3. BEGREPSAVKLARING OG TEORI
3.6 S PRÅK OG IDENTITET
Três aspectos merecem ser destacados no modelo adotado nas políticas de intensificação da indústria agrícola utilizado pela Secretaria de Agricultura até 1926. O primeiro diz respeito à relação entre produção agrícola e industrialização, que sempre se mostrou presente na política adotada, embora os secretários não explicitassem um projeto próprio de incentivo à indústria. Havia, nos discursos correntes, a sugestão de que parte da produção agrícola deveria ser utilizada para a demanda interna, para a fabricação de manufaturas próprias, demonstrando uma intenção de substituir importações, incentivando as investigações e pesquisas de produtos importantes para o desenvolvimento industrial. Se havia um projeto claramente voltado para as atividades agrícolas, ele fazia-se presente na intensificação da relação cidade-campo, no desenvolvimento do meio urbano (em outras palavras, da Capital), complementar ao projeto modernizador das atividades agropecuárias. O segundo, diz respeito à utilização do conhecimento científico para a apreensão e apropriação do território. O uso da meteorologia e do conhecimento geográfico e geológico, através da Comissão Geográfica e Geológica intensificava a exploração econômica do território paulista, buscando, por um lado, as melhores condições mesológicas para o planejamento da produção e, por outro, as jazidas minerais, a exploração de novos gêneros e outros recursos potenciais para o desenvolvimento industrial. A prática dos geological surveys norte-americanos seria diretamente aplicada neste caso. O terceiro aspecto diz respeito à difusão do ensino agrícola científico e moderno, com o pressuposto de transformar as práticas do campo e aplicar o conhecimento científico à qualificação das atividades produtivas. Este projeto tinha uma estreita ligação com o ensino agrícola norte-americano descentralizado e voltado à indústria.
Quanto ao primeiro aspecto, a Secretaria atuou através do Instituto Agronômico de Campinas e na pesquisa científica de novas matérias primas vegetais, através do Serviço Florestal e do Horto Botânico. O serviço se complementava com a distribuição maciça de mudas e sementes aos agricultores interessados em produzir espécies diferentes do café, como fumo e trigo. O Instituto, que tinha uma seção analítica e uma seção de experiências, com os pioneiros campos experimentais (Santa Eliza, Taquaral e Campo de Guanabara), além do Posto Zootécnico, criado em 1897, prestava serviço ao estado, fazendo análises laboratoriais de qualquer produto de interesse à lavoura ou indústria, enviados pelos lavradores de qualquer localidade. O estudo das espécies vegetais que pudessem fornecer o látex para a fabricação da borracha foi bastante explorado. Em 1898, o Instituto fez análises e diversas pesquisas sobre o leite das árvores lactescentes, fécula de amido, cafeína e algumas preparações industriais como o leite da gameleira, da mangabeira e do chachina. No mesmo ano, uma lei estabelecia prêmios para a aclimatação, proveitosa do ponto de vista industrial, de qualquer outra espécie de goma elástica, como por exemplo, a maniçoba ou para a descoberta do melhor processo de extração do látex. Além disso, o engenheiro A. B. Uchoa Cavalcanti, lente de química da Escola Politécnica, percorria uma zona do território paulista da qual se extraía a goma elástica da mangabeira silvestre, para investigar a sua utilização industrial. Todos os elementos que pudessem ser explorados pela indústria passavam pelo Instituto Agronômico.
Com os anos, a Secretaria o reorganizaria, visando aumentar o seu caráter prático. Mas ainda assim, este continuaria a realizar os serviços investigatórios no intuito de aproximar o conhecimento científico das questões práticas do campo. Em 1909, a reformulação tinha como atribuições aprofundar serviços de análise técnica em três áreas principais: biologia vegetal, biologia animal, com ênfase na entomologia e
125 fitopatologia e química agrícola, tecnologia e fraudes58. A instalação do Serviço Florestal e do Horto Botânico
tinha dois objetivos: um de promover a preservação das matas na Serra da Cantareira, que estavam sendo devastadas pelos carvoeiros e pelo excessivo consumo de lenha para as ferrovias, e outro de explorar novas espécies de aplicação medicinal, têxtil, industrial ou forrageira. Em 1901, o Relatório descrevia alguns resultados dos trabalhos no Horto Botânico:
“As Coleções conservadas no escritório central receberam aumento regular de amostras colhidas em diversas excursões. Registro de espécies do herbário já consta de 4.743 números.
