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DAS FAMÍLIAS.

A delimitação do problema de pesquisa estabeleceu condições para o “caminhar” do pesquisador, que começa a se concretizar com um questionamento: como se expressa a subjetividade da família da classe trabalhadora em face ao cenário de violação de direitos e degradação das condições e de vida e de trabalho? Ao delimitar o problema evidenciou-se a necessidade de identificar o local onde seriam encontrados os sujeitos da pesquisa. Foi levado em consideração, portanto, o público atendido pelo Centro de Referência da Assistência Social, por ser formado por famílias da classe trabalhadora contemporânea, subjugada pela desigualdade social e econômica materializada no desemprego, nos trabalhos precários e inseguros, na baixa escolaridade e qualificação profissional, nas frágeis condições de saúde e habitação, na insegurança alimentar e na precariedade no acesso aos serviços básicos de atenção.

Como o CRAS em Currais Novos atende um número considerável de famílias (772) procuramos estabelecer dois critérios de seleção da amostra:

a) Famílias que residem na zona urbana de Currais Novos/RN.

b) Famílias que tenham 03 anos de vinculação institucional (2005-2008) e que tenham sido atendidas ou tenha participado de, pelo menos, uma ação oferecida pelo CRAS. Na identificação dessas famílias foi fundamental, além da análise dos cadastros, a colaboração das informações das profissionais da instituição.

Como forma de tornar mais criteriosa a escolha, assim como de contemplar a diversidade afetivo-sexual na convivência familiar julgamos pertinente estabelecer tipos de configurações familiares nas quais foram entrevistados sujeitos-referência de cada uma dessas configurações. Os sujeitos entrevistados foram escolhidos considerando a participação do mesmo no sustento material da família; na satisfação de necessidades tocantes à organização doméstica, cuidados e atenção e a posição que a diferencia e destaca como fator de escolha da família perante as configurações familiares aqui contempladas, quais sejam (mais uma vez):

1. Família nuclear, incluindo duas gerações; 2. Família adotiva;

3. Família monoparental referenciada por mulher com filhos; 4. Família monoparental referenciada por homem com filhos; 5. Família referenciada por pessoa homossexual com filhos; 6. Família que tenha idoso em seu núcleo de convivência;

7. Família que tenha pessoa deficiente em seu núcleo de convivência; 8. Família referenciada por casal adolescente e com filhos;

9. Família reconstituída após separação de um dos cônjuges; 10. Família extensa, incluindo três ou mais gerações.

Ao analisar os cadastros das famílias que apresentavam as configurações de convivência que nos interessavam identificamos que havia características que coincidiam como a família adotiva que também é nuclear e a família extensa que também tem em seu núcleo uma pessoa deficiente. Sendo assim, são oito sujeitos que foram entrevistados, aos quais atribuímos pseudônimos:

CONFIGURAÇÃO FAMILIAR SUJEITO ENTREVISTADO

Família nuclear, incluindo duas gerações e que também é adotiva.

Joana Família monoparental referenciada por mulher

com filhos Isabel

Família monoparental referenciada por homem

com filhos João

Família referenciada por pessoa homossexual

com filhos Helena

Família que tenha idoso em seu núcleo de

convivência D. Vilma

Família referenciada por casal adolescente e com filhos

Márcia Família reconstituída após separação de um dos

cônjuges Dora

Família extensa e que tem pessoa deficiente em

seu núcleo de convivência Francisco

Com base no exposto foi elaborado um roteiro de entrevista que foi aplicado aos oito sujeitos da pesquisa. É a partir da história desses sujeitos-referência que emergem as histórias de suas famílias e que nos ofereceram elementos de análise não apenas através da fala, das respostas dadas à entrevista, mas também através da observação sistemática e direta (BARROS e LEHFELD, idem, CHIZZOTTI, 1991) exercida no local de moradia das famílias e os dados foram registrados posteriormente em diário de pesquisa. Na coleta de relatos e no desenvolvimento da observação buscamos registrar as condições ambientais no momento da entrevista, assim como as condições de expressão dos próprios sujeitos: “sua fala, o silêncio, as expressões corporais, a insuficiência teórica, os preconceitos (...), buscando intervir o menos possível nas falas dos sujeitos de forma a não prejudicar sua espontaneidade” Yasbek (1993, p. 22). Vale salientar que no registro das entrevistas tivemos o auxílio do gravador (com a prévia consulta aos sujeitos) e a transcrição dos relatos.

