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1.1 Purpose and research questions

1.1.4 Research question 4

A teoria de Bandura não tenta explicar a auto-eficácia na forma de um traço global ou de personalidade. Ele foca, até certo ponto, na crescente crença do indivíduo sobre a resposta e o resultado em uma situação específica, através de métodos de tratamento, que aumentam a maestria orientada para aquela situação.

Tipton e Worthington (1984) levantaram a hipótese de que a performance do indivíduo é afetada, tanto pela auto-eficácia geral, quanto pela específica. Eles sugeriram que, em uma situação claramente definida e familiar, a auto-eficácia específica explica mais a variância, ao passo que, em situações ambíguas e menos familiares, a auto-eficácia geral pretende explicar mais a variância.

Sherer et al. afirmam que “[...] uma experiência individual passada com sucesso e fracasso em uma variedade de situações pretende resultar em um cenário geral de

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expectativas que o indivíduo leva para novas situações.” (SHERER et al., 1982, p. 664).

Isso sugere que a auto-eficácia geral é a soma ou média de todos os sucessos e fracassos individuais de tarefas que são atribuídos para o “eu”. Não somente algum sucesso ou fracasso atribuído para o “eu” afeta a auto-eficácia.

As experiências devem manter o valor pessoal para afetar, positivamente ou negativamente, o nível de auto-eficácia. Para uma definição mais completa, esses autores levantam a hipótese de que a auto-eficácia geral é composta mais de créditos para o “eu” por experiências de sucesso em situações valorizadas do que culpa por falhas aversivas, o que resulta em uma atitude eficaz e/ou orientada ao sucesso em novos desafios. É também levantada a hipótese que baixa auto-eficácia geral resulta de mais culpa para o “eu” por fracassos, que créditos para o “eu” por sucessos de valor, resultando em uma atitude incapaz ou ineficaz para novos desafios.

Esse nível geral de “sucesso na habilidade”, se alto ou baixo, é o que o indivíduo primeiro traz para arcar com uma tarefa e informa a uma expectativa de auto-eficácia específica (iniciação, esforço despendido e persistência de comportamento). Esses autores, além disso, sugerem que a auto-eficácia específica, a qual é derivada de uma avaliação cognitiva e emocional de percepções de experiências similares passadas (BANDURA, 1977), dirige a expectativa de competência, de acordo com a tarefa disponível que tiver sendo afetada por uma auto-eficácia geral do indivíduo. O resultado dessa experiência específica proporciona feedback de reforço positivo ou negativo para a auto-eficácia geral do indivíduo.

Bandura notou que algumas situações de eficácia têm mais ampla generalização do que outras. Isto é, o sentimento de capacidade em uma situação particular pode ou não se estender sobre diferentes tipos de situações. Pela perspectiva Banduriana, o

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construto da auto-eficácia geral tem força variável, dependendo da dimensão da vida

que está sendo considerada e a extensão da coincidência que tem com outras dimensões. Em resumo, Shelton (1990) considera que a auto-eficácia geral influencia a auto- eficácia específica do indivíduo. Conseqüentemente, os componentes comportamentais e os resultados afetam, tanto a auto-eficácia geral, quanto a específica. Então, se uma pessoa enfrenta um importante desafio como uma difícil tarefa de escrever algo criativo, o resultado dessa experiência, positivo ou negativo, flui para a área de auto-eficácia de domínio-específico ligada à escrita e também junta o feixe geral de importantes experiências de sucessos e de falhas que constituem a auto-eficácia geral.

A importância do entendimento do relacionamento entre a auto-eficácia geral e a específica se origina no efeito conceituado que a auto-eficácia geral exerce sobre auto- eficácias específicas, ou para aumentar o crescimento ou para proibir o crescimento. Porque a auto-eficácia geral é proporcionada como um traço (ex: confiança), que afeta o estado da pessoa (ex: performance), reconhecendo e medindo a força da auto-eficácia geral assistiremos um movimento do indivíduo em direção ao grande sucesso. Maddux (1995) considera que as crenças sobre o domínio e sobre a efetividade pessoal são, sem dúvida, aspectos importantes do auto-conceito e da auto-estima. Se o senso de competência da pessoa é alto para uma certa habilidade importante, então isso irá contribuir para uma alta auto-estima (ou para uma baixa auto-estima se a competência percebida para a habilidade for baixa). Julgamentos de ineficácia em áreas de competência sem muito valor não são prováveis de influenciar, significativamente, o auto-conceito e a auto-estima.

Woodruff e Cashman (1993) chamam a atenção para o traballho de Shelton (1990), considerando que, ao discutir o desenvolvimento de sua escala de auto-eficácia

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geral, sustenta que a eficácia é específica à tarefa e somente generaliza dentro de um

domínio. Isso, então, leva ao seu enfoque das múltiplas dimensões de medida da vida para chegar à eficácia geral. No entanto, seu relato não pareceu apreciar completamente os comentários de Bandura sobre a generalização da eficácia da tarefa através dos domínios.

O que Sherer e seus colegas fizeram foi desenvolver uma escala de eficácia geral para dois fatos particulares da vida, a área acadêmica/vocacional e a social. Isso não parece ser a eficácia geral, mas, até certo ponto, a eficácia que Bandura sugeriu existir no nível de domínio e que Woodruff e Cashman chamam de eficácia do domínio.

A eficácia do domínio descreve as crenças sobre uma habilidade em um aspecto particular da vida, podendo ser considerada como mais ampla que a eficácia de tarefas específicas e pode ser o resultado da informação combinada de eficácia sobre tipos relacionados de tarefas. Não é, no entanto, tão amplo quanto o conceito de eficácia geral. A verdadeira eficácia geral pode ter muitas dimensões adicionais, por exemplo, a atlética ou espiritual, ao lado daquelas consideradas por Sherer et al.. A eficácia do domínio de algumas dimensões da vida pode exercer influência mais forte que outras em determinar a verdadeira eficácia geral. A combinação de ordem e de magnitude da relevância dada para cada domínio parece ser individualmente única.

Woodruff e Cashman (1993), para tentarem formar um conceito mais abrangente e em maior harmonia com os processos da Teoria Social Cognitiva, consideram a possibilidade de que a eficácia existe em três níveis: um nível específico à tarefa, um do domínio e o geral. Esse estudo proporciona algum insight sobre o conceito de eficácia e como este opera no modelo social cognitivo. Enquanto o estudo ofereceu alguma evidência adicional para a escala no nível de domínio, na área de tarefas acadêmicas não

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houve evidência confirmando a escala como uma medida da eficácia geral. Os autores

consideram que pesquisas deveriam ser dirigidas para um melhor entendimento do relacionamento e a troca de natureza entre as três áreas de eficácia.

Também, as pesquisas deveriam se focar no desenvolvimento de uma escala para medir o senso da eficácia geral, que inclui testar a escala de Auto-eficácia para mais ampla generalização. Por isso, eles querem dizer que a escala deveria ser testada em domínios da vida vastamente diferentes dessa arena desenvolvimental, para ver se é de fato capturada a eficácia geral ou somente captura a eficácia em um determinado domínio da vida. A riqueza do conceito de eficácia indica que muito mais trabalho sobra para ser feito, para explorar esses equívocos e para saber como a eficácia é integrada no processo cognitivo total (WOODRUFF e CASHMAN, 1993).