• No results found

Defined probes in the NBWF simulator

In document 09-01765 (sider 65-71)

Originator 2 A The person who initiates the dialogue/monologue

7.1 Defined probes in the NBWF simulator

A figura 5 mostra a distribuição dos pacientes ouvintes, atendidos ao longo dos anos, em relação à idade da primeira consulta. Dos 447 pacientes, 307 (68,7%) foram atendidos na primeira consulta com até 18 meses de idade e 96 (21,5%) com idade cima de 24 meses.

FIGURA 5 - Distribuições de frequências e porcentagens dos sujeitos ouvintes, atendidos ao longo dos anos, em relação à idade na primeira consulta.

A figura 6 mostra a distribuição dos pacientes deficientes auditivos, atendidos ao longo dos anos, em relação à idade da primeira consulta. Dos 418 pacientes, 241 (57,7%) foram atendidos na primeira consulta com até 18 meses de idade e 127 (30,4%) com idade acima de 24 meses.

FIGURA 6 - Distribuições de frequências e porcentagens dos sujeitos com deficiência auditiva, atendidos ao longo dos anos, em relação à idade na primeira consulta.

A distribuição sugere que está crescendo o número de crianças que chegam para diagnóstico abaixo de um ano e meio de idade, o que se deve, provavelmente, à implantação dos Programas de Triagem nos Hospitais conveniados ao CeAC, os quais encaminham todas as crianças que falham ao serviço.

A porcentagem de crianças acima de 18 meses reflete uma demanda reprimida. A rede municipal de saúde de São Paulo iniciou a implantação de programas de TAN, em 2010, no município de São Paulo, com a cobertura de 30%. Com isso, espera-se uma gradativa diminuição da idade das crianças diagnosticadas com perda auditiva, nos próximos anos.

O primeiro diagnóstico tem sido realizado tardiamente; assim, o atraso no diagnóstico e da intervenção terapêutica pode estar relacionado, na maioria das vezes, coma a falta de integração dos serviços de saúde. O diagnóstico precoce em crianças é altamente desejável, pois as deficiências auditivas podem levar, em longo prazo, a alterações no processo de aquisição de linguagem e nas habilidades cognitivas.

Um programa de detecção precoce deve ser iniciado com a triagem auditiva neonatal, mas deve ser seguido do diagnóstico e reabilitação, contemplando as quatro etapas necessárias para que o programa seja efetivo:

rastreamento auditivo e/ou triagem; diagnóstico audiológico; indicação, seleção e adaptação de aparelhos auditivos e reabilitação auditiva (BARREIRA-NILSEN et al., 2007 e VIERA et al., 2007).

Os primeiros seis meses de vida são considerados como período crítico para estimulação sonora, pois é garantia para a maturação das vias auditivas centrais. Como afirmam NORTHEN e DOWNS (1989), os primeiros anos de vida de um indivíduo representam um período crítico, pois é neste que ocorre o processo de maturação do sistema auditivo central concomitantemente ao desenvolvimento de fala e linguagem.

De fato, estudos mostram a existência de um período crítico nos primeiros anos de vida para a aquisição da fala. A ausência de estimulação auditiva adequada na infância pode impedir o total desenvolvimento e amadurecimento das vias auditivas centrais (STELMACHOWICZ e GORGA, 1998; SHARMA et al., 1999, GILLEY e tal., 2008).

A literatura traz evidências científicas que demonstraram que o diagnóstico da deficiência auditiva deve ser realizado até o três meses e o início da intervenção, até os seis meses de idade. O diagnóstico e a intervenção nesse período permitem que a criança deficiente auditiva apresente desenvolvimento global comparável a crianças ouvintes (YOSHINAGA-ITANO, 1998, 1999 e 2003).

5.1.6 Procedência

A fonte de encaminhamento/procedência dos pacientes variou ao longo dos anos. Abaixo são apresentados os dados descritivos da procedência, que são, em seguida, analisados estatisticamente.

A figura 7 mostra que dos 865 pacientes encaminhados para o CeAC, 422 (48,8%) o foram por hospitais e maternidades, 191 (22,1%) por profissionais de saúde, 140 (16,2%) pela rede de Saúde de São Paulo5, 60 (6,9%) por instituições especializadas no atendimento de crianças com

5

Exclui as maternidades pois a partir de 2010 são também oriundos da rede, já que houve a implantação da TAN.

deficiência motora, visual e intelectual, 36 (4,2%) corresponderam à demanda espontânea, 14 (1,6%) foram encaminhados por creches e escolas e no caso de 2 (0,2%) pacientes não foi encontrado registro no prontuário a respeito do encaminhamento.

