3.3 Restrictions in asylum policies 2008-2016
3.3.2 Removal of the reasonableness criterion and ‘the October Children’
2.5.3.1.1 Determinação do número de grupos
Sendo um estudo exploratório onde se pretendeu obter as percepções dos médicos acerca da Internet como fonte de informação sobre saúde e uma vez que numa fase posterior do estudo se efectuaram entrevistas face-a-face, foram realizados apenas dois focus group relativamente às categorias profissionais de AH e CSH.
De acordo com Morgan, D. (1988, p. 42) “Thus research that is exploratory in nature or simply aimed at «getting someone’s perspective» will probably take only a few groups”.
2.5.3.1.2 Determinação da dimensão de cada grupo
Tendo em conta a dimensão do Hospital, a distribuição dos médicos relativamente à situação profissional, sua colocação nos Serviços do HDNI assim como as suas disponibilidades cada focus group só pode incluir quatro médicos cada. Segundo Krueger, R. e Casey, M. (2000, p. 10) “the group must be small enough for everyone to have an opportunity to share insights and yet large enough to provide diversity of perceptions.”
Kitzinger, J. (1999) em Pope, C. e Mays, N., (1999) refere que o tamanho ideal do grupo inclui quarto a oito pessoas. Neste âmbito, segundo Morgan, D. (1988, p. 44) “Combining both practical and substantive considerations, it appears that four is the smallest size of a focus group, and the upper boundary – although less clear-cut – appears to be around 12.”
A principal vantagem relativamente à pequena dimensão do grupo reside na sua facilidade de controlo.
De acordo com Krueger, R. e Casey, M. (2000, p. 73,74) “Small focus groups, or mini-focus groups, with four to six participants are becoming increasingly popular because the smaller groups are easier to recruit and host, and they are more comfortable for participants.”
A principal desvantagem relativamente ao número reduzido dos participantes de cada focus group implica a limitação das experiências dos participantes.
2.5.3.1.3 Selecção dos participantes
Os participantes dos grupos podem ter características homogéneas ou heterogéneas. Kitzinger, J. (1999) em Pope, C. e Mays, N., (1999) refere que também pode ser vantajoso em determinadas situações juntar um grupo diverso (por exemplo vários profissionais) com a intenção de maximizar a exploração das diferentes perspectivas dentro do grupo.
No entanto, grupos com características heterogéneas podem originar conflitos durante o decorrer da sessão, segundo Morgan D. (1988, p. 23) “if bringing together different participants with different opinions will produce conflict in the group”.
Neste estudo os dois grupos apresentaram características homogéneas diferindo entre si apenas pela progressão na carreira profissional, esta situação teve como objectivo gerar maior conforto aos participantes relativamente à expressão de ideias uma vez que não estiveram na presença do superior hierárquico. Kitzinger, J. (1999) em Pope, C. e Mays, N., (1999) menciona ser importante estar consciente de como a hierarquia dentro do grupo poder afectar os resultados.
Os médicos foram seleccionados a partir da listagem facultada pelo HDNI em 25/02/2005 de acordo com os critérios de inclusão:
ii. Número de horas de trabalho semanais igual ou superior a trinta e cinco horas; iii. Integração em equipas de trabalho em Unidades diferentes da Instituição; iv. Serem especialistas;
v. Serem utilizadores da Internet;
vi. Progressão na carreira profissional (diferente para cada grupo);
2.5.3.1.4 Duração de cada sessão
Neste estudo cada focus group teve a duração de cerca de uma hora e meia.
Segundo Morgan, D. (1988, p. 42) “practicality duration of the group is usually fixed at one or two hours”. Kitzinger, J. (1999) em Pope, C. e Mays, N., (1999) refere que as sessões podem durar cerca uma ou duas horas.
De acordo com Krueger, R. e Casey, M. (2000, p. 64) “Focus group are typically two hours long. (…) The two-hour time limit, however, is a physical and psychological limit for most people”.
2.5.3.1.5 Questões
Foi elaborada uma entrevista semi-estruturada (ANEXO I) com questões abertas, claras, não centralizadas para o grupo e pré-determinadas de acordo com os objectivos do estudo.
Segundo Morgan, D. (1993, p. 27) “In exploratory and phenomenological groups, unstructured, open-end questions are normally implemented. This permits greater flexibility in response patterns and probe tactics.”
2.5.3.1.6 Papel do moderador
O papel do moderador pode assumir dois estilos: passivo ou não directivo ou activo ou directivo. Segundo Morgan, D. (1993, p. 27) “nondirective approach where the interviewer- observer only asks enough questions or probes on a limited basis or offers reinforcement to keep a discussion going”. Na situação de um estilo activo,
“the interviewer is very involved with the direction of the interview either as an active and empathetic participant in the interview or as someone who exercises considerable control over the direction of the interview by administering a structured and ordered set of items or by constantly keeping the group on track”. (Morgan, D., 1993, p. 27)
Neste estudo o moderador assumiu um estilo não directivo, dado tratar-se de um estudo exploratório com o objectivo de obter o máximo de informação dos participantes.
Como refere Morgan D. (1988, p. 49) “Low levels of moderator involvement are important for goals that emphasize exploratory research.(…) If the goal is to learn something new from participants, then it is best to let them speak for themselves”.
No entanto, o moderador deve:
i. Sempre que for oportuno incentivar os participantes a emergirem as suas ideias num ambiente confortável e controlar a discussão;
ii. Posssuir bons conhecimentos acerca to tema que vai ser discutido, “The moderator must have adequate background knowledge on the topic of discussion to place comments in perspective and follow up on critical areas of concern.” (Krueger, R. e Casey, M., 2000, p. 99).
iii. Garantir o bem-estar dos participantes “Participants must feel comfortable with the moderator.” (Krueger, R. e Casey, M., 2000, p. 100) e saber ouvi-los, “The moderator looks at participants and gives the appearance of active listening”. (Krueger, R. e Casey, M., 2000, p. 98).
iv. Saber gerir o tempo destinado a cada questão e saber quando estimular ou não os participantes.
Tendo em conta tratar-se de uma área pouco explorada em Portugal, a autora deste estudo assumiu o papel de moderador.