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Mandate for the Evaluation Committee

5 EVALUATION OF SCHOOL OF PHARMACY IN TROMSØ

II. Mandate for the Evaluation Committee

 O APL tem conexões com empresas fora da região?

(Jaú): Sim, o nosso APL tem conexões com fornecedores de Franca, Vale dos Sinos e algumas fábricas aqui compram da China, também. Para a complementação do processo produtivo, por exemplo, Franca, onde a mão de obra lá tem um custo menor. Também tem empresas de prestadores de serviço terceirizados nas cidades de Bariri, Bocaina, Dois Córregos, Macatuba Mineiros do Tietê e Barra Bonita.

(SCRP): Sim, temos relacionamento com algumas empresas em Jaú e Franca complementam o processo produtivo e para a aquisição de matéria-prima.

 Quem são os participantes do APL?  Somente indústrias locais do setor  Indústrias e comércio locais do setor

 Indústrias, comércio e fornecedores locais do setor

 Indústrias, comércio, fornecedores locais e de outras localidades.

5 De Jaú, Srs. Rogério Luis Coleti, Gerson Salu de Lima e Welington Josué de Oliveira, e de Santa Cruz do Rio Pardo, Sr. Benedicto Batista Ribeiro.

fornecedores de São Paulo e da região Sul do país e de São Paulo. Eles compram lá, mas não estão ligados ao APL de Jaú. O couro vem do Sul e outras partes são adquiridas em São Paulo ou aqui mesmo com alguns fornecedores locais, tais como tinta, tecido, couro, borracha e claro o couro e plástico. O shopping Território do Calçado que comercializa no atacado e varejo.

(SCRP): Sim, somente indústrias locais do setor. Não temos fornecedores locais, os nossos fornecedores são do Sul, Jaú, de Franca e de São Paulo e eles não fazem parte do APL e o comércio local é independente.

 Há quanto tempo o APL está estruturado?

(Jaú): Jaú fabrica sapato há muito tempo, uns 50 anos, dizem. Nesse modelo de grupo que o Sr. comentou tem uns dez anos que parece que algumas fábricas aí começaram a se unir mais, mas eu não sei exatamente.

(SCRP): Desde a época que o Senai veio pra cá, tem uns dez anos, mas Santa Cruz do Rio Pardo fabrica sapatos desde 1950. O Sebrae também ajudou nesta organização.

 O que auxiliou na concentração das indústrias participantes do APL? (Jaú): O Senai ajudou bastante na formação de mão de obra, desde a década de 1980, 1990, aqui mesmo tem três pessoas que fizeram curso no Senai e a disponibilidade de mão de obra ajudou bastante a mais empresas aqui se instalarem ou abrirem por ex-trabalhadores da indústria do calçado, agora aqui tem a Fatec que tem curso de design e de gestão. Mas aqui também tinha curtume

(SCRP): Nos anos 1950 havia alguns curtumes por aqui e eu acredito que isto possa ter contribuído para a formação e concentração, mas com o Senai com os cursos para a formação de técnicos ajudou, por ai sim tinha mais mão de obra.

 Qual o número de empresas que foram à falência nos últimos três anos? (Jaú): Eu não sei exatamente, mas acredito que umas dez (10) empresas foram à falência nesses três anos. Empresas que começaram e pararam, empresas grandes, mas é por conta da concorrência chinesa, onde os impostos devem ser menores que aqui no Brasil, além do trabalho escravo lá, trabalham 13, 14

brigou muito pra nos proteger, e até que conseguiu por uns tempos, daí a China começou a exportar não diretamente pra cá, mas envia pra Taiwan, dela vai pro Paraguai e chega aqui como um produto de outro lugar.

(SCRP): Nenhuma empresa fechou nos últimos três anos.

 Quais as empresas que mais cresceram? Por que razão? São mais inovadoras no design ou no processo produtivo?

(Jaú): As empresas que mais cresceram foram as empresas que investiram na qualificação de mão de obra iniciante, não custa caro para o patrão, tem muita vontade de conhecer muito, então trabalha muito, são mais flexíveis, maquinário e começaram a comprar de fornecedores da China.

