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Kap. 7 Rektorenes samhandlingsarenaer

7.5 Utfordringer ved et kollektivt rektorsamarbeid

7.5.2 Rektors utfordringer på det individuelle plan

Para obter uma percepção do fenômeno e delimitar a etapa de ensino a ser estudada, foi necessário entender como o Atendimento Educacional Especializado em Salas de Recursos estava sendo oferecido no Distrito Federal. Com esse objetivo, recorreu-se aos dados do Censo Escolar da Secretaria de Estado de Educação do Distrito Federal (SEEDF).

Conforme abordado anteriormente, a SEEDF possui 14 Coordenações Regionais de Ensino (CRE), que abrangem o atendimento escolar público nas 651 instituições educacionais existentes nas regiões administrativas do DF. A maior CRE é a do Plano Piloto-Cruzeiro (CRE/PPC), com 103 instituições, o que representa mais de 15% do total das instituições educacionais do DF bem como o maior número de estudantes com TGD, motivo pelo qual, ela foi a Regional escolhida para a realização da pesquisa. Os dados do Censo Escolar de 2014 mostraram que, dos 6.725 estudantes com deficiência e TGD, 712 são estudantes com TGD e desses, 134 pertencem à CRE/PPC. Os dados oficiais apontaram também, que a etapa de ensino com maior quantitativo de estudantes com TGD, frequentando o AEE é o Ensino Fundamental.

Tabela 7 – Quantitativo de estudantes com Deficiência e com TGD frequentando o AEE, em Sala de Recursos Generalistas, por Etapa/Modalidade de Ensino no DF

Deficiência e TGD Educação Infantil Ensino Fundamental Ensino Médio EJA Total Deficiência Física 109 1.142 206 46 1.505 Deficiência Intelectual 95 3.342 354 317 4.108 TGD 54 612 41 5 712 Deficiência Múltipla 12 324 53 13 402 Total 270 5.420 654 381 6.725

Fonte: Censo Escolar- SEEDF (DISTRITO FEDERAL, 2014a)

Dessa forma, foram coletados dados específicos sobre o atendimento ao estudante com TGD na CRE/PP, obtidos junto a Coordenação de Educação Especial (COESP), foram identificados na CRE do Plano Piloto/Cruzeiro. Os resultados detidos informaram 24 Salas de Recursos do tipo Generalista, com um total de 74 estudantes com TGD e uma Sala Específica de Deficiência Visual, com dois estudantes com TGD, apresentando a dupla condição de deficiência visual e TGD, todos frequentando os Anos Iniciais do Ensino Fundamental. Esta foi a etapa de ensino da Educação Básica definida para efeito da presente da pesquisa.

2.1 DEFINIÇÃO DO PROBLEMA

O interesse em ampliar a base de conhecimento a respeito do Atendimento Educacional Especializado oferecido nas Salas de Recursos aos estudantes com TGD ocorreu em função da experiência profissional da pesquisadora. Professora da Rede Pública de Ensino do Distrito Federal há dezoito anos, com atuação profissional na área de Educação Especial, em Classe Especial e em Sala de Recursos. A pesquisadora, ao longo de sua trajetória, se deparou com muitos questionamentos e inquietações na prática docente, especialmente acerca das angústias e expectativas dos pais e dos professores, em relação a qual seria a melhor forma para o atendimento educacional, de modo a respeitar as especificidades dos estudantes e obter as respostas educativas favoráveis que estimulem o seu desenvolvimento.

Em função de sua atuação em Sala de Recursos, no contexto de sua formação docente, a pesquisadora considera esse espaço como um ambiente que acolhe o estudante com TGD. Em seus estudos, avaliou a Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva (BRASIL, 2008), normativo esse que contribuiu para dar forma ao tema principal para esta dissertação. Nesse documento são estabelecidas diretrizes para a criação e implantação de Salas de Recursos Multifuncionais para o Atendimento Educacional Especializado aos estudantes com deficiência, Transtorno Global do Desenvolvimento e Altas Habilidade/Superdotação. Nesse sentido, as Salas de Recursos Multifuncionais são consideradas, por essa política, como a principal rede de apoio para inclusão escolar desses estudantes, com vistas a promover o atendimento das suas necessidades educacionais especiais. No entanto, questionamentos sobre o AEE, para além dos trabalhos desenvolvidos na Sala de Recursos, suscitaram elementos novos acerca do suporte e do apoio, uma vez que, confrontados os normativos e a prática vivenciada e observada no contexto da Sala de Recursos, emergiram lacunas em torno do protagonismo que o AEE vem consolidando na Educação Especial.