A coleção de madeiras que está sendo organizada com especial referência à classificação botânica exata das diversas essências, entre as quais reina grande confusão, consta de 59 espécies rigorosamente determinadas e 92 cuja classificação não pode ser levada senão ao gênero. Deu-se começo a uma série de preparações microscópicas de todas as madeiras na esperança de descobrir para a determinação rápida e segura não somente de sua classificação botânica como também das suas propriedades técnicas. A área cultivada do Horto já atinge mais de 15 hectares.” (SÃO PAULO, 1901: 37)
Através do Serviço Florestal, organizado em 1911, a Secretaria faria uma farta distribuição de espécies arbóreas para os interessados em produzí-las, assim como para várias Câmaras Municipais que pediam mudas para executarem a arborização das ruas e praças. Enquanto o Horto Botânico e Florestal da Cantareira fornecia as mudas de ornamentação e arborização urbana, o Horto Agrário Tropical de Cubatão e o Horto Botânico Tropical de Ubatuba exploravam algumas culturas como a do cacaueiro, da bananeira, do coqueiro, baunilha, cajueiros e mangueiras. A exploração de minérios para utilização direta na indústria era outra medida que mobilizava as equipes da Secretaria. Em 1898, o Secretário de Agricultura, Alfredo Guedes, apresentou a questão:
“Os minérios de ferro conhecidos nos municípios de Iguape, Campo Largo, Parnaíba, Jundiaí e São João da Boa Vista têm dado lugar a tentativas de exploração nos dois primeiros – Jacupiranga, município de Iguape, e Ipanema, no de Campo Largo. O principal motivo do insucesso desta indústria, hoje paralisada, é a carestia do combustível. A isto, porém, deve-se acrescentar a quantidade relativamente pequena do próprio mineral, que nem mesmo no Ipanema corresponde em quantidade e qualidade à idéia que geralmente se forma a respeito.
No vale do Paraíba, município de Taubaté e nos vizinhos, apresenta-se em grande extensão o xisto betuminoso que, há anos foi explorado para gás de iluminação, querosene, óleos lubrificantes e parafina. A empresa teve, porém, de suspender suas operações, principalmente por causa do elevado custo do transporte e do desmonte.”(SÃO PAULO, 1898: 25)
O estabelecimento de linha ferroviária para a região do litoral sul, ligando a capital a Iguape foi uma tentativa de explorar estes minérios. É certo, porém, que todo este esforço não era suficiente para promover
58 Embora o Instituto Agronômico tenha se voltado para atividades mais práticas, em 1914, teria muitas atribuições: 1 – tecnologia
agrícola, análises de produtos agrícolas e pesquisas de falsificações: análises de materiais alimentares, mostos, vinhos, leites, etc. Análises de canas, forragens, adubos verdes e principais culturas: café, milho, arroz, p/ classificar as melhores espécies, assim melhoramentos p/ seleção, aclimação, adubação; 2 – análises de terras, minerais e águas; 3 – Análises de adubos, venenos empregados na agricultura: todos os adubos adquiridos pela lavoura deveriam ser analisados e deveria existir uma regulamentação da venda e das falsificações dos adubos como já a possuem numerosos países. Analisaram-se águas sob o ponto de vista do emprego industrial (caldeiras, cervejarias) ou da potabilidade; 4 – biologia, microbiologia e química agrícolas, agronomia, estudos de fibras. Este mesmo laboratório estava também habilitado para fornecer às indústrias agrícolas de fermentação, quaisquer fermentos puros selecionados, para vinho, manteiga, queijo, pão. O laboratório também estudava as fibras, pelos, lãs, sedas, sobretudo dos algodões; 5 – biologia animal, entomologia, fitopatologia: numerosas consultas escritas sobre as doenças e pragas das plantas cultivadas e respectivos tratamentos; 6 – meteorologia: quadros mensais de informações de interesses agrícolas para Campinas.
