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Reliability and validity concerning present study

3.6 Reliability and Validity

3.6.1 Reliability and validity concerning present study

Benner (2001) na obra, “De Iniciado a Perito”, sustentada em Dreyfus e Dreyfus (1980), descreve um modelo de evolução e desenvolvimento de competências estruturado em cinco estádios (iniciado, iniciado avançado, competente, proficiente e perito). Esta construção evolutiva de aquisição de competências é referida por Phaneuf (2005) que relata competência clínica em enfermagem como um conjunto integrado que supõe a mobilização das capacidades cognitivas e sócio-afectivas, de saberes teóricos, organizacionais e procedimentos, tanto como habilidades técnicas e relacionais aplicadas a situações de cuidados, o que permite exercer as funções de enfermagem ao nível da excelência.

Este enquadramento teórico esteve na base do caminho que fui traçando ao longo desta formação de mestrado em enfermagem na área de especialização de saúde mental e psiquiátrica, no sentido de melhorar competências já desenvolvidas e adquirir novas, sempre numa perspetiva teórico/prática, com o intuito de melhorar a prestação de cuidados à pessoa / família no âmbito da dependência de álcool.

Segundo Alarcão (2001), ser competente é ser possuidor de um conjunto de conhecimentos, capacidades, comportamentos, objetivos e atitudes que se revelam

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nos níveis de desempenho adequados às circunstâncias. Concluído o estágio importa fazer um balanço relativo à operacionalização dos objetivos e atividades realizadas, equacionado a aquisição e desenvolvimento das competências específicas em enfermagem de saúde mental e psiquiátrica.

Competência F1 ( OE /Regulamento nº129/2011)

“Detém um elevado conhecimento de si enquanto enfermeiro, mercê de vivências e processos de auto-conhecimento, desenvolvimento pessoal e profissional”. (p. 4)

Penso ter desenvolvido esta competência, através das acções que levaram à concretização do objetivo de estágio: promover processos de auto-conhecimento, consciência de mim mesma e de desenvolvimento pessoal e profissional através de vivências decorrentes da prestação de cuidados à família da pessoa dependente de álcool. Para tal contribuiu a reflexão sobre a influência das minhas vivências e o confronto na relação terapêutica estabelecida, através: da elaboração de registos de interacção, diários de campo bem como os encontros com os orientadores docentes e clínicos. Neste caminho de autoconhecimento identifiquei: emoções, sentimentos, valores e outros fatores pessoais ou circunstâncias possíveis de interferir na relação terapêutica com a família da pessoa dependente de álcool e com a equipa multidisciplinar. Estive atenta a medos, crenças, hábitos, preconceitos, mecanismos de protecção e defesa. Ultrapassei e refleti sobre fenómenos de transferência e contra- transferência, impasses e resistências na relação terapêutica e mantive o contexto e limites na relação profissional.

Competência F2 e F3 (OE /Regulamento nº129/2011)

“Assiste a pessoa ao longo do ciclo de vida, família, grupos, e comunidade na optimização da saúde mental; e “Ajuda a pessoa ao longo do ciclo de vida, integrada na família, grupos e comunidade a recuperar a saúde mental, mobilizando as dinâmicas próprias de cada contexto.” (p. 4-6)

A concretização do objetivo: Treinar a concepção e aplicação do plano de cuidados especializados e individualizado de enfermagem de saúde mental, à família, no âmbito da dependência de álcool, foi a estratégia encontrada para o desenvolvimento destas duas competências. Para operacionalizar esse objetivo foram realizadas as seguintes

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atividades: formação no MDAIF da Prof.ª Maria Henriqueta Figueiredo em sessões no Porto e Lisboa; selecção criteriosa das famílias em conjunto com os gestores de caso e respectiva equipa multidisciplinar da unidade de alcoologia; elaboração do plano de cuidados especializado à família com avaliação diagnóstica e intervenção na família da pessoa dependente de álcool segundo o referencial teórico do MDAIF; aplicação de instrumentos de avaliação (Matriz Operativa do MDAIF, APGAR familiar de Smilkstein, Escala de Readaptação Social de Holmes e Rahe FACES II, Notação Social da Família - Graffar adaptado); aplicação adicional de outros instrumentos de avaliação, pertinentes; participação no fórum de discussão sobre o MDAIF; promoção de reuniões com orientadores de estágio e docentes para supervisão clínica e participação nas reuniões da equipa multidisciplinar.

Em jeito de avaliação face ao desenvolvimento destas duas competências reforço: a relação com os orientadores e com outros enfermeiros no fórum do MDAIF assente na partilha de experiências e discussão das situações trazidas pelo trabalho com as famílias; a existência de um bom relacionamento com a equipa multidisciplinar através do diálogo e escuta; a discussão com os orientadores e com a equipa multidisciplinar sobre as atividades a realizar; a colaboração com a equipa multidisciplinar nas várias atividades já em curso; a revelação do sentido de responsabilidade, disponibilidade e honestidade; o conhecer e cumprir as normas e regras do serviço.

Competência F4 (OE /Regulamento nº129/2011)

“Presta cuidados de âmbito psicoterapêutico, socioterapêutico, psicossocial e psicoeducacional, à pessoa ao longo do ciclo de vida mobilizando o contexto e a dinâmica individual, familiar, de grupo, de forma a manter, melhorar e recuperar a saúde.”

(p. 6-8)

Para fazer face ao desenvolvimento desta competência foi essencial experimentar intervenções de âmbito psicoterapêutico pertinentes para a prestação de cuidados à família da pessoa dependente de álcool. As atividades realizadas para a concretização deste objetivo e consequente desenvolvimento da competência referida, foram as seguintes: planeamento e discussão pré e pós sessão com o Enfermeiro Especialista em Saúde Mental; utilização de estratégias e técnicas de intervenção de cariz psicoterapêutico, socioterapêutico e psicoeducacional com a família da pessoa

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dependente de álcool; participar em coterapia nas intervenções de cariz psicoterapêutico, socioterapêutico e psicoeducacional do programa de tratamento Intensivo da Unidade de Alcoologia.

Com realização destas atividades penso ter conseguido: fornecer antecipadamente orientação às famílias, para promover a saúde mental e prevenir ou reduzir o risco de perturbações mentais; ensinar a família sobre a temática da dependência de álcool; promover a adesão da família ao tratamento; implementar intervenções familiares centras nas respostas humanas; utilizar técnicas psicoterapêuticas e socioterapêuticas que aumentem o “insight” da família, permitindo elaborar novas visões do problema; utilizar técnicas psicoterapêuticas e socioterapêuticas que facilitem à família a integrar a dependência de álcool e os efeitos por ela causados, fazendo escolhas que promovam mudanças positivas no seu estilo de vida; utilizar técnicas psicoterapêuticas e socioterapêuticas que facilitem respostas adaptativas que permitam melhorar a saúde familiar; utilizar técnicas psicoterapêuticas e socioterapêuticas que permitam aos membros da família libertar tensões emocionais e vivenciar experiências gratificantes

É de salientar que os vários objetivos se mostraram sintónicos e complementares para o desenvolvimento das competências, tendo sido operacionalizados em simuladamente num processo de co-evolução profissional e pessoal, não havendo barreiras ou limites estanques entre os mesmos.

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