8. FYLKESMANNENS GENERELLE KOMMENTARER
8.7. Samiske interesser
Dadas as novas condições de mercado, os fornecedores associa- dos à câmera iniciam o desenho do que seria chamado de NAP (do inglês Network Access Point, ponto de acesso à rede). A ideia era que a cessação de um único ponto de acesso e interconexão e a compra conjunta de uma largura de banda maior trariam con- sigo um custo substancialmente mais baixo, além de compartilhar custos fixos como energia, altos custos, segurança e despesas. Aspectos comuns, técnicos e administrativos representaram uma importante vantagem competitiva, que proporcionou uma melho- ria substancial para todos os fornecedores associados. Este modelo foi até atraente para os operadores históricos e grandes operadores, como Telefónica e Telcom, bem como Imsat, Comsat, Clarín, entre outros. Este foi o primeiro passo para um projeto que seria bem sucedido e reconhecido em todo o mundo.
O projeto não foi fácil de implementar; alcançar o consenso em empresas que normalmente são concorrentes não foi fácil. Come- çava a se entenr que a Internet, além de ser uma nova tecnologia de comunicações, também era uma nova visão do modo de nego- ciação e uma importante mudança social. Finalmente, a visão de um futuro promissor do setor levou a unir as vontades e o con- senso dos participantes.
Em 1998, o primeiro NAP da Argentina foi inaugurado pelo então subempreiteiro da Comissão Nacional de Telecomunicações, uma órgão que apoiava o projeto, e poderia ser dito que este projeto foi uma das primeiras demonstrações do que mais tarde seria chamado de modelo “múltiplas partes interessadas” (em inglês,
multistakeholder model). Nesta fundação participaram como fun-
dadores doze parceiros fornecedores de serviços de Internet da CABASE, a Comissão Nacional de Telecomunicações do Governo, várias empresas (PMEs, incumbentes, etc) e câmaras do setor. Foram anos de crescimento permanente de tráfego e serviços116
e maior largura de banda graças ao baixo custo de Mb benefi- ciando usuários com melhores serviços de Internet, mas isso foi
circunscrito a Buenos Aires, deixando de lado esses benefícios para o resto do país, principalmente as localidades de baixa den- sidade populacional ou nível econômico.
As dificuldades para acessar a Internet tornaram-se muito complica- das, para usar um eufemismo. O CABASE, perante as inquestionáveis dificuldades dos fornecedores do interior do país para a prestação de um bom serviço e um crescimento razoável e sustentado, decidiu lançar um novo projeto denominado “A federalização da banda larga”. O objetivo era gerar a criação de NAPs no interior da Argentina. Após um teste com fornecedores de diferentes províncias, defi- ne-se que o modelo piloto deste projeto seria realizado com os fornecedores da província de Neuquén. Uma vez que esta decisão foi tomada, o trabalho começou com os possíveis participantes, as reuniões começaram a trazer opiniões e alcançar uma definição deste NAP. Se em Buenos Aires foi uma tarefa árdua conscientizar os fornecedores de que unir-se só representava vantagens e era um projeto vencedor/vencedor, no interior isso não era muito diferente, embora a experiência específica do NAP Buenos Aires já existisse. Após mais de um ano de reuniões, foi concluído o primeiro ponto de troca de tráfego no interior do país, com oito fornecedores em sua fundação.
Se em Buenos Aires as diferenças competitivas geradas pelo NAP foram excelentes, neste primeiro piloto do projeto “Federalização da Banda Larga” as diferenças econômicas, logísticas e comerciais foram extraordinárias.
Há um caso testemunha que foi usado por muito tempo como um caso de sucesso: um fornecedor de San Martin de los Andes, que pagava USD 400 por mega, quando conectava ao NAP de Neu- quén seu custo por mega era de USD 54. Com a economia mensal representada por este baixo preço, implantou um projeto de uma rede de micro-ondas para conectar sua localidade com Neuquén. Até hoje ele tem duas redes de micro-ondas mais uma fibra para outro local. Estes números não exigem mais comentários.
É interessante notar que não há dúvida de que o principal obje- tivo inicial da criação de um ponto de troca de tráfego (NAP) foi
o econômico. As diferenças de valores apoiaram essa premissa e, com o passar do tempo, vários benefícios tecnológicos diretos ou colaterais vieram à tona e, como veremos mais adiante, os bene- fícios para o usuário também foram afirmados.