um real desenvolvimento industrial. O Governo percebia que a sociedade paulista estava longe, mesmo com os esforços de construir um novo padrão produtivo, de conquistar a posição dos países avançados:
“Ao que diz respeito principalmente à química industrial, o nosso desaparelhamento toca às raias de criminosa incúria. Ninguém ignora que o surto maravilhoso da Alemanha no tocante a todos os ramos da indústria foi devido à paciente especialização dos seus mecânicos e químicos industriais. Não será por demais elucidativo esse exemplo?” (SÃO PAULO, 1914: 28)
Com o tempo, os esforços foram se restringindo a incentivar apenas as indústrias que prosperavam. As análises de terras, fitopatologia e defesa dos inimigos naturais da agricultura revelavam uma preocupação não só quanto à racionalização das culturas correntes e predominantes, como as de café e cereais, mas tinham o intuito de diversificar a produção no campo de forma a fornecer matéria prima às indústrias que cresciam no estado. A cultura do algodão, por exemplo, recebeu grande atenção em 1925, quando o Governo procurava estimular o desenvolvimento da indústria têxtil. A Secretaria experimentou vinte e duas variedades (treze produzidas no próprio Instituto e nove na Fazenda Salto Grande em Americana), além dos canteiros de observação, todos perfazendo um total de vinte e sete hectares de campos experimentais e canteiros dedicadas àquela cultura.
Com o desmembramento da Secretaria de Agricultura, Comércio e Obras Públicas, em 1926, uma série de reformulações acentuou esta tendência. O grau de especialização no conhecimento agronômico induziria a uma sub-divisão das ações no campo da pesquisa agrícola. Estas reformulações significaram não só o aperfeiçoamento da pesquisa, mas, sobretudo, uma reorientação dos objetivos da Secretaria, visualizadas tanto nas instituições de fomento agrícola, com a criação do Instituto Biológico de Defesa Agrícola e Animal59, como também no campo da proteção dos recursos naturais com a reorganização do Serviço
Florestal. A sua reorganização introduziu um novo caráter nas ações que desenvolvia: a conservação das matas e constituição de reservas florestais. O objetivo era combater as queimadas e os desmatamentos, além de contribuir para o reflorestamento e criação de parques. Para isso, a lei estadual 2.223, de 14 de dezembro de 1926, dividiu o estado em cinco distritos florestais, incumbido a cada um: manter um viveiro para distribuição de mudas no respectivo distrito; manter uma reserva florestal, de acordo com a fito-fisionomia regional; manter um pequeno museu regional para os produtos florestais da respectiva reserva; fiscalizar a conservação e a reconstituição da reserva florestal pelos proprietários de terrenos particulares, entre outras obrigações. Criava-se um dos primeiros dispositivos legais de cunho ambiental voltado à a preservação dos recursos naturais.
59 O Instituto Biológico de Defesa Agrícola e Animal foi criado para a realização de pesquisas para a proteção e incentivo à agricultura
no estado. Compreendia as seções de botânica e agronomia; química; entomologia e parasitologia agrícolas; fitopatologia; fisiologia; bacteriologia; entomologia e parasitologia animais; anatomia patológica; museu e posto de expurgo. A sua criação ampliou as atribuições do Instituto Agronômico, como a classificação e variedade de plantas cultivadas, experimentação em grande escala nas várias subestações das variedades e métodos de cultura; a divulgação dos métodos úteis à lavoura; fiscalização e comércio de adubos e corretivos; pesquisas e experiências sobre métodos de transporte, aproveitamento e conservação dos produtos agrícolas; distribuição de mudas e sementes e instalação de quatro subestações experimentais, para o estudo das principais culturas do estado: o algodão em Tietê, a fruticultura em São Roque e os cereais e leguminosas em Jaboticabal. A Diretoria de Inspeção e Fomento Agrícola também foi criada para dar suporte às necessidades da agricultura em geral e fazer a propaganda de novos processos culturais. Até mesmo a falta de trabalhadores para a lavoura tornava-se assunto da Secretaria que dirigiria o foco de suas ações para o desenvolvimento restrito à agricultura.
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FIGURA 11
Instituo Agronômico de Campinas – Jardim de Experiências e Demonstração. Fonte: SÃO PAULO, 1917.
FIGURA 10
Jardim de Guanabara do Instituto Agronômico de Campinas – experiências sobre tipos de terras em São Paulo. Fonte: SÃO PAULO, 1911.
FIGURA 12
Horto Agrário Tropical. Fonte: SÃO PAULO, 1905. FIGURA 13 Horto Florestal da Cantareira – Vista dos Viveiros. Fonte: SÃO PAULO, 1917.
FIGURA 15
Serviço Florestal – Horto da Cantareira. Estufins de sementeira de eucalipto e diversas espécies de “Cupressus”. Fonte: SÃO PAULO, 1927.
FIGURA 14
Escritório Central do Horto Florestal da Cantareira. Fonte: SÃO PAULO, 1918.