(SCRP): Umas duas ou três empresas cresceram, mas elas não são inovadoras elas copiam das maiores de fora e daqui mesmo, os modelos são todos iguais. Elas não se ajudam, uma tira funcionário da outra.

 Quantas empresas / trabalhadores estão sindicalizadas?

(Jaú): Umas 100, 130 empresas estão sindicalizadas, este número de empregados varia muito com as admissões e as demissões hoje está em torno de uns 3 mil empregados.

(SCRP): Umas vinte empresas estão sindicalizadas, uns 800 funcionários estão sindicalizados.

 Já houve greve?

(Jaú): Houve uma greve na década de 1990 para aumento salarial. (SCRP): Nunca houve greve no setor.

 Qual é o piso salarial? Tem tido um aumento real?

(Jaú): O piso da categoria aqui é R$755,00. Todo anos nós conseguimos um aumento real, pequeno, mas conseguimos (uns 2%). Tivemos outras conquistas, transformamos a cesta básica em cartão alimentação, que é melhor para o trabalhador, é mais flexível ele compra o que realmente precisa.

(Jaú): Já ofereceu bastante estamos no momento de transição (troca de dirigentes) e caiu um pouco, mas oferece cursos de formação (1º e 2º grau do ensino fundamental) e profissionalizante como informática (básico e avançado). Profissionalizante para calçado em parceria com o Senai. Oferece um plano de saúde com médicos e dentistas, constrói casas subsidiadas, já entregamos umas 800 e temos planos pra mais 2000.

(SCRP): O sindicato não oferece curso de formação de mão de obra, mas em parceria com o Senai identifica as demandas do setor para que a entidade ofereça cursos que atendam a demanda na área.

 Quais são as maiores reivindicações?

(Jaú): São aumento salarial, aumento do cartão alimentação e benefícios. O aluguel de uma casa é muito alto aqui (uns R$500,00), um terreno por menos de R$40.000,00, você não acha aqui.

(SCRP): Aumento real dos salários e benefícios.

 O apoio à indústria calçadista vem de onde?

(Jaú): O sindicato patronal é o que dá mais apoio as indústrias, a Prefeitura não apoia em nada, não tem incentivo nenhum do governo. Aqui a Prefeitura só oferece o terreno o local e depois fica por conta própria. Mas não é muito simples assim, um grande número de indústrias se inscrevem e depois é feito um sorteio e parece também que deve ser indicado pelo sindicato patronal.

(SCRP): Aqui só o sindicato patronal apoia, ninguém mais nos apoia, seja Prefeitura, governo do estado ou federal.

 Que indicadores, dos abaixo apresentados, o senhor utilizaria para apontar os benefícios propiciados pelo APL em ordem decrescente?

o IDH o PIB

o PIB per capita o Número de escolas o Comércio

o Rendimento médio o IPRS o Criminalidade o Homicídios o Favelização o Desemprego

(Jaú): Urbanização, antigamente tinha colônias rurais, o patrão tinha o sítio ali e os trabalhadores rurais moravam ali mesmo, com escolinha, hoje não tem mais. O comércio cresceu muito. O rendimento médio também aumentou, antes a gente via um monte de bicicleta estacionada nas empresas, hoje você muita moto e carro. Não tem favela. Nós do sindicato construímos mais de 800 casas para os trabalhadores e vendemos pra eles e valorizou muito e paga muito pouco. Desemprego teve baixa no calçado. IDH melhorou. Eu vejo muito crescimento no setor em função dos grandes eventos que estão por vir, muitas pessoas vão vir pro Brasil, mas o governo tem que barrar um pouco a China, pra que isso aconteça. Isso vai refletir em todos esses indicadores.

(SCRP): Indicaria o comércio, escolas e cursos, PIB, PIB per capita, urbanização, criminalidade e nível de desemprego.

3.4.20.8. Análise das entrevistas com os dirigentes sindicais trabalhadores das