5 Link layer implementation
5.3 Reservation protocol implementation
A divisão da região de moradia foi feita segundo as coordenadorias de saúde do município de São Paulo para os pacientes que nele residiam. As divisões das coordenadorias de saúde do município de São Paulo são: Sul, Norte, Leste, Sudeste e Centro Oeste.
Para os pacientes que não residiam no município, foi adotado o critério de pertencimento à região metropolitana, também conhecida como Grande São Paulo, que reúne 39 municípios do estado; e para os pacientes que não residiam nesses 39 munícipios, foi adotado o critério Fora da Região Metropolitana de São Paulo.
Os resultados apontam que 656 sujeitos (75,8%) residiam no município de São Paulo, 189 (21,8%), fora do município de São Paulo e no caso de 20 (2,3%) não foi possível acessar a informação de moradia.
Dos 865 sujeitos, 229 (26,5%) residiam na região Sul, 185 (21,4%) na região Norte, 170 (19,7%) na Região Metropolitana de São Paulo, 95 (11,0%) na região Leste, 79 (9,1%) na região Sudeste, 68 (7,9%) na Região Centro- Oeste e no caso de 19 (2,2%) e 20 (2,3%) não foi possível esclarecer a informação, pois não havia o registro do CEP (Código de Endereçamento Fiscal) no prontuário ou este estava errado. Na tabela 3 pode ser visualizada tanto a distribuição dos sujeitos ouvintes e com deficiência auditiva, atendidos ao longo dos anos, por região de moradia.
TABELA 3 - Distribuições de frequência dos sujeitos ouvintes e deficientes
auditivos, atendidos ao longo dos anos, em relação à região de moradia (n=865).
2004 2005 2006 2007 2008 2009
Ou-
vinte DA vinte DA Ou- vinte DA Ou- vinte DA Ou- vinte Ou- DA Ouvinte DA
Sul 1 7 17 21 7 17 15 16 41 19 41 27 Norte 13 5 22 13 13 9 13 13 24 21 26 13 Metropolitana 13 6 30 23 10 15 8 14 16 21 7 7 Leste 2 3 18 8 8 15 4 10 11 6 7 3 Sudeste 4 3 5 8 5 11 4 9 9 10 5 6 Centro - Oeste 1 4 5 9 6 5 7 5 8 3 7 8 Fora da Região Metropolitana 1 1 5 2 7 1 2 Sem Informação 1 3 1 3 2 1 2 4 1 2 Total 35 29 101 88 54 81 52 70 111 84 94 66
As figuras 1 e 2 mostram a distribuição de pacientes deficientes auditivos e ouvintes, atendidos ao longo dos anos, respectivamente. É possivel observar que os pacientes continuam chegando de todas as regiões do
munícipio de São Paulo, bem como de fora. Há também uma predominância daqueles que residem nas regiões de referência do CeAC, Norte e Sul, bem como dos que residem na região Metropolitana de São Paulo.
Assim, é possível observar o processo de construção da rede, já que, ao longo desses anos, os pacientes encaminhados ao CeAC pertenciam às regiões de referência; mas há ainda aqueles que, embora não estejam nessas regiões, chegam ao serviço, o que pode ocorrer pela cultura dos usuários. Com isso, há a necessidade da organização da referência para os pacientes que residem fora do munícipio de São Paulo.
De acordo com SANTOS (1995), a “escolha” do serviço recai na facilidade de acesso e no atendimento, que se refere à relação interpessoal. O atendimento é avaliado a partir de experiências anteriores, que servem de parâmetro no momento da escolha do serviço. Também se relaciona com as facilidades e vantagens oferecidas, com base em referências anteriores, ou mesmo por indicação de parentes e vizinhos.
Para BARATA et al. (2004), é necessário impulsionar os princípios organizacionais do SUS menos desenvolvidos até o momento: a regionalização e a hierarquização. A ampliação de acesso da população das diferentes regiões somente será possível se os serviços e ações de saúde estiverem integrados em uma verdadeira “rede de saúde”, tendo em conta, principalmente, a estrutura municipal.
A produção ambulatorial de procedimentos em Saúde Auditiva, de 2003 a 2009, mostra que o acesso da população tem sido ampliado gradativamente. De fato, o número estimado de pessoas com deficiência atendidas em 2003 foi de 36456 e em 2009, de 90085 (DAHER e PISANESCHI, 2010).
FIGURA 1- Distribuição dos pacientes deficientes, atendidos ao longo dos anos, em relação à região de moradia.
FIGURA 2- Distribuição dos pacientes ouvintes, atendidos ao longo dos anos, em relação à região de moradia.
Como já foi citado, o CeAC é um serviço de referência para as regiões Norte e Sul do município de São Paulo. As Figuras 3 e 4 mostram a distribuição da proporção dos pacientes ouvintes e deficientes auditivos, atendidos ao longo dos anos, em relação à região de moradia - Norte e Sul, respectivamente.
Vale ressaltar que a construção da rede de Saúde Auditiva é uma parceria com a Secretaria Municipal de São Paulo e se caracteriza como um processo longo e contínuo que vem sendo construído conjuntamente, de acordo com as demandas.
Com o passar dos anos, o processo de referência e contra- referência e a qualidade dos encaminhamentos tendem a se estabelecer e organizar de maneira mais efetiva; isso deverá levar a uma procura maior de pacientes deficientes auditivos. Os resultados deste estudo poderão subsidiar o estabelecimento dos fluxos de referência e contra-referência pertencentes à rede de Saúde Auditiva, permitindo o aprimoramento e o estabelecimento desses fluxos, já que a importância desse processo possibilita a continuidade do trabalho desenvolvido.
CAMPOS e DOMITTI (2007) apontam que qualificação dos serviços de referência se faz necessária para a consolidação do modelo sob vários aspectos: reconhecimento do papel das especialidades no sistema, garantindo sua integralidade; aumento na sua resolutividade, por meio de ações desenvolvidas junto às unidades de saúde e co-responsabilidade pela atenção integral do paciente.
Nos últimos anos, tem-se discutido a forma de operacionalizar a integração entre os níveis hierarquizados por meio do Matriciamento4. Trata-se
de uma metodologia de trabalho complementar àquela prevista em sistemas hierarquizados, a saber: mecanismos de referência e contra-referência, protocolos e centros de regulação de vagas (CAMPOS, 1999).
4
O apoio matricial em saúde objetiva assegurar retaguarda especializada a equipes e profissionais encarregados da atenção a problemas de saúde
FIGURA 3 - Distribuição da proporção dos pacientes ouvintes e deficiente auditivos, atendidos ao longo dos anos, em relação à região de moradia - Norte.
FIGURA 4 - Distribuição da proporção dos pacientes ouvintes e deficiente auditivos, atendidos ao longo dos anos, em relação à região de moradia - Sul.