O segundo aspecto, relativo à formação de uma base tecno-científica de apoio à produção, foi realizado basicamente pela Comissão Geográfica e Geológica, tanto em relação ao serviço meteorológico, quanto aos serviços de topografia, demarcação e exploração geológica do estado. Em 1907, criou-se uma Seção Meteorológica específica, diante do primoroso aparelhamento técnico que foi ganhando peso com os anos. Se em 1898, este serviço possuía 24 postos meteorológicos, em 1924, já contava com uma rede de 330 postos de comunicações telegráficas das previsões paulistas, 54 observatórios nas mais variadas zonas climatérias e um gabinete de análises do ar, pesquisando a produção de ozona, dos gases redutores e do
ácido carbônico, existentes na atmosfera de São Paulo - informações usadas para a “higiene urbana”, conforme indicava o Relatório daquele ano.
A Comissão Geográfica e Geológica foi criada em 1886 e tinha como chefe o engenheiro norte- americano Orville Derby. O papel da Comissão estava muito claro para João Alfredo, atribuindo a esta uma tarefa que a consolidaria até o final de sua existência em 1934: o plano geral que atendesse às necessidades do desenvolvimento do estado, dilatando o campo das explorações industriais e agrícolas da iniciativa privada60. Mas, de fato, o modelo norte-americano serviria como guia para a execução dos trabalhos da
Comissão. O intercâmbio com os Estados Unidos era uma característica marcante para Derby, que permaneceria na Comissão até 1905, quando foi substituído por João Pedro Cardoso. Em 1893, dizia, depois de voltar dos Estados Unidos:
“Na minha viagem aos Estados Unidos da América do Norte tive ocasião de estudar as modificações introduzidas nos processos e na organização da seção topográfica da Comissão Geológica daquele país. Baseado neste estudo acho que seria conveniente modificar a organização e modo de trabalhar da seção geográfica, no intuito de melhorar notavelmente a qualidade dos mapas e, conforme espero, aumentar a rapidez e reduzir as despesas do levantamento topográfico.” (SÃO PAULO, 1893: 67)
As atribuições da Comissão Geográfica e Geológica tornaram-se bastante diversificadas. Se na sua origem, tinha um foco claro na demarcação do território para o conhecimento da natureza geográfica, com os anos, os seus serviços foram utilizados para o planejamento territorial, voltados à exploração econômica do estado, além de fornecer a base de dados para todos os órgãos da Secretaria. Na confecção das plantas, a Comissão chegou a trabalhar em diversas escalas: desde a local, para o planejamento municipal, à do território, incluindo fronteira com os outros estados para resolver problemas de divisas, demarcação e exploração geográfica e discriminação de terras. No primeiro caso, em 1914, a Comissão concluía uma planta geral da cidade de S. Paulo, na escala de 1:20.000, com indicações diversas tais como posição da repartições públicas, escolas superiores e normal, institutos científicos, ginásios, grupos escolares, agências do correio, percurso dos bondes, etc. e até mesmo tabelas com os dados sobre o aumento do número dos prédios da cidade e da população; mostrando inclusive as principais fábricas e uma lista dos estabelecimentos científicos, industriais e bancários. Dizia João Pedro Cardoso, Chefe da Comissão, que a planta serviria de guia para quem não conhecia a cidade, além de mostrar a importância que tinha a Capital. Com os dados estatísticos que trazia em anexo, era possível ter uma idéia exata, segundo o Chefe, do aumento que a cidade tinha tido nos últimos anos.
A exploração e o conhecimento de áreas ainda desconhecidas, por outro lado, tornou-se o principal foco da Comissão, passando a explorar com mais afinco a região oeste do estado, ainda pouco conhecida, e iniciar um programa de discriminação de terras devolutas. Essa diretriz demonstrava o objetivo do Governo em lá implantar o projeto de ocupação pela colonização e introdução da policultura. Em 1905, o Decreto 1.278, de 23 de março, organizou duas expedições para a exploração do extremo oeste paulista: uma destinada a
60 João Alfredo explicitava a idéia principal quanto à criação da Comissão Geográfica e Geológica: “Entre os embaraços com que luta a
administração da província para formar um plano geral que atenda às necessidades do seu desenvolvimento, e para estudar com segurança as questões que se prendem a este objeto, obstando também à justa ponderação dos cometimentos da iniciativa particular para dilatar o campo das explorações industriais e agrícolas, avulta a ausência de informações exatas e minuciosas sobre a geografia, relevo do solo, vias de comunicação, estrutura geológica, riqueza mineral e caráter das diversas qualidades das terras.” (SÃO PAULO, 1900: 187).
