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4 Analyse

4.2 Didaktiske tilnærminger

4.2.3 Samarbeidsoppgaver og bruk av læringspartner

A técnica da inserção ecológica, que toma como base a TBDH de Bronfenbrenner (1996) e Bronfenbrenner e Morris, (1998) é uma proposta metodológica desenvolvida por Cecconello e Koller (2003), que envolve os quatro aspectos do modelo Pessoa, Processo, Contexto e Tempo (PPCT). Pressupõe um envolvimento contínuo do pesquisador com os participantes no contexto em que a investigação ocorre.

Nessa inserção, a observação ocupou um lugar muito importante, pois, possibilitou observar constantemente os professores nas aulas presenciais, de forma fidedigna e livre, o que implicou um planejamento minucioso do trabalho

e uma preparação rigorosa do observador. Visou captar as interações que ocorrem entre o docente e esse contexto e, mais tarde, entre o docente e o contexto da escola, por isso, optou-se aqui por não ter um roteiro a priori de observação.

Neste estudo, acompanharam-se todas as orientações que a EFAP ofereceu aos tutores durante a preparação do trabalho de tutoria. Essas orientações ocorreram nos meses de julho, agosto, e outubro de 2012, na sede da EFAP, em São Paulo e trataram de preparar os tutores para os momentos que teriam, por meio dos encontros presenciais, com os cursistas nos meses subsequentes. Trataram de preparar os tutores também para o acompanhamento das atividades on–line e das vivências que os docentes

teriam em escolas da rede estadual de São Paulo. A pesquisadora acompanhou todos esses momentos, para que a observação pudesse ser a mais completa possível.

3.4.1.1 Encontros presenciais

No acompanhamento dos encontros presenciais esta pesquisadora não estava exercendo suas atribuições legais como supervisora de ensino e sim como observadora através da técnica da inserção ecológica.

Em 16 de julho de 2012, ocorreu a primeira capacitação, voltada à preparação dos Supervisores de Ensino e Professores Coordenadores do Núcleo Pedagógico. Essa capacitação teve como objetivo preparar esses profissionais para a preparação do 1º encontro com os professores ingressantes, que se realizaria em 23 e 24 de julho do mesmo ano.

Os encontros dos dias 23 e 24 de julho contaram quatro turmas. O encontro foi organizado da seguinte maneira:

 Atividade 1: apresentação sobre o Ambiente Virtual de Aprendizagem e sobre a EFAP: Perfil do Cursista.

Inicialmente foram apresentadas aos cursistas as informações disponíveis nos menus do ambiente virtual: o concurso, o curso, os encontros presenciais, os boletins, o cronograma e o regulamento. Além disso, os participantes foram incentivados a acessarem o site da Escola de Formação. Em um segundo momento, foi apresentado um tutorial eletrônico do simulador

do Ambiente Virtual de Aprendizagem. Esse tutorial orientou sobre a utilização do AVA.

Em terceiro lugar, foi apresentado o AVA-EFAP off-line. Os participantes foram orientados a instalarem o sistema off-line, mas ficou esclarecido que não se tratava de ação obrigatória. Foi esclarecido, ainda que, caso se optasse por instalá-lo, seria conveniente isso fosse feito apenas em computadores pessoais.

A segunda capacitação para os Supervisores aconteceu em São Paulo- SP, no dia 17 de setembro de 2012, para preparação do 2º encontro realizado com os professores cursistas.

No primeiro momento, foram estudados os princípios do Currículo do Estado de São Paulo e, em seguida, foi apresentado um vídeo sobre o tema. Em seguida, os cursistas foram divididos em grupos de cinco pessoas, nos quais puderam discutir e responder às seguintes questões: 1) Em quais circunstâncias e para quais áreas o princípio curricular “O Currículo como espaço de cultura” se aplica? Quais implicações esse princípio traz para a prática pedagógica? 2) Quando o currículo tem como prioridade a competência leitora, o que é comum e o que é especifico no trabalho de cada uma das disciplinas/áreas curriculares com as competências mencionadas?; 3) Um currículo que “articula as competências para aprender” tem seu foco de ação direcionado, preferencialmente, para o ensino ou para a aprendizagem? Quais implicações este princípio traz para a prática pedagógica? 4) Como cada disciplina pode contribuir para que o princípio “currículo contextualizado no mundo do trabalho“ possa ser desenvolvido durante a realização das atividades didático-pedagógicas?