A entrevista, combinada à observação sistemática e direta, foi desenvolvida em profundidade, tendo sido possível identificar tanto aspectos estruturais (como trabalho, renda, moradia, escolaridade, qualificação profissional, condições alimentares e de saúde) quanto aspectos subjetivos (como expressões de cuidado, afeto, violência e exploração).

É importante afirmar que, na realização da entrevista, combinada à observação sistemática e direta, partimos do princípio de que os sujeitos são portadores de conhecimentos, práticas e concepções de vida que os orientam nas suas ações individuais, sendo relevante que nos preservemos uma atitude de despojamento de pré-noções ou interpretações imediatistas das manifestações do que será observado (CHIZZOTTI, idem) na afetividade (dos conflitos, afinidades, formas de vínculo conjugal e composição familiar), nas diferentes expressões de pobreza, na afirmação ou na crítica de valores próprios à sociabilidade capitalista.

Para facilitar a apreensão da realidade dos sujeitos delineamos inicialmente seus perfis, como um retrato imediato que mostra a realidade mais evidente. Os primeiros aspectos que aparecem no perfil dos sujeitos são:

Sujeito-referência Idade Estado Civil Religião

Joana 47 Casada Evangélica

Isabel 29 Solteira Católica

João 62 Viúvo e Separado da

segunda companheira

Católica

Helena 32 Solteira Católica

D. Vilma 64 Viúva Católica

Márcia 18 Solteira (união estável) Católica

Dora 41 Solteira (união estável) Católica

Francisco 59 Separado Católica

Quadro 07: Distribuição dos entrevistados por idade, estado civil e religião (Fonte primária).

Sujeito-

referência Naturalidade Procedência rural ou urbana Se a procedência é rural qual o motivo da fixação urbana?

Joana Currais Novos Urbana -

Isabel Currais Novos Urbana -

João Natal/RN Urbana Acompanhando o pai que veio

trabalhar em C. Novos na década de 1960.

Helena Currais Novos/RN Urbana -

D. Vilma Currais Novos/RN Rural Acompanhando o esposo que veio trabalhar em mineração em 1968.

Márcia Currais Novos/RN Urbana -

Dora Currais Novos/RN Urbana -

Francisco Cerro Corá/RN Rural Buscar melhoria na educação das filhas e ensino especial para a filha deficiente auditiva.

Quadro 08: Distribuição dos entrevistados por naturalidade e fixação de moradia (Fonte primária).

Sujeito-

referência Escolaridade Freqüência atual na escola profissionalizante Possui curso

Joana Ensino Médio Incompleto Não Não

Isabel Ensino Médio completo Não Sim

João Ensino Médio completo Não Não

Helena Ensino Fundamental Incompleto Sim Não

D. Vilma Ensino Fundamental Incompleto Não Não

Márcia Ensino Médio Incompleto Não Não

Dora Ensino Fundamental Incompleto Não Sim

Francisco Ensino Fundamental Incompleto Não Não

Quadro 09: Distribuição dos entrevistados por escolaridade e qualificação profissional (Fonte primária).

Sujeito-

referência Profissão Ocupação atual Forma de vínculo salarial Renda pessoal no último mês (R$) Renda familiar (R$) Joana Auxiliar de Serviços Gerais Empregada Assalariada

com registro 01 mínimo salário 885,00 Isabel Doméstica Desempregada - Menos de ½

salário mínimo A mesma João Pequeno

comerciante Autônomo - Mais salários de 02 mínimos

A mesma

Helena Do lar Desempregada - Menos de ½

salário mínimo 585,00

D. Vilma Do lar Pensionista - 01 salário

mínimo 980,00

Márcia Do lar Desempregada - - 165,00

Dora Doméstica Empregada Assalariada

sem registro Menos de ½ salário mínimo 575,00 Francisco Agricultor Pequeno

proprietário - 02 mínimos salários A mesma Quadro 10: Distribuição dos entrevistados por profissão, ocupação atual e renda pessoal (Fonte primária).

Partindo da caracterização dos sujeitos-referência, é que a caracterização estrutural das famílias começou a ser construída, sendo importante expor dados concernentes sobre o número de indivíduos que compõem a família, idade e o número de filhos dos sujeitos entrevistados.

Número de filhos dos sujeitos entrevistados

De 01 a 03 07

De 04 a 06 01

Quadro 11: Distribuição do número e filhos por sujeito entrevistado (fonte primária).

