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Fortaleza é a capital do estado do Ceará, composta por 119 bairros49, distribuídos administrativamente, desde 1997, em seis Regionais, conforme mapa da cidade de Fortaleza. É também o lugar de referência e sede dos CRAS, assim como o lócus do trabalho dos Assistentes Sociais pesquisados.

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Bairros por Secretárias Executivas Regionais: Regional I (15): Alagadiço, Álvaro Weyne, Arraial Moura Brasil, Barra do Ceará, Carlito Pamplona, Cristo Redentor, Farias brito, Floresta, Jacarecanga, Jardim Guanabara, Jardim Iracema, Monte castelo, Pirambú, Villa Ellery e Vila Velha; Regional II (21): Aldeota, Cais do Porto, Centro, Cidade 2000, Cocó, De Lourdes, Luciano Cavalcante, Dionísio Torres, Guararapes, Joaquim Távora, Manuel Dias Branco, Meireles, Mucuripe, Papicu, Praia de Iracema, Praia do Futuro I, Praia do Futuro II, Salinas, São João do Tauapé, Varjota, Vicente Pinzon; Regional III (16): Amadeo Furtado, Antônio Bezerra, Autran Nunes, Bela Vista, Bonsucesso, Dom Lustosa, Henrique Jorge, João XXIII, Jóquei Club, Padre Andrade, Parque Araxá, Parquelândia, Pici, Presidente Kennedy, Quintino Cunha e Rodolfo Teófilo; Regional IV (20): Aeroporto, Benfica, Bom Futuro, Couto Fernandes, Damas, Demócrito Rocha, Dendê, Fátima, Gentilândia, Itaóca, Itaperi, Jardim América, José Bonifácio, Montese, Pan-Americano, Parangaba, Parreão, Serrinha, Vila Pery e Vila União; Regional V (18): Bom Jardim, Canindezinho, Conjunto Ceará I, Conjunto Ceará II, Conjunto Esperança, Genibau, Granja Lisboa, Granja Portugal, Jardim Cearense, Vila Manoel Sátiro, Maraponga, Mondubim, Parque Presidente Vargas, Parque Santa Rosa, Parque São José, Planalto Ayrton Senna, Prefeito José Walter e Siqueira; Regional VI (29): Aerolândia, Alto da Balança, Ancuri, Barroso, Cajazeiras, Cambeba, Castelão, Cidade dos Funcionários, Coaçu, Conjunto Palmeiras, Curió, Dias Macedo, Edson Queiroz, Guajeru, Jangurussu, Jardim das Oliveiras. José de Alencar, Lagoa Redonda Sapiranga, Mata Galinha, Messejana, Parque Dois Irmãos, Parque Iracema, Parque Manibura, Passaré, Paupina, Pedras, Sabiaguaba e São Bento (Fonte: Prefeitura de Fortaleza. Elaboração: IPECE).

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MAPA DA CIDADE DE FORTALEZA-CE

Fonte: Prefeitura de Fortaleza, 2012. Legenda: Regional I, Regional II, Regional III, Regional IV, Regional V, Regional VI.

A cidade, organizada em seis regionais, possui área de 315 km2, com população, segundo dados do IBGE de 2010, de 2.452.185 habitantes e densidade demográfica de 7.819 habitantes por km2, sendo também a cidade brasileira mais densamente povoada, com índice de urbanização de 86,53%. Isso reflete a intensa migração dos habitantes do estado do Ceará para sua capital, Fortaleza; tendência que vem se observando desde os anos 1960. Várias são as causas desse intenso processo migratório, duas delas são de raízes estruturais, como a alta concentração fundiária no estado, e a falta de investimento público para convívio com as secas, próprias do clima semiárido, seco e quente e com distribuição de chuvas irregulares, chegando a média inferior às demais regiões do Brasil, onde o estado do Ceará tem 86,8% de seu território nessa ambiência climática.

143 O Produto Interno Bruto (PIB) de Fortaleza, segundo dados do IBGE (2010), era de R$ 37.106.309.000, ocupando a 9ª posição no Brasil e a 1ª no Nordeste, sendo que sua renda per capita50, equivalente a R$15.161,47, e se considerado o PIB por pessoa, é a menor do Brasil, equivalendo a R$ 2.223,00. Fortaleza é detentora de 53% do PIB de todo o estado do Ceará, que em 2010, segundo IBGE, era de R$ 74,94 bilhões. Suas atividades econômicas são predominantemente os serviços e a indústria, com o setor de serviços perfazendo 78% do total dessas atividades.

Aliado ao crescimento do PIB, Fortaleza é capital mais desigual do Nordeste, com 0,786 de IDH51 (PNUD, 2000). Mas um dado nos chamou atenção no final do ano de 2012, oriundo da Organização das Nações Unidas (ONU): o relatório State of the World Cities, cujos dados evidenciam Fortaleza como a quinta cidade mais desigual do mundo, com pior distribuição de renda, onde 7% dos mais ricos se apropriam de 26% da renda total do município. Dez bairros com menor renda média por habitante estão concentrados na Regional VI, cuja renda é de R$ 239,25 para o mais pobre – o Conjunto Palmeiras –, e os dez bairros mais ricos, com renda de R$ 3.659,54 para o mais rico – o Meireles. Ainda esse relatório aponta 134.000 pessoas vivendo na extrema pobreza, com menos de R$ 70,00 por mês. Segundo o Laboratório de Estudos da Pobreza (LEP), da Universidade Federal do Ceará (UFC), Fortaleza tem 40,11% da população vivendo em situação de pobreza, com renda per capta de ½ s.m. Os dados educacionais, conforme o Censo de 2010 do IBGE, apontam que 50% dos analfabetos da cidade estão concentrados nos bairros da Regional V e VI52, bairros considerados os mais pobres da cidade.

A violência no município é apontada com dados consideráveis, cuja raiz estrutural reside na extrema desigualdade. Fortaleza é a capital, dentre as 50 metrópoles analisadas, segundo relatório do Conselho Cidadão para a Segurança Pública e Justiça Penal – uma organização não governamental (ONG)53 sediada no

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A renda per capita é um indicador que consiste em avaliar o grau de desenvolvimento econômico e social de um país ou região consistindo na soma de todos os rendimentos salariais de toda a população dividido pelo número de habitantes.

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O IDH é calculado com base nos indicadores de educação (taxas de alfabetização e matrícula), renda (PIB per capta) e longevidade.

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Dados extraídos do Relatório de 2011, do Instituto de Pesquisas Econômico-Sociais do Estado do Ceará (IPECE).

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144 México que, desde 2002, analisa políticas públicas, impunidade, narcotráfico, sequestro e segurança, indica como a 13ª cidade mais violenta do mundo.

No Brasil, é a quarta cidade com maior número de homicídios, aumentando em 47% os crimes de 2011 a 2012. O medo se instala na população de um modo geral, pois em dez anos subiu em 80% o número de homicídios na cidade, aumentando as alternativas individualistas da classe média e alta em buscar segurança pessoal particular em empresas de vigilância eletrônica.

Nem mesmo os equipamentos sociais públicos são isentos da violência na cidade. No processo da pesquisa com os Assistentes Sociais dos CRAS, houve relatos de vivência dos profissionais, como assaltos constantes. Na segunda visita, no processo da observação direta e entrevista com o Assistente Social, a mesma teve de ser realizada na sede da Regional, pois o guarda do CRAS havia sido baleado com uma bala perdida, e em protesto tinham fechado o equipamento para discutir com que estratégias o poder público garantiria a segurança no trabalho dos profissionais. Dois dias depois o CRAS reabriu.