7.3
A situação atual
Vamos avançar no tempo: vinte e sete IXPs (do inglês, Internet
Exchange Point, ponto de troca de tráfego) estão agora operacio-
nais, e outros quatro estão em desenvolvimento. O que o projeto, originalmente, tinha como objetivo a implementação de um NAP em cada província, a realidade e a “necessidade” mudaram este objetivo, e, em algumas províncias, mais de um IXP foi gerado. Hoje estão operacionais:
Província Cidade Província Cidade
1 Ciudad Autónoma de BsAs 15 Córdoba Provincia de BsAs 16 Posadas
2 La Plata Rio Negro
3 Mar del Plata 17 Bariloche
4 Junín 18 Viedma
5 Pergamino 19 Puerto Madryn
6 Gran BsAs Zona
Norte 20 San Luis 7 Gran BsAs Zona
Oeste 21 Tucumán
8 Tandil Chaco
9 Bahia Blanca 22 Saenz Peña 10 De La Costa 23 Resistencia 11 Neuquén 24 Jujuy
12 Santa Fe Santa Fe 25 San Juan 13 Rosario 26 Salta 14 Mendoza 27 Rio Gallegos
Há um velho ditado que diz: “Roma não foi feita em um dia.” Este caso é o mesmo: foram anos de trabalho constante que continuam
para manter estes 382 membros do IXP informados, dando apoio administrativo, técnico de logística entre outros. É um esforço da CABASE que é recompensado pelo constante crescimento do sis- tema. Para que esta relação seja fluida e constante, são feitas mais de quarenta videoconferências mensais.
Por que é uma história de sucesso? Vamos ver o resultado desses quase trinta anos de atividade:
¡
¡12 membros iniciais; 382 atuais. ¡
¡15 megas no início; 600 Gb atuais.
¡
¡Valor do Mb no início: USD 54 (sem contar o caso extremo de
USD 400).
Hoje existem três tipos de tráfego:
a. Tráfego interno do IXP: o que é feito entre seus membros não
tem custo.
b. Tráfego (nacional) entre IXP: USD 4/10. c. Tráfego internacional: USD 14.
Destacam-se a participação das agências estatais: AFIP (Adminis- tração Federal de Renda Pública), Banco Provincia, Gendarmaria, Governo da Cidade de Buenos Aires, Poder Judiciário da Nação, Prefeitura Naval, etc. Particularmente, com as redes de Innovared e Ariu, que participam ativamente na rede de IXPs, uma quantidade significativa de IXPs estão alojados em dependências de Universida- des. Este conjunto de IXPs interconecta 90% das redes da Argentina e dá acesso a aproximadamente treze milhões de usuários finais117.
O alto aumento de tráfego devido ao crescimento permanente de serviços e aplicações na rede é constantemente analisado e monito- rado, chegando à conclusão de que, no futuro, a demanda por largura de banda seria enorme e manter um serviço de qualidade para o usuário final seria um importante desafio do CABASE. Isso pode ser adicionado à forte discussão sobre a neutralidade da rede118.
Entre as medidas destinadas a aliviar este problema, estava a ins- talação de cache dos principais CDN (do inglês, Content Delivery
117 CABASE – Observatório e Monitoramento. 118 Veja <http://www.networkneutrality.info>.
Network). Embora o CABASE já suportava, fazia muito tempo,
servidores de empresas e organizações como Verising, PCH, Nic, iniciou-se a negociação com os principais atores de conteúdo, conseguindo a instalação do primeiro cache do Google, Akamai e Netflix. Alguns destes também são encontrados na rede dos IXPs. Isso gerou uma série de efeitos positivos na rede: baixa do custo da conectividade internacional, dado que o acesso à informação é feito em servidores locais; maior conectividade nacional; notável melhoria do usuário final no acesso ao conteúdo; e uso racional da largura de banda internacional. No começo, e como alguns lembram, era um tema recorrente que um e-mail endereçado a um destinatário a cem metros do remetente fosse para os Esta- dos Unidos e retornasse. Naquela época, o tráfego da Internet na Argentina era composto por 90% internacional e 10% nacional. Hoje a rede IXP tem 15% do tráfego internacional e 85% do tráfego nacional. Esta equação, além da economia em moeda estrangeira, melhora a qualidade dos serviços para o usuário final.
Embora inicialmente isto foi desenvolvido no IXP Buenos Aires (CABA), com o rápido aumento do tráfego dentro da rede de IXPs, a instalação de caches em IXPs nas diferentes províncias começou a ser replicada, melhorando os custos e a qualidade dos serviços para os usuários finais desses IXPs. Hoje 16 dos 27 IXPs já possuem cache local.
7.4 Conclusões
Em conclusão, o que começou como uma solução para a subsistência de fornecedores e PMEs desses anos, permitiu a criação do primeiro IXP na América Latina e contemporâneo do primeiro nos Estados Unidos. Hoje é uma ferramenta para o desenvolvimento nacional social e tecnológico da Internet, reconhecida mundialmente como uma História de Sucesso e replicada em outros países119.