4. Karls konstituering og subjektivistiske skamteorier
4.1. Analyser og synteser. Skamfølelse og fortid
4.1.1. Regressiv analyse av Karls destruktivitet
O presente trabalho, conforme mencionado no início deste capítulo, propõe um ambiente direcionado a docentes de uma IES e os considera como trabalhadores do conhecimento. Por isso, sua estruturação envolve alguns princípios da GC, que, como apresentado por Bergeron (2003), pode fazer uso de atividades como documentação e colaboração para a construção e renovação do conhecimento em uma organização. Tais atividades requerem, além de pessoas trabalhando juntas, integração e colaboração destas pessoas de maneira a aumentar o desempenho de todos os envolvidos, configurando o aprendizado em equipe. Esse é um fator importante na GC, pois indivíduos trabalhando como uma equipe produzem, “pelo menos potencialmente”, melhores resultados do que se atuassem individualmente (FUKS, GEROSA e LUCENA, 2003). O trabalho em equipe é uma das
disciplinas abordadas por Peter Senge em seu livro “A Quinta Disciplina” (SENGE, 1994). Neste livro, Senge descreve cinco disciplinas que devem ser observadas pelas empresas, as chamadas organizações que aprendem, que possuem o conhecimento como base de tudo que fazem, sendo elas:
o domínio pessoal – pode ser considerada como uma disciplina de desenvolvimento emocional individual, pois, é a avaliação e conscientização de sua própria realidade e de sua imagem pessoal, objetivando alcançar melhores resultados; o visão compartilhada – é uma disciplina coletiva, calcada no comprometimento das
pessoas em um propósito comum, sejam elas professores, administradores, etc.; o modelos mentais – é uma disciplina de aspecto tácito, pois, remete à reflexão e
investigação de suas atitudes e percepções, tornando-se consciente das fontes de seu pensamento, dos seus limites de mudanças pessoais e do quanto se é prisioneiro do seu modo de pensar;
o aprendizagem em equipe – assim como a visão compartilhada, esta é uma
disciplina coletiva, onde os indivíduos interagem entre si, por meio de discussões, com o objetivo de alcançar objetivos em comum, em que a equipe produz conhecimentos maiores que a soma das habilidades individuais;
o pensamento sistêmico – envolve a compreensão do todo e integra as outras quatro disciplinas, incorporando-as num conjunto coerente de teoria e prática, de modo que o todo seja melhor e maior do que as suas partes. É o entendimento da interdependência entre as outras disciplinas.
Estas cinco disciplinas são vistas sob a ótica educacional no livro “Escolas que aprendem” (SENGE et al, 2005). Para os autores, a abordagem da “Quinta Disciplina” é providencial para educadores principalmente na visão da “aprendizagem em equipe”, onde ocorre o que eles chamam de modelagem do ensino, que é “quando um professor tem a oportunidade de observar e dialogar com colegas e/ou educadores que atuam como modelos ao implementar novas práticas”. A prática da “aprendizagem em equipe” direciona os esforços das pessoas em um ponto em comum, conseguindo analisar juntas um problema individual, que passa a ser coletivo. A troca de experiências individuais leva a análises por parte da equipe, desperdiçando menos tempo e esforço na busca de objetivos comuns, resultando em soluções para problemas compartilhados e, também, na criação de novos conhecimentos.
Nonaka (1997) relata estudos sobre como as organizações aprendem e a importância do trabalho em equipe. Neste contexto, os indivíduos devem estar em constante diálogo,
interagindo e examinando informações “a partir de ângulos diferentes”. Para isso, é necessário que idéias e pensamentos individuais sejam compartilhados e se transformem em reflexões coletivas, envolvendo, em parte, conflito e desacordo.
O trabalho em equipe é uma prática comum nas organizações, mesmo que de maneira informal. Conforme dito no capítulo 2, os professores, em sua rotina, formam grupos informais para a troca de saberes práticos, interagindo entre si, compartilhando situações, resolvendo problemas, refletindo as dificuldades e os êxitos. Esses grupos abrem caminho para novos conhecimentos por meio do aproveitamento e avaliação das várias experiências (TARDIF, LESSARD e LAHAYE, 1991). Tais grupos podem ser inseridos na “aprendizagem em equipe”, pois permitem reflexão e avaliação de experiências tanto individuais quanto em conjunto, caracterizando o aprendizado mútuo e contínuo.
A partir daí, considera-se que o ambiente DoceNet pode ser visto como um apoio ao aprendizado contínuo de uma equipe de docentes de uma IES, pois fornece um espaço de compartilhamento, disseminação e reuso de conhecimentos e experiências. Neste espaço, docentes compartilham problemas, dúvidas, idéias, o que funciona ou não em sala de aula e diversos outros tipos de experiências. As discussões realizadas no ambiente devem poder auxiliar a reutilização, renovação e criação de novos conhecimentos, metodologias e didáticas docentes, construindo e aperfeiçoando juntos novas capacidades e habilidades. Estas atividades podem ser consideradas como um processo de “aprendizagem em equipe” sob o contexto de “escolas que aprendem”, pois evidenciam a importância da construção conjunta do conhecimento, onde docentes interagindo e colaborando entre si produzem melhores resultados do que se atuassem individualmente.
Segundo Senge et al (2005), para verificar e avaliar se uma organização está aprendendo, a organização deve observar três aspectos: (i) conhecer, entender e disseminar sua realidade atual ao empregados, (ii) utilizar tal entendimento para a criação e disseminação de novos conhecimentos dentro da própria organização e (iii) utilizar tais conhecimentos para encontrar ações e resoluções mais eficazes para a organização.
Com base nestes aspectos, algumas questões podem ser refletidas e auxiliam na avaliação do aprendizado da organização (SENGE et al, 2005).
a. A organização gera e dissemina uma visão clara da sua realidade? b. A organização busca por dados reais, ou evita dados embaraçosos? c. A organização testa suas experiências?
d. A organização enxerga somente números ou se preocupa com as pessoas? e. A realidade da organização é compartilhada e trabalhada em conjunto?
f. Os conhecimentos e experiências, além de compartilhados, são experimentados na prática?
g. Os indivíduos são vistos somente como “conhecedores” ou também como “aprendizes”?
h. Os conhecimentos e experiências compartilhados são utilizados para “ações eficazes rumo ao futuro desejado”?
Conforme apresentado anteriormente, o ambiente DoceNet está preparado para a definição de objetivos acompanhados de questões e métricas que respondem, quantitativamente, se tais objetivos foram ou não alcançados. Na seção 4.2.2.2, Quadro 21, são apresentadas, como uma proposta inicial, alguns objetivos, questões e métricas definidos para avaliar a freqüência de uso do ambiente. A partir de um refinamento dessa proposta inicial, algumas das questões acima, colocadas por Senge, podem ser respondidas, como por exemplo, as questões ”c” e “f”, pois as experiências docentes compartilhadas e registradas no ambiente são resultado da prática vivenciada em sala de aula, sendo possível avaliar se a instituição testa suas experiências na prática. No entanto, algumas dessas questões ainda não podem ser respondidas por meio desses objetivos iniciais, mas, como o DoceNet segue a estrutura da fábrica de experiências, as fases se desenvolvem de maneira cíclica e, a cada início de um novo ciclo, novos objetivos podem ser incluídos com o intuito de atender tais questões, auxiliando na verificação do aprendizado contínuo dentro da IES.