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What are the relationship between police corruption, radicalization and terrorist

CHAPTER 4: FINDINGS AND DISCUSSION

4.4 What are the relationship between police corruption, radicalization and terrorist

De forma geral, as abordagens de gestão do conhecimento (GC) encontradas na literatura seguem as diferentes concepções sobre a natureza do conhecimento organizacional. No início deste capítulo, foram mencionadas as duas visões preponderantes: conhecimento como mercadoria ou conhecimento como criação social. As abordagens de GC derivadas dessas visões apresentam-se como um continuum, de uma abordagem até a outra (BRESNEN et al, 2003). Ambas produzem conselhos úteis para a prática da gestão do conhecimento e, com freqüência, compenetram-se (SNIDER; NISSEN, 2003; SPENDER, 2001).

Ainda que o conhecimento seja considerado como essencialmente distinto das mercadorias físicas, serão aproveitados elementos das duas referidas abordagens, sem a preocupação de classificar as contribuições dentro de um enfoque particular. Em todo caso, vale mencionar uma crítica, comum na literatura, à ênfase que teóricos ou práticos adeptos do “conhecimento como mercadoria” costumam dar ao papel da tecnologia da informação (TI) e à codificação do conhecimento, em detrimento do papel das conexões sociais e do conhecimento tácito (CARRILLO et al, 2004; FERNIE et al, 2003; NONAKA; TAKEUCHI, 1997; SANTIAGO JR., 2002). Tal crítica, contudo, não deve ser entendida como uma desqualificação da codificação do conhecimento nem da TI no contexto da GC. A codificação é geralmente considerada na literatura como uma iniciativa útil para muitos tipos de conhecimento e a tecnologia da informação como uma ferramenta importante em certos casos, imprescindível para a gestão do conhecimento17.

17 A título de exemplo, Spender (2001) relata o caso de um projeto de gestão do conhecimento baseado em TI e

implementado num banco de varejo americano, o First Union Bank. Resumidamente, a estratégia consistiu na centralização dos dados dos clientes, antes dispersos em mais de vinte sistemas, num único banco de dados relacional um típico modelo de administração de relacionamento com o cliente (conhecido pela sigla em inglês, CRM, de Customer Relationship Management). Segundo o próprio banco, é provável que o sistema produza um retorno líquido anual de cem milhões de dólares. “Esse tipo de gestão do conhecimento é algo sério para os homens de negócio, não importa o que os acadêmicos possam pensar sobre a pureza das teorias que lhe

Como em tantos outros assuntos relacionados com o conhecimento organizacional, não há uma definição única, consensual, para gestão do conhecimento. Não falta até quem faça reparos à palavra “gestão” (ou management, na sua versão em língua inglesa), por considerá- la por demais associada com o controle do fluxo de informação (NONAKA et al, 2002). A despeito dessa ressalva pontual, a expressão “gestão do conhecimento” já está estabelecida na literatura, com ao menos um ponto praticamente consensual: o objetivo declarado de agregar valor, quer pela criação e manutenção de vantagem competitiva, quer pela melhoria do desempenho organizacional.

Quintas (2002) menciona duas vertentes nas conceituações de gestão do conhecimento. Uma delas enfatiza as noções de capital intelectual ou de ativos do conhecimento18; a definição de Webb (1998 apud CARRILLO et al, 2004, p. 46) insere-se nessa vertente: GC como “identificação, otimização e gerenciamento dos ativos intelectuais para criar valor, incrementar a produtividade e ganhar e sustentar vantagem competitiva”. Como observa Spender (2001, p. 32), “os problemas no gerenciamento do conhecimento como um ativo exigem que os gerentes prestem atenção especial aos arranjos institucionais e legais como patentes e contratos de emprego em P&D ”, que permitem a circunscrição do conhecimento, transformando-o em objeto. Uma vez identificados e objetivados o referido autor acredita que para gerenciar o conhecimento é preciso necessariamente identificá-lo , os ativos do conhecimento poderiam ser valorizados e contabilizados. Só então “os gerentes podem começar a ter em suas mãos a organização como um feixe de ativos do conhecimento” (Ibid., p.33).

Uma outra vertente tem como foco os processos de gestão do conhecimento. A definição usada pela Xerox seria um exemplo dessa segunda vertente: “Gestão do conhecimento é a disciplina de criar um próspero ambiente de trabalho e aprendizagem que fomente a contínua criação, agregação, utilização e reutilização tanto do conhecimento organizacional quanto do pessoal, na busca de um novo valor de negócio” (CROSS, 1998, p. 11).

dão suporte” (Ibid., p. 35). Deixando de lado a forma, talvez um pouco rude, com que o autor se expressou, concordamos com a idéia de fundo de que a administração é fundamentalmente prática.

18 Capital intelectual ou ativos do conhecimento referem-se a “conhecimento, experiência, especialização e

diversos ativos intangíveis” das organizações (KLEIN, 2002, p. 1). Como exemplos de ativos intangíveis, podem citar-se a força da marca, o potencial das patentes, as alianças estratégicas, o relacionamento com clientes etc.

Os conceitos de GC nem sempre aparecem na forma de uma definição, que muitos autores não se preocupam em apresentar. O foco costuma ser de fato o processo de gestão do conhecimento organizacional. Ermine (2003 apud RICCIARDI, 2003), por exemplo, menciona a captação, preservação, compartilhamento, geração e utilização do conhecimento, enquanto Fleury (2001) destaca a aquisição, disseminação e construção da memória organizacional. Krogh et al (2001) enfatizam a criação do conhecimento, para o que o desenvolvimento de um ambiente organizacional favorável seria de suma importância. Para Mertins et al (2003), a gestão do conhecimento teria no mínimo quatro atividades: gerar, armazenar, distribuir e aplicar conhecimento, enquanto Siemieniuch e Sinclair (1999 apud CARRILLO et al, 2004, p. 46) “identificam cinco processos: gerar, propagar, transferir, localizar e acessar, manter e modificar o conhecimento”. Para Santos Netto (2005), os processos seriam a identificação, a aquisição ou criação endógena, o armazenamento, a disseminação, o compartilhamento, a atualização e o descarte de conhecimentos (no caso do descarte, especificamente para conhecimentos explícitos). Eisenhardt e Santos (2002), por sua vez, falam de aquisição, disseminação e integração de conhecimentos.

Destacam-se, a seguir, os processos de captação, armazenamento e disseminação do conhecimento, que foi o corte escolhido para a tese (considerou-se infactível ampliar o escopo além desse limite). Serão esses os processos analisados nos casos, com ênfase na captação de conhecimentos externos. Apesar de serem abordados em tópicos separados, deve-se ter presente que nem sempre há fronteiras claras entre eles.