129 levantar os rios Tietê e Paraná e outra, mais ao norte, os rios Feio e do Peixe61. Em 1906 seria a vez do litoral
norte e as áreas do rio Ribeira de Iguape. Neste caso, havia um interesse em ampliar a base de conhecimentos geológicos também para os investidores privados, que utilizavam a Comissão para investigar minérios, pesquisar os xistos betuminosos (com perspectivas à futura produção de petróleo) e a novas qualidades de carvão62, além de fornecer dados para todos os outros órgãos do Governo. Em 1924, a função a
Comissão Geográfica e Geológica se consolidaria em duas frentes: uma ligada ao planejamento e outra de apoio às atividades produtivas.
FIGURA 16
Planta geral da cidade de São Paulo com indicações diversas – 1914. Fonte: SÃO PAULO, 2001.
A exploração de jazidas de petróleo era um assunto que interessava de perto a Secretaria de Agricultura na década de 1920, com a expansão do rodoviarismo. A Lei 2.219, de 9 de dezembro de 1926, ampliou os trabalhos da Comissão, autorizando a aquisição de materiais e aparelhamentos e a contratação do pessoal necessário para o estudo e aproveitamento do sub-solo do estado. Naquele ano, a Comissão já estava inteiramente voltada para a exploração do sub-solo, demarcando as zonas de provável existência do
61 Estas expedições tinham um caráter não só demarcatório, de levantamento topográfico dos terrenos desconhecidos, mas também
exploratório. Da expedição do rio Feio, por exemplo, fez parte um botânico, trazendo uma coleção de plantas para enriquecer o herbário da Comissão. Após sofrerem vários ataques de índios, tais expedições foram concluídas em 1906.
62 A exploração econômica de minérios era assunto que interessava muito aos particulares e já tinha uma regulação pelo estado desde
os tempos do Império. Em 1894, o engenheiro civil G. Gruber residente em Taubaté, descobriu diversos minerais na fazenda Santa Lídia de propriedade do Capitão Antonio Bittencourt e Comp. de Lorena. Justificando utilizar os minérios para o desenvolvimento da indústria extrativa, solicitava ao Governo a sua concessão e exploração. Haviam sido encontrados nos terrenos daquela fazenda e no perímetro das terras que pertenciam à Câmara de Piquete, município de Lorena: ouro, prata, cobre, ogo, mercúrio, antimônio, níquel, ferro, talco, amianto, kaolins, etc. Em 1912, a Comissão já conhecia jazidas de talco e amianto na Fazenda Santa Lídia, mármore em Embu Mirim e fazia análises em rochas e minérios para particulares.
produto: S. Pedro, Bofete, Guareí, Botucatu, São Manoel, Rio Claro, Vitória até Tapera e região à margem esquerda do rio Paranapanema. Em 1927, mais uma vez, a aproximação norte-americana se fazia presente com a contratação de um geólogo e perito em petróleo, o. Dr. Chester W. Washburne. As iniciativas particulares, neste campo, também já davam sinais de vida, com a participação da Companhia Brasileira de Petróleo Cruzeiro.
FIGURA 17
Medição da Comissão Geográfica e Geológica de São Paulo e Sinal de triangulação. Fonte: SÃO PAULO, 1907.
FIGURA 18
Mostruário da CGGSP. Fonte: SÃO PAULO, 1925.
FIGURA 19
Carta geográfica do estado de São Paulo em 1895. Fonte: SÃO PAULO, 1925.
FIGURA 20
Carta geográfica do estado de São Paulo em 1896. Triangulação 1895-1896 Fonte: SÃO PAULO, 1897.
FIGURA 21
Carta geográfica do estado de São Paulo em 1907. O limite territorial do estado já estava definido Fonte: SÃO PAULO, 1908.
FIGURA 22
Mapa climatológico de São Paulo do mês de setembro de 1905 produzido pela CGGSP. Fonte: SÃO PAULO, 1905.
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FIGURA 23
Carta geográfica do estado de São Paulo em 1923. A carta apresenta a delimitação do estado, dos municípios, rede hidrográfica e os principais eixos ferroviários e rodoviários. Fonte: SÃO PAULO, 1925.
O terceiro aspecto, que se complementou com o modelo adotado refere-se ao projeto de ensino agrícola concebido para servir como um meio de reproduzir e aplicar o conhecimento técnico. Aqui também a inspiração vinha dos Estados Unidos, da escola de cunho prático, que formasse agrônomos capazes de