5 Klassifisering og sikringstiltak
5.2 Klasser
As entrevistas exploratórias que foram efetuadas a professores e alunos, diferentes dos intervenientes no estudo, não integram o corpus do estudo mas, tal como preveem Quivy e Campenhout (1992, p.67) ajudaram a fazer “luz sobre certos aspetos do fenómeno estudado, nos quais o investigador não teria espontaneamente pensado por si mesmo”, tendo contribuído também para “economizar perdas inúteis de energia e de tempo na leitura, na construção de hipóteses e na observação” (idem, ibidem). Serviram, também, “como forma de verificação da adequação dos questionamentos, analisando-os como viáveis ou não, e também para que se certifique dos questionamentos adequados a serem incorporados ao tema em questão” (Rosa & Arnoldi, 2008, p. 57). Além disso,
o registro feito através de notas certamente deixará de cobrir muitas coisas ditas e vai solicitar atenção e o esforço do entrevistador, além do tempo necessário para escrever. Mas, em compensação, as notas já representam um trabalho inicial de seleção e interpretação das informações emitidas. O entrevistador já vai percebendo o que é suficientemente importante para ser tomado nota e vai assinalando de alguma forma o que vem acompanhado com ênfases, seja do lado positivo ou negativo (Ludke & Andre, 1986, p.37)
pelo que estas entrevistas piloto se tornaram fulcrais para o desenvolvimento e maior credibilidade do estudo. A título de exemplo, verificou-se que havia a necessidade de reformular algumas questões, de forma a tornarem-se mais objetivas, e adaptadas aos dois públicos-alvo a que se destinavam. Nos quadros 5 e 6 apresentamos os entrevistados e o momento da sua aplicação:
QUADRO 5.Entrevista piloto a alunos
1.ª Entrevista 2.ª Entrevista
Aplicação: 13/01/2011 Aplicação: 20/01/2011 2 Alunos do 8º Ano
(Um aluno com bons resultados académicos e um com resultados académicos fracos)
2 Alunas do 8º Ano
(Uma aluna com bons resultados académicos e uma com resultados académicos fracos)
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QUADRO 6.Entrevista piloto a professores
1.ª Entrevista 2.ª Entrevista
Aplicação: 10/02/2011 Aplicação: 17/02/2011
Após o ajuste, as novas versões (a professores e a alunos) foram validadas pela Orientadora da Investigação e tornaram-se definitivas e apresentadas nos anexos 1 e 2. Relativamente ao local da entrevista, foi escolhido o contexto educativo, sendo em algumas situações a própria sala de aula, o gabinete de atendimento ao aluno “espaço J” ou outro gabinete de trabalho da escola, por haver maior tranquilidade em termos de interrupções por outros membros da comunidade educativa. Esta localização prende-se também com a necessidade inerente de que “é preciso procurar que a entrevista se desenrole num ambiente e num contexto adequados” (Quivy & Campenhoudt, 1992, p. 74) pois uma entrevista aprofundada autêntica, só é expectável se se realizar com privacidade, num ambiente tranquilo, em que não haja interrupções de elementos estranhos à própria entrevista. De acordo com Rosa e Arnaldi (2008, p. 61) “é preferível um espaço onde a entrevista possa ser realizada individualmente, sem a presença de outras pessoas que poderão inibir o entrevistado”; e o momento adequado “deve ser o de disponibilidade total do sujeito a ser entrevistado, portanto sugerido por ele, e respeitado o prazo estipulado como o de início e término” (idem, ibidem), fator que foi considerado e concretizado na investigação.
Todas as entrevistas foram gravadas, assegurados os princípios éticos da investigação que incide sobre sujeitos humanos, que se referem à confiabilidade, constituindo a validação dos dados e que implica uma relação de confiança entre o entrevistado e o entrevistador. Um outro fator que ressalta importante na recolha de dados por entrevista é o da transcrição literal, após o registo de dados, pois todos os dados são importantes e nada deve sofrer exclusão. Assim, “quanto mais completos forem os protocolos e as suas transcrições, maiores as possibilidades de realização de uma análise de alto nível” (idem, ibidem).
Os entrevistados foram, assim, informados da privacidade, do anonimato das suas intervenções, e as entrevistas foram, de acordo com os requisitos de privacidade e
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validade da investigação, transcritas e depois dadas a ler aos sujeitos participantes no estudo, para aferirem da autenticidade e fiabilidade da transcrição, a par da audição das mesmas.
Porque o entrevistado e o entrevistador se relacionam, não propriamente através do diálogo, mas de questionamentos, em que o entrevistador não emite juízo sobre o relato, o entrevistado sente-se à vontade para expor as suas opiniões e sentimentos. Assim cria- se uma interação, momento em que Rosa e Arnoldi (2008, p. 22) dizem que o entrevistador deve “agir com discernimento, não se envolvendo emocionalmente, mas aproveitando para fazer uma investigação mais profunda, pois, com certeza, obterá os dados esperados”. Segundo Ludke e André (1986, pp.33-34)
é importante atentar para o caráter de interação que permeia a entrevista. Mais do que outros instrumentos de pesquisa [...] na entrevista a relação que esse cria é de interação, havendo uma atmosfera de influência recíproca entre quem pergunta e quem responde. Especialmente nas entrevistas não totalmente estruturadas, onde não há a imposição de uma ordem rígida de questões, o entrevistado discorre sobre o tema proposto com base na informações que ele detém e que no fundo são a verdadeira razão da entrevista. Na medida em que houver um clima de estímulo e de aceitação mútua, as informações fluirão de maneira notável e autentica.
O estudo foi realizado no nosso contexto de trabalho também por razões de confiabilidade, estabelecida por um vínculo afetivo que Rosa e Arnoldi defendem como promotor de fidedignidade e sinceridade nas respostas dos entrevistados (2008, p.24). As entrevistas decorreram no período que decorreu entre 7 de fevereiro a 25 de fevereiro de dois mil e onze, para os alunos e a duração média das entrevistas foi de trinta e cinco minutos, sendo a entrevista mais longa de cerca de quarenta minutos e a mais curta de cerca de vinte minutos. As entrevistas realizadas aos professores decorreram de 15 de maio a 15 de junho , com uma duração média de quarenta e cinco minutos, sendo a mais longa de uma hora e a mais curta de quarenta e cinco minutos.