3.3 Energetikk, vinterforhold og nytt manøvreringsreglement
3.3.2 Laksungenes energistatus: utvikling i perioden 2002-2015
A motivação em contexto educativo tem sido objeto de investigação dos estudiosos Bzuneck e Guimarães (1996; 2002; 2003; 2008; 2010, 2012). Esses autores realizaram pesquisas pautadas na TAD, as quais contemplam os níveis da educação: a educação básica e o ensino superior. Um desses estudos foi feito em parceria com outros pesquisadores: Bzuneck, Maciel, Machado e Rufini (2012). Procurou-se descobrir e compreender as razões subjacentes às interações de professores e seus alunos, ou melhor, as diferenças qualitativas das interações empreendidas por dois professores, um com estilo motivacional promotor de autonomia e outro, com uma orientação para o controle.
Num estudo de natureza exploratória, os pesquisadores examinaram as interações entre esses professores e seus alunos da rede pública de ensino do norte do Estado do Paraná. A amostra, em princípio, foi composta de acordo com o desempenho de 39 professores na avaliação do estilo motivacional, mediante a aplicação de um instrumento de autorrelato, abordando problemas na escola. Desse total, dois professores foram escolhidos para que participassem da pesquisa (o professor com pontuação mais alta e o professor com mais baixa pontuação, na avaliação do estilo motivacional). Ambos concordaram em ter suas aulas observadas em sete sessões, com o objetivo de levantar dados para a elaboração de um protocolo que continha categorias de interações capazes de se configurar em controladoras e promotoras de autonomia.
É importante esclarecer que os pesquisadores se basearam na caracterização indicada pela literatura (REEVE et al., 2004); conforme esses autores, o critério utilizado para julgar se a ocorrência de interação se caracteriza como controladora ou promotora de autonomia deve pautar-se na ação do professor em sala de aula. Os pesquisadores, munidos dos protocolos, assinalavam na folha cada tipo de interação observado durante as sessões; tal protocolo já continha os tipos de interações previstos para cada um dos estilos analisados, a saber: tempo (ouvir atentamente); atividade (modo de mediar a tarefa); comportamento (promover condições para a interação do aluno) e feedback (modo como é informado o resultado).
52 Os resultados indicaram que, apesar de terem sido encontradas diferenças entre os desempenhos na avaliação do estilo motivacional, os professores interagiram com seus alunos de modo preferencialmente controlador. No entanto, o professor que promovia a autonomia interagiu de maneira menos controladora, no gerenciamento do tempo destinado para a realização das atividades em classe, quando comparado ao professor controlador, além de oferecer feedback informativo6. As implicações educacionais dos resultados permitem afirmar, em concordância com a TAD, que o estilo motivacional do professor, que pode controlar ou promover a autonomia, contribui para fomentar a ocorrência de tipos qualitativamente diferenciados de motivação.
Ao término da investigação, a sugestão fornecida pelos pesquisadores é de que se faz necessário aproximar-se mais dos alunos e professores pesquisados; para tanto, ampliar o número de observações, permanecendo maior tempo dentro da sala de aula, o que seria mais adequado e auxiliaria na compreensão da dinâmica da sala de aula. Apesar das limitações encontradas, os autores afirmam que tal estudo trouxe contribuições para a área, com a culminância de um protocolo de categorias de interação para uso em futuras pesquisas.
Em outro estudo relevante Bzuneck, Oliveira e Rufini (2011), objetivando avaliar a qualidade motivacional de 1.381 estudantes do Ensino Fundamental da rede pública e privada do município de Londrina-PR, elaboraram e aplicaram a Escala de Motivação de Estudantes do Ensino Fundamental – EMEEF. Na comparação dos níveis de motivação de estudantes de diferentes séries do Ensino Fundamental, entre as variáveis, descobriu-se que a desmotivação e a motivação controlada foram maiores entre os participantes do sexo masculino, quando comparados ao sexo feminino, o qual obteve índices superiores na avaliação da motivação autônoma.
Constatou-se que a desmotivação e a motivação controlada aumentaram conforme a progressão nas séries, ao passo que a motivação autônoma diminuiu. Quando comparados os alunos da rede pública de ensino com os da rede privada, verificou-se que estes foram significativamente mais envolvidos na escola por razões autônomas, enquanto estudantes da
6 As interações mais frequentes relativas a essa categoria foram registradas em situações nas quais o professor
valorizou, verbalmente ou com gestos, o que o aluno conseguiu fazer. No entanto, tais comunicações não foram feitas com o intuito de levar o aluno a se perceber como melhor do que os outros, mas no sentido de fazê-lo reconhecer sua evolução (2012, p. 197).
53 rede particular se apresentaram mais desmotivados e motivados por razões controladas externamente. Contudo, os resultados revelaram predominância de motivação autônoma entre os participantes.
As implicações educacionais dos resultados levam a afirmar que tal investigação trouxe contribuição para repensar as estratégias de ensino utilizadas nessa etapa da educação básica? A resposta é negativa, principalmente porque os dados contrariaram as hipóteses de que alunos de instituições públicas conseguem pior desempenho que aqueles das instituições privadas, e o objetivo principal do estudo foi avaliar a qualidade motivacional e não apresentar estratégias de ensino. Para os pesquisadores, é necessário desenvolver estudos futuros mais aprofundados que expliquem, em maiores detalhes, o que possa ter ocorrido, embora eles aconselhem maior investigação também dos dados obtidos, sugerindo isso ocorra “[...] mediante aferição da validade semântica e validação por entrevista, pois é possível que alguns alunos não tenham compreendido muito bem os itens” (2011, p. 60). A despeito dessas recomendações, para os autores do estudo, os resultados foram positivos, pois permitiram identificar possíveis relações entre a motivação e as variáveis como sexo, série e tipo de escola, já que ainda são poucos, em nosso meio, estudos acerca da motivação dessa natureza, além, obviamente, de possibilitar conhecer melhor a qualidade da motivação dos estudantes do Ensino Fundamental.
Em suma, pode-se afirmar que as contribuições teóricas advindas dessa perspectiva TAD, representam caminho significativo e seguro para a compreensão das razões que conduzem os indivíduos ao engajamento e/ou envolvimento nas diversas atividades, ao longo da vida.