A figura 8 mostra o esboço da linha para a distribuição das procedências, ao longo dos anos.

FIGURA 8 - Distribuição de frequências das procedências dos pacientes atendidos.

A tabela 4 mostra a distribuição da procedência para os pacientes ouvintes e deficientes auditivos ao longo dos anos.

TABELA 4 - Distribuições de frequência da procedência dos pacientes ouvintes

e deficientes auditivos ao longo dos anos (n=865).

2004 2005 2006 2007 2008 2009 Total Ou- vint e DA Ou- vint e DA Ou- vint e DA Ou- vint e DA Ou- vint e DA Ou- vint e DA Hospital 27 14 60 38 37 43 26 29 54 27 40 27 422 Profissional de Saúde 4 9 15 31 9 26 6 15 14 27 14 21 191 Rede 2 2 8 4 2 4 15 10 33 17 32 11 140 Instituição de Múltiplas Deficiências 1 9 5 6 4 5 11 4 6 4 5 60 Demanda Espontânea 2 3 5 4 5 6 6 4 1 36 Outros 1 1 5 5 1 1 14 Total 35 29 101 88 54 81 52 70 111 84 94 66 865

Os resultados apontam que aproximadamente metade dos pacientes foi encaminhada por hospitais e maternidades. Isso leva a supor que os bebês encaminhados para os centros de alta complexidade provêm da TANU realizada em hospitais e maternidades.

As portarias de Saúde Auditiva permitiram um grande avanço na intervenção precoce, por meio da implantação dos serviços de alta complexidade para o atendimento de bebês e crianças deficientes auditivas com idade de 0 a 3 anos. Esses serviços facilitaram o acesso aos centros de referência em diagnóstico e intervenção, com a disponibilização de AASI.

Entretanto, as portarias não apresentam diretrizes para implementação da triagem auditiva, prevendo apenas a consolidação de um programa que deve se responsabilizar pela organização da rede de Saúde Auditiva, atendendo bebês provenientes dos programas de triagem auditiva neonatal (ALVARENGA et al., 2010).

Em estudo crítico sobre os benefícios e desafios da implantação de programas de TAN em países em desenvolvimento, OLUSANYA e LUXON

(2004) consideraram essa implantação um feito inatingível.

Porém, essa ideia não se aplica ao Brasil. Sociedades científicas, conselhos e profissionais têm se mobilizado diante dessa problemática.

A discussão sobre a implantação nacional da Política de Saúde Auditiva vem ocorrendo no país desde 1993, tendo início no Encontro Internacional de Audiologia (EIA). Em 1998, um grupo de profissionais se organizou denominando-se Grupo de Apoio à Triagem Auditiva Neonatal Universal (GATANU). Trata-se de uma iniciativa que visa divulgar os benefícios da TANU e que tem estimulado a implantação de programas em todo o Brasil. No ano de 1999, o Comitê Brasileiro sobre Perdas Auditivas na Infância,

formado por membros de sociedades científicas de Pediatria,

Otorrinolaringologia e Fonoaudiologia, referendou a recomendação de que a triagem auditiva deveria ser universal, devendo ser realizada ao nascimento ou no máximo com um mês de vida, com diagnóstico definido até os três meses e intervenção até os seis meses de idade, como é recomendado em países norte americanos e da Europa. Em 2002, o Ministério da Saúde convidou associações científicas da área, envolvendo a Academia Brasileira de

Audiologia (ABA), a Sociedade Brasileira de Fonoaudiologia (SBFa), Associação Brasileira de Otorrinolaringologia (ABORL) e representantes de universidades, para elaborar uma portaria visando à Política Nacional de Atenção à Saúde Auditiva, uma vez que não existiam portarias isoladas para tratar da disponibilização de dispositivos eletrônicos, AASI e implantes cocleares. Em 2007, foi criado o Comitê Multiprofissional em Saúde Auditiva (COMUSA), que em 2009 divulgou documento com recomendações para implantação dos programas de TAN.

Essas iniciativas objetivam manter a uniformidade da política nacional com a implementação gradativa dos programas de Saúde Auditiva que garantam desde a identificação até a (re) habilitação com a terapia fonoaudiológica. A lei conhecida popularmente como o “Teste da orelhinha” já está em vigor em alguns municípios e já foi aprovada no Senado, em 2010, para tornar-se lei federal (Lei nº 12303, agosto de 2010).

5.2 CARACTERIZAÇÃO AUDIOLÓGICA

In document 09-01765 (sider 65-71)