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4. Church activities and outreach to the city

4.5 Renting out property 88

3.3.4.1 Expressão em seções sísmicas

O Grupo Bambuí exibe um arranjo de refletores praticamente paralelos e contínuos ao longo de toda porção centro-sul da Bacia do São Francisco (Fig. 3.10). Neste setor da bacia, dois domínios sísmicos principais podem ser reconhecidos no intervalo correspondente ao Grupo Bamuí: um inferior (BI) e um superior (BS). O domínio inferior é delimitado na base e no topo por refletores de amplitude relativamente alta e exibe pouca ou nenhuma reflexão interna. O domínio superior, por outro lado, é limitado em sua base por um refletor de alta amplitude e mostra uma série de refletores internos subparalelos e de menor amplitude. Como as seções encontram-se parcialmente obliteradas (remoção de ruídos de superfície), não é possível estabelecer o limite superior do domínio. Em virtude da intensa deformação no setor ocidental da bacia é difícil estender a mesma interpretação para a região situada a oeste da Serra da Saudade.

Na região de Canastrão foi identificada, na base do domínio Bambuí Inferior, uma sismofácies sem refletores internos e limitada em seu topo por refletor de amplitude intermediária (BIi). A unidade foi observada apenas na seção sísmica 0240-0295. Aparentemente, tal sismofácies exerce importante papel na propagação da deformação compressional que afeta os sedimentos neoproterozóicos (Figs. 4.12 e 4.13, Cap. 4) .

3.3.4.2 O Poço 9-PSB-16-MG e correlações estratigráficas

Embora localizado na região de Corinto, a cerca de 100 km a leste da área de estudo, o paralelismo e a continuidade lateral das unidades do Grupo Bambuí, observadas em seções sísmicas regionais, permitem uma comparação satisfatória entre os dados estratigráficos aqui levantados e o poço 9-PSB-16-MG (Fig. 3.11).

Assim como na região do baixo Rio Indaiá, o poço exibe da base para o topo, uma sucessão pelito-carbontada coberta por psamitos. De uma maneira geral, a curva de raios gama (GR) mostra valores baixos, com pequenas variações diretamente relacionadas às heterogeneidades litológicas. Carbonatos comumente exibem valores menos elevados, seguidos dos arenitos, siltitos e argilitos/folhelhos.

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Figura 3.10 (A) Localização das seções sísmicas e do poço 9-PSB-16-MG. TM: Três Marias, Ti: Tiros, Mn: Morada

Nova de Minas e Co: Corinto. (B) Detalhe da seção sísmica em tempo duplo 0240-0296 (destacada em A e C) mostrando a geometria e as principais características sísmicas do Grupo Bambuí face às unidades subjacentes. (C) Composição das seções sísmicas 0240-0298 e 0240-0296 (em tempo duplo - TWT) e interpretação simplificada, mostrando a continuidade e geometria dos refletores atribuídos ao Grupo Bambuí. Note o contraste entre este grupo e as unidades subjacentes, onde se observa constantes truncamentos e descontinuidades entre os refletores internos. O quadro amarelo corresponde à seção mostrada em detalhe em (B).

O perfil SP mostra uma série de pequenas incursões negativas que, quando relacionadas a incursões negativas no perfil de resistividade (RES) parecem indicar o aumento das frações arenosas. Essa feição é especialmente observada no topo do poço e acompanha uma sutil diminuição no perfil de raios

gama (GR). Provavelmente ela corresponde à passagem gradacional dos pelitos da Formação Serra da Saudade para os arenitos da Formação Três Marias descrita em diversos pontos da bacia (e.g.: Chiavegatto 1992),

É importante notar que, embora descritos ao longo de todo o furo, grande parte dos calcários (limestones) intercalados nos siltitos inferiores/intermediários parecem constituir siltitos carbonáticos. Tal fato explicaria a grande similaridade radioativa (GR) entres estes litotipos. Por outro lado, as pequenas incursões negativas no perfil SP observadas nestas porções poderiam ser explicadas pelo aumento das frações psamíticas neste siltito carbonático (Fig. 3.11).

Finalmente, é interessante ressaltar uma elevação anômala da resistividade na porção intermediária/basal do poço. Embora não haja nada similar descrito para o Grupo Bambuí, resistividades tão elevadas são comumente observadas em camadas de sal (Barbosa 2009).

Dessa forma, assim como os dados levantados em superfície na região do baixo Rio Indaiá, o poço parece contemplar apenas o Bambuí Superior (BS) observado nas seções sísmicas (e.g.: Figs. 3.1 e 3.10). Neste sentido, o refletor de maior amplitude, que limita a base desta unidade sísmica, corresponderia aos carbonatos da Formação Lagoa do Jacaré, enquanto os refletores secundários, na porção interior a intermediária, seriam relacionados às intercalações carbonáticas em meio aos pelitos da Formação Serra da Saudade. Em virtude do corte de dados próximos a superfície, não é possível estabelecer correlações entre a Formação Três Marias e as seções sísmicas.

A Figura 3.12 mostra a correlação proposta entre os perfis estratigráficos levantados na região do baixo Rio Indaiá e o poço 9-PSB-16-MG (CPRM/PETROBRÁS). Embora a correlação sugira espessuras praticamente constantes para as formações superiores do Grupo Bambuí na porção centro-sul da Bacia do São Francisco, as seções sísmicas (Figs. 4.12 e 4.13) sugerem um sutil espessamento da unidade como um todo em direção ao extremo oeste. Por outro lado, é importante lembrar que a espessura indicada na coluna de Águas Claras (Fig. 3.3) é aproximada, em virtude da intensa deformação impressa nos sedimentos pré-cambrianos.

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Figura 3.11 Perfil composto do Poço 9-PSB-16-MG (CPRM/PETROBRÁS), locado imediatamente a norte da

cidade de Corinto (Fig. 3.8). As setas azuis, vermelhas e verdes indicam incursões observadas nos perfis de raio gama (GR), potencial espontâneo (SP) e resistividade (RES), respectivamente. As regiões destacadas em amarelo correspondem às porções aqui entendidas como francamente carbonáticas, enquanto a reta azul tracejada representa o padrão médio de argilosidade dos siltitos. A estrela verde mostra ponto de elevação anômala da resistividade.

Figura 3.12 Correlação aproximada entre as colunas levantadas na região do baixo Rio Indaiá (Figs. 3.3, 3.4 e 3.7-b)

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