Assim, ao considerar a Sala de Recursos Multifuncionais como suporte ou apoio para inclusão escolar do estudante com TGD, faz-se necessário pensar nas políticas e práticas pedagógicas a ele direcionadas, face aos desafios existentes no processo educacional. Entende-se que a inclusão escolar para a maioria desses estudantes ainda não é uma realidade. O trabalho pedagógico com esses estudantes, sobretudo no contexto da classe comum, constitui um grande desafio para os professores. Nesse sentido, a escolarização do estudante com TGD, ainda é um campo em construção e exige uma boa articulação entre a direção

escolar, os profissionais da Sala de Recursos, os professores da classe comum e a família na busca da promoção de estratégias favorecedoras das aprendizagens do estudante, da inserção social e do desenvolvimento afetivo. Esses elementos são fundamentais para superar as barreiras comportamentais, de comunicação que possibilitarão o sucesso escolar do estudante.

Neste contexto, surgem questões com a finalidade de compreender quais as possíveis alternativas que auxiliam o estudante em seu sucesso escolar e qual a sustentação necessária, tanto teórica, quanto metodológica, para os professores exercerem sua prática profissional. Estas questões intencionam acessar, entre outros aspectos: a) como os professores que atuam com estudantes com TGD percebem o espaço da Sala de Recursos e a inclusão escolar desses estudantes? b) Como os professores se sentem em relação a sua prática docente, aos espaços de aprendizagem de seus alunos, e sua formação, para viabilizar a qualidade na realização do trabalho com o estudante com TGD? c) Existe articulação e parceria entre a comunidade escolar para a realização desse trabalho?

A partir dessas reflexões a pesquisadora desenvolveu o seguinte tema para a presente pesquisa: Atendimento Educacional Especializado ao estudante com Transtorno Global do Desenvolvimento: Políticas e práticas do processo educacional inclusivo. Este tema está relacionado ao interesse de compreender como está ocorrendo esse atendimento, no que diz respeito às políticas, ao suporte, às articulações, à formação docente, enfim, quais as variáveis envolvidas para se conseguir o sucesso escolar do estudante com TGD, na percepção dos profissionais que atuam com essa população.

2.2 OBJETIVO GERAL

Investigar as políticas,as percepções e práticas dos professores da Sala de Recursos e dos professores de classe comum, quanto ao Atendimento Educacional Especializado aos estudantes com TGD dos Anos Iniciais, da Rede Pública de Ensino do Distrito Federal.

2.3 OBJETIVOS ESPECÍFICOS

 Destacar os aspectos positivos e negativos quanto à organização do AEE para o estudante com TGD, na percepção dos professores que atuam em Sala de Recursos.  Destacar os aspectos positivos e negativos referentes à prática docente com o

estudante com TGD, na percepção dos professores da classe comum.

 Identificar, na percepção dos professores de Sala de Recursos e de classe comum, as estratégias pedagógicas utilizadas com os estudantes com TGD em relação ao acesso, permanência e sucesso escolar.

 Identificar as percepções dos professores que atuam em Sala de Recursos sobre a formação continuada oferecida pela Secretaria de Estado de Educação do Distrito Federal.

 Analisar as políticas educacionais da Educação Especial no processo inclusivo do estudante com TGD.

2.4 QUESTÃO CENTRAL DE PESQUISA

Como se configura o Atendimento Educacional Especializado em Sala de Recursos ao estudante com Transtorno Global do Desenvolvimento em Anos Iniciais no Distrito Federal?

Espera-se que os resultados desse estudo possam alargar os conhecimentos, reconhecer estratégias pedagógicas, subsidiar avanços na dinâmica do AEE, refletir acerca das políticas públicas no tocante a sua importância e efetiva implementação para o alcance de respostas positivas do processo educacional inclusivo. Enfim, suscitar novas reflexões acerca do Atendimento Educacional Especializado em Sala de Recursos oferecido aos estudantes com TGD.