 Atividade 2: princípios básicos da avaliação.

A atividade abordou os princípios básicos da avaliação da aprendizagem e foi organizada da seguinte maneira: no 1º momento foi apresentado um vídeo com o tema “O sentido da Avaliação”. No 2º momento, foi proposta uma discussão em grupo: as turmas foram divididas em grupos de cinco membros, a fim de que pudessem discutir e responder às seguintes questões: 1) No vídeo, afirmou-se que a avaliação pode “ajudar tanto quem ensina a ensinar melhor tanto quem aprende a aprender melhor”. Quais são as condições

básicas para que isso aconteça? Deem exemplos baseados na área curricular/disciplina com a qual vocês têm mais afinidade.

Por meio do vídeo, foi apresentada a questão dois a ser discutida e respondida, a saber: a partir da afirmação do Professor Fernando Almeida, “há compromissos que devem ser assumidos entre professores e alunos na área da avaliação, para que certos problemas possam ser evitados”, quais compromissos são esses e quais são seus resultados práticos para a aprendizagem? A partir de outra afirmação apresentada no vídeo (a saber: “a avaliação é um ato de democracia e de respeito ao aluno”), foi proposta a questão 3: Em quais circunstâncias isso não ocorre? Essa mesma afirmação é valida também quando se trata da aprendizagem? Justifique sua resposta.

Segundo o vídeo, qual o sentido que deve ser dado à recuperação? Na prática, como se pode conseguir que este seja o sentido com que os alunos e professores encarem a recuperação? Essa foi a questão 4.

Ao final do encontro, foi realizada uma socialização de ideias, para que os cursistas tivessem a oportunidade de expor seus pensamentos e, em seguida, foi realizado o fechamento do encontro pelos supervisores de ensino A capacitação do terceiro e último encontro aconteceu em São Paulo-SP, no dia cinco de novembro de 2012.

Os encontros com os cursistas ocorreram nos dias 12 e 13 de novembro de 2012 com a seguinte organização:

 Atividade: Análise Pedagógica dos itens do SARESP

Os participantes foram divididos em grupos de cinco membros, a fim de que pudessem analisar um dos seis itens do SARESP, sob os seguintes aspectos: a) as habilidades que os alunos têm de dispor para chegarem à resposta solicitada em cada um dos itens e b) possíveis hipóteses sobre o porquê de os alunos não chegarem à resposta correta. Em outras palavras, por que os alunos optaram pelos distratores e não pela alternativa correta?

Neste momento, eram apresentados itens do SARESP por meio de projeção eletrônica para que os participantes pudessem analisar coletivamente.

No segundo momento, ainda organizados em grupos, foi proposto a eles que, com base nas análises realizadas no primeiro momento, discutissem os seguintes aspectos: a) as habilidades gerais para as quais os alunos demonstraram enfrentar maiores dificuldades ao resolver os itens e b)

propostas de intervenção docente que pudessem contribuir para resolver essas dificuldades.

Para encerrar as atividades do encontro, oportunizou-se a socialização das conclusões dos grupos.

Nos três encontros, os cursistas demonstraram significativo interesse, pois todos os participantes se envolveram ativamente com as atividades propostas. O terceiro encontro foi o que mais despertou a participação e o interesse dos participantes e muitos solicitaram cópia do material trabalhado no encontro. A frequência dos cursistas nos encontros sempre girou em torno de 90%, nos três encontros.

Por meio da observação participante, a pesquisadora participou de todas as capacitações para os supervisores responsáveis pela preparação do curso presencial e dos três encontros presenciais oferecidos aos cursistas.