Observa-se no quadro acima que as famílias entrevistadas seguem uma tendência nacional de diminuição do número de filhos em comparação aos dados da PNAD 2007. A pesquisa demonstra queda no número de filhos nas famílias referenciadas por casal. Em 1997 essas famílias representavam 56,6%. Já em 2007 o número de famílias formadas por pessoas com parentesco representava 88,6%, sendo que 48,9% apenas são do tipo casal com filho (fonte: IBGE, 2007). Outra tendência demonstrada na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) é ainda a predominância das famílias referenciadas por casal com filho (48,9%) embora tenha sido reduzido em relação a 1997 que apresentava 56,6% de famílias

assim referenciadas. Enquanto isso, a PNAD 2007 também demonstrou aumento nas famílias referenciadas por mulher que aumentou de 16,5% em 1997 para 17,4% em 2007, chamando atenção também para as famílias monoparentais masculinas com filhos menores de 16 anos que aumentou de 7,8% para 9,8% em 2007. Essas mudanças nas configurações coloca a necessidade de pesquisadores, planejadores e executores de políticas públicas incluírem a diversidade das formas de vínculo familiar, deixando de centralizar seu discurso apenas nas famílias nucleares. Esses dados chamam atenção também para as novas responsabilidades do homem e da mulher que referenciam famílias, principalmente as que tem filhos abaixo de 16 anos de idade, fase fundamental de formação e preparação para a entrada no mercado de trabalho.

O número de indivíduos por unidade familiar demonstra que a grande maioria das famílias entrevistadas é formada por poucos indivíduos (de 04 a 06). Vale salientar que todas as unidades familiares são formadas por parentesco.

Número de indivíduos por unidade familiar

De 04 a 06 07

De 07 a 09 01

Quadro 12: Distribuição do número de indivíduos por unidade familiar (Fonte primária).

O quadro abaixo representa importantes dados em relação à escolaridade e a freqüência atual à escola dos indivíduos pertencentes às unidades familiares pesquisadas:

N° de indivíduos por faixa etária, sexo e escolaridade por unidade familiar

Sexo Escolaridade Faixa etária Indivíduos N° de estudando F M Fora da idade escolar Analfabeto E. F. Inc. E. F. Comp. E. M. Incomp. E.M comp. De 0 a 10 anos 12 09 06 06 02 - 10 - - - De 11 a 20 anos 10 05 03 07 - - 08 01 01 - De 21 a 30 anos 09 03 06 03 - 01 03 01 02 02 De 31 a 40 anos 03 01 02 01 - - 03 - - - De 41 a 50 anos 03 - 02 01 - - 02 - 01 - De 51 a 60 anos 03 - 01 02 - - 03 - - - De 61 anos a mais 04 - 01 03 - 01 01 - - 02

Das pessoas analfabetas identificadas na pesquisa uma é idosa e a outra tem apenas 22 anos. Segundo os dados da PNAD 2007 o maior percentual de pessoas analfabetas no Brasil se encontra no grupo etário acima de 60 anos de idade. Quanto ao jovem de 22 anos analfabeto, expressa-se uma realidade ainda mais preocupante pois o mesmo não tem profissão, encontra-se dentro no segmento mais instável de obtenção de renda. Exerce trabalho eventual como carregador, atividade que exige força física, disposição e disponibilidade de tempo.

Os dados acima demonstram a predominância da faixa etária infanto-juvenil, seguida pela faixa etária de 21 a 30 anos. De certa forma segue uma tendência nacional como a demonstrada pela PNAD 2007 onde que foi identificado que nas famílias onde há filhos 50,5% eram menores de 16 anos (IBGE, 2007). O quadro acima expõe uma realidade que chama a atenção para a necessária formulação de políticas públicas mais eficazes para a infância e a juventude, principalmente se observamos outros aspectos relacionados à formação educativa e cultural das famílias, como a questão da evasão escolar.

A pesquisa identificou 18 indivíduos, distribuídos em todas as unidades familiares pesquisadas, que deixaram de freqüentar a escola. A evasão escolar predomina na faixa etária dos 11 aos 21 anos (06 indivíduos), seguida pela faixa de 21 a 30 anos (05 indivíduos), 41-50 anos (03 indivíduos), 51-60 anos (02 indivíduos) e a faixa acima de 61 anos, com dois indivíduos. Os motivos de evasão escolar apontados foram:

Motivo de evasão escolar N° de indivíduos

Desmotivação 12

Trabalho 04

Gravidez na adolescência 02

Quadro 14: Distribuição dos indivíduos por motivo de evasão escolar (Fonte primária).

