Muita tecnologia para diminuir o número de funcionários, e isso também tem um custo. O risco está sempre com o empresário. O empresário formal ganha muito pouco, mais paga pro governo do que ganha. A margem é muito pequena. (SCRP): As nossas maiores reivindicações junto ao governo são feitas em reuniões bimensais com outros dirigentes sindicais na Fiesp, quando apresentamos as nossas reivindicações que atualmente são a diminuição de impostos trabalhistas e sobre os calçados.
busca alternativas, faz o APL aparecer. As empresas trabalham muito isoladamente e isto atrapalha. Na informalidade algumas empresas estão ganhando e não querem dividir, “não querem que os outros saibam o que elas estão fazendo”. Pra passar o “pires”, para feiras, exposições, créditos, etc... aí sim elas se unem, mas pra dividir conhecimento informações elas não se atraem. As indústrias procuram o sindicato quando estão em situação terminal. A culpa da diminuição não é somente a globalização, mas sim: falta de união, crédito caro, falta de gestores, muito amadorismo, não sabem gerenciar o negócio, não sabem quanto pagou de juros, de imposto etc... demoram três ou quatro meses para fechar o ano fiscal, benefícios temporário da informalidade. Importante: Não culpo só produto importado, mas sim gestão, amadorismo. (SCRP): Ninguém nos apoia, seja prefeitura, governo do estado ou federal. A Fiesp oferece cursos, diagnósticos, assessoria em assuntos geral, eles nos dão apoio. O Sebrae nada tem feito, e o Senai oferece cursos regulares que vieram por reivindicação da indústria calçadista. Eu acho que se nós estivéssemos mais organizados, mais juntos, eu acredito que nós poderíamos receber apoio, mas assim é cada um por si, fica difícil.
Que indicadores, dos abaixo apresentados, o senhor utilizaria para apontar os benefícios propiciados pelo APL em ordem decrescente?
o IDH o PIB
o PIB per capita o Número de escolas o Comércio o Urbanização o Rendimento médio o IPRS o Criminalidade o Homicídios o Favelização o Desemprego
coisas vão acontecendo.
IDH, que melhorou muito em relação ao nível escolar e nível social. Isso é percebido entre os meus empregados, quando entraram para trabalhar comigo tinham nível escolar baixo, não tinham casa, carro celular. O APL em si é que transforma as pessoas.
PIB; Número de escolas. Poderia também citar: Número de creches e Supermercados.
(SCRP): A cidade de SCRP se tornou um polo na região. Com a vinda do Senai, acabou atraindo muita gente, muito estudante para cá, outras escolas vieram tais como Sesi, faculdades, e isso melhorou o comércio, a cidade cresceu se tornou mais urbana, não tem mendigo, morador de rua; o número de hospitais se manteve. Existe mão de obra disponível, entretanto é pouco qualificada, tanto pro comércio como para a indústria. Sem o aumento de crimes, sem favelas, e o nível de desemprego é baixo. A indústria calçadista gera aproximadamente 4 mil empregos diretos e indiretos (estes envolvendo mão de obra terceirizada e comércio).
Indicaria o PIB, PIB per capita, urbanização, número de escolas ou cursos, o comércio, criminalidade e nível de desemprego.
3.4.20.6. Análise das entrevistas com os dirigentes sindicais patronais das