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3.4 Tetthet av presmolt laks i Sautso

3.4.2 Resultater og diskusjon

Abordando a motivação para aprender no Ensino Médio, Santos e Zenorini (2010) tiveram como objetivo construir e avaliar as propriedades psicométricas de uma escala de motivação para a aprendizagem, desenvolvida em duas etapas. Na primeira, os 67 itens baseados na Teoria de Metas de Realização foram submetidos a 11 juízes e à análise semântica de alunos. Na segunda, os 50 itens restantes foram aplicados em 739 estudantes do Ensino Médio de escolas públicas e particulares, com idade entre 14 e 20 anos, sendo 55% meninas. Os dados, submetidos à análise dos componentes principais e à rotação varimax, resultaram numa escala de 28 itens, explicando 36,11% da variância, que foram categorizados

54 em meta aprender (caracterizada por aquele que busca o crescimento intelectual, valoriza o esforço pessoal, enfrenta os desafios e costuma utilizar-se de estratégias de aprendizagem mais efetivas); meta performance-aproximação (seria aquele mais preocupado em demonstrar a sua própria inteligência, sendo que o orientado à aproximação busca parecer inteligente, ou ser o primeiro da classe) e meta performance-evitação (aquele que evita qualquer situação em que possa demonstrar a sua incapacidade). A consistência interna das três subescalas, medida pelo alfa de Cronbach, variou de 0,73 a 0,80.

Esse relevante estudo buscou dar uma resposta à necessidade de instrumentos de avaliação, baseando-se em uma abordagem teórica recente sobre a motivação para aprender em alunos do Ensino Médio, além de evidenciar que alguns estudantes têm suas preocupações voltadas para uma aprendizagem de conteúdos que os ajudarão na aprovação nos processos seletivos de cursos superiores, ao passo que outros almejam uma formação mais técnica, com o objetivo de ingressar no mercado de trabalho. A maioria deles é adolescente e se encontra em processo de formação de identidade, de consolidação de valores e de construção de planos futuros. “A complexidade desse momento e esse conjunto de características reforçam a importância de se intensificar os estudos voltados para essa faixa de escolaridade” (p. 293), afirmam as pesquisadoras.

No entanto, as pesquisadoras destacaram as limitações encontradas. Todas as escolas participantes pertencem a uma mesma região. Outro dado que precisa ser considerado é que o número de participantes de escolas particulares foi bem mais reduzido do que os de escolas públicas. Houve baixa variância explicada do instrumento; para as autoras, uma suposição seria a de que o aumento na possibilidade de escolha nas respostas poderia aumentar a variância. Ao analisar as escalas usadas pelos pesquisadores estrangeiros, especificamente no caso das metas de realização, observa-se que elas disponibilizam uma variedade maior de opções de respostas (sete pontos, cinco pontos, por exemplo), sendo essa uma alternativa a ser investigada em pesquisas futuras com escalas Likert.

Com o intuito de verificar a motivação para a aprendizagem de 429 acadêmicos de uma universidade particular do interior paulista, com idade entre 18 a 44 anos, Alcará, Santos e Zenorini (2013), por meio da Escala de Motivação para a Aprendizagem de Universitários - EMAPRE-U (ZENORINI; SANTOS, 2008), buscaram evidências de validade, além de

55 investigar a consistência interna e diferenças em relação às variáveis sexo, faixa etária e área do conhecimento.

Os participantes deveriam marcar um dos itens da escala Likert, a saber, concordo (3 pontos), não sei (2 pontos) e discordo (1 ponto), sendo que a pontuação variou de 28 a 84 pontos. Meta performance-evitação (Não participo dos debates em sala de aula, porque não quero que os colegas riam de mim); performance-aproximação (É importante para mim fazer as tarefas melhor que os meus colegas) e meta aprender (Faço minhas tarefas, porque estou interessado nelas).

Os resultados mostraram índices aceitáveis de validade e precisão, porém, novos estudos são necessários para ampliar o conhecimento sobre as características psicométricas da escala. Quanto às correlações, o índice moderado encontrado entre a meta performance- evitação e a meta performance-aproximação, segundo os pesquisadores, pode ser um indicativo de que as duas são partes integrantes da meta performance, visto que, inclusive, três itens apresentaram carga fatorial em ambos os tipos de metas. O fato de a meta aprender não se correlacionar com as demais revela que essa e as metas performance são aspectos independentes do fenômeno. Na comparação entre metas e sexo, verificou-se uma diferença significativa na meta performance-aproximação. Quanto à faixa etária, houve diferença na meta aprender.

Os pesquisadores destacam que a principal limitação observada nesse estudo psicométrico da escala de motivação para a aprendizagem de universitários foi referente à amostra pesquisada, já que todos os participantes são de uma única instituição de ensino superior. Também comentaram sobre a variância explicada do instrumento, que, em seu total, não chegou a 40%. “Talvez o uso de técnicas estatísticas usadas mais recentemente em pesquisas brasileiras, como o funcionamento diferencial do item DIF, pudesse auxiliar e explorar outros aspectos da estrutura interna da EMAPRE-U” (2011, p. 543).

Contudo, esse trabalho coopera para fomentar ideias de implementação de práticas educativas que favoreçam a construção do conhecimento. Nesse sentido, sugerem que estudos de validade de critério, usando outras informações dos alunos, seriam de grande valia para que se pudesse de fato verificar os efeitos das orientações de metas nos alunos em relação ao desempenho acadêmico, por exemplo. Ainda no que concerne a aspectos psicométricos, seria relevante explorar a relação dos resultados da EMAPRE-U com outros construtos que têm se

56 mostrado importantes, no contexto universitário, como a integração e a satisfação acadêmica, entre outros.

Pesquisas concretizadas com base nessa teoria têm buscado compreender o que os indivíduos pensam acerca de si próprios, o motivo de se envolverem em determinadas tarefas e por que buscam atingir determinados objetivos, sobretudo acadêmicos. Como há grande carência de investigações nessa área, importante realizar mais estudos pautados nessa perspectiva teórica que apontem alternativas as quais visem à melhoria do ensino nos diferentes níveis.