Em relação à avaliação da escola por parte dos sujeitos entrevistados todos disseram que a consideram como de boa qualidade, embora dois sujeitos tenham se referido à necessidade urgente da escola oferecer curso de informática. Apesar dos relatos apontarem para a boa qualidade da escola, nas entrevistas 06 sujeitos se referiram também às condições precárias de preservação das escolas, a falta de aula em decorrência de greve e a falta de cursos profissionalizantes.

Em relação às crianças e jovens outro dado preocupante é a falta de opções de lazer, pois esse direto, ao ser violado pode prejudicar o desenvolvimento cultural,

a socialização e a formação moral principalmente desse público. Se tomarmos como análise a incidência maior de indivíduos situada na faixa etária entre 0-10 anos e 11- 20 anos, podemos afirmar que é um público que não tem opções de lazer, apenas a praça. É necessário considerar que esse equipamento público não possui parque infantil outro atrativo para crianças, sendo então um local de encontro mais adequado para jovens e adultos. O “bar” que aparece como a segunda opção, é a principal opção de lazer de duas famílias em que as respectivas crianças não têm nenhuma opção de lazer.

Acesso à opções de lazer

Opções N° de famílias que tem essa opção de lazer como a mais

freqüente.

Praça 03

Igreja 01

Festas de clube ou de rua 01

Bares 02

Nenhuma 01

Quadro 15: Distribuição do número de famílias por opções de lazer mais freqüente (Fonte primária).

Dependência de substâncias químicas, entorpecentes e outros tipos de dependência.

Tipo N° de pessoas que fazem uso

Fumo 06

Álcool 03

Maconha 02

Jogo 01

Inalantes 01

Quadro 16: Distribuição do n° de indivíduos dependentes por tipo de dependência (Fonte primária).

O quadro acima revela outra preocupação devido a incidência de uma criança de 10 anos, filho de um dos sujeitos entrevistados, que é dependente de jogo (freqüenta diariamente um caça níquel), dois jovens (com menos de 25 anos que usam maconha com freqüência e o álcool que é utilizado como “opção de lazer” por três adultos. O fumo também tem grande uso nas famílias que é utilizado de forma combinada ao álcool.

Acesso à qualificação profissional

Cursos Profissionalizantes realizados N° de pessoas N° de pessoas

trabalhando nessa área de qualificação Doces e salgados 01 - Carpintaria 01 - Bordado 01 - Informática 02 01 Cabeleireiro 01 01

Quadro 17: Distribuição do número de indivíduos que tiveram acesso à qualificação profissional e a tipologia de cursos (Fonte primária).

A qualificação profissional que as famílias entrevistadas tiveram acesso é muito restrita e atingiu apenas o segmento acima de 20 anos de idade, assim como se tratam de cursos pouco requisitados pelo mercado de trabalho, com exceção da informática e cabeleireiro.

Acesso a serviços de saúde

Serviços mais utilizados N° de famílias

Posto de saúde 05

Hospital 05

Centro de Atenção

Psicossocial – CAPS 01

Quadro 18: Distribuição das famílias por serviços de saúde mais utilizados (Fonte primária).

O acesso aos serviços de saúde demonstra que a cobertura tem sido mais de tratamento que de prevenção. A procura pelo hospital (especificamente pela emergência) revela que as famílias não encontram atendimento preventivo satisfatório, o que culmina na procura pelo serviço de urgência hospitalar. Vale salientar que três sujeitos entrevistados responderam que procuram tanto o hospital quanto o posto de saúde. Esses serviços são acessados apenas em caso de doença por algum dos indivíduos das famílias.

Avaliação dos serviços de saúde mais acessados pelo sujeito entrevistado

Qualificação N° de sujeitos

Boa qualidade 05

Má qualidade 03

Quadro 19: distribuição dos sujeitos por avaliação dos serviços de saúde mais acessados (Fonte primária).

mais acessados são de boa qualidade, fizeram referência ao serviço de emergência do hospital como inseguro, devidos as filas extensas e que falta médicos especializados, assim como os postos de saúde em que falta pediatra e medicação.

Quanto à incidência de doenças e deficiências nas famílias entrevistadas observaram-se diferentes patologias, sendo citadas pelos sujeitos a seguintes:

Tipo de doença ou deficiência N° de famílias acometidas

Depressão 01 Diabetes 01 Hipertensão 01 Convulsão 01 Insuficiência cardíaca 01 Dores lombares 01 Deficiência auditiva 01 Deficiência física 01

Quadro 20: Distribuição das famílias por tipos de doenças e deficiências existentes (fonte primária).

