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Særskilte krav til driftskontrollsystem klasse 3

Klasse 3 – anlegg (inkl

7. Beskyttelse av driftskontrollsystem

7.15 Særskilte krav til driftskontrollsystem klasse 3

Tendo por base o problema de investigação que é quem define os conceitos teóricos e as técnicas de investigação, que envolvem referentes, proporcionam a triangulação entre, problema, teoria e método, ou seja, há um processo biunívoco entre ponto de partida, quadro conceptual e quadro metodológico (Pacheco, 2006), enquadramos o nosso estudo numa metodologia mista, de essência qualitativa, porque, “a investigação qualitativa permite uma maior compreensão do funcionamento fenomenológico dos atos educativos” (Sousa, 2009, p.174), mas com recurso também a técnicas quantitativas. Fernandes (1991), considera que a investigação qualitativa permite informações importantes no ensino aprendizagem que um outro paradigma por si só, não é capaz de obter. A investigação qualitativa em educação pode assumir várias formas, e é trabalhada

em diversos contextos. Contudo, Bogdan e Biklen (1994), consideram que a investigação qualitativa privilegia, tal como os pressupostos desta investigação, a compreensão dos comportamentos partir da perspetiva dos sujeitos da investigação. Também Fernandes (1991) considera que, a investigação qualitativa visa sobretudo a compreensão dos problemas e investiga o que está oculto aos comportamentos e atitudes. As experiencias educacionais com utilização de materiais que permitam aumentar o nosso conhecimento em contexto escolar, são possíveis objetos de estudo (Bogdan & Biklen, 1994).

A investigação qualitativa surgiu no final do séc. XIX e início do século XX, tendo tido o seu expoente máximo nos anos de 1960 e 1970, salientando-se entre outros, a pesquisa etnográfica e o estudo de caso. Contudo, só mais tarde é que este tipo de investigação é reconhecida nas Ciências da Educação (Bogdan & Biklen, 1994). No campo educativo segundo Fernandes (1991), os estudos quantitativos determinaram significativamente a forma como atualmente ensinamos e aprendemos. Contudo, segundo o autor, a investigação qualitativa e os seus métodos, permitem colmatar as limitações reveladas pelos métodos quantitativos utilizados nas questões educacionais. Para Bogdan e Biklen (1994), a investigação qualitativa em Educação assume o designo de naturalista, uma vez que diz respeito ao ambiente natural onde os fenómenos ocorrem, e são o alvo do investigador. O investigador naturalista não tem qualquer preocupação com a dimensão da amostra nem com a generalização dos resultados (Fernandes, 1991). Os investigadores educacionais sentiram desde cedo necessidade de recorrer à observação dos sujeitos envolvidos na investigação, efetuar entrevistas e recorrer a notas de campo. As observações naturalistas realizadas pelo investigador no local onde decorre a investigação são um instrumento fundamental na investigação qualitativa, mediante observação planeada e pormenorizada, em interação com os sujeitos, é possível estudar- se processos cognitivos utilizados na resolução de problemas (

Idem

).

Na maioria dos casos na investigação educacional, as entidades são os alunos, os professores, as turmas ou as escolas (Moreira, 2006, p.43). Para Stake (2007, p.60), “a intenção dos investigadores qualitativos de promover um paradigma de investigação subjetivo é um dado adquirido. A subjetividade não é considerada como uma imperfeição a precisar de ser eliminada, mas como um elemento essencial da compreensão”. Segundo Bogdan e Biklen (1994), este paradigma de investigação apresenta cinco características essenciais: a fonte direta de dados é o ambiente natural, sendo o investigador, o instrumento principal. Os investigadores passam grande parte do tempo em escolas e outros locais tentando clarificar questões educativas. É frequente os investigadores utilizarem blocos de apontamentos, podendo também ser equipamento de áudio e

vídeo. Contudo, o investigador revê todo o material recolhido, sendo a sua forma de entendimento a peça fundamental de análise. Os investigadores qualitativos visitam frequentemente os locais de estudo, porque o contexto é para eles fulcral, pois consideram fundamental que o comportamento humano seja observado no seu ambiente natural para melhor compreensão. Assim, “para o investigador qualitativo divorciar o ato, a palavra ou o gesto do seu contexto é perder de vista o significado” (Bogdan & Biklen, 1994, p.48). A segunda característica assenta no facto de ser uma investigação descritiva, os dados recolhidos não se reduzem a símbolos numéricos, as palavras escritas assumem particular importância neste tipo de investigação, quer ao nível do registo de dados, quer para apresentação de resultados. Neste tipo de investigação, o investigador parte do pressuposto de que não há dados adquiridos, nada é trivial, os detalhes poderão conduzir o investigador a uma melhor compreensão do objeto de estudo. Outra característica é o facto dos investigadores qualitativos se interessarem mais pelo processo do que pelo resultado, segundo os autores, as técnicas quantitativas com recurso a pré e pós teste permitem demonstrar que as mudanças ocorrem. No que refere à quarta característica, os investigadores que optam por este tipo de investigação extremamente útil em Ciências da Educação, analisam os dados de forma indutiva. O quadro constrói-se e ganha forma mediante a recolha de dados, não se parte do pressuposto de que se sabe o suficiente antes de proceder às várias fases do processo investigatório. A quinta característica, diz respeito ao significado, para tal, os investigadores estabelecem estratégias e procedimentos que proporcionam as perspetivas e desempenho do público-alvo. Assim, a abordagem entre investigadores e informadores não é neutra, pressupõe diálogo e interação. Colocando a tónica na questão da generalização em investigação qualitativa, um estudo de caso, numa determinada turma, como é o caso desta dissertação, não significa necessariamente que em outras turmas se processe de igual forma. Contudo, “o comportamento humano não é aleatório ou idiossincrático” (Bogdan & Biklen, 1994, p.66). Uma das vantagens do paradigma qualitativo deriva da utilização de técnicas tais como: observações minuciosas; análise de produtos escritos (testes, composições, entre outros) e entrevistas, gerando dessa forma boas hipóteses de investigação (Fernandes, 1991). Todavia é preciso ter consciência de que as observações podem traduzir as atitudes e convicções dos observadores, principalmente quando os investigadores têm pouca experiência. Um outro obstáculo à investigação qualitativa deriva do envolvimento do investigador com os sujeitos. Se os sujeitos se aperceberem do comportamento que o investigador espera deles podem viciar a investigação, porque utilizam as estratégias adequadas ao comportamento esperado (Fernandes, 1991). Tratando-se de um estudo sobre uma nova técnica pedagógica, e ultrapassada

questão qualitativa/quantitativa, colocamo-nos numa posição eléctica, pois é a que melhor permite retirar maior informação do contexto de investigação, permitindo o cruzamento de diferentes metodologias (Sousa, 2009). Assim, tratando-se de um estudo de uma nova técnica pedagógica, recorremos não só a metodologias experimentais com aplicação de testes e questionários, como simultaneamente a metodologias de observação, de investigação- ação, visando um maior número de informações possíveis. Refletindo sobre as preocupações e elucidações dos autores, até porque se trata de uma investigadora inexperiente e professora dos sujeitos envolvidos na investigação, optamos por uma metodologia mista, de essência qualitativa, dado que uma das limitações da investigação quantitativa em educação prende-se com o facto do investigador estar a lidar com seres humanos, tornando-se inviável o controlo de muitos aspetos (

Idem

). Perspetivamos também, que é nossa função, documentar um determinado contexto/grupo de sujeitos (uma turma do 7.ºano), deixando para os outros a sua articulação com o quadro geral.