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4. Church activities and outreach to the city

4.6 Ecumenical efforts

De uma maneira geral, os carbonatos da Formação Lagoa do Jacaré parecem corresponder a depósitos plataformais rasos, acumulados sob condições de temperatura e luminosidade relativamente elevadas e marcadas pelo baixo aporte de material siliciclástico. Paralelamente, uma vez associada à presença de carbono, a cor escura dos litotipos pode indicar ambientes de sedimentação redutores ou pouco oxigenados. É importante notar, entretanto, que a escassez de dados e a alta deformação impressa sobre os depósitos na região dificultam o maior detalhamento paleoambiental da unidade.

Os pelitos laminados da Formação Serra da Saudade indicam ambiente marinho relativamente profundo, com predomínio de águas calmas em uma plataforma siliciclástica lamosa. Este sistema, por vezes, seria perturbado por fracas correntes, responsáveis pela formação local de laminações cruzadas de porte centimétrico.

Em direção ao topo, a formação passa a exibir registros de significativas mudanças paleoambientais sazonais, responsáveis principalmente pela formação das seções carbonáticas. Neste contexto, o Membro Felixlândia marca a deposição direta de depósitos gradativamente mais rasos sobre os pelitos mais distais. Considerando as fácies descritas ao longo de seus poucos metros, esta sucessão passaria de sedimentos depositados no subambiente offshore a regiões mais rasas do tipo

shoreface/foreshore, estes últimos exibindo algum sinal de exposição subaérea. A grande continuidade e as pequenas variações de fácies e de espessura desta unidade ao longo do setor centro-sul da bacia, associada às características observadas, sugere uma deposição em uma rampa carbonática rasa. Neste contexto, a passagem da plataforma siliciclástica lamosa se daria de maneira praticamente gradual, conforme o contato basal gradual observado na região de Felixlândia. Posteriormente, teria lugar um afogamento quase instantâneo da plataforma carbonática e conseqüente retomada da deposição lamosa. Este súbito afogamento é evidenciado pelo contato dos pelitos superiores (mais profundos) diretamente sobre os depósitos submaré/intermaré da fácies FDRT (Fig. 3.5).

É importante lembrar que, se confirmados como restos de organismos, os fragmentos e respectivas estruturas observadas na fácies FDRB representariam o primeiro registro macrofaunístico documentado para o Grupo Bambuí. Isso, por sua vez, ressalta ainda mais a intensidade das mudanças ambientais experimentadas pela Bacia do São Francisco durante a deposição da Formação Serra da Saudade.

Ainda no topo desta unidade, a glauconita presente nos ritmitos pelito-arenosos verdes (verdetes) é um importante indicador de ambiente marinho plataformal relativamente raso (entre 50 e 500m), marcando o limite entre as zonas oxigenada e redutora (Nichols 2009). Como se trata de um mineral autigênico formado sob condições onde a taxa de sedimentação é muito baixa, pode constituir ainda importante indicador de superfície de inundação máxima. Neste momento, com o avanço da linha de costa para o continente, pouca argila em suspensão chega ao offshore, diminuindo, portanto, o aporte de sedimentos na zona de cristaização da glauconita (Potter et al. 2005). Ao mesmo tempo, os fosforitos encontrados associados a estas unidades na região de Cedro do Abaeté (Lima et al. 2007) podem corresponder a depósitos originalmente formados em condições similares, favorecidos por surgências de águas mais profundas e ricas em nutrientes.

A existência de lentes pelíticas contendo matéria orgânica nesta formação corrobora tal hipótese, uma vez que grande parte de depósitos similares antigos foram formados em situações análogas de elevação do nível do mar. A elevação do nível do mar permite a formação de ambientes anóxicos profundos (baixa circulação de águas oxigenadas) e diminui a diluição da matéria orgânica (baixa taxa de sedimentação), possibilitando sua deposição e preservação no registro estratigráfico (e.g.: Nichols 2009, Potter et al. 2005).

O gradual aumento das frações psamíticas em direção ao topo da unidade sugere condições de marinhas cada vez mais rasas (shallowing upward). Neste contexto, grande parte dos materiais glauconíticos e fosfáticos (Lima et al. 2007) teriam sido retrabalhados por tempestades em ambiente plataformal cada vez mais raso. Este retrabalhamento é evidenciado pela associação destes sedimentos e termos arenosos, por vezes exibindo estratificações cruzadas hummocky/swaley e seções centimétricas com granodecrescência ascendente associadas. Tais condições culminariam com a deposição dos arenitos, arcóseos e pelitos da Formação Três Marias, marcados pela intensa ação de ondas de tempestade (Chiavegatto 1992). Nas colunas estratigráficas levantadas, o retrabalhamento por ondas de tempestade é indicado principalmente pela grande frequência de estratificações cruzadas hummocky/swaley. Tais estruturas comumente ocorrem associadas a ripple marks (simétricas e asimétricas), lineções de partição (em arenitos laminados) e pequenas seções rudíticas, indicando a atuação de correntes unidirecionais de alta energia e níveis locais de erosão (e redeposição) gerados durante as tempestades. Estruturas de carga ocasionais e seções centimétricas com granodecrescência ascendente sugerem substratos inconsolidados e correntes de turbidez, respectivamente.

Contribuições às Ciências da Terra

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A freqüente ocorrência de arcóseos e arenitos arcoseanos, associada à imaturidade textural comumente observada nas rochas da Formação Três Marias, indicam uma área-fonte cada vez mais próxima e, provavelmente, localizada a noroeste (Chiavegatto 1992). Paralelamente, considerando a composição mineralógica exibida por estes litotipos (melhor estudadas por Gomes 1988), os mesmos poderiam corresponder a depósitos orógeno-reciclados (

sensu Dickinson & Suczek 1979 apud Jorda

1995).

3.4- OS GRUPOS AREADO E MATA DA CORDA

Estratigraficamente acima dos sedimentos pré-cambrianos e sobre uma pronunciada discordância angular e erosiva, assentam-se os depósitos cretácicos do Grupo Areado (Figs. 3.3 e 3.14), que, por sua vez, são cobertos pelas rochas vulcânicas e sedimentares do Grupo Mata da Corda, atribuídas ao Cretáceo Superior. Na grande maioria das vezes, ambos os depósitos encontram-se sub-horizontalizados, mostrando contatos erosivos e angulares entre si.