Tipo de tratamento das doenças ou

reabilitação N° de indivíduos

Uso de insulina 01

Medicação controlada 02

Psicoterapia 01

Convulsão 01

Não fazem tratamento ou reabilitação 03

Quadro 21: Distribuição dos indivíduos por tipo de tratamento ou reabilitação mais acessados (Fonte primária).

Forma de aquisição da medicação ou

acesso à reabilitação N° de famílias

Compra 08

Atendimento público no CAPS 01

Recebe a medicação no posto de saúde 03

Quadro 22: Distribuição das famílias por formas de aquisição de medicação e reabilitação (Fonte primária).

Em 03 famílias a aquisição da medicação é feita tanto através da compra quanto pelo recebimento no posto de saúde. Como a maioria adquire a medicação na farmácia percebe-se que as famílias são bastante oneradas com essa

responsabilidade, ainda mais se considerarmos que 03 indivíduos das famílias entrevistadas não fazem tratamento algum das doenças que os acometem. O gasto das famílias com medicação também as onera muito como podemos ver em seguida:

Margem de gasto mensal com medicação

ou reabilitação N° de famílias

Até meio salário mínimo 03

Até um salário mínimo 03

Mais de um salário mínimo 02

Quadro 23: Distribuição das famílias por gasto mensal com medicação e reabilitação (Fonte primária).

Outros dados relevantes se referem à moradia e o acesso à energia elétrica e saneamento básico. Vale salientar que 07 domicílios visitados são de alvenaria e um é de taipa e todos estão precisando de manutenção. Duas das casas próprias estão em precárias condições e uma das cedidas (a de taipa) oferece perigo para a família que reside, pois tem mais de quarenta anos e uma das paredes desabou.

Situação da moradia

Casa própria 04 famílias

Casa cedida 04 famílias

Total 08 famílias

Quadro 24: Distribuição das famílias por situação de propriedade do domicílio (fonte primária).

Número de cômodos

De 02 a 05 cômodos 04 famílias

De 06 a 09 cômodos 04 famílias

Total 08 famílias

Quadro 25: Distribuição dos domicílios por número de cômodos (fonte primária).

Acesso à infra-estrutura básica

Domicílios com energia elétrica 08

Domicílios com água encanada e tratada, coleta domiciliar de lixo e rede de esgoto geral.

06 Quadro 26: Distribuição dos domicílios por acesso à infra-estrutura básica (fonte primária).

Acesso a bens duráveis

Tipos de bens duráveis Domicílios que possui pelo menos um

desses bens:

TV 07

DVD 04

Vídeo cassete 01

Antena parabólica 01

Telefone (fixo e/ou celular) 06

Fogão 08

Geladeira 07

Aparelho de som 06

Rádio 06

Micro-computador 01

Quadro 27: Distribuição dos domicílios por acesso a bens duráveis (Fonte primária).

O quadro acima demonstra uma tendência que também acompanha a realidade nacional, segundo a PNAD 2007, que demonstrou que nos 64% dos domicílios pesquisados pelo menos uma pessoa tem posse de um telefone móvel. Nos sujeitos da presente pesquisa 05 famílias, das 06 que têm telefone, têm o celular como principal meio de comunicação. A TV também é um bem durável tão representativo na presente amostra quanto na pesquisa nacional que demonstrou ser um bem pertencente a 93,9% dos domicílios entrevistados na região Nordeste, assim como a geladeira que representa 85,5% e o computador (pouco expressivo em nossa amostra) e que no Nordeste também representa um percentual pouco expressivo nos domicílios pesquisados (16,1%).

Meio de locomoção mais utilizado pela família

A pé 04

Mototaxi 02

Carro próprio 01

Carona 01

Total 08

Quadro 28: Distribuição dos domicílios por meios de locomoção mais utilizados (Fonte primária).

O quadro acima demonstra que as famílias se locomovem mais a pé, devido não possuírem meios financeiros para despesas com transporte. A família que possui carro próprio é referenciada por uma pessoa que trabalha de forma assalariada e com vínculo estável de funcionário público.

Gasto anual da família com vestuário

Até meio salário mínimo 02

Até um salário mínimo 02

Mais de um salário mínimo 02

Não compra, recebe como doação 02

Quadro 29: Distribuição das famílias por despesas anuais com vestuário (fonte primária).

Quanto ao vestuário há uma distribuição igual de famílias por margem de despesas, embora seja importante destacar que as famílias que gastam mais de um salário mínimo são as que têm a renda originada de trabalho formal assalariado e pensão (portanto, rendimentos fixos). As famílias em que o vestuário é doado são as que a renda é inferior e originada de trabalhos precários.

Gasto mensal da família com alimentação