• No results found

Molecular genetics

5 EVALUATION OF SCHOOL OF PHARMACY IN TROMSØ

4. Molecular genetics

Tanto o dirigente sindical patronal de Jaú como o de Santa Cruz do Rio Pardo afirmam que alguns serviços, como o pesponto, por exemplo, são executados em Franca e Jaú (para Santa Cruz do Rio Pardo), e a razão disso normalmente é a urgência e a qualidade superior dos trabalhos realizados nessas localidades. Ambos reconhecem o diferencial dos trabalhos realizados nessas concentrações externas, já o caminho inverso não acontece, apresentando uma relativa dependência quando se requer uma qualidade superior ou uma melhor produtividade.

As empresas raramente agem conjuntamente em compras coletivas ou na busca de novos fornecedores e tecnologias. Essa postura torna os produtos mais caros e de pouca competitividade. Os maiores concorrentes, localizados em Jaú, em Franca e no Sul do país, têm muito próximos os seus fornecedores e, com isso, não precisam pagar

mais competitivos.

Parcerias, consórcios com empresas externas, fornecedores, por exemplo, para Santa Cruz do Rio Pardo, atraindo-os ao APL, deveriam ser realizadas com o intuito de ganhar maior competitividade. Como dito anteriormente, para que se configure a união e o fortalecimento do APL, há a necessidade da criação uma instituição pioneira, capaz de alavancar para frente as empresas membros do aglomerado; uma instituição que seja representativa. Ela seria fundamental para o crescimento do APL e, ao mesmo tempo, fortalecer-se-ia com seu desenvolvimento. O termo instituição, aqui, é usado de acordo com a definição de Comin e Freire (2009, p. 103)

[...] Instituições são construções sociais que tanto fecundam como são fecundadas pelas constelações de redes sociais em que se encontram imersas; elas não só dependem das dinâmicas sociais preexistentes, mas também induzem a formação de novas redes de relações sociais.

Essas relações sociais é que fortalecem o grupo e elas são fundamentais para a sustentabilidade individual e da concentração. Os interesses individuais não podem prevalecer aos interesses do grupo, e estes só são alcançados quando existe uma relação de confiança entre os membros. Alianças estratégicas poderiam ser realizadas, envolvendo, no caso de Jaú, o maior shopping de calçados femininos da América Latina, para exportar, comprar tecnologia, contratação de artistas com o intuito de se inovar de uma maneira mais competitiva, além de fortalecer a divulgação dos referidos grupos.

Esse shopping em Jaú auxilia no escoamento da produção local, entretanto, não faz parte do APL, nunca foram realizadas ações conjuntas entre fabricantes e o reconhecido centro de compra. Uma forte liderança poderia auxiliar no reconhecimento dessas possibilidades.

As empresas que mais cresceram, segundo o dirigente de Jaú, foram as inovadoras, que buscaram novos mercados. São empresas que, por exemplo, agregaram valor ao produto, mudaram de nicho de mercado e aumentando, assim, o faturamento, chegando ao mercado com produtos que também estão sendo lançados pelos concorrentes, mas com recursos próprios, sem depender de produção financiada por bancos.

ágeis, que foram buscar novos mercados e inovaram na maneira de criar e produzir, sendo capazes também de apresentar aos clientes produtos iguais ou mais atraentes que os da concorrência, a preços competitivos. Ambos reconhecem que para se manter competitivo e atender às constantes exigências dos consumidores, existe a necessidade de se estar constantemente inovando em gestão, no processo e no design.

A maior reivindicação das empresas calçadistas, tanto das de Jaú como das de Santa Cruz do Rio Pardo, é pela diminuição da carga tributária, que atualmente gira em torno de 35%, e dos encargos trabalhistas. Elas têm feito um grande esforço para que seus produtos se tornem mais competitivos.

Os maiores problemas residem: na falta de fornecedores locais, que de certa forma obriga os produtores a estocarem matéria-prima e matérias auxiliares; no baixo volume de produção, que impede que usufruam das vantagens de economia de escala; no baixo nível de tecnologia empregado; e na alta competitividade, em duas frentes: interna, dentro dos próprios APLs; e externa, com indústrias ilegais, que acabam por colocar produtos no mercado a preços menores, uma vez que em sua condição se eximem da alta carga de tributos.

Somente o poder público municipal tem condições de organizar o setor, como intermediário das empresas junto a outras esferas governamentais, nas reivindicações com relação aos tributos e com relação à formalização das empresas que trabalham na clandestinidade, prejudicando todos os produtores legalmente constituídos. Reconhecemos que a gestão municipal tem poderes limitados, mas uma articulação com os diversos atores (escolas, empresários, sindicatos e empregados, além de entidades parafiscais) pode dar sustentação às suas reivindicações.

Em Jaú, como mencionado anteriormente, o sindicato patronal tem se esforçado para atrair os participantes e mantê-los unidos em ações que beneficiem o grupo. A postura individualista de grande parte dos empresários tem dificultado a possibilidade de maiores ações conjuntas e assim tem prejudicado o APL e todos os seus participantes.

Em Santa Cruz do Rio Pardo, o sindicato patronal também se esforça para atrair um número maior de empresas, com o mesmo propósito do de Jaú, mas os esforços também têm dado pouco resultado e a mesma postura individualista é que tem prevalecido. Nas duas localidades, em ações como a participação em feiras e eventos, que visam ao apoio de entidades, como Fiesp, Sebrae, prefeitura, e outros, a presença

compartilhamento do conhecimento empresarial, ou ainda para a união em busca de novas conquistas.

Fica evidente, nos relatos, que os dois dirigentes perceberam os avanços socioeconômicos que houve em suas cidades. As concentrações, pioneiras, foram capazes de atrair estudantes e trabalhadores (tanto os que vieram da zona rural como os provenientes de cidades menores na região); fortaleceram a economia local, melhorando a condição social da população, o que acabou resultando também em benefícios para as cidades circunvizinhas. Atualmente, as duas localidades têm outros setores produtivos, que lá se instalaram somente porque encontraram a infraestrutura necessária aos seus negócios, e isso é, em boa parte, devido aos APLs.

3.4.20.7. O APL na visão dos dirigentes sindicais dos trabalhadores, dos